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4 de maio de 2026

Tecnologia do Agro

Como ficaram as cotações de soja neste início de semana?

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços mais baixos predominantemente nesta segunda-feira. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado nacional seguiu lento, com a Bolsa de Chicago tendo perdas e o dólar também sem reação, pressionando os valores no país.

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Segundo Silveira, os prêmios ajustaram pouco o mercado físico. Os agentes seguiram distantes nas atividades, com poucas ofertas da indústria e com o produtor segurando a soja, alargando o spread de compra e venda.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande: caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 118,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa. O mercado foi pressionado pela fraca demanda pelo produto dos Estados Unidos, assim como pela previsão de um clima favorável ao desenvolvimento das lavouras do país.

As quedas do óleo de soja, farelo de soja e dos vizinhos milho e trigo completaram o quadro baixista. Além disso, o forte recuo do petróleo em Nova York, que ultrapassou 7%, também pressionou as cotações.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 192.890 toneladas na semana encerrada no dia 19 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 223.441 toneladas.

Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 349.884 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções somam 45.616.152 toneladas, contra 41.234.444 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 9,25 centavos, ou 0,86%, a US$ 10,58 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,46 3/4 por bushel, perda de 14,00 centavos ou 1,31%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com recuo de US$ 1,4 ou 0,46%, a US$ 296,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,75 centavos de dólar, com queda de 1,35 centavo ou 2,45%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,5042 para venda e a R$ 5,5022 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4970 e a máxima de R$ 5,5435.

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Agro Mato Grosso

Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Agro Mato Grosso

Valtra aposenta a lendária linha BH e lança Série M5 na Agrishow 2026

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Após 26 anos dominando os canaviais, linha histórica do trator BH dá lugar a tratores mais tecnológicos, confortáveis e preparados para a agricultura digital

A Valtra oficializou, durante a Agrishow 2026, uma virada histórica no mercado de mecanização agrícola: a aposentadoria da consagrada Série BH e o lançamento da nova Série M5, apresentada como a “evolução da lenda”. Mais do que uma troca de portfólio, o movimento simboliza a transição entre gerações de tecnologia no campo brasileiro. Com 26 anos de trajetória, o BH não foi apenas um trator — foi um marco na mecanização do setor sucroenergético. Lançado em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha rapidamente se consolidou como sinônimo de robustez e confiabilidade em operações severas. Herdando a tradição dos clássicos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, o BH se tornou o “canavieiro raiz”, dominando os canaviais e sendo peça-chave em atividades como preparo de solo, plantio e transbordo.

Evolucao - trator BH e serie M5 plantando da Valtra

Ao longo dos anos, a linha evoluiu em ciclos consistentes: a Geração 2 (2007) e a Geração 3 (2013) reforçaram sua liderança, enquanto a Geração 4, em 2017, elevou a potência para até 220 cv. Em 2018, a chegada da BH HiTech marcou o salto tecnológico com transmissão automatizada no segmento pesado. Esse histórico rendeu à Valtra, por uma década consecutiva, o reconhecimento do prêmio Master Cana como melhor trator do setor sucroenergético. Agora, esse legado ganha continuidade — e sofisticação — com a Série M5.

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A evolução da lenda

A nova linha chega com os modelos M165 (165 cv) e M185 (185 cv), projetados para ampliar a produtividade em culturas como grãos, arroz e, naturalmente, cana-de-açúcar. Segundo a fabricante, a proposta é clara: preservar o DNA de força do BH, mas incorporar inteligência operacional, eficiência energética e conforto ao operador.

Em entrevista exclusiva a Marcio Peruchi, diretamente da feira, o diretor de marketing da Valtra, Fabio Dotto, destacou que a decisão não representa ruptura, mas evolução. “O BH fez uma história muito bonita no agro. Ele evoluiu desde os anos 2000 até hoje sempre ao lado do produtor. Tudo aquilo que fez o BH ser reconhecido foi mantido.

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O que estamos fazendo agora é evoluir com tecnologias necessárias para os dias atuais”, afirmou. “Melhoramos a transmissão, trouxemos mais conforto e tecnologia na medida certa. O DNA permanece.” Essa visão é reforçada por Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da marca: “É uma nova era que começa. A Série M5 marca o próximo passo da evolução histórica da família BH, pensada estrategicamente para entregar máxima performance nas principais culturas do agronegócio brasileiro.”

Evolucao - trator BH e serie M5 subsolando o solo da Valtra

Tecnologia embarcada e foco no operador

A Série M5 materializa esse avanço em uma série de inovações técnicas e operacionais. O conjunto é equipado com motores AGCO Power de 4 cilindros, reconhecidos pela eficiência e economia de combustível. A nova Transmissão Power Shift HiTech 3 sincronizada permite trocas de marcha com o trator em movimento, com maior suavidade e ganho operacional — um ponto crítico em jornadas intensas no campo.

O sistema hidráulico também foi reforçado, com vazão de 205 litros por minuto, garantindo desempenho consistente mesmo com implementos pesados e em condições severas.

