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6 de agosto de 2026

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celebre o Dia Mundial do Chocolate

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A mais famosa derivação do cacau, o chocolate é festejado na Páscoa e em diversos outros momentos especiais, mas é em outra data que ele é oficialmente reconhecido: hoje, dia 7 de julho.

Alguns dizem que o Dia Mundial do Chocolate é uma referência à data em que o produto chegou à Europa, em 7 de julho de 1550, mas não há confirmação histórica precisa a este respeito. De qualquer forma, não são precisos motivos para apreciar um bom chocolate.

Com várias facetas, seja ao leite, meio-amargo, amargo, branco ou com especiarias cujo limite é a imaginação do mestre chocolatier, o fato é que ele se adequa aos mais variados gostos.

Brasil: potência do cacau

O Brasil tem o histórico de ser um dos maiores produtores da matéria-prima da iguaria. Em 2023, por exemplo, o país produziu 240 mil toneladas de cacau em amêndoas secas. Por aqui, Bahia e Pará lideram na colheita do fruto.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o consumo anual per capita por aqui é de 2,9 kg, dado que coloca o Brasil entre os maiores degustadores da iguaria, mas ainda significativamente atrás de Estados Unidos, Suíça e Alemanha, por exemplo.

Chocolate: bebida dos deuses e artigo de luxo

Apesar de não ser possível indicar um acontecimento que marque o Dia Mundial do Chocolate, a sua história na América do Sul é muito antiga. Os maias e astecas tinham o cacau como símbolo sagrado e o utilizavam na preparação de uma bebida sagrada: o “xocolatl”, a bebida dos deuses.

Após expedições às Américas, já no século 16, Hernán Cortez, leva a iguaria para a Europa, onde foram adicionados açúcar e leite, o tornando um artigo de luxo. Com a revolução industrial surgem as grandes chocolaterias europeias como Lindt, Nestlé, e a Hershey’s, nos Estados Unidos.

O chocolate chega ao Brasil no ano de 1746, como presente ao fazendeiro Antônio Dias Ribeiro, no estado da Bahia, que pelas condições favoráveis de clima e solo, logo passou a ser um dos principais polos produtores do cacau.

Benefícios do chocolate

Apesar de o chocolate ser um assunto tabu no mundo da saúde, é possível traçar os benefícios que o alimento traz para a saúde. Um deles é a redução na pressão arterial, fato possível pela presença dos flavonoides que possuem efeitos vasodilatadores.

Outro benefício do chocolate é o efeito antioxidante que previne a formação de placas de gordura nas artérias reduzindo os níveis de colesterol. Somado a isso o cacau também é uma poderosa fonte de ferro.

Outro efeito popular do chocolate é a produção de endorfina e serotonina. Estes neurotransmissores trazem a sensação de prazer e bem estar, contribuindo assim para a melhora do humor.

Apesar disso, o consumo mais indicado são os chocolates com maiores concentrações de cacau, conhecidos como chocolate amargo. Isso acontece porque esta variedade apresenta uma concentração menor de açúcar, permitindo sentir os benefícios sem os efeitos colaterais do consumo em grandes quantidades do adoçante.

Agora, a próxima vez que comprar um belo tablete de chocolate, antes de saboreá-lo, lembre-se de tudo o que foi necessário acontecer para que ele chegasse até você e se não fosse o trabalho do produtor rural, isso não seria possível.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

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Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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