Sustentabilidade
Análise Mensal do Mercado do Trigo – MAIS SOJA

Os preços do trigo estiveram enfraquecidos no mercado doméstico em junho. A pressão esteve atrelada às desvalorizações externas, ao avanço da semeadura no Brasil e à fraca demanda. Muitos agentes de moageiras afirmam que estão abastecidos, enquanto outros trabalham com o trigo importado. Triticultores, por sua vez, estão focados nas atividades de campo. Diante disso, a liquidez esteve baixa no mercado interno.
Em junho/25, a média mensal do trigo negociado no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.351,14/tonelada, quedas de 4% frente à de maio/25 e de 10,2% em relação à de junho/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, o valor médio foi de R$ 1.510,60/t, baixas de 2,5% no comparativo mensal e de 5,8% no anual. Em São Paulo, os recuos foram de 4,6% e 11% nos mesmos comparativos, a R$ 1.530,44/t em junho/25. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.469,75/t, alta de 0,5% frente à de maio/25, mas queda de 6,5% em relação a junho/24.
No campo, chuvas intensas foram registradas no Sul do Brasil em junho, em especial no Rio Grande do Sul. Além disso, também foi verificada a primeira onda de frio mais intenso, que resultou em geadas em algumas áreas do Centro-Sul do País. Por um lado, o clima mais frio favorece o desenvolvimento das lavouras, mas as chuvas intensas no RS atrapalharam os trabalhos de campo e implicaram até em perdas em algumas lavouras, que necessitarão ser replantadas. Assim, produtores ficaram em alerta.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS no dia 3 de julho, a semeadura chegou a 50% da área cultivada no Rio Grande do Sul.
No Paraná, segundo dados da Seab/Deral divulgados na primeira semana de julho, 96% da área estimada foi semeada no estado, sendo que 4% estão em fase de germinação; 69%, em desenvolvimento vegetativo; 16%, em floração; e 11%, em frutificação. Entretanto, houve uma piora nas condições das lavouras; 84% estavam em boas condições; 9%, em médias; e 7%, em ruins, sendo que, até a semana anterior, quase 100% das lavouras estavam em boas condições. Isso ocorreu devido ao aumento da umidade, diante do maior volume de chuvas no estado no momento em que as plantas estavam em fases mais avançadas.
No Brasil, dados da Conab indicam que, até 28 de junho, 63,8% da área estimada havia sido semeada, enquanto a colheita já havia se iniciado no estado de Goiás (40% já colhido), representando 1,9% do total no Brasil.
Em relatório divulgado em junho, a Conab estima a área de trigo em 2,67 milhões de hectares, 1% abaixo do indicado em maio e 12,6% inferior à da safra de 2024. A produção está prevista em 8,192 milhões de toneladas, queda de 0,8% frente ao relatório anterior, mas alta de 3,8% sobre o volume da safra passada. A produtividade está estimada em 3,06 t/ha, aumento de 0,3% frente ao relatório anterior e 18,9% acima da temporada anterior.
DERIVADOS DE TRIGO – A maior demanda pelo farelo de trigo para consumo animal impulsionou os valores no final de junho. Considerando-se as regiões acompanhadas pelo Cepea, e comparando-se a média da última semana cheia de junho (de 23 a 27 de junho) com a do período anterior (de 16 a 20 de junho), o preço do farelo de trigo a granel subiu 2,67%, e o do ensacado avançou 0,96%. Para as farinhas, por outro lado, houve quedas no mesmo comparativo: bolacha salgada (-0,26%); pré-mistura (-0,22%); farinha integral (-0,19%) e massas em geral (-0,14%). Para massas frescas, bolacha doce e panificação, os preços seguiram estáveis.
BALANÇA COMERCIAL – De acordo com dados da Secex, 487,04 mil toneladas de trigo foram importadas em junho/25, com 94,1% do volume total sendo importado da Argentina e apenas 5,9%, do Paraguai. O preço médio foi de US$ 245,54/t, que, em Reais, seria de R$ 1.361,50/t. No primeiro semestre de 2025, as importações acumularam 3,58 milhões de toneladas, 6,3% acima do verificado no mesmo período de 2024 (3,36 milhões de toneladas).
MERCADO EXTERNO – Em junho, o primeiro vencimento do Soft Red Winter negociado na Bolsa de Chicago teve média de US$ 5,4091/bushel (US$ 198,75/t), alta de 3,1% frente à de maio/25, mas queda de 9,7% na comparação com junho/24. Na Bolsa de Kansas, o primeiro vencimento do trigo Hard Winter teve média de US$ 5,3654/bushel (US$ 197,14/t) em junho, alta de 2,7% no comparativo mensal, mas baixa de 14,4% no anual.
Quanto à safra nos Estados Unidos, segundo dados do USDA, até o dia 29 de junho, das lavouras de trigo de inverno, 48% estavam entre condições boas/excelentes; 32%, médias; e 20%, ruins ou muito ruins. Ainda para o trigo de inverno, 37% das lavouras haviam sido colhidas, avanço de 18 pontos percentuais no comparativo semanal, contra 52% no ano passado e 42% na média dos últimos cinco anos. Já para a safra de primavera, ainda de acordo com o USDA, 53% das lavouras estavam entre condições boas/excelentes; 33%, em razoáveis; e 14%, em situação ruim ou muito ruim.
Na Argentina, a média dos preços FOB do Ministério da Agroindústria de junho/25 ficou em US$ 233,58/t, 0,65% abaixo do de maio/25 e 19% menor que em junho/24. A Bolsa de Cereales informou, no dia 3 de julho, que a semeadura de trigo da safra 2025/26 na Argentina alcançou 78,2% da área total prevista, de 6,7 milhões de hectares.
Confira o Agromensal do Trigo de Junho/2025 completo, clicando aqui!
Fonte: Cepea

Autor:AGROMENSAIS JUNHO/2025
Site: CEPEA
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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