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Sustentabilidade

“Brasil deve liderar a defesa do algodão frente às fibras sintéticas” – MAIS SOJA

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Mais do que disputar a liderança nas exportações de pluma, caberá ao Brasil liderar a defesa do algodão como a fibra preferencial no mercado têxtil mundial. A missão foi proposta pelo vice-presidente da Louis Dreyfus Company (LDC), Joe Nicosia, hoje (01) durante o simpósio “The Cotton Market Outlook”, realizado durante o XXII ANEA Cotton Dinner, em São Paulo (SP).

Falando a produtores, exportadores, industriais, pesquisadores e empresários do setor têxtil brasileiro e mundial, Nicosia mostrou dados, estatísticas e projeções para argumentar que o “jogo mudou”. “Ao invés de brigarmos entre nós, países, pela participação de mercado, devemos aumentar o bolo geral, pois assim todos crescem”, sugeriu.

Importante voz do setor nos Estados Unidos, Nicosia enfatizou que a redução da participação do algodão na matriz têxtil mundial preocupa muito mais os cotonicultores norte-americanos que a disputa pela liderança nas exportações. “O Brasil é o líder hoje e continuará sendo nos próximos anos, pois a produção está crescendo enquanto mais ninguém evolui. A nossa chamada aqui é ‘se você não pode derrotá-lo, junte-se a ele’, pois o desafio é outro”, afirmou o executivo.

Com a oferta de pluma garantida pelo Brasil e pela Austrália, a escassez de fornecimento do hemisfério Norte deixou de ser um problema. Porém, há pelo menos duas décadas o consumo de algodão não cresce, embora o mercado têxtil e de moda, sim. “O Brasil age como uma âncora, tirando a ansiedade do mercado. O problema disso é que a demanda por algodão não aumenta”, analisou Joe Nicosia.

A conjuntura econômica mundial não contribui para uma mudança de cenário. A previsão de boas safras domésticas indica que a China importará menos algodão. A inflação começa a perder força, mas ainda pesa no bolso do consumidor final. Os conflitos armados continuam escalando e a recente guerra de tarifas dos Estados Unidos gera instabilidade ainda maior à economia.

“Acompanhar o dólar e a política tarifária é fundamental, mas existe algo ainda mais importante: a concorrência com as fibras sintéticas. Esse é o verdadeiro desafio”, enfatizou o vice-presidente da LDC. “Precisamos de um trabalho de defesa do algodão diante do avanço dos microplásticos, e vejo o Brasil com o grande papel de líder de mercado e marqueteiro mundial, advogando o algodão como a melhor escolha”, pontuou Nicosia.

De acordo com ele, o trabalho envolve ações legislativas e regulatórias. “A presença de microplásticos no nosso organismo é uma questão de saúde pública, e faz sentido que haja incentivo fiscal dos governos para estimular o consumo de fibras naturais”, defendeu o norte-americano.

As ideias de Nicosia foram bem recebidas pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli. “É uma questão racional: ninguém quer se vestir com produtos fósseis. Além de mais sustentável, o algodão gera bem-estar social e distribui riqueza”, observou.

Piccoli explicou que o Brasil tem como continuar ofertando algodão para abastecer o mundo, mas precisa unir ainda mais a cadeia produtiva têxtil nacional e internacional para o próximo passo: “buscar políticas públicas que incentivam o uso da fibra natural”.

Diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte contextualizou o papel do algodão nos esforços mundiais de descarbonização da economia e de uma produção agropecuária mais sustentável.

“Melhoramos a qualidade e a quantidade das safras e, de 2019 para cá, entramos na primeira divisão do mercado mundial de algodão. Mas o jogo mudou. O adversário, agora, é a fibra de origem fóssil. Precisamos fortalecer o uso do algodão como fibra natural e mais sustentável, de forma prioritária, assim como ocorreu com o etanol, por exemplo, na matriz de combustíveis”.

Cotton Brazil – A palestra de Joe Nicosia ocorreu durante a programação técnica do XXII ANEA Cotton Dinner, realizado em São Paulo (SP) pela Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). Este é o quarto ano consecutivo em que o simpósio sobre mercado internacional é promovido pelo Cotton Brazil, iniciativa da Abrapa para representar em escala global a cadeia produtiva do algodão brasileiro. A Anea é uma das parceiras da iniciativa, além da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Fonte: Abrapa



 

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Sustentabilidade

Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

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Divulgação CNA

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.

De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.

Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul

No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.

Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.

Mato Grosso lidera colheita da soja no país

Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.

Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.

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Sustentabilidade

Sistema Farsul mantém negociações sobre royalties da soja – MAIS SOJA

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As questões que envolvem a cobrança de royalties da soja no Rio Grande do Sul foram tema de reunião entre representantes do Sistema Farsul e da Bayer. As conversas giraram, especialmente, em torno do Termo de Compromisso do Programa Pré-Certifica RS, e sobre as dificuldades geradas pela alteração de compreensão das cargas a serem analisadas na entrega dos grãos e cerealistas e cooperativas. Além das medidas implementadas por empresas do grupo Cultive Biotec, a mudança nos padrões da multa de 7,5% na moega para produtores que não realizaram pagamento prévio de royalties na safra 2025/2026 também esteve em debate.

No encontro, o Sistema Farsul reiterou sua posição de respeito aos direitos de propriedade industrial. Entretanto, a entidade reforçou seu posicionamento de jamais ter anuído ou concordado com o percentual de 7,5%, que está sendo aplicado de forma unilateral pelas empresas de biotecnologia. A entidade também questiona a falta de clareza no Termo de Compromisso e do comunicado expedido que trazem insegurança ao produtor que assinar o documento.

A Federação aguarda para a próxima semana o anúncio de ajustes nos procedimentos das empresas e irá dar continuidade nas tratativas em relação a aplicação da multa e seu percentual.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Em queda, Indicador volta à casa dos R$ 65/sc – MAIS SOJA

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No encerramento de janeiro, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa seguiu em queda e voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 kg, patamar que não era verificado desde o final de outubro de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez esteve baixa no período, tendo em vista que compradores priorizaram o consumo de estoques negociados antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual.

Do lado da oferta, parte dos produtores com receio de novas desvalorizações e com necessidade de liberação de armazéns esteve mais flexível nos valores. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, tipicamente, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa chegam a sustentar os valores de milho durante as primeiras semanas do ano.

No entanto, em 2026, um dos fatores que tem impedido reações nos preços é o fato de os estoques de milho estarem muito elevados – são estimados em 12 milhões de toneladas neste início de temporada, contra 1,8 milhão de toneladas em 2025, e acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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