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18 de junho de 2026

Sustentabilidade

Programa da Aprosoja Mato Grosso garante conformidade normativa nas classificações de grãos – MAIS SOJA

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No primeiro semestre de 2025, até junho, o programa Classificador Legal da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), recebeu 928 solicitações, sendo 74% delas para arbitragem. Desde sua criação, em 2017, o Classificador Legal tem sido um aliado fundamental dos produtores rurais e destaca-se como uma ferramenta essencial para garantir a conformidade normativa nas classificações de soja e milho, promovendo maior transparência e segurança nas negociações.

Durante o processo de comercialização, um dos grandes desafios enfrentados pelos agricultores é a divergência na classificação de grãos, o que pode gerar prejuízos significativos ao produtor. Por meio do programa, a Aprosoja MT oferece avaliações imparciais e técnicas, que seguem os padrões oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o que permite que os produtores contestem classificações inadequadas e descontos indevidos.

Conforme a vice-presidente sul da Aprosoja Mato Grosso, Laura Battisti Nardes, produtora do município de Primavera do Leste, o programa representa dois grandes benefícios aos produtores. O primeiro, diz respeito à agilidade e a competência no atendimento, e o segundo, se trata da economia de tempo e dinheiro ao não precisarem arcar com os custos da contratação de um classificador oficial e também, não ter perdas indevidas decorrentes de classificações realizadas fora do padrão do Mapa.

“No início do mês de maio, nós estávamos embarcando soja, quando o classificador enviado pela empresa fez uma classificação de 15% de avariado em uma primeira carga. Estranhamos muito, porque já havíamos embarcado muitos sacos de soja do mesmo padrão, do mesmo silo e não havia se detectado nada fora do padrão. Então, eu liguei para a Aprosoja MT através do nosso supervisor regional, solicitando a vinda da arbitragem. E, para nossa surpresa, de 15 veio para 6,1%”, conta a vice-presidente sul.

Na primeira semana de junho, o associado do núcleo de Campo Novo do Parecis, Alessio Martelli, também enfrentou desafios e precisou do suporte do programa no carregamento de milho. “Eu solicitei o Classificador por causa que estava dando divergência. Esses dias atrás, o carregamento de milho não estava fluindo. Eu falei para pararem o carregamento e que chamaria o pessoal da Aprosoja MT para dar uma acompanhada no carregamento, aí o carregamento já fluiu. O pessoal, já sabendo que tem um classificador oficial, eles já ficam mais ligados”, afirma o produtor.

Para o delegado coordenador do núcleo Vale do Guaporé, Marco Antônio Mattana Sebben, o programa tem gerado bons resultados.  “O Classificador Legal é um programa da Aprosoja MT que tem muito respeito e muita qualidade envolvida, o respeito que os classificadores legais da entidade têm, perante as outras empresas de classificação, é impressionante”, destaca.

O produtor afirma que também já precisou acionar o programa. “Recentemente nós tivemos um problema aqui no carregamento, onde meu pessoal falava que estava padrão e o pessoal da certificadora, que nem certificada era, alegando que estava dando 9,6 a 9,8. Então meu pessoal bateu o pé e falou ‘não, eu não vou descarregar porque está dentro do padrão’, e pronto, como nós tínhamos o conhecimento do classificador, a gente acabou acionando-o, que veio aqui no outro dia de manhã, classificou e deu 6,2% de avariado. Não é a primeira vez que acontece essa discrepância e provavelmente não será a última”, acrescenta.

Por meio do Classificador Legal, a Aprosoja Mato Grosso reafirma seu compromisso com a valorização da produção agrícola e a defesa dos direitos de seus associados. A iniciativa é uma forma de assegurar a precisão das análises de qualidade e arbitragem dos grãos. Em um cenário de constantes desafios, os relatos dos produtores demonstram a importância do suporte técnico oferecido pela entidade, fortalecendo a confiança e a transparência em todo o processo.

