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Prefeitura de Cuiabá reconhece santuário e local de missa de São João Paulo II como patrimônios

Leis sancionadas no aniversário de 35 anos da visita do pontífice valorizam a história religiosa e cultural da capital
A Prefeitura de Cuiabá sancionou, nessa sexta-feira (16), duas leis que reconhecem o Santuário Eucarístico São João Paulo II e o local onde o pontífice celebrou uma missa em 1991 como patrimônios do município.
As medidas foram oficializadas durante a solenidade em comemoração aos 35 anos da visita do papa à capital e buscam preservar a memória histórica, cultural e religiosa do espaço.
A Lei nº 7.660, de 16 de outubro de 2026, reconhece o santuário como patrimônio cultural e religioso de Cuiabá e declara patrimônio cultural imaterial as celebrações, peregrinações, procissões e demais manifestações de fé realizadas no local.
Já a Lei nº 7.661, da mesma data, declara patrimônio histórico e cultural de relevância religiosa a área onde São João Paulo II celebrou a missa em 16 de outubro de 1991, delimitada em um raio aproximado de 60 metros a partir do ponto onde foi instalado o altar.
As duas leis são de autoria do vereador Tenente-Coronel Dias e têm caráter declaratório e honorífico. O objetivo é valorizar a importância histórica do local e contribuir para a preservação das tradições religiosas ligadas à visita do pontífice.
Durante a solenidade, o prefeito Abilio Brunini destacou a importância de manter viva a memória de São João Paulo II e de investir na estrutura do espaço para ampliar o acesso dos fiéis e visitantes.
“Quero contribuir para fortalecer esse espaço. A Prefeitura está aqui para servir à comunidade e à nossa população, e vamos continuar trabalhando para que esse local seja cada vez mais valorizado”, afirmou.
O vereador Tenente-Coronel Dias, autor das duas leis, ressaltou a importância do reconhecimento oficial para a preservação da história religiosa de Cuiabá e da memória da passagem de São João Paulo II pela capital.
“Esse reconhecimento é uma forma de valorizar a história de Cuiabá e preservar um espaço que representa a fé de tantas pessoas. A visita de São João Paulo II marcou a cidade, e essas leis ajudam a manter viva essa memória para as próximas gerações”, destacou.
Agro Mato Grosso
Justiça penhora fazenda de R$ 17,6 mi do “maior desmatador do Pantanal” I MT

O juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, determinou a penhora de uma fazenda avaliada em R$ 17,6 milhões pertencente ao pecuarista Claudecy Oliveira Lemes, conhecido como o “maior desmatador do Pantanal”. A medida busca garantir o pagamento de uma dívida de R$ 15,2 milhões cobrada pelo Banco do Brasil.
Na decisão, publicada nesta quinta-feira (15), o magistrado também rejeitou o pedido da instituição financeira para bloquear outros imóveis do fazendeiro e quebrar seu sigilo bancário.
A cobrança tramita na Justiça desde 2024 e envolve um débito de R$ 15.228.453,70. Para assegurar o recebimento, o banco havia solicitado medidas sobre diversas propriedades do pecuarista, localizadas em diferentes municípios.
A defesa de Claudecy contestou os pedidos, alegando que as restrições eram desnecessárias, já que uma das propriedades havia sido oferecida como garantia hipotecária da operação financeira.
Trata-se da Fazenda Bom Sucesso, localizada em Santo Antônio de Leverger, que possui 5.887,4 hectares e valor estimado pela defesa em R$ 17.632.342.
Ao analisar o processo, o juiz entendeu que a propriedade deve ser utilizada, inicialmente, para garantir a cobrança, uma vez que seu valor estimado supera o montante exigido pelo banco.
Para o magistrado, não há justificativa, neste momento, para ampliar as restrições patrimoniais antes de verificar se o imóvel dado em garantia é suficiente para quitar a dívida.
Com isso, determinou que a penhora fique limitada à Fazenda Bom Sucesso e que seja realizada uma avaliação judicial para confirmar o valor de mercado da área. O procedimento deverá ser realizado na comarca de Santo Antônio de Leverger.
Maior desmatador do Pantanal
Claudecy Oliveira Lemes ficou conhecido após ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de promover desmatamento em larga escala no Pantanal mato-grossense, utilizando produtos químicos para destruir a vegetação nativa.
O caso foi alvo da Operação Cordilheira, conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), após uma denúncia recebida em 2022.
As investigações apontaram que agrotóxicos eram lançados por aeronaves sobre áreas de vegetação nativa, em uma prática conhecida como “desmate químico”.
Segundo a Polícia Civil, o método representa riscos não apenas à flora, mas também aos animais e à população, já que as substâncias podem ser carregadas pelas águas durante os períodos de cheia e contaminar rios e outros ambientes do Pantanal.
O pecuarista possui aproximadamente 277 mil hectares de terras no bioma, extensão equivalente a 2,7 mil quilômetros quadrados e que representa quase 6% do Pantanal localizado em Mato Grosso.
Com base em valores de mercado de propriedades rurais da região, as áreas investigadas foram avaliadas em cerca de R$ 775,6 milhões.
Pelas irregularidades ambientais identificadas, Claudecy recebeu multas que ultrapassam R$ 2,8 bilhões, valor apontado como a maior penalidade administrativa já aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).
Agro Mato Grosso
VÍDEO: nuvem com milhares de andorinhas sobrevoam condomínio em Cuiabá em busca de alimento

