Business
celebre o Dia Mundial do Chocolate

A mais famosa derivação do cacau, o chocolate é festejado na Páscoa e em diversos outros momentos especiais, mas é em outra data que ele é oficialmente reconhecido: hoje, dia 7 de julho.
Alguns dizem que o Dia Mundial do Chocolate é uma referência à data em que o produto chegou à Europa, em 7 de julho de 1550, mas não há confirmação histórica precisa a este respeito. De qualquer forma, não são precisos motivos para apreciar um bom chocolate.
Com várias facetas, seja ao leite, meio-amargo, amargo, branco ou com especiarias cujo limite é a imaginação do mestre chocolatier, o fato é que ele se adequa aos mais variados gostos.
Brasil: potência do cacau
O Brasil tem o histórico de ser um dos maiores produtores da matéria-prima da iguaria. Em 2023, por exemplo, o país produziu 240 mil toneladas de cacau em amêndoas secas. Por aqui, Bahia e Pará lideram na colheita do fruto.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o consumo anual per capita por aqui é de 2,9 kg, dado que coloca o Brasil entre os maiores degustadores da iguaria, mas ainda significativamente atrás de Estados Unidos, Suíça e Alemanha, por exemplo.
Chocolate: bebida dos deuses e artigo de luxo
Apesar de não ser possível indicar um acontecimento que marque o Dia Mundial do Chocolate, a sua história na América do Sul é muito antiga. Os maias e astecas tinham o cacau como símbolo sagrado e o utilizavam na preparação de uma bebida sagrada: o “xocolatl”, a bebida dos deuses.
Após expedições às Américas, já no século 16, Hernán Cortez, leva a iguaria para a Europa, onde foram adicionados açúcar e leite, o tornando um artigo de luxo. Com a revolução industrial surgem as grandes chocolaterias europeias como Lindt, Nestlé, e a Hershey’s, nos Estados Unidos.
O chocolate chega ao Brasil no ano de 1746, como presente ao fazendeiro Antônio Dias Ribeiro, no estado da Bahia, que pelas condições favoráveis de clima e solo, logo passou a ser um dos principais polos produtores do cacau.
Benefícios do chocolate
Apesar de o chocolate ser um assunto tabu no mundo da saúde, é possível traçar os benefícios que o alimento traz para a saúde. Um deles é a redução na pressão arterial, fato possível pela presença dos flavonoides que possuem efeitos vasodilatadores.
Outro benefício do chocolate é o efeito antioxidante que previne a formação de placas de gordura nas artérias reduzindo os níveis de colesterol. Somado a isso o cacau também é uma poderosa fonte de ferro.
Outro efeito popular do chocolate é a produção de endorfina e serotonina. Estes neurotransmissores trazem a sensação de prazer e bem estar, contribuindo assim para a melhora do humor.
Apesar disso, o consumo mais indicado são os chocolates com maiores concentrações de cacau, conhecidos como chocolate amargo. Isso acontece porque esta variedade apresenta uma concentração menor de açúcar, permitindo sentir os benefícios sem os efeitos colaterais do consumo em grandes quantidades do adoçante.
Agora, a próxima vez que comprar um belo tablete de chocolate, antes de saboreá-lo, lembre-se de tudo o que foi necessário acontecer para que ele chegasse até você e se não fosse o trabalho do produtor rural, isso não seria possível.
*Sob supervisão de Victor Faverin
Business
CNA lança três novos concursos do Prêmio Brasil Artesanal em 2026

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou que realizará três concursos do Prêmio Brasil Artesanal (PBA) ao longo de 2026, voltados para produtores de azeite, cachaça e doce de leite. A iniciativa integra o calendário oficial da entidade e busca reconhecer e valorizar alimentos artesanais produzidos por pequenos e médios produtores rurais em todo o país.
• Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Segundo a CNA, o objetivo da premiação é avaliar a qualidade dos produtos artesanais, estimular a profissionalização do setor e incentivar a melhoria contínua dos processos produtivos. O edital com regras, prazos e critérios de participação deverá ser divulgado ainda neste mês.