Classificador Legal

Implementado em 2017, o Classificador Legal oferece uma avaliação imparcial e de acordo com os padrões oficiais exigidos pela Instrução Normativa 11/2007 (IN11/2007) e com laudo reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Produtores interessados em acionar o classificador de sua região devem entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone ou WhatsApp (65) 3027-8100, para abertura de uma Ordem de Serviço (OS). A arbitragem ou análise da amostragem será realizada pelo classificador mais próximo disponível, sem custo para o produtor.

Fonte: Vitória Kehl Araujo / Aprosoja MT



 

FONTE

Autor:Vitória Kehl Araujo / Aprosoja MT

Site: Aprosoja MT

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Sustentabilidade

Calagem do solo e custos: o perigo das soluções “mágicas” – MAIS SOJA

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O agricultor vive um momento bastante desafiador. O mercado apresenta um conjunto de situações que tornam difíceis as tomadas de decisão – como elevação dos custos e dos insumos.

Nesse cenário, surgem soluções “mágicas” ou que prometem milagres no cultivo. Em contraponto, profissionais pregam a adoção de técnicas consagradas de calagem do solo, com produtos já comprovados cientificamente.

Essa postagem tem o objetivo de proteger o patrimônio do agricultor, trazendo-o de volta para a ciência do solo de forma prática. Fique conosco até o final e saiba mais!

. 5 pontos para o agricultor ficar de olho

1. A armadilha: o “barato que sai caro”

Precisamos desmistificar as promessas de calcários em outros formatos que não sejam pó. Sim, há produtos diferenciados, em outros formatos. Porém, não se trata de calcários, dentro do que é preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Também surgem fórmulas “superconcentradas”, que prometem substituir calcário. As mensagens enchem os olhos, com a promessa de reduzir custos na aplicação e no frete.

Lembre-se: o calcário agrícola é vendido acompanhado de documentação que apresenta suas características, como a granulometria, por exemplo. A autorização do MAPA também é citada nessa documentação e pode ser checada no site do ministério.

2. A matemática do solo gera neutralização real

A correção da acidez é uma reação química que depende de quantidade, ou seja, massa. Para neutralizar o alumínio tóxico e elevar o pH de um hectare de área plantada ou pastagem, o solo precisa de volume real de Cálcio e Magnésio.

O Cálcio é essencial para os tecidos da planta. Já o Magnésio surge na clorofila e garante a energia da lavoura.

3. O tripé da calagem tradicional

O calcário traz vários benefícios, mas há 3 principais: fornecimento de Cálcio e Magnésio, melhoria do ambiente para as raízes da planta e aumento da eficiência dos fertilizantes, como os conhecidos NPK.

4. Alerta: prejuízo duplo à vista!

O agricultor não perde apenas o dinheiro investido quando se socorre do produto “milagreiro”, mas perde também o potencial produtivo da safra inteira porque o solo continuará ácido.

E, em algum momento, esse desequilíbrio trará prejuízos.

5. “Mas o que devo ficar de olho nos produtos que corrigem a acidez do solo?”

A orientação é seguir um “passo a passo” que ajuda a identificar eventuais falhas. Exigir o PRNT e o registro no Mapa é uma ação necessária. Fazer a análise do solo é fundamental.

Em resumo

A aplicação de calcário permanece como a prática mais segura, barata e eficiente para o bolso do produtor.

Em momentos de custos altos, a melhor estratégia é errar menos.

Proteger o seu solo com o calcário e a orientação técnica correta é a única garantia de que todo esforço se transformará em sacas colhidas no final da temporada.

Esse vídeo do pesquisador Heitor Cantarella, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), aborda medidas simples que podem ser adotadas.

Fonte: Abracal

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Sustentabilidade

Conheça os vencedores do Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!

