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11 de julho de 2026

Business

Associativismo fortalece algodão brasileiro na exportação

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União entre produtores impulsiona competitividade do algodão

Com 99% da produção e 100% da exportação do algodão brasileiro nas mãos de produtores organizados em associações estaduais, o Brasil se consolidou como líder global em exportação da fibra. O avanço é fruto de um modelo de governança baseado em união, cooperação técnica e investimentos contínuos.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), juntamente com suas nove filiadas estaduais, como a ABAPA, na Bahia, estruturam o setor em torno de objetivos comuns: qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e acesso a mercados.

Foto cedida por Lúcia Bortolozzo

Brasil: referência em qualidade e sustentabilidade

O modelo associativo brasileiro foi essencial para transformar a imagem do algodão nacional no cenário internacional. Ao longo das últimas duas décadas, os produtores investiram fortemente em:

  • Rastreabilidade da produção, com o programa Standard Brasil HVI
  • Capacitação técnica, por meio de parcerias com escolas, institutos e universidades
  • Gestão ambiental, com ações voltadas à preservação e uso racional de recursos naturais
  • Ações de promoção comercial, que fortalecem a imagem do algodão brasileiro em mercados estratégicos

Através da ABAPA, o estado da Bahia se destaca como um dos principais polos de produção e inovação no setor.

Foto cedida por Lúcia Bortolozzo

Estrutura do associativismo no algodão

A estrutura organizacional do algodão brasileiro é composta por:

  • ABRAPA (nacional) – articulação política, promoção internacional, padronização de qualidade
  • Associações estaduais – apoio direto ao produtor, programas regionais, assistência técnica
  • Centros de pesquisa – integração com entidades como Embrapa e instituições privadas

Esse modelo permite uma ação coordenada entre os diversos elos da cadeia produtiva, ampliando ganhos de escala e melhorando a imagem do produto final.

Foto cedida por Lúcia Bortolozzo

Bahia se destaca com ações integradas

A Bahia é um dos estados com maior representatividade no setor. Através da ABAPA, diversos programas são executados com foco em:

  • Capacitação de mão de obra rural e técnica
  • Educação básica em comunidades produtoras
  • Certificação de unidades produtivas
  • Parcerias com o setor público e privado para inovação no campo

Essas ações impactam diretamente a produtividade, a competitividade e a reputação do algodão brasileiro no exterior

Desafios e perspectivas

Mesmo com os avanços, o setor enfrenta desafios como:

  • Aumento nos custos de produção
  • Demandas internacionais por sustentabilidade comprovada
  • Necessidade de mão de obra qualificada
  • Adaptação a novas exigências de mercado

O associativismo segue sendo o principal instrumento de resposta coletiva, com soluções escaláveis e sustentáveis para toda a cadeia.

O protagonismo feminino no associativismo do algodão

O avanço do algodão brasileiro no cenário internacional não é resultado apenas de tecnologia e organização — ele também carrega a marca da liderança feminina. Em um setor historicamente dominado por homens, mulheres vêm assumindo papéis estratégicos nas associações que estruturam a cadeia produtiva da fibra.

Acesse a reportagem completa no site A Protagonista e entenda o papel fundamental das associações estaduais nesse avanço coletivo.
👉 Leia agora: Conexão que transforma – o protagonismo feminino no associativismo do algodão

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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.

Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Projeções para o milho

No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.

Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.

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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

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Foto: Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.

Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?

A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.

Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.

“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.

Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.

Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.

A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.

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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

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A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).

A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.

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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.

Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.

Fonte: camara.leg.br

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