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MT está entre os 5 estados que mais ganharam moradores, aponta IBGE I MT

Estado também é o 10º com maior percentual da população formada por estrangeiros.
Mato Grosso é 4º estado que mais registrou entrada de moradores vindos de outros estados, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27). O saldo positivo de 103.938 pessoas representa uma taxa de migração de 2,84% — a segunda maior do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina.
Os cinco estados que mais ganharam moradores no saldo migratório interno entre 2017 e 2022 foram:
- Santa Catarina (+354.350 pessoas);
- Goiás (+186.827);
- Minas Gerais (+106.499);
- Mato Grosso (+103.938) e;
- Paraná (+85.045).
Na outra ponta, os que mais perderam população para outros estados foram:
- Rio de Janeiro (-165.360 pessoas),
- Maranhão (-129.228),
- Distrito Federal (-99.593);
- Pará (-94.097) e;
- São Paulo (-89.578).
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Quem ganhou e quem perdeu população entre os estados — Foto: Artes/g1
De acordo com a pesquisa, os principais estados de origem dos novos moradores de Mato Grosso foram Maranhão (17,7%), Pará (11,2%) e Goiás (10,4%), além de contribuições significativas de São Paulo.
“Essa tendência pode ser explicada por fatores estruturais como a expansão agrícola, investimentos em infraestrutura e o fortalecimento dos polos urbanos da região”, explicam os pesquisadores.
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Centro-Oeste ganha força na migração interna — Foto: Arte g1
Imigrantes estrangeiros
Mato Grosso é o 10º estado com maior percentual da população formada por estrangeiros. A pesquisa aponta que o número de imigrantes saltou desde o Censo 2010, de 5.935 para 19.342.
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Número de imigrantes estrangeiros por estado — Foto: Arte g1
No Brasil, o número de habitantes venezuelanos ultrapassou o de portugueses e fez da Venezuela a principal origem de estrangeiros no país.
Em 2010, havia 2.869 venezuelanos no Brasil. Em 2022, o número saltou para 271.514 – quase 94 vezes mais do que o registrado 12 anos antes. No mesmo período, o total de portugueses caiu de 137.972 para 104.345, uma redução de 24%.
É a primeira vez que os portugueses deixam de liderar o ranking de imigrantes no país.

Venezuelanos superam portugueses e passam a ser a maioria entre estrangeiros no Brasil
Único estado sem redução de população até 2070
Em uma projeção divulgada no ano passado, o IBGE apontou que Mato Grosso é o único estado que não terá a população encolhida nos próximos anos. No Brasil, a população vai começar a reduzir em 2042, mas o estado se mantém estável até, pelo menos, 2070 – último ano para o qual a projeção foi feita.
- O último Censo (2022) aponta que o estado tinha 3.658.813 habitantes
- Em 2070, esse número deve saltar para 5.265.603 habitantes (+43.91%)
Com esse aumento, Mato Grosso passará de 16º para 13º estado mais populoso do país.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT participa de reunião na Sefaz para construção de conteúdo sobre Reforma Tributária

Iniciativa busca ampliar o acesso a informações e preparar o setor produtivo para os impactos e mudanças trazidos pelo novo sistema tributário
A proposta teve origem em uma demanda apresentada pela Aprosoja MT, a partir da necessidade de ampliar o acesso do setor produtivo a informações qualificadas, práticas e acessíveis sobre os impactos da Reforma Tributária.
A Sefaz-MT convidou outras entidades representativas para participar da construção do projeto, ampliando a dimensão institucional da iniciativa. A atuação conjunta permitirá considerar as particularidades de diferentes setores econômicos no processo de capacitação e adaptação às novas regras.
Para a Aprosoja MT, a participação na construção dos conteúdos também representa uma oportunidade de contribuir para que as mudanças tributárias sejam apresentadas de forma clara aos produtores rurais.
“Queremos contribuir para que a implementação da Reforma Tributária aconteça considerando as particularidades do produtor rural. Nosso compromisso é continuar acompanhando o tema de perto e levando informação de qualidade aos nossos associados, para que estejam cada vez mais preparados para as mudanças que virão”, destacou Diego Bertuol, coordenador da Comissão de Política Agrícola.
A iniciativa fortalece a interlocução entre o setor produtivo e a administração tributária, criando um espaço de diálogo, orientação e construção de conhecimento sobre a implementação da Reforma Tributária e seus impactos no campo.
Agro Mato Grosso
BASF lança Xarvio Connect 2.0 na América do Norte

