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Mato Grosso tem semana gelada e mínimas pode chegar a 12ºC em MT I MT

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Mato Grosso amanheceu nesta segunda-feira (30) com queda brusca nas temperaturas e alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Defesa Civil.

Os órgãos destacam risco à saúde em razão da chamada “onda de frio” que atinge o estado ao longo da semana, as mínimas podem chegar a 10°C na região sul. 

A Defesa Civil chegou a enviar SMS com o alerta: “MT Alerta de Onda de Frio – Friagem para MATO GROSSO. Declínio de temperatura, risco à saúde. Em caso de emergência, ligue: 193 ou 199.”

Segundo o Inmet, as regiões mais afetadas pelo frio são o Centro-Sul, Sudeste, Sudoeste, Norte e Nordeste mato-grossense. Em todas essas áreas, a temperatura deve cair de forma significativa, com ventos frios e baixa umidade.

Em Cuiabá, a semana começou com máxima de 28°C e mínima de 17°C, sob céu nublado e pancadas isoladas de garoa. Já nesta terça-feira (1), a mínima deve cair para 14°C, com máxima de 25°C. A previsão aponta que as temperaturas voltam a subir apenas na quinta-feira (3), quando a máxima chega a 33°C.

Em Várzea Grande, as mínimas podem chegar a 13°C durante a semana, com máxima de apenas 22°C nesta segunda. Assim como na capital, o tempo só volta a esquentar na quinta-feira.

Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá), nesta terça-feira, os termômetros variam entre 10°C e 29°C. O frio persiste até quinta-feira (4), quando a mínima sobe para 13°C.

Sinop (500 km da capital) e Sorriso (420 km da capital) também sentem os efeitos da friagem. Em Sinop, a mínima chega a 16°C e a umidade relativa do ar despenca para 20%, exigindo atenção redobrada à hidratação e saúde respiratória. Em Sorriso, os termômetros devem marcar 14°C nesta segunda-feira, com máximas de até 33°C nos próximos dias.

Em Rondonópolis (212 km de Cuiabá) registra um dos menores índices de temperatura: mínima de 11°C nesta segunda e previsão de 10°C na terça-feira (2). A máxima não passa dos 26°C até quinta, subindo apenas no fim da semana.

O Inmet recomenda cuidados com a saúde, especialmente com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A friagem deve durar até quinta-feira (3), quando as temperaturas voltam a subir gradualmente em todo o estado.

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Agro Mato Grosso

VBP da agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026

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O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.

Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).

Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).

Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).

Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.

Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.

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Agro Mato Grosso

Sinop: embaixada da Argentina confirma participação na Norte Show

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Foi confirmada a visita da embaixada da Argentina no Brasil na feira da Norte Show, que será de 21 a 24 de abril. A comitiva é liderada pelo conselheiro Patricio Violini, chefe do Departamento Econômico-Comercial da Embaixada da Argentina no Brasil, e reúne mais de 15 empresas especializadas em agrotecnologia (agtechs) e soluções para o campo. A agenda inclui ainda visitas estratégicas a entidades como Aprosoja, IMA e o Sindicato Rural de Sinop, entre outras.

“Nosso objetivo é criar pontes diretas entre a inovação argentina e a pujança produtiva de Mato Grosso. A Norte Show é o ambiente ideal para esse intercâmbio, onde pretendemos gerar oportunidades reais de negócios B2B”, aafirmouViolini.

O presidente da Acrinorte, Moisés Debastiani, destacou que a missão diplomática reforça que o evento se tornou uma vitrine de soluções mundiais. “A cada ano batemos recordes de público e de volume de negócios. Receber uma missão diplomática deste porte só reforça que a Norte Show deixou de ser uma feira regional para se tornar uma vitrine de soluções mundiais”.

Ainda conforme a organização, a articulação para a visita iniciou em dezembro de 2024 pela secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Na ocasião, o secretário Cesar Miranda recebeu representantes da embaixada para discutir cooperações. Em março do ano passado, a articulação avançou com a visita de uma comitiva mato-grossense à feira agropecuária de San Nicolás, em Buenos Aires. Durante a agenda na Argentina, o governo de Mato Grosso convidou oficialmente os empresários locais para conhecerem a Norte Show, destacada como o celeiro do agronegócio brasileiro.

