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22 de setembro de 2026

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Com tecnologia e ensino, o campo se torna destino de oportunidades

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Entre as lavouras de Campo Novo do Parecis e a movimentada BR-364, histórias de superação e novos começos ganham forma no Centro de Treinamento do Senar Mato Grosso. No local, a previsão é de que 1,4 mil pessoas sejam qualificadas ao longo de 2025, consolidando a estrutura como uma das mais completas do estado em formação técnica e prática no agro.

A estrutura impressiona: são 12 máquinas com alta tecnologia, sete salas de aula, simuladores modernos e treinamentos o ano inteiro. Tudo pensado para atender à crescente demanda por profissionais qualificados no campo, especialmente operadores capazes de extrair o máximo de desempenho de máquinas agrícolas cada vez mais sofisticadas.

“É uma oportunidade muito boa. O Senar tem esse alcance de chamar quem tem vontade. Às vezes, a pessoa olha o porte da máquina e pensa que não vai conseguir, mas a gente dá todo o suporte”, afirma o instrutor credenciado José Fernandes Junior, que ministra treinamentos de alta performance, ao programa Senar Transforma.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Capacitação no agro impulsiona novos começos

Um exemplo inspirador é o de Elton Adriano de Melo, pernambucano que trocou a oficina mecânica em Cuiabá por uma nova vida no campo. Após ouvir de um cliente sobre os cursos gratuitos do Senar, Elton decidiu entrar em contato com o Senar Mato Grosso para saber mais sobre os cursos. O primeiro foi colheitadeira de soja.

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“Quando terminou o curso, fui embora para Cuiabá e com 15 dias teve o de Trator e Implementos. Estava terminando o curso numa sexta-feira e já tinha vaga para tratorista. Mandei o currículo na sexta-feira mesmo e no sábado fui chamado para a entrevista. Só deu tempo de ir para Cuiabá buscar a roupa, porque já me chamaram. É ter determinação, dedicação e vontade. Estou amando essa mudança radical. Agora quero me especializar mais e entender tudo”, relata com entusiasmo.

Casos como o de Elton se multiplicam. Jovens como Janderson Ribeiro, de 22 anos, e Laila Gabrieli Philippi Schein, de 18, enxergam no Senar um ponto de partida para novos voos. Filha de produtor rural, Laila já planeja fazer todos os cursos possíveis. “Vale a pena. Quando você corre atrás, ao final tem o prêmio, que no caso é aprender”, diz a jovem à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Por trás de tantos resultados está a organização e visão estratégica do Senar Mato Grosso. Segundo Pablo Vicente, supervisor do Centro de Treinamentos, o aumento na demanda se deve não só à carência de mão de obra qualificada, mas também às parcerias que viabilizam o uso de maquinário de última geração, como as firmadas.

“A gente consegue ofertar curso de colheitadeira o ano todo, pulverizador o ano todo, justamente por ter essas máquinas disponíveis. Então, a gente consegue estar executando essas capacitações o ano todo”, explica.

Para garantir o acesso às capacitações, o Senar Mato Grosso realiza parcerias com sindicatos rurais e até organiza transporte gratuito para participantes de outras cidades. “Atendemos Sapezal, Campos de Júlio, Tangará da Serra e outros municípios”, destaca Jéferson Crestani, supervisor regional do Senar-MT.

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senar transforma centro de treinamentos campo novo do parecis foto israel baumann canal rural mato grosso1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Agro, um solo fértil para mudar de vida

Assim como não há limites para quem quer aprender, quem reconhece o agro como o solo fértil para mudar de vida, não vê a distância como obstáculo. No coração do Centro de Treinamentos do Senar, histórias ganham tração.

Entre as máquinas de última geração e os simuladores de alta tecnologia, estão sonhos em construção, como o da Jéssica Souza de Carvalho da Silva, que trocou o Rio de Janeiro pelo campo mato-grossense em busca de propósito e encontrou muito mais do que isso.

Ela conta ao Canal Rural Mato Grosso que conheceu o estado quando tinha cerca de 15 anos em uma visita à uma irmã. “Vinha sempre passar férias com ela e me apaixonei pelo campo. Comecei a ver as fazendas, a ver as máquinas trabalhando e coloquei na minha cabeça que um dia iria vir morar aqui em Mato Grosso e trabalhar no campo em uma dessas máquinas”.

Em apenas quatro meses morando em Mato Grosso, a vida dela já segue novos trilhos. Na busca por formação e inserção no agro, ela mergulhou de cabeça no aprendizado.