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Mauricio Buffon entrega prêmio Personagem Soja Brasil | Foto: Junner Schmidt

E chegou o momento de conhecer os vencedores do Personagem Soja Brasil 25/26. A premiação realizada em Campo Grande (MS) reconheceu produtores e pesquisadores que se destacam pelo trabalho, pela inovação e pela contribuição ao desenvolvimento do agro brasileiro.

Na categoria pesquisador por voto popular, o troféu foi entregue pelo presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, ao vencedor Leandro Paiola, pesquisador da Supra Pesquisa e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A entrega foi realizada por Rafael Scapini, gerente comercial da Ihara.

“Todos merecem ser premiados. Nosso agro só é o que é porque temos pesquisadores e produtores que fazem a diferença. Agradeço à minha família pelo apoio e a todos que fazem parte dessa caminhada. Ninguém faz nada sozinho, construímos resultados a partir de interações e conexões”, afirmou Leandro Paiola.

Produtores homenageados

Na categoria produtor por voto popular, o presidente da Aprosoja MS, Jorge Michel, apresentou o vencedor João Damasceno. Ele destacou que todos os indicados já representam uma conquista pelo trabalho desenvolvido no campo.

“Todos já são ganhadores só de serem indicados. O reconhecimento valoriza produtores que fazem a diferença e ajudam a fortalecer o agro brasileiro”, afirmou Jorge Michel.

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, entregou o prêmio ao vencedor da categoria produtor pela comissão julgadora. A homenagem reconheceu a trajetória e a dedicação dos produtores que representam a força do campo.

A vencedora foi Maira Lelis, que agradeceu o reconhecimento e destacou a emoção de representar produtores e pesquisadores do setor. Ela explicou que a premiação simboliza a importância da ciência, da pesquisa e da tecnologia para o avanço do agro.

“É uma honra muito grande estar aqui. Estou emocionada, meu coração está saltitando. Poder representar tantos produtores e pesquisadores, levar o agro que transforma, que inova e mostrar que somos produtores responsáveis é uma alegria muito grande. Se não fosse a ciência e a pesquisa, hoje o agro do Brasil não estaria nesses patamares”, afirmou.

Maira também ressaltou que acompanha de perto a evolução dentro da fazenda e como as novas tecnologias contribuem para uma produção mais sustentável. “Estamos na quarta geração dentro da fazenda e vemos toda essa inovação chegando ao campo. Junto com as tecnologias conseguimos fazer um agro mais sustentável”, concluiu.

Premiação se faz pela coletividade

A premiação também contou com homenagens especiais na categoria pesquisador e produtor. Subiram ao palco Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja, e Carlos Eduardo Carnieletto, produtor com atuação em manejo integrado de pragas.

Fernando Adegas explicou que o reconhecimento representa um trabalho coletivo envolvendo diferentes profissionais e instituições. “É um grande prazer participar deste prêmio. Esse reconhecimento individual é um prêmio coletivo para todos que estão comigo, pesquisadores, universidades, instituições de pesquisa e a Embrapa”, afirmou.

Carlos Eduardo Carnieletto falou sobre a emoção de receber a homenagem e destacou a importância da família e dos parceiros nessa trajetória. “É uma satisfação enorme. Nunca sonhei em estar em um lugar como esse. Agradeço ao meu pai, minha mãe, que começaram essa história no interior do Paraná, e a todos os parceiros que fizeram parte dessa caminhada”, concluiu.

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Sustentabilidade

Coinoculação: uma estratégia eficiente para o aumento de produtividade da soja – MAIS SOJA

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O nitrogênio (N) é o nutriente mais requerido pela soja, desempenhando papel fundamental na formação de proteínas, no crescimento vegetativo e na definição do potencial produtivo da cultura. Sua deficiência pode limitar significativamente o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. Embora a adubação nitrogenada seja uma alternativa para suprir a demanda de N, seu uso em soja apresenta baixa viabilidade econômica, já que por meio da fixação biológica de nitrogênio (FBN) bactérias fixadoras de N, do gênero Bradyrhizobium, são capazes de fornecer todo o nitrogênio necessário para boas produtividades, via simbiose.

