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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Governo lança Plano Safra 25/26 com R$ 516,2 bilhões em crédito agrícola

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Nova edição, voltada para empresários do agronegócio, marca um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à edição anterior

Em cerimônia realizada nesta terça-feira (1º/7), no Palácio do Planalto, o governo federal lançou o Plano Safra 2025/2026 com um volume recorde de R$ 516,2 bilhões em recursos voltados à agricultura empresarial. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o plano marca um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à edição anterior e reforça o compromisso do governo com o crescimento sustentável do agronegócio.

Voltado a médios e grandes produtores, o novo ciclo abrange operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam conforme o perfil do produtor e o tipo de programa acessado. As tabelas com taxas de juros, prazos e limites serão divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Sustentabilidade no centro

Uma das principais novidades do Plano Safra 2025/2026 é a exigência do cumprimento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a liberação de crédito de custeio agrícola. A medida, que antes era obrigatória apenas para pequenos produtores do Pronaf, agora se estende a financiamentos maiores, com ou sem Proagro. A meta é aumentar a segurança climática e ambiental da produção, evitando o plantio fora do período indicado ou em áreas inadequadas.

Outra inovação é a autorização para que produtores financiem rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da contratação do crédito, o que aumenta a flexibilidade no acesso a insumos. Também passa a ser permitido usar o crédito para produção de sementes e mudas florestais, além do financiamento de plantas para cobertura do solo na entressafra, incentivando práticas de agricultura regenerativa.

Incentivos e modernização no campo

A nova edição do plano amplia o acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), agora disponível inclusive para produtores do Pronaf e Pronamp com contratos ativos no Plano Safra. A medida fortalece o setor cafeeiro e amplia a capacidade de investimento e produção.

Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a juros reduzidos. Foi prorrogado até junho de 2026 o desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de custeio rural para médios produtores e agricultores que investirem em sustentabilidade.

Na área de inovação, os programas Moderagro e Inovagro foram unificados, simplificando o acesso ao crédito e aumentando os limites para investimentos em estruturas como granjas, o que fortalece a sanidade animal e a competitividade do setor.

Já o subprograma RenovAgro Ambiental agora permite o financiamento de ações de prevenção e combate a incêndios, inclusive com a aquisição de caminhões-pipa e mudas para recomposição de áreas degradadas. O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado: a capacidade por projeto saltou de 6 mil para 12 mil toneladas.

Mais acesso ao crédito

O limite de renda para enquadramento no Pronamp aumentou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que um número maior de produtores aproveite as condições diferenciadas de crédito.

O plano também prevê facilidades para a renegociação de dívidas, atendendo produtores afetados por eventos climáticos extremos ou dificuldades financeiras nos ciclos anteriores. A medida deve ajudar na retomada da atividade produtiva em diversas regiões do país.

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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde é a campeã entre as médias no Centro-Oeste I MT

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A cidade se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país

O projeto de transformar produção agrícola em riqueza industrial deu certo em Lucas do Rio Verde. Em pouco mais de quatro décadas, a cidade mato-grossense se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país. Não por acaso, conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte da Região Centro-Oeste no ranking de VEJA NEGÓCIOS.

A classificação leva em conta indicadores como emprego, renda, educação, saúde e gestão pública e confirma que planejamento de longo prazo, continuidade administrativa e vocação produtiva podem se traduzir em qualidade de vida e prosperidade. Desde a emancipação, em 1988, a população do município saltou de pouco mais de 5 000 habitantes para mais de 80 000.

O PIB per capita já supera os 100 000 reais anuais, cerca do dobro da média brasileira. Em ruas largas, arborizadas e planejadas, o desenvolvimento não ocorreu por acaso.

Desde os anos 2000, lideranças do agronegócio e sucessivas administrações municipais passaram a seguir um plano voltado à atração de investimentos e à industrialização da produção agrícola do entorno da cidade. O resultado foi um modelo de crescimento raro no Brasil.

Nas últimas duas décadas, Lucas do Rio Verde atraiu alguns dos maiores grupos do agronegócio nacional. A FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país, comprou neste ano toda a safra próximo de 1 milhão de toneladas do grão.

A beneficiadora de soja Amaggi e a processadora de proteína animal BRF mantêm no município, há mais de uma década, algumas de suas principais unidades industriais.

A localização estratégica às margens da BR-163, corredor logístico que liga o Centro-Oeste aos portos das regiões Norte e Sul, e a perspectiva de se tornar um importante entroncamento ferroviário de cargas nos próximos anos reforçam o potencial de expansão da economia local.

