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25 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Semeadura alcança 68% da área com elevação térmica acelerando o desenvolvimento – MAIS SOJA

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A semeadura do milho avançou até 20/09, favorecida por condições térmicas mais adequadas e pela melhoria da friabilidade dos solos, alcançando aproximadamente 68% da
área projetada.

Nas áreas implantadas, predominam as fases de germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, com evolução mais rápida após a elevação das temperaturas, a partir de 15/09. As geadas em 07/09 provocaram danos localizados, mas parte das plantas afetadas apresentou recuperação, especialmente onde o ponto de crescimento estava protegido abaixo da superfície do solo.

O manejo cultural se concentra nas atividades de adubação nitrogenada em cobertura, no controle de plantas daninhas e no monitoramento de cigarrinha, entre outras pragas iniciais.

As chuvas intensas e os ventos em 21/09 provocaram danos pontuais e processos erosivos, cuja extensão ainda está em levantamento. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, o plantio iniciou em áreas de agricultura familiar, acompanhando a melhoria das condições térmicas e da umidade do solo. Em São Borja, as lavouras entre os estádios V3 e V5 receberam adubação
nitrogenada e potássica em cobertura. As áreas implantadas com umidade insuficiente foram beneficiadas pelas chuvas, embora apresentem alguma desuniformidade de emergência.

Em Uruguaiana, a implantação das lavouras destinadas à produção de grãos está concluída, com predominância de áreas irrigadas por sulco-camalhão e pivô central. Em Manoel Viana, o plantio está praticamente concluído, e o crescimento das primeiras lavouras está lento devido às baixas temperaturas das últimas semanas.

Na de Caxias do Sul, a semeadura avançou, mas as baixas temperaturas aumentaram o intervalo entre a semeadura e a emergência e retardaram o desenvolvimento inicial das plantas em razão da baixa soma térmica.

Na de Erechim, cerca de 80% estão implantados e nas fases de germinação e emergência. Na de Ijuí, 91% da área está semeada. As baixas temperaturas reduziram o ritmo de crescimento no início do período, e houve retomada do desenvolvimento após a elevação térmica. As lavouras atingidas pelas geadas apresentaram recuperação. Prosseguem os tratos culturais, com atenção à cigarrinha-do-milho, à aplicação de nitrogênio em cobertura e ao controle de plantas daninhas.

Na de Santa Maria, o plantio prosseguiu durante a sequência de dias favoráveis às operações de preparo e semeadura. As chuvas fortes, acompanhadas de granizo, provocaram danos em algumas lavouras.

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Na de Santa Rosa, 86% da área está semeada, e as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. As temperaturas amenas e a manutenção da umidade do solo favoreceram o crescimento, especialmente nas áreas de implantação mais precoce. Há presença de cigarrinhas na maior parte das áreas, além de percevejo-barriga-verde e lagarta-rosca.

Nas lavouras mais adiantadas, foram iniciadas as aplicações de nitrogênio em cobertura. Na de Soledade, a semeadura alcança aproximadamente 55% da área projetada, e a implantação das lavouras mais precoces está próxima da conclusão. As áreas plantadas apresentam germinação, emergência e estande dentro dos padrões tecnológicos usuais. As
temperaturas baixas desaceleram o crescimento inicial, mas não há indicação de comprometimento do potencial produtivo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,71%, passando de R$ 61,98 para R$ 61,54. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte:  Emater/RS



 

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Sustentabilidade

1ª onda de calor da primavera chega neste sábado e pode levar temperaturas acima dos 40°C; saiba onde

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O tempo promete mudanças extremas nos próximos dias em diferentes regiões produtoras de soja do Brasil. Enquanto áreas do Norte enfrentam temperaturas próximas dos 40°C, com aumento do risco de incêndios e estresse térmico para o gado, temporais começam a ganhar força e podem provocar chuva intensa, rajadas de vento e granizo em partes do Sul.

