Sustentabilidade
soja fortalece saúde de alunos da Apae, em MT

A soja tem mostrado sua força além das lavouras, pois, em Marcelândia (MT), a oleaginosa também está presente em espaços onde o cuidado e a atenção são fatores que caminham juntos. Na Escola Especial Renascer, mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município, a nutrição virou aliada da inclusão. A unidade, que atende 125 alunos com deficiência intelectual ou múltipla, oferece muito mais que ensino: promove saúde, acolhimento e desenvolvimento integral.
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Com 26 anos de história no município, a instituição disponibiliza serviços como fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e atividades que estimulam o avanço motor e cognitivo dos estudantes. E, recentemente, um reforço importante chegou para somar: a inclusão da bebida de soja no cardápio, fortalecendo a alimentação dos alunos e contribuindo para uma rotina ainda mais saudável.
O produto passou a ser utilizado no café da manhã e no lanche da tarde, sendo a base de vitaminas com frutas, chás e outras preparações. O impacto foi imediato. Casos de desnutrição severa entre os alunos, que preocupavam a equipe nutricional, passaram a regredir. Segundo a diretora da associação, Márcia Rosalva da Silva Alves, a bebida teve ótima aceitação e contribuiu diretamente para o ganho de peso e o fortalecimento do sistema imunológico dos atendidos.
Programa Agrosolidário
A mudança só foi possível graças ao apoio do programa Agrosolidário, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que passou a fornecer regularmente a bebida à escola. Para a presidente da Apae, Silvania Garcia Miranda Martins, a parceria é fruto de um olhar atento e sensível da entidade para as necessidades da comunidade.
“A associação está bem estruturada graças à comunidade, ao poder público e a instituições como a Aprosoja MT, que nos enxerga com carinho. Essa parceria fez e faz a diferença na vida de muitos alunos”, afirma.
A cozinheira Ivanilza Alvez de Lima vê os resultados de perto: “Um aluno em especial mal conseguia andar, era muito fraquinho. Depois que passou a tomar a bebida com as vitaminas e seguir a estimulação aqui, ganhou massa muscular e hoje já caminha com autonomia”, relata.
Para a equipe, a bebida de soja representa mais do que um complemento alimentar: é uma ferramenta de transformação social e humana. Já para a Aprosoja MT, é uma forma de devolver à sociedade parte do valor gerado no campo, com responsabilidade e solidariedade.
Sustentabilidade
Com faturamento de R$ 105,7 bilhões, cooperativas impulsionam a economia de Santa Catarina – MAIS SOJA

O balanço do setor cooperativista de SC foi levantado pelo Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina) junto às 236 cooperativas associadas e anunciado em Florianópolis, pelo presidente Vanir Zanatta.
O crescimento das receitas, em 2025, foi de 15,8%, três vezes maior que a expansão do PIB (produto interno bruto) brasileiro que ficou em 2,3% no ano passado.
Refletindo o bom desempenho das cooperativas, as sobras (lucros) avançaram 30,8% e chegaram a R$ 7,3 bilhões, valores que serão destinados a investimentos, fundos estatutários e rateio entre os associados.
Um dos dados mais relevantes do levantamento é a expansão do número de associados (cooperados) que cresceu 8,1% no ano passado com o ingresso de mais de 370 mil pessoas no quadro associativo das cooperativas. No conjunto, as cooperativas reúnem, agora, mais de 5 milhões de catarinenses (5.078.635), o que representa 61% da população barriga-verde. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, comemora o presidente Zanatta.
Os setores que mais atraíram novos associados foram as cooperativas de crédito que têm atualmente mais de 4 milhões de cooperados (4.034.326), as de infraestrutura que atuam em distribuição de energia elétrica (469.149 pessoas), além das de consumo (467.171) e as agropecuárias (84.909). As cooperativas de saúde têm 15.207 associados e, as de transporte, 6.441 cooperados.
A carga tributária não poupou as cooperativas. Em 2025 elas recolheram R$ 4,4 bilhões aos cofres públicos em impostos sobre a receita bruta, um crescimento de 12,9% em relação ao exercício anterior. Esse montante retorna para a sociedade em forma de estradas, hospitais, escolas, creches e segurança pública.
Para atender seus associados com ações e serviços de qualidade, as cooperativas mantêm quadros funcionais de empregados qualificados. Em 2025 contrataram mais 15,8% de colaboradores e criaram 7.301 novos postos de trabalho. Juntas, elas agora mantêm 109.677 empregados diretos.
As cooperativas do agronegócio (ramo agropecuário) foram, novamente, as mais expressivas na geração de empregos diretos e de receita operacional bruta, respondendo por 62% dos postos de trabalho e também por 60% das receitas globais do universo cooperativista.