No campo do conforto, a evolução é ainda mais evidente. A cabine foi completamente redesenhada, com novos revestimentos, assentos aprimorados e soluções práticas como uma “cooler box” integrada — detalhe que evidencia a preocupação com o bem-estar do operador em longas jornadas.

Visualmente, o trator também marca uma nova fase, com design mais moderno e robusto, destacando o novo capô de 5ª geração.

DNA canavieiro preservado

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Mesmo com a ampliação de atuação para diferentes culturas, a Série M5 mantém uma ligação direta com o setor que consagrou o BH: a cana-de-açúcar. O tradicional kit canavieiro segue presente, incluindo eixo dianteiro com bitola de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola — elementos fundamentais para operações de transbordo com máxima eficiência.

Tradição e futuro no mesmo equipamento

Para a Valtra, o lançamento da Série M5 representa mais do que um avanço tecnológico — é a consolidação de um conceito: unir a força do passado com as demandas do futuro

“O que fizemos foi honrar a herança de força incansável da linha BH, elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos um trator que respeita sua história, mas que olha para frente com inteligência operacional e conforto. É o encontro entre o trabalho bruto e a agricultura digital”, resume Winston Quintas.

O fim da Série BH encerra um dos capítulos mais emblemáticos da mecanização agrícola brasileira. Já a chegada da Série M5 deixa claro que, no campo, a evolução não apaga a história — ela a transforma em base para o próximo salto.

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Agro Mato Grosso

Trator que fala com operador eleva padrão de conectividade

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Valtra aposta em conectividade e lança plantadeira Momentum mais eficiente na Agrishow 2026

A Valtra colocou a conectividade no centro da estratégia ao apresentar, na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um trator com interface interativa capaz de “conversar” com o operador e entregar dados em tempo real sobre a operação. A novidade foi acompanhada pelo lançamento da nova geração da plantadeira Momentum, com modelos de 30 e 40 linhas, focada em ampliar a eficiência e reduzir o tempo de plantio. As informações foram detalhadas por Marcelo Traldi, vice-presidente Valtra e Fendt e gerente geral da AGCO América Latina, e Claudio Esteves, diretor comercial da marca.

A combinação entre automação, monitoramento contínuo e redução de intervenções manuais posiciona a fabricante na disputa por produtividade em larga escala. Em um cenário de expansão da área cultivada e pressão por margens, a proposta é clara: fazer mais em menos tempo, com maior precisão.

Plantadeira reduz paradas e amplia janela de plantio

A nova geração da Momentum chega ao mercado com ajustes diretos no rendimento operacional. A eliminação de pontos de lubrificação reduz paradas para manutenção, enquanto a estrutura de transporte otimizada permite ganho de até uma hora diária na operação, variável crítica durante a janela de plantio.

Outro avanço está nas três seções de corte de fertilizante, que diminuem a sobreposição nas cabeceiras, aumentam a uniformidade da aplicação e reduzem desperdícios. A medida impacta diretamente o custo por hectare, ponto sensível para o produtor.

Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

VIDEO: 01

O tanque de fertilizante também foi redesenhado. A substituição do inox por polietileno elevou a capacidade em 15%, ao mesmo tempo em que reduziu o peso da máquina e simplificou a manutenção, combinação que melhora a eficiência sem comprometer a robustez.

No controle de plantio, o sistema atua linha a linha e em tempo real. O monitor 20|20 Seed Sense oferece leitura completa da operação, enquanto o dosador vSet2 garante precisão na deposição das sementes. Já o vDrive ajusta automaticamente a dosagem, assegurando independência e uniformidade entre as linhas.

Trator interativo reforça digitalização no campo

O conceito do trator que “fala com o produtor” sintetiza o avanço da conectividade nas máquinas agrícolas. A tecnologia permite comunicação direta com o operador, geração de alertas operacionais e acompanhamento contínuo do desempenho.

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Na prática, o equipamento deixa de ser apenas executador e passa a atuar como ferramenta de gestão, apoiando decisões em tempo real e reduzindo falhas durante a operação. A tendência acompanha o movimento mais amplo de digitalização do campo, com integração crescente entre máquinas, dados e planejamento agrícola.

Safra positiva pressiona por eficiência

Os lançamentos ocorrem em um ambiente de expectativa positiva para o agronegócio. Mesmo com impactos climáticos recentes, a produção brasileira deve alcançar 353,4 milhões de toneladas, segundo a Conab — alta de 0,3% frente ao ciclo anterior.

Foto: PH Lopes/Agro em Campo

O cenário reforça a necessidade de ganho operacional dentro da porteira. Com custos elevados e margens pressionadas, a adoção de tecnologias que aumentem precisão, reduzam desperdícios e ampliem a capacidade de trabalho tende a se intensificar.

Ao concentrar os anúncios na Agrishow, a Valtra reforça o posicionamento em inovação aplicada ao campo e sinaliza uma disputa cada vez mais centrada em eficiência operacional e inteligência embarcada.

VIDEO 02:

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Agro MT