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Regras do projeto-piloto de Zarc para o programa do seguro rural são divulgadas pelo Mapa

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Resolução nº 107, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural na última terça-feira (20). O documento aprovou as regras do projeto-piloto de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) – Níveis de Manejo (NMs), no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O Zarc tem como função disponibilizar dados mais precisos sobre riscos agroclimáticos à plantações nas diferentes regiões do Brasil. Assim, o Zoneamento apoia a formulação, aperfeiçoamento e a operacionalização de programas e políticas públicas.

O projeto-piloto tem como objetivo identificar a melhor época para o plantio das culturas nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. Dessa forma, o estudo visa minimizar os riscos relacionados a fenômenos climáticos adversos. A técnica é de fácil entendimento e adoção pelos produtores rurais, agentes financeiros e demais usuários.

Os estudos do Zarc analizam os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares a partir de uma metodologia validada pela Embrapa. Dessa forma, qualifica os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras, que podem ocasionar perdas na produção. 

Por fim, os portarias da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, por Cultura e Unidade da Federação publicam os resultados do estudo. Nos resultados são relacionados os municípios indicando seus respectivos calendários de plantio ou semeadura.

A Embrapa desenvolveu uma nova metodologia que tem como objetivo avaliar o impacto da adoção de boas práticas de manejo do solo, que aumentam o volume de água disponível para as plantas e mitiga os riscos climáticos enfrentados pelas culturas. Esta abordagem é crucial em cenários de escassez hídrica, que atualmente é a principal causa de perdas na produção brasileira de soja.

Essa metodologia, baseada em dados científicos e experimentações agrícolas, propõe critérios e indicadores diretamente ligados à qualidade do manejo e à fertilidade do solo. 

Esses parâmetros permitirão classificar as lavouras em diferentes níveis de manejo (NM), promovendo uma gestão eficaz e sustentável das práticas agrícolas.

Se considerarão quatro níveis de manejo do solo (NM). O NM2 representa a parametrização atualmente utilizada no ZARC, com os mesmos riscos climáticos por déficit hídrico. Os NMs 3 e 4 pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo. Para tanto, aprimorando as técnicas de manejo utilizadas, de forma a aumentar a disponibilidade hídrica e, assim, reduzir os riscos hídricos às culturas.

Agora, o NM1 se aplica às áreas manejadas de forma inadequada, apresentando degradação dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo. Áreas em que, consequentemente, haverá maiores riscos de perdas por déficit hídrico.

Percentual de subvenção

Em relação ao projeto-piloto, o principal objetivo é fomentar a adoção desse novo modelo pelos produtores. Para isso, se aplicarão, no âmbito do Prêmio do Seguro Rural, incentivos financeiros por meio do percentual de subvenção, nas seguintes proporções: 

  • · 20% para a área classificada como Nível de Manejo 1 (NM1)
  • · 25% para a área classificada como Nível de Manejo 2 (NM2)
  • · 30% para a área classificada como Nível de Manejo 3 (NM3)
  • · 35% para a área classificada como Nível de Manejo 4 (NM4)

Além do percentual de subvenção diferenciado, se destinará um orçamento de R$ 8 milhões exclusivo para essa iniciativa. Assim, mesmo a área classificada como Nível de Manejo 1, cujo percentual de subvenção ao prêmio não difere da regra regular, poderá acessar esse recurso.

“Estamos dando o pontapé inicial para atender a uma demanda antiga dos produtores. Vamos conseguir traçar o perfil de cada área agrícola e identificar o histórico do manejo adotado. Com isso, as seguradoras poderão ofertar coberturas mais aderentes à realidade de cada lavoura e cobrar preços mais justos pelas apólices”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

“Nesse primeiro momento, o modelo será testado para a cultura da soja, no estado do Paraná, local onde a metodologia foi desenvolvida e validada (Embrapa Soja/Londrina). Posteriormente, pretendemos expandir para outros estados e culturas. O mais importante agora é atrair os produtores e demais agentes para participar do projeto-piloto, que servirá para testar o protocolo desenvolvido e identificar eventuais gargalos operacionais”, pontuou Campos.

Zarc – Nível de Manejo

Foto: Joseani Antunes/ Embrapa Trigo

A nova metodologia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), desenvolvida pela Embrapa, tem o objetivo de classificar cada área agrícola com base em dados de solo e no histórico de práticas agrícolas aplicadas. Assim, permitindo uma precificação de riscos mais precisa por parte dos agentes de mercado e incentivando a adoção de boas práticas pelos produtores rurais.

Dessa forma, espera-se promover a conservação do solo, preservação dos recursos hídricos, aumento do teor de carbono no solo, a redução de riscos e a elevação da produtividade. 

A nova metodologia terá inicialmente em caráter experimental, por meio de um projeto-piloto inserido no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Em primeira instância será exclusivo para a cultura da soja no Paraná, onde já houve a validação técnica.

O funcionamento do piloto exige que o agente operador – que pode ser uma empresa, cooperativa, instituição financeira ou o próprio produtor – envie à Embrapa, via sistema eletrônico, um conjunto de informações previsto em protocolo.