Aves aparecem diariamente no entardecer há mais de um mês; professor explica que a migração está ligada à busca por alimento e às primeiras chuvas.
Uma imensa “nuvem” de andorinhas chamou a atenção e mudou a rotina dos moradores do bairro Jardim Tropical, em Cuiabá. O espetáculo natural tem se repetido diariamente no final da tarde, reunindo dezenas de milhares de aves em voos sincronizados sobre condomínios residenciais da região. (VIDEO ABAIXO)
Registros feitos por moradores mostram a magnitude do fenômeno. Nas imagens registradas por moradores, mostram o céu tomado por um rastro contínuo de aves, que sobrevoam os edifícios antes do anoitecer em busca de repouso e alimento. Segundo vizinhos, os bandos já são observados no local com frequência no último mês.
Rota migratória e fartura de alimento
O fenômeno, no entanto, não é novidade para a ciência. Trata-se da rota migratória anual de andorinhas — a exemplo da andorinha-grande (Progne chalybea) —, pertencentes ao gênero Progne, que deixam áreas mais frias no hemisfério norte (como o sul dos Estados Unidos) em direção ao sul do continente sul-americano fugindo das baixas temperaturas.
O professor Dr. João Batista Pinho, que lidera o Laboratório de Ecologia de Aves da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), explica que essas migrações envolvem números expressivos de indivíduos.
“Esses bandos chegam com facilidade a 20 mil, 30 mil indivíduos, ou até mais. É uma migração que acontece todos os anos. Antigamente, a passagem era mais evidente em áreas abertas como o Belvedere e o Jardim Universitário. Com o crescimento urbano e a ocupação da cidade, as aves acabam passando por novos bairros residenciais”, pontua o ornitólogo.
O gatilho das primeiras chuvas
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Andorinhas foram flagradas durante a noite em árvores e fios de energia do condomínio em Cuiabá — Foto: Giovanna Baiocco
De acordo com o professor, a chegada das primeiras chuvas atua como um verdadeiro ‘gatilho ecológico’. A umidade repentina provoca a revoada de insetos — especialmente os cupins alados, conhecidos popularmente como “bichinhos de luz” —, proporcionando um banquete altamente nutritivo para a fauna.
“Com a chegada das chuvas, temos um verdadeiro boom de insetos. Para as andorinhas, esses cupins são extremamente nutritivos e de rápida conversão energética. Elas aproveitam para descansar, se alimentar e acumular gordura corporal para ter força e prosseguir a viagem até o sul do Brasil”, explica o especialista.
O professor ressalta ainda a diferença de comportamento entre as visitantes e as aves nativas: enquanto as espécies residentes de Mato Grosso utilizam essa fartura alimentar para iniciar seus ciclos reprodutivos, as andorinhas migratórias estão apenas de passagem, focadas exclusivamente na reposição de energias para continuar a travessia.
A permanência das andorinhas na capital costuma durar de poucos dias a algumas semanas, dependendo da oferta de insetos e das condições meteorológicas. Assim que o estoque de alimento diminuir e o bando estiver recuperado, as aves seguirão viagem para o sul do país.
VIDEO:
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Força Tática prende casal com rádio na frequência da polícia e descobre droga em árvore

Suspeitos tentaram fugir de moto; mulher entregou esconderijo na mata onde foram apreendidas mais de 90 porções de entorpecentes
Policiais militares da Força Tática do 14º Comando Regional prenderam, na madrugada deste domingo (18.10), um homem, de 22 anos, e uma mulher, de 23, suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em Nova Mutum. Com o casal, foram apreendidas 93 porções de entorpecentes, entre pasta base de cocaína e substância análoga à maconha, além de munições, balanças de precisão e um rádio comunicador.
Durante patrulhamento pela Avenida Araras, os militares flagraram o casal em uma motocicleta vermelha, conversando com uma pessoa em uma esquina. Ao perceber a aproximação da viatura, o condutor acelerou bruscamente, tentando fugir da abordagem policial.
Diante da atitude suspeita, os policiais iniciaram um breve acompanhamento e conseguiram abordar os ocupantes da motocicleta. Durante a busca pessoal, foram encontrados com o homem um rádio comunicador, munições de calibre 9 milímetros e uma quantia em dinheiro.
Na ocasião, os militares identificaram que o equipamento de radiocomunicação estava sendo utilizado em uma frequência na qual pessoas compartilhavam informações sobre o posicionamento das equipes policiais no município.
Em buscas na motocicleta, os policiais localizaram diversas porções de entorpecentes. Questionada sobre os materiais, a mulher relatou que as drogas pertenciam ao seu companheiro, que estaria no local para realizar uma entrega. Ela também informou que o suspeito mantinha outros entorpecentes escondidos em uma área de mata próxima à residência do casal.
Com apoio de outra equipe policial, os militares se deslocaram até o endereço indicado. Durante as diligências, a suspeita apontou uma área de mata, onde o homem costumava permanecer para comercializar drogas.
No local, os policiais encontraram, dentro de um buraco aos pés de uma árvore, outras porções de entorpecentes de diferentes tipos, além de quatro balanças de precisão, sendo três grandes e uma pequena, utilizadas para a pesagem das substâncias.
Diante dos fatos, o casal foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Nova Mutum, juntamente com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
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