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Agro Mato Grosso

Pai e filho compartilham a paixão pelo campo no Vale do Guaporé MT

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História da família Cervo mostra como valores, trabalho e amor pela terra são transmitidos de geração em geração no agro mato-grossense

Produtor rural e associado do núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo carrega no dia a dia da fazenda, um legado construído ao longo dos anos pela família. A história que hoje ele ajuda a escrever no campo, começou com o pai, Paulo Adriano Gai Cervo, e traz na bagagem valores, escolhas e uma relação profunda com a terra.

Embora a trajetória da família no agro seja relativamente recente, o vínculo com a terra vem de muito antes. Yuri conta que a origem está ligada às tradições das famílias italianas do interior do Rio Grande do Sul, em que seus avós cultivavam pequenas hortas e mantinham uma relação próxima com a produção de alimentos. “Apenas de lá ser muito comum, não tem grandes áreas para cultivo, mas cada tem em sua casa, uma hortinha. Então é uma coisa que vem de geração em geração, das famílias italianas lá da região. Isso vem na genética, vem da família”, conta o produtor rural.

Foi o pai, Paulo Adriano, que deu o primeiro passo na atividade rural. Ainda jovem, depois que a família se mudou pra Mato Grosso na década de 1970, ele começou a se aproximar do campo. O pai e o tio eram dentistas, mas acabaram adquirindo uma pequena propriedade rural em Barra do Bugres, onde iniciaram a criação de bovinos e posteriormente, passaram a produzir cana-de-açúcar. Foi ali que surgiu o interesse definitivo pela agricultura.

A decisão de seguir no campo veio naturalmente. Paulo cursou agronomia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, e mais tarde seu filho Yuri repetiria o mesmo caminho. “Meu pai e minha mãe se conheceram na faculdade de agronomia, e eu segui o mesmo caminho. Fui fazer agronomia lá, também na mesma faculdade”, relembra Yuri Nunes Cervo.

Com o passar dos anos, a família expandiu suas atividades e chegaram ao Vale do Guaporé, em Comodoro, região que hoje faz parte da história da família. Segundo Yuri, o pai enxergou potencial onde muitos ainda tinham dúvidas. Na época, a região enfrentava dificuldades logísticas e pouca infraestrutura para escoamento da produção.

“Meu pai viu aqui nesse lugar, o que ninguém mais via, ele enxergou aqui o que as outras pessoas ainda não tinham enxergado, ele conseguiu comprovar quando ele começou a plantas aqui, que o lugar é realmente diferente. Se você conversa com ele sobre o Vale do Guaporé, ele brilha os olhos”, destaca o produtor, Yuri Nunes Cervo.

A iniciativa acabou influenciando também outros produtores da região. A construção de armazéns e a união entre agricultores para melhorar estradas e infraestrutura ajudaram a transformar o cenário local ao longo dos anos.

“Eu acredito que meu pai foi exemplo para todo mundo aqui da região, não só para mim. Porque quando ele fez o armazém, incentivou os produtores da região que valia a pena investir aqui. E todo mundo começou a se conscientizar, vamos fazer”, salienta Yuri.

Mais do que a produção agrícola, Yuri ressalta que o principal legado recebido do pai está nos valores. Honestidade, persistência e respeito a natureza, são os princípios que ele procura manter no dia a dia. “Ele sempre mostrou que fazer o certo muitas vezes é o caminho mais difícil, mas é o que vale a pena. Essa obstinação de acreditar e seguir em frente mesmo diante das dificuldades foi algo que marcou muito a nossa família”, afirma ele.

Paulo Adriano também vê na continuidade da atividade um propósito que vai além da própria geração. Para ele, o trabalho no campo sempre foi pensado como algo que deve beneficiar não só a essa, mas também as próximas gerações. “A expectativa sempre foi a continuidade do legado. A gente nunca construiu algo apenas para nós, mas para aqueles que vêm depois”, explica o produtor.

Hoje, além de trabalhar na propriedade, Yuri também atua na representação dos produtores e acompanha de perto os desafios e avanços do setor. Pai de duas meninas, ele acredita que o contato com o campo e com a realidade da produção é fundamental para transmitir os valores da atividade às novas gerações.

Para Paulo Adriano, o campo exige dedicação, fé e paixão. Apesar dos desafios, ele destaca que a vida no meio rural também oferece experiências únicas. “A atividade rural não é para qualquer pessoa. Ela exige muito, mas também oferece coisas que só quem vive aqui entende. Produzir alimento é uma missão essencial para a sociedade”, afirma.

Entre ensinamentos, histórias e sonhos compartilhados, a família Cervo segue cultivando não apenas lavouras, mas também um legado que une passado, presente e futuro no campo mato-grossense.

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