Além da inoculação padrão com bactérias do gênero Bradyrhizobium, estudos demonstram que a coinoculação da soja, com o uso adicional de bactérias do gênero Azospirillum tem demonstrado grande viabilidade técnicas e econômica para a cultura da soja, principalmente pelos bons resultados decorrentes da FBN e do estímulo ao crescimento radicular promovido pelo Azospirillum. Conforme observado por  Santos et al., (2024), a coinoculação da soja o uso combinado dessas bactérias contribui de forma efetiva para o melhor desenvolvimento vegetal, especialmente do sistema radicular da planta.

Ganhos na produtividade

Embora os benefícios da coinoculação na produtividade da soja sejam amplamente relatados, principalmente quando comparada a cultivos sem inoculação ou apenas inoculados, os ganhos proporcionados em relação à adubação mineral ainda constituem uma importante linha de investigação. Avaliando parâmetros biométricos e produtivos de plantas de soja submetidas à inoculação, coinoculação e adubação com fertilizantes químicos no Cerrado Sul-Mato-Grossense, Barboza & Costa (2026) observaram que a coinoculação promoveu incremento de aproximadamente 8,5% na produtividade da cultura, equivalente a um aumento de cerca de 3,5 sacas ha⁻¹ em comparação à adubação química (Tabela 1).

Tabela 1. Avaliação da Inoculação com bactéria fixadora de nitrogênio, Bradyrhizobiume da coinoculação com Bradyrhizobium+ Azospirillum na cultura da soja, na cultivar Brasmax 65i65 Intacta.
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p<0,05). AP: altura de planta; AV: altura de inserção da primeira vagem; NV: número de vagens; NG: número de grãos; M100: massa de 100 grãos; PROD: produtividade; CV: coeficiente de variação. *Adubação química consistiu no uso de 200 kg ha-1 do fertilizante N-P-K 07-40-02.
Fonte: Barboza & Costa (2026)

Os resultados obtidos por Barboza & Costa (2026) corroboram os dados reportados na literatura, incluindo os ensaios conduzidos pela Embrapa, que evidenciam incrementos médios de produtividade de 8% com a inoculação tradicional e de 16% com a coinoculação utilizando Bradyrhizobium + Azospirillum (Prando et al., 2019). Esses resultados reforçam o potencial da coinoculação como uma estratégia eficiente para otimizar a contribuição da fixação biológica de nitrogênio e favorecer o desempenho produtivo da soja, inclusive em ambientes de Cerrado.

Confira o estudo completo desenvolvido por Barboza & Costa (2026) clicando aqui!



Referências:

BARBOZA, A. F.; COSTA, F. A. EFEITO DA COINOCULAÇÃO DE Bradyrhizobiume Azospirillumna PRODUTIVIDADE DA CULTURA DA SOJA NO CERRADO SUL-MATO-GROSSENSE. Research, Society and Development, 2026. Disponível em: < https://rsdjournal.org/rsd/article/view/51133/40113 >, acesso em: 18/06/2026.

PRANDO, A. M. et al. COINOCULAÇÃO DA SOJA COM Bradyrhizobium e Azospirillum NA SAFRA 2018/2019 NO PARANÁ. Embrapa, Circular Técnica, n. 156, 2019. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1117312/1/Circtec156.pdf >, acesso em: 18/06/2026.

SANTOS, A. L. G. et al. IMPORTÂNICA DAS TÉCNICAS DE INOCULAÇÃOE COINOCULAÇÃO NA CULTURA DA SOJA. Scientific Electronic Archives, 2024. Disponível em: < https://scientificelectronicarchives.org/index.php/SEA/article/view/2019 >, acesso em: 18/06/2026.

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