Dispositivo transfere mapas de aplicação e dados operacionais entre o Field Manager e terminais compatíveis
A BASF lançou na América do Norte o Xarvio Connect 2.0, dispositivo portátil para troca de dados entre o Xarvio Field Manager e terminais de máquinas agrícolas compatíveis. A solução transfere mapas de aplicação, registra dados das operações e dispensa o uso de smartphone ou tablet.
O equipamento utiliza conexão USB e traz cartão SIM integrado. A comunicação ocorre por uma rede móvel segura, informa a empresa. O sistema mantém os dados armazenados durante períodos sem cobertura e realiza a transferência após o restabelecimento da conexão.
O Xarvio Connect 2.0 aceita formatos como ISOXML e Shapefile. A tecnologia permite o envio de mapas para operações com taxa fixa ou variável em semeadura, proteção de cultivos e nutrição. O dispositivo possui compatibilidade com ISOBUS e CAN-bus.
Segundo a BASF, a transferência começa após a conexão do dispositivo à porta USB do terminal da máquina. Os mapas do Xarvio Field Manager chegam ao equipamento em poucos minutos.
A solução também registra informações geradas durante as operações. Entre os dados coletados aparecem colheita, níveis de umidade e taxas aplicadas. O Field Manager permite usar essas informações para estimar custos de insumos, produtividade e receita em tempo próximo ao real.
A BASF testou o equipamento na América do Norte durante as safras de 2024 e 2025. Os ensaios envolveram plantadoras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes de diferentes fabricantes. Segundo a empresa, o dispositivo operou também em máquinas com mais de dez anos de uso.
Agro Mato Grosso
Área tratada com defensivos cresce 5% no Brasil em 2026

Levantamento aponta alta de 4,5% no volume aplicado e avanço de 59 milhões de hectares
A área potencial tratada (PAT) com defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 59 milhões de hectares protegidos, totalizando 1,2 bilhão de hectares nos seis primeiros meses do ano. O volume total de produtos utilizados também avançou 4,5%, de acordo com levantamento da Kynetec Brasil encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
A alta pressão de pragas no período impulsionou a adoção de tecnologias de proteção de cultivos para preservar o potencial produtivo das lavouras. O manejo contra lagartas, percevejos e, principalmente, a mosca-branca na cultura da soja, por exemplo, apresentou expansão expressiva, favorecida pelas condições climáticas e pelos desafios característicos do final de ciclo da cultura.
Vale ressaltar que os tratamentos do primeiro semestre refletem os manejos finais da safra de verão 25/26, bem como a implantação e desenvolvimento das culturas de segunda safra, com foco em algodão e milho safrinha.
A metodologia utilizada na pesquisa considera a métrica PAT, que leva em conta a quantidade de aplicações e o número de produtos utilizados. Dessa forma, além da área cultivada, a análise reflete a adoção e a intensidade de uso das tecnologias, permitindo uma leitura mais precisa do cenário.
Destaques do semestre
Nos primeiros seis meses do ano, o milho representou 35% da área tratada, seguido por soja (29%), algodão (14%), pastagem (6%), cana (4%), hortifruti (2%), feijão (2%), citros (2%), arroz (2%), trigo (2%) e outros (3%).
Neste cenário, o produtor baseou suas escolhas na busca por eficiência e controle sanitário preventivo, considerando a relação custo-benefício das tecnologias e migrando para soluções de alta performance para garantir a produtividade. Por isso, e com base na análise sobre a totalidade de volume aplicado, os herbicidas representaram 41% do consumo, seguidos pelos inseticidas (29%) e fungicidas (22%). Quanto à distribuição por área tratada, inseticidas aparecem com 35% da cobertura, à frente de herbicidas (19%) e fungicidas (17%). O segmento de tratamento de sementes respondeu por 6% da área protegida, enquanto outros (adjuvantes e reguladores de crescimento) representaram 23% restantes.
Em relação ao recorte regional também em área tratada, Mato Grosso e Rondônia representaram 35% do consumo de produtos para proteção de cultivos, São Paulo e Minas gerais 18% e a região do Bamatopiba, em seguida, com 15%.
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