Entre os dados solicitados estão: Cadastro Ambiental Rural (CAR), CPF, polígono da gleba, cultivos realizados nos últimos três anos, resultados da análise de solo e indicadores derivados de sensoriamento remoto, como, por exemplo, índices vegetativos.

É importante ressaltar que os dados de solo e sensoriamento remoto devem ser previamente processados por empresas ou instituições especializadas, contratadas pelo operador ou pelo produtor rural. Essas entidades são responsáveis por consolidar os indicadores que serão inseridos no sistema da Embrapa.

A partir dessas informações, a Embrapa classificará a área em uma das quatro categorias de Nível de Manejo. Assim, o produtor interessado em aderir ao projeto-piloto deverá procurar uma seguradora de sua preferência e apresentar os dados fornecidos pela Embrapa no momento da contratação da apólice.

A seguradora, então, encaminhará as informações ao Mapa, aplicando o percentual de subvenção ao prêmio correspondente ao nível de manejo da área. O Mapa será responsável por verificar e validar as informações recebidas.

Por fim, o produtor poderá encontrar as regras gerais a serem observadas pelo agente operador em Instrução Normativa que o Ministério da agricultura publicará em breve.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Boi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate

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Reprodução Canal Rural

A dificuldade de composição das escalas de abate segue impactando o mercado do boi gordo no Brasil e sustentando a alta dos preços. O cenário é marcado por uma oferta ainda restrita de animais terminados no curto prazo, o que mantém o mercado firme ao longo de março.

De acordo com a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, as escalas chegaram a apresentar uma leve reação na última semana, mas voltaram a recuar nos últimos dias. O comportamento está diretamente ligado às condições climáticas. “As chuvas até a metade de março surpreenderam positivamente e contribuíram para uma maior retenção do gado no pasto, além de favorecer a capacidade de suporte das pastagens”, explica.

No mercado interno, o consumo de carne bovina ainda se mostra resiliente. No entanto, já há sinais de maior sensibilidade do consumidor diante dos preços elevados. Mesmo com a carcaça casada no atacado paulista em patamares altos, foram observados recuos recentes, refletindo a dificuldade de absorção de preços mais elevados. “Isso sugere uma maior sensibilidade do consumidor brasileiro a cotações muito altas da carne bovina, além da competitividade de proteínas concorrentes, como carne suína e de frango”, afirma a analista.

O mercado externo segue como um dos principais pilares de sustentação. As parciais de março indicam crescimento tanto no volume exportado quanto na valorização da tonelada embarcada. “O mercado externo tem sido extremamente importante para essa sustentação, com avanço no volume exportado e na valorização da tonelada”, conclui Beatriz Bianchi.

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Boi gordo sobe com oferta restrita e indústrias elevam preços no país

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Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da média nacional nesta quinta-feira, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. As escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e sete dias úteis, o que tem levado as indústrias a aumentarem os preços pagos pela arroba em diversas regiões do país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário de curto prazo ainda exige atenção. Fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, seguem no radar, assim como a evolução da demanda chinesa, principal destino da carne bovina brasileira, o que pode influenciar o fluxo de exportações ao longo do ano.

Preços no Brasil

  • São Paulo (SP): R$ 351,08 por arroba
  • Goiás (GO): R$ 338,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 340,29 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 338,41 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 343,38 por arroba

Atacado

No mercado atacadista, os preços apresentaram comportamento misto. A segunda quinzena do mês costuma ter consumo mais fraco, o que reduz o ritmo de reposição. Além disso, a carne bovina enfrenta maior concorrência de proteínas mais baratas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,60 por quilo, com alta de R$ 0,10. O quarto traseiro permaneceu em R$ 27,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha recuou para R$ 18,90 por quilo, com queda de R$ 0,10.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo da sessão.

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Soja tem dia travado no Brasil com volatilidade externa e poucos negócios

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira (19) de poucos negócios, com movimentações pontuais nos portos, mas sem volumes relevantes. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por volatilidade tanto no câmbio quanto na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios apresentaram pouca variação.

De modo geral, houve pequenos ajustes nas cotações, ao redor de R$ 1 por saca na maior parte das praças, mas sem uma direção definida. O mercado segue com baixa liquidez, já que produtores e tradings permanecem afastados das negociações. O cenário ao longo da semana foi de pouca movimentação, refletindo a cautela dos agentes diante das incertezas externas.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 107,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela expectativa de maior demanda por matéria-prima para biodiesel, impulsionada pela valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Ataques a instalações de energia aumentaram as preocupações com o fornecimento global, elevando o preço do petróleo Brent acima de US$ 119 por barril.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos somaram 298,2 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março para a temporada 2025/26, abaixo das expectativas do mercado. A China liderou as compras, com 79,9 mil toneladas. Para 2026/27, foram registradas mais 6,6 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato maio subiu 0,58%, fechando a US$ 11,68 1/2 por bushel, enquanto o julho avançou 0,57%, a US$ 11,83 1/4. Entre os subprodutos, o farelo teve forte alta de 3,35%, enquanto o óleo recuou levemente.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo do dia.

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