“Me deparei com o Senar que nos oferece a oportunidade de fazer cursos gratuitos. E eu falei: Bom, é o meu momento. Hoje eu estou fazendo os cursos e me especializando. Eu fiz trator, já me inscrevi no pulverizador e vou me inscrever nos outros também. Eu acho lindo o trabalho no campo, cuidar do solo, depois você vem plantando e vê a plantação, vê o fruto daquilo que você planta sendo colhido, transportado”, frisa ela que é formada em logística.

Para Jéssica, estar no campo “é vida, é saúde. Eu sinto o ar mais leve, as pessoas são mais calmas, são mais tranquilas. Aqui tem muita oportunidade. Muita oportunidade. Só não aproveita quem não quer”.

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Ministro da Agricultura afasta risco de falta de fertilizantes e nega desabastecimento de diesel

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (22) que o governo considera afastado o risco de desabastecimento de fertilizantes e que não há, neste momento, indicativos concretos de uma possível falta de óleo diesel no país.

As declarações foram dadas durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, realizado em Belo Horizonte (MG), em meio às preocupações do agronegócio com os efeitos dos conflitos internacionais sobre o fornecimento e os preços de insumos utilizados na produção.

No caso dos fertilizantes, André de Paula destacou as ações previstas no Plano Nacional de Fertilizantes e afirmou que o governo trabalha tanto para ampliar a produção doméstica quanto para diversificar os fornecedores internacionais.

“Eu posso inclusive anunciar que não teremos qualquer preocupação em relação a abastecimento”, afirmou.

Segundo o ministro, os conflitos internacionais aumentaram a necessidade de buscar fornecedores alternativos para reduzir os riscos ao abastecimento brasileiro.

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André de Paula citou como exemplo uma missão realizada recentemente ao Marrocos, onde, segundo ele, foi firmado um compromisso para o fornecimento de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados ao Brasil.

“Isso é algo em torno de 80% do que nós precisamos. Então, eu diria que o fantasma do desabastecimento, neste momento, está afastado”, declarou.

Governo aposta em produção nacional

Outra frente apontada pelo ministro é a retomada e ampliação da produção doméstica de fertilizantes nitrogenados.

De acordo com André de Paula, três unidades de fertilizantes ligadas à Petrobras já foram entregues e estão produzindo. A expectativa é de que uma quarta fábrica, localizada em Três Lagoas (MS), esteja pronta em meados de 2027.

Com a entrada em operação da unidade sul-mato-grossense, o ministro estima que o Brasil terá capacidade de produzir cerca de 35% da demanda nacional por nitrogenados.

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A redução da dependência externa é considerada estratégica porque o Brasil ainda importa grande parte dos fertilizantes utilizados nas lavouras.

“Esse é um desafio que está sendo encarado com profissionalismo, com seriedade e com um planejamento de longo prazo”, afirmou.

O ministro também destacou medidas para acelerar a chegada dos insumos ao campo. Segundo ele, o governo trabalhou junto ao Ministério de Portos e Aeroportos para dar prioridade aos navios carregados com fertilizantes diante do início da safra.

A medida busca reduzir possíveis atrasos provocados pelo acúmulo de embarcações nos portos brasileiros.

Ministro nega risco de falta de diesel

Questionado sobre o temor de falta de óleo diesel durante o plantio e, posteriormente, a colheita da nova safra, André de Paula afirmou que não existem elementos concretos que indiquem risco de desabastecimento nacional.

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“Isso ainda está no campo da especulação, não há nenhum indicativo de que isso possa acontecer”, disse.

Segundo o ministro, o governo também acompanhou os riscos de uma alta mais acentuada dos preços do combustível em decorrência dos conflitos internacionais.

“Quero lhe garantir que não há nenhuma expectativa, neste momento, que se funde em algo concreto em relação a um possível desabastecimento de diesel”, acrescentou.

Relatos de falta de diesel no Rio Grande do Sul

A declaração ocorre após produtores rurais do Rio Grande do Sul relatarem dificuldades para obter diesel em algumas regiões do estado. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) chegou a acionar a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) diante de relatos de restrições e atrasos nas entregas do combustível.

Questionado especificamente sobre a situação gaúcha, André de Paula afirmou ter conversado com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e disse ter sido tranquilizado sobre o abastecimento.

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“Se isso aconteceu, é possível que tenha sido uma questão local, que obviamente será olhada com muito carinho”, afirmou.

O ministro reforçou que questões relacionadas diretamente ao abastecimento de combustíveis são acompanhadas pela ANP e pelo Ministério de Minas e Energia.