Na região Norte, a previsão aponta para chuvas nos próximos cinco dias, principalmente no Tocantins, Rondônia e Acre. Apesar de trazer algum alívio para o calor e ajudar a reduzir temporariamente os focos de incêndio, a chuva deve ocorrer de maneira bastante irregular e não será suficiente para recompor a umidade do solo.

A expectativa é de uma mudança mais importante no início de outubro. Entre os dias 6 e 10, áreas do sul do Pará, Rondônia e Acre podem receber volumes próximos ou superiores a 40 a 50 milímetros em cinco dias. A tendência de aumento das chuvas também deve continuar durante a segunda semana de outubro.

Até lá, porém, o calor continua sendo motivo de preocupação. Tocantins e Rondônia podem registrar máximas entre 38°C e 40°C nos próximos dias. As temperaturas elevadas aumentam o risco de incêndios e também podem provocar estresse térmico no gado de confinamento.

O calor também exige atenção dos produtores que planejam avançar com a semeadura da safra 2026/27. Com temperaturas muito elevadas, a condição do solo pode se tornar desfavorável para algumas operações agrícolas. Mesmo sem uma onda de calor oficialmente caracterizada no Norte, temperaturas do ar próximas de 40°C podem fazer a temperatura do solo ultrapassar 45°C em determinadas condições.

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Enquanto isso, uma onda de calor começa a ganhar força no Centro-Sul do país. Segundo a previsão citada, o episódio deve atuar entre este sábado e a próxima quarta-feira, atingindo áreas do Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais, sul do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, extremo sul de Goiás e centro-sul de Mato Grosso.

Em algumas dessas regiões, as temperaturas máximas também podem superar os 40°C. O cenário exige cautela no avanço do plantio da safra 2026/27 e atenção redobrada dos trabalhadores rurais. A recomendação é evitar exposição prolongada ao sol durante os horários de maior calor, especialmente entre o fim da manhã e o início da tarde, além de manter uma boa hidratação durante as atividades no campo.

O cenário começa a mudar principalmente entre domingo e segunda-feira, quando um cavado deve atuar sobre a região Sul. A formação pode aumentar o risco de temporais severos, com rajadas de vento superiores a 100 km/h, granizo e fenômenos associados a tempestades intensas, incluindo microexplosões e possibilidade de formação de tornados.

Na terça-feira, o sistema deve avançar em direção ao oceano e favorecer a formação de um novo ciclone extratropical. A partir daí, a chuva pode ganhar força especialmente no centro-sul do Rio Grande do Sul.

Os acumulados chamam atenção. Algumas áreas podem registrar entre 100 e 150 milímetros de chuva em apenas dois ou três dias. A intensidade da precipitação aumenta o risco de alagamentos, deslizamentos de terra e dificuldades para a realização de atividades no campo.

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A frente fria associada ao sistema também deve avançar pelo país e levar chuva para partes do Sudeste e Centro-Oeste, alcançando até áreas do sul do Nordeste. Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná podem receber volumes de 40 a 50 milímetros em cinco dias.

A chegada dessa frente fria deve contribuir para interromper o período de calor intenso em parte do Centro-Sul, mas também aumenta a possibilidade de temporais e mudanças bruscas nas condições do tempo.

O contraste será marcado nos próximos dias. De um lado, temperaturas próximas ou acima dos 40°C, risco de incêndios e preocupação com o estresse térmico. Do outro, uma sequência de temporais que pode despejar mais de 100 milímetros de chuva em poucos dias e provocar ventos destrutivos, granizo, alagamentos e deslizamentos.

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Sustentabilidade

Mancha-de-bipolaris em milho: Mistura de fungicidas apresenta maior eficácia no controle – MAIS SOJA

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As adversidades climáticas associadas a pressão de patógenos na cultura do milho tem impulsionado o desenvolvimento de doenças nas últimas safras, dentre elas, a mancha-de-bipolaris, causada fungo Bipolaris maydis. A doenças é mais grave em regiões de clima temperado e tropicais quentes e úmidas, nas quais perdas superiores a 70% na produção têm sido relatadas (Costa; Silva, Cota, 2014).

De acordo com Costa; Silva; Cota (2014), a intensidade dos sintomas e danos variam em função da suscetibilidade do híbrido. Normalmente, as folhas são os órgão mais afetados, com lesões que evoluem de pequenas e ovaladas para alongadas, limitadas pelas nervuras das folhas. Essa redução da área fotossinteticamente ativa compromete a produção de fotoassimilados pela planta, afetando diretamente o rendimento de grãos.

Figura 1. Sintomas da mancha de Bipolaris maydis em milho.
Foto: Rodrigo Véras da Costa

Dado o impacto econômico da doença, medidas de manejo como o uso de fungicidas para o controle químico da doença tornam-se essenciais para a manutenção do potencial produtivo do milho. Entretanto, para um posicionamento eficaz dos fungicidas, é preciso compreender quais defensivos apresentam maior performance no controle da mancha-de-bipolaris, a fim de aumentar a assertividade do manejo.

De acordo com De Cól et al. (2025), resultados da eficiência de fungicidas no controle da mancha de bipolaris de 2000 a 2024 oriundos de ensaios da rede nacional de pesquisa cooperativa, conduzidos em oito estados brasileiros (GO, MG, MS, MT, PR, RS, SP e TO), demonstram que, para o caso específico da mancha-de-bipolaris, fungicidas multissítios como clorotalonil e mancozebe, assim como o benzimidazol tiofanato-metílico, foram menos eficazes quando utilizados de forma isolada.
Entretanto, os autores destacam que a maioria dos fungicidas avaliados, aplicados em mistura (tabela 1) apresentaram boa eficácia de controle variando entre 55% e 60%, enquanto os fungicidas de ingrediente ativo único exibiram eficácia altamente variável (figura 2) (De Cól et al., 2025).

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Tabela 1. Tratamentos com fungicidas foliares aplicados para o controle da mancha de Bipolaris.
Fonte: De Cól et al. (2025)
Figura 2. Relação entre a eficácia no controle da mancha de Bipolaris e a resposta de produtividade em relação ao tratamento controle testemunha para seis fungicidas com princípio ativo simples isolado (A) e nove fungicidas com misturas duplas ou triplas (B).
Fonte: De Cól et al. (2025). Imagem com qualidade otimizada via IA.

Esses resultados reforçam a importância da cautela ao se depender exclusivamente de fungicidas para o manejo da doença, principalmente ao utilizar fungicidas de único princípio ativo. Para mitigar o risco de resistência de fungos, é recomendado o uso de fungicidas misturados sítio-específicos em mistura com multissítios (De Cól et al., 2025). Além disso, boas práticas agronômicas como o manejo integrado de doenças e o posicionamento de híbridos de milho menos suscetíveis é crucial para reduzir os prejuízos decorrentes da incidência da mancha-de-bipolaris em milho.

Confira o trabalho completo de De Cól et al. (2025) clicando aqui!



Referências:

COSTA, R. V.; SILVA, D. D.; COTA, L. V. MANCHA-DE-BIPOLARIS-DO-MILHO. Embrapa, Circular Técnica n. 207, 2014. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1012083/1/circ207.pdf >, acesso em: 25/09/2026.

DE CÓL, M. et al. EFICÁCIA CONTRA BIPOLARIS: CONTROLE DA MANCHA DE BIPOLARIS NO MILHO CAUSA PREOCUPAÇÃO; ESTUDOS INDICAM QUAIS FUNGICIDAS, COMO E QUANDO DEVEM SER UTILIZADOS. Cultivar Grandes Cultura, n. 313, 2025. Disponível em: < https://www.fitossanidadetropical.org.br/images/rft/novidades/2025/revista-cultivar-eficacia-contra-bipolaris.pdf >, acesso em: 25/09/2026.

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Sustentabilidade

Chuva volta com força ao Centro- Oeste, mas calor ameaça disparada da soja; até quando?

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As chuvas acima da média registradas nas últimas semanas melhoraram as condições para o início da safra de verão 2026/27 em importantes regiões produtoras do país. A recuperação da umidade do solo favorece o avanço da semeadura e o estabelecimento inicial das lavouras de soja e milho. O cenário ainda é desigual e Mato Grosso permanece como principal ponto de atenção.