As 45 cooperativas agropecuárias fecharam o ano com 84,9 mil cooperados. O setor também foi o que mais criou vagas – gerou mais de 4 mil novos empregos – e, agora, essas cooperativas sustentam 68 mil postos de trabalho, o que representa aumento de 6%. A receita operacional total das cooperativas agro avançou 10% e totalizou R$ 63 bilhões.
As vendas no exterior das cooperativas agropecuárias atingiram 2,18 bilhões de dólares e representaram 17,9% das exportações de Santa Catarina e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Os principais produtos de exportação foram cereais in natura e proteína animal, seguidos de fertilizantes, sementes, frutas e derivados, lácteos e cereais processados. O presidente da OCESC prevê que continuará expressiva a participação das cooperativas nas exportações do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB catarinense e por 70% das vendas catarinenses no exterior, decorrente da imensa presença das cooperativas nas cadeias produtivas de grãos, leite, suínos e aves.
Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Sustentabilidade
Chicago fecha em forte baixa para o trigo com chuvas nos EUA e realização de lucros – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (5) em forte baixa, com perdas superiores a 2% no contrato mais negociado. O mercado foi pressionado pelas previsões de chuvas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, que indicaram alívio parcial do estresse hídrico nas lavouras, especialmente nas áreas mais afetadas das Planícies do sul.
Além disso, o movimento de realização de lucros após os ganhos recentes contribuiu para ampliar as perdas, em um ambiente de ajuste técnico. A fraqueza do petróleo também reforçou o viés negativo no complexo de grãos ao longo da sessão.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram leve melhora nas condições das lavouras, com 31% da safra de trigo de inverno classificada como boa a excelente, acima dos 30% da semana anterior. Já o plantio do trigo de primavera atinge 32% da área, abaixo da média de 35% dos últimos cinco anos.
Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,27 3/4 por bushel, baixa de 13,25 centavos de dólar, ou 2,06%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,43 1/4 por bushel, com queda de 13,25 centavos de dólar, ou 2,01%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Falta de força em Chicago deve manter mercado brasileiro de soja calmo – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve manter o ritmo de poucos negócios, pressionado pela queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago, que acompanha a derrocada do petróleo – que cai cerca de 7% em Nova York. O dólar, por sua vez, abriu com grande volatilidade frente ao real. Lá fora, a moeda norte-americana tem queda consistente, com os investidores monitorando as esperanças de paz no Oriente Médio.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja teve um dia travado para a comercialização, revertendo o movimento positivo observado na sessão anterior. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi marcado por queda generalizada nas cotações.
“Os preços caíram em praticamente todas as praças, refletindo a forte queda do dólar e a devolução de parte dos ganhos em Chicago”, afirma. Segundo ele, os prêmios apresentaram apenas pequenas mudanças e não foram suficientes para compensar as perdas.
O ambiente foi de retração tanto por parte dos compradores quanto dos vendedores. “Algumas tradings ficaram fora do mercado e o produtor também se manteve retraído, aguardando melhores oportunidades”, explica Silveira. Ele destaca ainda que os agentes seguem atentos ao próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para a próxima semana.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 126,00 para R$ 124,00, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 122,00 para R$ 120,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços recuaram de R$ 111,00 para R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) caíram de R$ 113,50 para R$ 112,00. Em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 113,00 para R$ 111,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também recuaram de R$ 132,00 para R$ 130,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com baixa de 0,45% na posição julho/26, cotada a US$ 12,06 por bushel.
* O mercado estende as perdas do pregão anterior, seguindo o baixo desempenho do petróleo em Nova York. O movimento ocorre em meio às expectativas de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,10%, a R$ 4,9172. O Dollar Index registra recuo de 0,51%, a 97,941 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. China, +1,17%. Japão, feriado.
* As principais bolsas na Europa operam com fortes ganhos. Paris, +3,37%. Frankfurt, +2,66%. Londres, +2,60%.
* O petróleo opera em forte queda. Julho do WTI em NY: US$ 94,60 o barril (-7,49%).
AGENDA
—–Quarta-feira (6/5)
Japão – Feriado (– mercados fechados)
11:30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA).
20:50 – Japão: Ata da reunião de política monetária.
Resultados financeiros do Minerva, Vamos e da Vibra.
—–Quinta-feira (7/5)
09:00 – Pesquisa Industrial Mensal Produção Física de março/IBGE.
09:30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA.
15:00 – Resultado da balança comercial de abril.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Resultados financeiros da Rumo, B3 e Petrorecôncavo.
—–Sexta-feira (8/5)
03:00 – Alemanha: Balança comercial (mar).
08:00 – IGP-DI de abril/FGV.
09:30 – EUA – Relatório de Emprego – Payroll (abril).
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Fonte: Safras News
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