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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Programa da Aprosoja Mato Grosso garante conformidade normativa nas classificações de grãos – MAIS SOJA

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No primeiro semestre de 2025, até junho, o programa Classificador Legal da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), recebeu 928 solicitações, sendo 74% delas para arbitragem. Desde sua criação, em 2017, o Classificador Legal tem sido um aliado fundamental dos produtores rurais e destaca-se como uma ferramenta essencial para garantir a conformidade normativa nas classificações de soja e milho, promovendo maior transparência e segurança nas negociações.

Durante o processo de comercialização, um dos grandes desafios enfrentados pelos agricultores é a divergência na classificação de grãos, o que pode gerar prejuízos significativos ao produtor. Por meio do programa, a Aprosoja MT oferece avaliações imparciais e técnicas, que seguem os padrões oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o que permite que os produtores contestem classificações inadequadas e descontos indevidos.

Conforme a vice-presidente sul da Aprosoja Mato Grosso, Laura Battisti Nardes, produtora do município de Primavera do Leste, o programa representa dois grandes benefícios aos produtores. O primeiro, diz respeito à agilidade e a competência no atendimento, e o segundo, se trata da economia de tempo e dinheiro ao não precisarem arcar com os custos da contratação de um classificador oficial e também, não ter perdas indevidas decorrentes de classificações realizadas fora do padrão do Mapa.

“No início do mês de maio, nós estávamos embarcando soja, quando o classificador enviado pela empresa fez uma classificação de 15% de avariado em uma primeira carga. Estranhamos muito, porque já havíamos embarcado muitos sacos de soja do mesmo padrão, do mesmo silo e não havia se detectado nada fora do padrão. Então, eu liguei para a Aprosoja MT através do nosso supervisor regional, solicitando a vinda da arbitragem. E, para nossa surpresa, de 15 veio para 6,1%”, conta a vice-presidente sul.

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Na primeira semana de junho, o associado do núcleo de Campo Novo do Parecis, Alessio Martelli, também enfrentou desafios e precisou do suporte do programa no carregamento de milho. “Eu solicitei o Classificador por causa que estava dando divergência. Esses dias atrás, o carregamento de milho não estava fluindo. Eu falei para pararem o carregamento e que chamaria o pessoal da Aprosoja MT para dar uma acompanhada no carregamento, aí o carregamento já fluiu. O pessoal, já sabendo que tem um classificador oficial, eles já ficam mais ligados”, afirma o produtor.

Para o delegado coordenador do núcleo Vale do Guaporé, Marco Antônio Mattana Sebben, o programa tem gerado bons resultados.  “O Classificador Legal é um programa da Aprosoja MT que tem muito respeito e muita qualidade envolvida, o respeito que os classificadores legais da entidade têm, perante as outras empresas de classificação, é impressionante”, destaca.

O produtor afirma que também já precisou acionar o programa. “Recentemente nós tivemos um problema aqui no carregamento, onde meu pessoal falava que estava padrão e o pessoal da certificadora, que nem certificada era, alegando que estava dando 9,6 a 9,8. Então meu pessoal bateu o pé e falou ‘não, eu não vou descarregar porque está dentro do padrão’, e pronto, como nós tínhamos o conhecimento do classificador, a gente acabou acionando-o, que veio aqui no outro dia de manhã, classificou e deu 6,2% de avariado. Não é a primeira vez que acontece essa discrepância e provavelmente não será a última”, acrescenta.

Por meio do Classificador Legal, a Aprosoja Mato Grosso reafirma seu compromisso com a valorização da produção agrícola e a defesa dos direitos de seus associados. A iniciativa é uma forma de assegurar a precisão das análises de qualidade e arbitragem dos grãos. Em um cenário de constantes desafios, os relatos dos produtores demonstram a importância do suporte técnico oferecido pela entidade, fortalecendo a confiança e a transparência em todo o processo.

Classificador Legal

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Implementado em 2017, o Classificador Legal oferece uma avaliação imparcial e de acordo com os padrões oficiais exigidos pela Instrução Normativa 11/2007 (IN11/2007) e com laudo reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Produtores interessados em acionar o classificador de sua região devem entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone ou WhatsApp (65) 3027-8100, para abertura de uma Ordem de Serviço (OS). A arbitragem ou análise da amostragem será realizada pelo classificador mais próximo disponível, sem custo para o produtor.

Fonte: Vitória Kehl Araujo / Aprosoja MT



 

FONTE
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Autor:Vitória Kehl Araujo / Aprosoja MT

Site: Aprosoja MT

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Geada pode trazer danos irreversíveis ao trigo – MAIS SOJA

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O trigo é uma cultura estratégica nos sistemas de produção de grãos, especialmente em ambientes com condições edafoclimáticas favoráveis. Frequentemente cultivado em sucessão à soja, contribui para a rotação de culturas, promovendo maior uso da área, quebra do ciclo de pragas e patógenos e viabilizando práticas como a adubação de sistema.