“O desenvolvimento de Lucas superou todas as melhores expectativas”, afirma o catarinense Osvaldo Martinello, que chegou à cidade há 37 anos e fundou a rede varejista que leva o sobrenome da família. A primeira loja, de apenas 150 metros quadrados, deu origem a um grupo com 113 pontos de venda distribuídos por 75 municípios mato-grossenses. “Chegamos com uma malinha nas costas e hoje somos uma empresa com 3 500 colaboradores. Essa trajetória só foi possível graças ao dinamismo econômico de Lucas do Rio Verde”, diz Martinello.

A força da agroindústria impulsionou também um amplo ecossistema de serviços.

“Ao longo do tempo, construímos um ciclo de crescimento acelerado, mas com equilíbrio social”, afirma o prefeito Miguel Vaz. O avanço da atividade econômica se refletiu no dinâmico mercado de trabalho local.

“Vivemos em pleno emprego desde o período pós-pandemia”, afirma o secretário municipal de Planejamento, Danilo Messias. Em 2025, considerando os municípios enquadrados na mesma faixa populacional dos critérios do Fundo de Participação dos Municípios, Lucas do Rio Verde liderou a geração de empregos no país. A boa gestão das contas públicas completa a equação. A arrecadação anual, próximo de 800 milhões de reais, supera despesas e investimentos, que giram em torno de 700 milhões.

Mais da metade do orçamento é destinada à saúde e à educação. O próximo desafio já está definido: ampliar a qualificação da mão de obra em inovação e tecnologia para atender às demandas de uma agroindústria cada vez mais sofisticada e preservar o ciclo de prosperidade que transformou Lucas do Rio Verde em uma referência nacional de desenvolvimento.

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TCE mantém suspenso pregão de R$ 1,4 milhão de Prefeitura para compra de mobiliário escolar

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O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve a suspensão do pregão eletrônico de quase R$ 1,4 milhão lançado pela Prefeitura de Sapezal para a aquisição de mobiliário escolar. A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, foi homologada durante sessão ordinária desta terça-feira (28).

A medida cautelar foi solicitada em representação de natureza externa, na qual o requerente apontou possíveis restrições à competitividade do certame. Conforme a denúncia, o edital exigia uma marca específica para os conjuntos escolares, autorizava a solicitação de amostras e laudos de todos os participantes em qualquer fase da licitação e impunha a comprovação de regularidade fiscal perante o município por todos os licitantes, inclusive aqueles sediados em outras cidades.

Na análise preliminar do processo, o conselheiro verificou que a prefeitura justificou a exigência da marca com o argumento de manter a padronização estética do mobiliário e do ambiente escolar, que já conta com móveis do fabricante indicado no edital. Para o relator, contudo, a justificativa é insuficiente e carece de fundamentação técnica.

“Em uma análise preliminar, as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podem garantir a harmonia visual necessária, sem necessidade de especificação de marca”, sustentou.

Em relação à exigência de regularidade fiscal perante o município, Alisson Alencar entendeu que a cláusula afronta o disposto no artigo 68 da Lei nº 14.133/2021, ao impor requisito incompatível com a legislação para empresas sediadas em outros municípios.

O conselheiro também apontou irregularidade na previsão que autoriza a administração a exigir amostras e laudos de todos os proponentes, por considerar que a medida contraria a sistemática prevista no artigo 41 da Lei de Licitações e impõe ônus desnecessário aos participantes do certame.

Ao votar pela manutenção da tutela provisória, o relator ressaltou ainda que a continuidade da licitação poderia resultar na adjudicação de um procedimento conduzido com regras potencialmente ilegais, causando prejuízos ao interesse público e ao erário.

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Com temperatura acima de 39°C, MT tem cinco cidades entre as mais quentes do Brasil

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🥵 Cinco cidades de Mato Grosso ficaram entre as mais quentes do Brasil nesta quinta-feira (30), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O maior destaque foi Nova Xavantina, que registrou 39,1°C e teve a temperatura mais alta do país no dia.

Além de Nova Xavantina, também aparecem na lista das 20 mais quentes: Santo Antônio do Leverger, com 38°C, Cuiabá, com 37,8°C, e Espigão do Leste e Rondonópolis, ambas com 37,7°C.

As altas temperaturas reforçam o cenário de calor intenso que atinge Mato Grosso neste período de estiagem, com baixa umidade relativa do ar e maior risco de queimadas em diversas regiões do estado.

Confira as temperaturas registradas nas cidades de Mato Grosso que ficaram entre as mais quentes do Brasil nesta quinta-feira (30):

  • 1º Nova Xavantina – 39,1°C
  • 13° Santo Antônio do Leverger – 38°C
  • 14° Cuiabá – 37,8°C
  • 15° Espigão do Leste – 37,7°C
  • 17° Rondonópolis – 37,7°C
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