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Projeto Produzindo Alimento Seguro realiza primeira ação em Itapetininga

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O projeto Produzindo Alimento Seguro realizou sua primeira ação em Itapetininga, no interior de São Paulo, nos dias 16 e 17 de setembro. A iniciativa, coordenada pela Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo em parceria com entidades do setor, contou com a participação do Sistema Faesp/Senar e teve como foco ampliar o acesso dos produtores a informações técnicas sobre uso responsável de defensivos agrícolas e boas práticas agrícolas.

A proposta integra uma estratégia de educação sanitária contínua baseada nos resultados do Programa Estadual de Análise de Resíduos de Defensivos agrícolas e Afins de Uso Agrícola em Produtos de Origem Vegetal (PEARA-POV). O objetivo é fortalecer a adoção de práticas técnicas no campo e contribuir para a produção de alimentos mais seguros no estado.

Em Itapetininga, a programação reuniu produtores e profissionais do setor para discutir responsabilidade técnica, boas práticas na prescrição, mitigação de riscos na aquisição e no uso de defensivos agrícolas, armazenamento nas propriedades e bioinsumos. Parte das atividades foi realizada no Sindicato Rural de Itapetininga.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Também participaram da ação Érica Barros, assessora técnica do Departamento Econômico da Faesp, além de Roberto Ueno e Bruno Galvão, respectivamente presidente e coordenador do Sindicato Rural de Itapetininga.

A agenda incluiu ainda o recebimento de embalagens vazias e de produtos impróprios para uso, como itens vencidos ou com sobras, no posto de recebimento da ADIAESP no município.

Um dos destaques da programação foi a participação de cerca de 60 alunos e seis instrutores do Programa Jovem Empreendedor do Agro do Senar-SP, realizado pelo Sindicato Rural de Itapetininga. O grupo participou de palestras específicas e de uma visita técnica ao Posto ADIAESP no segundo dia do evento.

Durante as atividades, os jovens receberam informações sobre fiscalização, preservação ambiental e medidas de proteção à saúde dos animais, vegetais, agricultores e da população. O grupo também conheceu o funcionamento do Sistema Campo Limpo, gerenciado pelo inpEV, voltado à destinação adequada das embalagens vazias de defensivos agrícolas.

A experiência em Itapetininga será usada como base para a expansão do projeto a outros municípios, com programação adaptada às características de cada região e integração com ações já desenvolvidas pelos sindicatos rurais. Segundo Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, a iniciativa reforça o papel dos sindicatos na disseminação de informação e na mobilização dos produtores.

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Fonte: cnabrasil.org.br

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Conab compra 191 mil toneladas de milho para reforçar estoques públicos

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprou 191 mil toneladas de milho em grãos em leilões realizados nos dias 18 e 21 de setembro. O volume representa 85,27% das 224 mil toneladas ofertadas nos pregões e teve custo total de cerca de R$ 228 milhões. A operação faz parte das medidas do governo federal para prevenir possíveis impactos do fenômeno El Niño no abastecimento e na oferta de grãos.

A maior parte do cereal adquirido será fornecida pela agricultura familiar. No leilão do dia 18, a Conab comprou 121 mil toneladas de milho em grãos, o equivalente a 64,92% do total adquirido pela companhia nos dois certames. Para essa operação, o desembolso previsto é de pouco mais de R$ 152 milhões.

Houve negociações em Irecê, Goiatuba, Imperatriz, Uberlândia, Uberaba, Iguatemi, Camargo e Santa Cecília do Sul. Os lotes arrematados foram destinados a unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

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Na última segunda-feira (21), a Conab comprou outras 70 mil toneladas de milho em grãos em leilão aberto à ampla concorrência, com participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes. A operação foi voltada à negociação dos lotes que não tiveram negócio no certame anterior e somou R$ 76 milhões.

Nesse segundo leilão, houve negociação para todos os lotes previstos no Distrito Federal, em Bom Jesus de Goiás, em Imperatriz e no Rio Grande do Sul, além de parte dos lotes ofertados em Rondonópolis, Gaúcha do Norte e Vera, em Mato Grosso.

Segundo a Conab, o reforço dos estoques públicos de milho ofertado pelo Programa de Vendas em Balcão vai atender pequenos criadores de animais em todo o país, principalmente os localizados em áreas mais distantes dos grandes centros e das regiões de maior produção, que utilizam o grão na alimentação dos plantéis.

Com a compra de 191 mil toneladas de milho, a Conab amplia a formação de estoques públicos para abastecer o Programa de Vendas em Balcão, em uma ação voltada à oferta do cereal e ao atendimento de pequenos criadores.

Fonte: gov.br

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