A principal novidade desta edição é a inclusão do concurso para doce de leite, que será realizado pela primeira vez. Já os concursos de azeite e cachaça chegam à segunda edição em 2026, consolidando-se como referência para esses segmentos.
Fernanda Regina Silva, assessora técnica da CNA e organizadora do Prêmio Brasil Artesanal, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do setor. Para ela, o prêmio vai além da competição, pois promove visibilidade e desenvolvimento econômico no campo.
“A expectativa é de grande adesão, impulsionada pela trajetória do programa, que já realizou 14 edições de concursos e acumula credibilidade, reconhecimento e resultados concretos no campo”, afirmou Fernanda.
Ela acrescentou que os concursos ajudam a elevar o padrão dos produtos artesanais brasileiros, fortalecem a competitividade dos pequenos produtores e ampliam o reconhecimento desses alimentos no mercado nacional.
Os concursos contarão com a parceria de instituições técnicas e acadêmicas, entre elas o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Essas instituições irão colaborar com conhecimento técnico e científico para a avaliação dos produtos, garantindo critérios rigorosos de qualidade e contribuindo para o aprimoramento dos processos produtivos dos participantes.
Saiba mais no site da CNA.
O post CNA lança três novos concursos do Prêmio Brasil Artesanal em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos de negociação

Neste sábado (17), em evento histórico no Paraguai, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após mais de 26 anos de negociações. O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo um mercado estimado em cerca de 720 milhões de pessoas.
* Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A assinatura ocorreu no Grande Teatro José Asunción Flores, no Banco Central do Paraguai, o mesmo local onde, em 1991, foi assinado o tratado fundador do Mercosul, marco que deu origem ao bloco sul-americano.
Estiveram presentes o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Representando a União Europeia, participaram Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
No local, o presidente anfitrião, Santiago Peña, foi um dos primeiros a subir ao púlpito para discursar sobre a importância do acordo. Ele saudou os presentes e afirmou que o momento marca uma nova etapa de integração comercial entre a América do Sul e a Europa.
“Estamos diante de um dia que marca regiões de mercados do mundo, Europa e América do Sul. Sejam bem-vindos para preservar um feito sem dúvida histórico, que demonstra que o caminho do diálogo, da fraternidade e da cooperação é o caminho. Hoje o Paraguai está entre os povos que abrem portas para um futuro melhor. Este acordo dará melhores dias aos nossos povos”, disse Peña.
Em seguida, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, agradeceu a todos os países do Mercosul pela cooperação e destacou os benefícios do acordo para as duas regiões. Segundo ela, o tratado irá incentivar comércio e investimento, além de promover regras mais claras entre os blocos.
“Agradeço a todos os países do Mercosul. Este acordo vai abrir compras, reduzir tarifas, proporcionar regras claras para encorajar investimento e ajudar uns aos outros na transição de matérias-primas. Precisamos que a Europa apoie o Mercosul. É assim que o comércio deveria ser: escolhemos o comércio, ao invés de tarifas”, declarou Ursula.
O presidente da Argentina, Javier Milei, também se pronunciou durante a cerimônia. Em sua fala, abordou o cenário geopolítico internacional, fez referências a líderes estrangeiros e defendeu maior cooperação entre países.
O presidente da Bolívia participou dos discursos e enfatizou que seu país é um aliado do bloco e que há clareza entre os povos sobre a importância da integração regional.
Na sequência, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou em nome do presidente Lula. Ele trouxe uma mensagem do chefe de Estado brasileiro e destacou o significado político e econômico do acordo.
“O acordo é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração de uma ordem multilateral. É possível alcançar livre comércio com regras e benefícios para povos europeus e sul-americanos. Este acordo estabelece, de fato, uma parceria com enorme potencial econômico para a sociedade e com profundo sentido geopolítico. Estamos lançando bases entre hemisférios para mais de 700 milhões de pessoas, com ganhos tangíveis. Este acordo é uma obra coletiva, justa e equilibrada do que compactuamos aqui”, afirmou Mauro Vieira.
António Costa, presidente do Conselho Europeu, foi o último a se pronunciar. Ele ressaltou a mensagem que o acordo envia ao mundo sobre a defesa do comércio livre e do multilateralismo.
“Com esse acordo enviamos uma mensagem ao mundo de defesa do comércio livre, baseado em regras e no multilateralismo, entre países e regiões. Pode ter chegado tarde, mas chegou no momento oportuno”, disse Costa.
A cerimônia prosseguiu com a assinatura formal do tratado pelos ministros das Relações Exteriores dos países membros e a realização da fotografia oficial dos participantes.
Para que o acordo entre em vigor, ele ainda precisará ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos países do Mercosul, um processo que deve se estender por semanas ou meses.
O post Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos de negociação apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
‘Tratamento com luz’ reduz até 40% das perdas e combate doença fúngica em goiabas

A aplicação em goiabas de luz UV-C modulada, emitida em pulsos, em vez de fluxo contínuo, combateu a antracnose. A doença fúngica, provocada por microrganismos, desencadeia lesões escuras na fruta pós-colheita e diminui sua vida útil.
A doença normalmente se manifesta na casca da fruta, mas pode atingir a polpa por meio de ferimentos causados por insetos, manuseio inadequado ou danos durante o transporte.
Esses fatores, combinados com práticas pós-colheita ineficientes, contribuem para perdas estimadas entre 20% e 40% da produção total de goiaba nos países em desenvolvimento.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O controle de patógenos nesse tipo de alimento tem sido realizado predominantemente por meio de fungicidas, através da imersão ou pulverização da fruta em uma solução fungicida imediatamente após a colheita, seguida de secagem e armazenamento refrigerado.
“Tivemos como objetivo nesse estudo, além de disponibilizar um método de controle eficaz dessa doença em pós-colheita, desenvolver uma tecnologia limpa e sustentável que não deixasse resíduos e preservasse a integridade do alimento”, explica o agrônomo e pesquisador da Embrapa, Daniel Terao.
Como funciona?
O novo tratamento desenvolvido pela Embrapa consiste em um aparelho cilíndrico que conta com um espelho e três lâmpadas germicidas de UV-C internas. Uma delas emite raios de luz criando um cilindro de luz.
A segunda é posicionada estrategicamente em direção ao espelho, refletindo na goiaba, e a terceira fica voltada diretamente para a fruta. Esse mecanismo garante que o alimento seja iluminado pela quantidade máxima de radiação, que é absorvida na superfície e convertida em calor, inativando os microrganismos.
“Assim, é possível fazer um controle mais preciso da interação do produto com a luz e diminuir as perdas de energia luminosa, controlando o fungo causador da doença e minimizando os danos na epiderme do alimento”, diz Terao.
Dessa forma, os mecanismos naturais de resistência são potencializados, o que significa que a própria fruta fica ativada contra o ataque de microrganismos, preservando a qualidade do alimento e aumentando seu tempo de vida útil nas prateleiras.
Próximos passos
A próxima etapa é validar a tecnologia em condições reais do produtor e adaptar o equipamento de aplicação de luz UVC modulado à linha de processamento de frutas para que a técnica possa ser aplicada na prática. Artigo sobre a técnica foi publicado no Horticulturae.
O post ‘Tratamento com luz’ reduz até 40% das perdas e combate doença fúngica em goiabas apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade21 horas agoPreços do milho caem no mercado internacional e Brasil também apresenta baixas no início de 2026 – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoMercado brasileiro de trigo mantém preços estáveis e baixa fluidez nos negócios na semana – MAIS SOJA
Featured23 horas agoColheita de soja avança mais rápido que no ano passado, aponta Imea
Sustentabilidade22 horas agoSemana termina devagar, preços não reagem e colheita ganha mais ritmo; confira os preços pelo Brasil
Business21 horas agoSão Paulo lidera a produção de alface e movimenta quase R$ 1 bilhão ao ano
Business3 horas ago‘Tratamento com luz’ reduz até 40% das perdas e combate doença fúngica em goiabas
Sustentabilidade23 horas agoSorgo avança no calendário agrícola e pode ser destaque da safrinha, revela levantamento da Conab – MAIS SOJA
Business5 horas agoIndea-MT isola propriedade em Acorizal após confirmação de gripe aviária