No entanto, sua produtividade é fortemente influenciada por fatores edafoclimáticos, bióticos e abióticos, com destaque para as condições climáticas. Por se tratar de uma cultura de inverno, a ocorrência de geadas figura entre os principais fatores limitantes, sobretudo em fases sensíveis do desenvolvimento. A partir do estádio de alongamento, geadas podem causar sintomas como queima de folhas e estrangulamento do colmo, decorrente do rompimento das paredes celulares nos pontos de crescimento dos entrenós. Já durante o espigamento e o florescimento, os danos tendem a ser mais severos, resultando na redução do número de grãos por espigueta e, consequentemente, por espiga (Scheeren et al., 2000).


Veja mais: Adubação de sistema e manejo do nitrogênio em trigo


Figura 1. Danos decorrentes de geadas em plantas de trigo. Colmo com “estrangulamento”.
Foto: Coagril

Após a ocorrência da geada, dependendo do estádio em que o evento afeta as plantas, sintomas como danos as espigas também podem ser observados. No geral, espigas afetadas pela geada durante o fase de espigamento soltam facilmente da planta, além de apresentar aspecto esbranquiçado (Antunes, 2020).

Figura 2. Sintomas da ocorrência de geada em espigas trigo.
Foto: Embrapa Trigo
Período sensível

De acordo com Silva et al. (2008), o período do espigamento é a fase mais sensível do trigo a ocorrência de geadas, e período em que, maiores danos em decorrência desse evento são observados no trigo. Durante as fases iniciais de desenvolvimento do trigo, mesmo que ocorram geadas intensas capazes de causar a morte de algumas plantas, o rendimento da lavoura tende a não ser significativamente afetado. Isso se deve à elevada capacidade de compensação das plantas jovens, por meio da emissão e desenvolvimento de afilhos, que contribuem para a manutenção do estande e do potencial produtivo. (Antunes, 2020).

Estratégia de manejo

A principal estratégia para mitigar os efeitos da geada em trigo é posicionar adequadamente as cultivares quanto a época de semeadura com base nas orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Baseado em séries históricas de clima, modelagem e simulação de riscos, o ZARC permite identificar os períodos de semeadura em que há menor chance de frustração de safra devido a eventos climáticos extremos (Antunes, 2020). O ZARC é atualizado anualmente, sendo possível acessar, por meio do aplicativo ZARC – Plantio Certo. Clique aqui para acessar o ZARC – Plantio Certo e confira a melhor época de semeadura do trigo para sua região de cultivo.

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Referências:

ANTUNES, J. M. NOTÍCIAS: PLANEJAMENTO PODE EVITAR PERDAS POR GEADA NO TRIGO. Embrapa, 2020. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/53614175/planejamento-pode-evitar-perdas-por-geada-no-trigo >, acesso em: 04/05/2026.

SCHEEREN, P. L. et al. EFEITO DO FRIO EM TRIGO. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 57, 2000. Disponível em: < http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/p_co57.htm >, acesso em: 04/05/2026.

SILVA, E. P. et al. FATORES ABIÓTICOS ENVOLVIDOS NA TOLERÂNCIA DE TRIGO À GEADA. Pesq. agropec. Bras., 2008. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/824305/1/43n10a02.pdf >, acesso em: 04/05/2026.

Foto de capa: Aldemir Pasinato.

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Sustentabilidade

Brasil deve colher 3,86 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, projeta StoneX – MAIS SOJA

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de algodão 2025/26, elevando a produção total para 3,86 milhões de toneladas. O ajuste é sustentado pelo bom desempenho climático nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Mato Grosso.

Na Bahia, os elevados volumes de chuva impulsionaram novas revisões positivas de produtividade. Mesmo com redução de área plantada, o estado caminha para registrar a segunda maior safra de sua história. Já no Mato Grosso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento das lavouras, levando a uma produtividade estimada em 1,88 tonelada por hectare e uma produção de 2,7 milhões de toneladas de pluma.

“As condições climáticas têm sido determinantes para o desempenho da safra até aqui, com destaque para Bahia e Mato Grosso, onde observamos ganhos relevantes de produtividade”, realça o analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi. Ainda assim, completa, o resultado final dependerá da manutenção de um clima favorável nas próximas semanas, sobretudo em regiões do sul e oeste mato-grossense.

Apesar do avanço na produção, o balanço de oferta e demanda permanece inalterado. A StoneX manteve suas projeções de consumo e exportação, com embarques estimados em 3,1 milhões de toneladas, número considerado confortável para a temporada, embora ainda haja incertezas, especialmente no segundo semestre.

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“O volume de exportações projetado segue robusto, mas o mercado ainda deve acompanhar com cautela o comportamento da demanda ao longo do ano, principalmente na segunda metade da safra”, conclui Bulascoschi.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa StoneX


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Condições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA

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O monitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (24). O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

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No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, o Boletim também apresenta o progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores.

BMA – Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e sobre o monitoramento  das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando ainda a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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