Connect with us
28 de outubro de 2026

Business

demanda fraca limita negócios e mantém preços estáveis

Published

on

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue com negociações pontuais e preços praticamente estáveis, diante da demanda enfraquecida das indústrias e da redução das exportações.

Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a dificuldade de repassar os custos da matéria-prima ao produto beneficiado também limita novos negócios.

De acordo com os pesquisadores, parte das indústrias permanece abastecida e tem reduzido as aquisições em razão das vendas fracas de arroz beneficiado no mercado doméstico.

Além disso, a procura pelo cereal destinado à exportação perdeu força após um período de compras expressivas realizadas por compradores internacionais. A queda do dólar contribuiu para esse movimento, tornando os embarques brasileiros menos atrativos.

Indústrias enfrentam dificuldade para repassar custos

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, os preços atuais do arroz em casca dificultam a operação das indústrias, que não conseguem transferir integralmente os custos da matéria-prima para os valores cobrados pelo arroz beneficiado.

Advertisement

Diante desse cenário, algumas empresas optaram por reduzir as compras, enquanto outras se afastaram temporariamente das negociações.

A combinação entre demanda doméstica enfraquecida e menor procura externa mantém o mercado com baixa movimentação, sem alterações expressivas nas cotações.

Produtores priorizam plantio da nova safra

Do lado da oferta, os produtores também demonstram pouca disposição para negociar, contribuindo para a estabilidade dos preços.

Segundo o Cepea, a atenção dos agricultores está concentrada no plantio da nova safra, que avança nas regiões onde as condições climáticas permitem a realização dos trabalhos no campo.

Com isso, as vendas de arroz em casca ocorrem principalmente para cobrir despesas relacionadas ao novo ciclo produtivo.

Advertisement

A baixa disposição dos vendedores, combinada à demanda limitada das indústrias, mantém as negociações restritas no mercado gaúcho.

Continue Reading
Advertisement

Business

Dólar em alta sustenta preços do café no Brasil, diz Cepea

Published

on

Os preços do café arábica e robusta seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados pela valorização do dólar frente ao real. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o câmbio tem compensado as perdas registradas nas cotações internacionais.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

De acordo com os pesquisadores, o mercado do café arábica vinha apresentando uma trajetória de queda no exterior, influenciada pelas condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras.

Esse cenário reforçou a expectativa de aumento da oferta global na próxima safra, pressionando os contratos futuros da commodity.

Além disso, a perspectiva de uma recuperação mais consistente dos estoques de café na Bolsa de Nova York (ICE Futures) também contribuiu para a desvalorização dos contratos nos últimos dias.

Advertisement

Clima e dólar devem influenciar preços nas próximas semanas

Para as próximas semanas, a expectativa do Cepea é de que o mercado doméstico continue reagindo às oscilações do câmbio e às condições climáticas nas regiões produtoras.

A safra brasileira de café 2027/28 está na fase de pegamento e desenvolvimento dos chumbinhos, período importante para a definição do potencial produtivo das lavouras.

No caso do arábica, o ciclo será de bienalidade baixa, característica que indica uma tendência natural de menor produção em relação ao ciclo anterior.

Segundo os pesquisadores, essa condição torna o mercado mais sensível a eventuais riscos climáticos que possam comprometer o desenvolvimento dos frutos.

Assim, mesmo diante da pressão de baixa no mercado internacional, a combinação entre dólar valorizado e incertezas sobre a próxima safra pode continuar influenciando as cotações do café no Brasil.

Advertisement
Continue Reading

Business

Fertilizante importado por hectare cai ao menor nível desde 2018

Published

on

O Brasil está trazendo de fora menos fertilizante para cada hectare que cultiva. De janeiro a setembro de 2026, o nitrogênio importado pelo país equivale a 28,5 kg para cada hectare plantado, e o fósforo, a 19,3 kg.

São os menores volumes desde 2018, quando começa a série, segundo um levantamento inédito que cruza os dados de importação do Comex Stat com a área plantada estimada pelo IBGE.

No caso do nitrogênio, a queda é de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume era de 36,8 kg por hectare. No fósforo, o recuo foi de 10,5%. Nos dois casos, os números ficaram cerca de um quarto abaixo da média dos oito anos anteriores.

A queda chama atenção porque a área plantada continua crescendo. Em 2026, ela chegou a 99,1 milhões de hectares, 1,4% a mais que no ano anterior, enquanto as compras externas de nitrogênio recuaram 21,5%, para 2,82 milhões de toneladas. O potássio é a exceção: o volume por hectare ficou um pouco acima da média histórica.

“Hoje, não basta mais somente fornecer o nutriente, o grande desafio é fazer com que a planta consiga absorver, metabolizar e transformar isso em produtividade mesmo sob condições de estresse”, afirma Douglas Vaz-Tostes, especialista em manejo da GIROAgro.

Advertisement

O mesmo movimento aparece na safra que está sendo plantada agora. Entre julho e setembro, quando o produtor faz as compras para o plantio de verão, o país importou 47,2 kg de nutrientes para cada hectare de grãos previsto pela Conab no ciclo 2026/27. É quase 20% menos que no início da safra passada e o menor volume dos últimos quatro ciclos, mesmo com a área de grãos 2,3% maior, em 85,4 milhões de hectares.

O indicador compara o volume importado com a área cultivada e não mostra a dose aplicada em cada lavoura, já que não considera estoques, a produção nacional de fertilizantes nem o momento de cada compra. Ainda assim, ajuda a entender o cenário em que o produtor toma as decisões de adubação da nova safra.

Para o especialista, os fertilizantes líquidos e as tecnologias nacionais ganham espaço nesse cenário, mas como complemento à adubação: “A nutrição líquida tem papel complementar, não substitutivo, à adubação de base. O foliar é especialmente eficiente para corrigir deficiências pontuais e agir rapidamente em momentos críticos do ciclo, como floração e enchimento de grãos, mas não substitui a construção da fertilidade do solo ao longo do tempo.”

Advertisement
Continue Reading

Agro Mato Grosso

Irrigação em MT: veja o que muda após decisão da Justiça

Published

on

Decisão invalida três dispositivos da legislação estadual e altera critérios de licenciamento ambiental, regularização de sistemas e suspensão da captação de água

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT