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5 de maio de 2026

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produção de qualidade e desafios fundiários no coração do Brasil

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O setor agropecuário do Distrito Federal possui características únicas que o diferenciam do restante do país. À frente da Federação de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF), Fernando Cezar Ribeiro destaca que o fortalecimento das entidades de classe é essencial para garantir voz ativa aos produtores rurais.

“Quando temos as nossas entidades representativas fortes, o nosso segmento automaticamente é forte”, afirma Fernando em entrevista do Direto ao Ponto desta quinta-feira (17).

Criada em 2003 a partir do Sindicato Rural de Brasília, a federação se adaptou à realidade local — onde, por ser um único município, não se poderia contar com vários sindicatos assim como em outros estados com entidades em cada cidade. A solução encontrada foi a formação de sindicatos por atividade, como dos avicultores e suinocultores, com respaldo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com o presidente da Fape-DF, outro ponto de destaque é a condição fundiária dos produtores de Brasília. Muitos não são proprietários de suas terras, mas possuem contratos de concessão de uso com a Terracap, empresa pública responsável pela gestão imobiliária da capital federal.

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“Nós temos a particularidade de que grande parte dos produtores não são proprietários. Eles pagam pela cessão de direito de uso”, explica ele ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

O presidente da Fape-DF lembra que, quando da construção de Brasília, o então presidente Juscelino Kubitschek tinha um sonho de transformar parte do território do Distrito Federal em um cinturão verde para que permitisse que os produtores rurais pudessem abastecer a nova Capital com verduras mais frescas ao invés de vim de fora.

Décadas depois, esse modelo de cessão de direito do uso da terra ainda prevalece, mas com um processo de regularização fundiária em curso, por meio da Empresa de Terras Rurais (ETR), ligada à Terracap.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Avicultura integrada: pilar da pecuária no DF

A avicultura comercial se consolidou como uma das principais atividades da pecuária no Distrito Federal operando majoritariamente sob o modelo de integração. Segundo Fernando, “praticamente toda a avicultura comercial aqui é vinculada ao sistema de integração”.

Brasília, inclusive, é um dos maiores polos de produção de ovos férteis do Brasil, com destaque tanto para o fornecimento de pintinhos quanto para a presença de produtores integrados com foco em carne de frango. Nesse sistema, o produtor entra com as instalações e a mão de obra, enquanto a agroindústria fornece ração, assistência técnica e define os parâmetros de remuneração.

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Apesar da limitação territorial, a agropecuária do Distrito Federal se destaca pela qualidade e pela genética de excelência. Na pecuária de leite, há cerca de 90 mil cabeças, concentradas em uma bacia leiteira pequena, mas produtiva.

A capital federal também abriga o maior criador da raça bovina Wagyu no país — carne nobre de origem japonesa — além de referências em raças como Guzerá e rebanhos ovinos de destaque.

“A gente produz, mas produz com qualidade”, sintetiza Fernando.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

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“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

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Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

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Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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