De acordo com dados da EarthDaily, empresa de monitoramento agrícola baseada em dados de satélite, Mato Grosso recebeu chuvas acima da média em setembro, mas a umidade do solo ainda permanece baixa. As precipitações não foram suficientes para recompor totalmente o déficit hídrico acumulado anteriormente.

A perspectiva é de melhora no início de outubro. O modelo europeu ECMWF indica aumento das chuvas no estado, o que pode proporcionar uma recuperação mais expressiva da disponibilidade de água no solo.

Em Goiás e áreas próximas, a situação é mais favorável. A umidade do solo apresentou recuperação significativa e, em algumas regiões, está acima da média observada nos últimos anos. Para o início de outubro, o ECMWF prevê intensificação das chuvas, cenário que pode ampliar a disponibilidade hídrica e beneficiar a semeadura, a germinação e o estabelecimento das lavouras de soja e milho.

Calor pode limitar recuperação da umidade

Apesar da melhora nas condições de umidade, as temperaturas também entram no radar. Os modelos climáticos apontam para registros acima da média nas principais regiões produtoras, com o modelo americano GFS indicando anomalias mais intensas no Centro-Oeste.

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Segundo Felippe Reis, analista de culturas da EarthDaily, o comportamento das temperaturas será importante para definir a velocidade de recuperação da umidade.

“Caso o calor ocorra associado a menores volumes de chuva, o aumento da demanda evaporativa poderá limitar a recuperação da umidade, principalmente em Mato Grosso”, explica o analista.

A previsão também apresenta divergências entre os modelos para o período de 25 de setembro a 2 de outubro. Enquanto o ECMWF indica precipitação abaixo da média em grande parte do Centro Oeste, o GFS aponta condições mais úmidas, especialmente em Goiás e em partes de Mato Grosso e Minas Gerais.

A combinação entre a incerteza na regularização das chuvas e as temperaturas elevadas mantém Mato Grosso no centro das atenções para o avanço do plantio da soja e do milho de verão.

Chuvas atrapalham colheita da cana no Sudeste

No Sudeste, as chuvas contribuíram para a recuperação da umidade do solo, com melhora mais evidente em São Paulo. Para a agricultura, o excesso de precipitação também traz efeitos negativos.

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Na principal zona canavieira paulista, episódios de chuva têm provocado interrupções frequentes na colheita da cana de açúcar.

Desde o início de setembro, vários eventos registraram volumes superiores a 8 milímetros em um único dia, incluindo episódios acima de 20 milímetros. Em situações como essas, as operações podem ser interrompidas no dia da chuva e, dependendo das condições do campo, também no dia seguinte.

Para o início de outubro, novos episódios acima desse patamar são previstos, o que pode provocar interrupções pontuais e reduzir o ritmo de moagem.

Excesso de chuva e frio colocam trigo em alerta

No Sul do país, o cenário é diferente do observado em parte do Centro Oeste. Volumes elevados de chuva foram registrados nos últimos dez dias, principalmente no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Desde agosto, os acumulados de precipitação de 2026 estão significativamente acima da média e superam os registrados na maior parte dos últimos anos. Com novas chuvas previstas até o início de outubro, aumentam os riscos de doenças, dificuldades nas operações de campo e perda de qualidade dos grãos conforme o trigo avança para as fases de maturação e colheita.

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Temperaturas baixas também exigem atenção

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, as mínimas atingiram valores muito baixos nos últimos dias. Caso tenham ocorrido geadas nas regiões produtoras de soja, lavouras em estágios reprodutivos mais avançados podem ter sido afetadas.

No nordeste gaúcho, setembro foi marcado por forte oscilação das temperaturas mínimas, com registros próximos de 0°C no início do mês. Mais recentemente, a média das mínimas voltou a cair e chegou a aproximadamente 4°C.

O episódio mais recente foi menos intenso do que o observado no começo de setembro. Para os próximos dias, o ECMWF prevê elevação das temperaturas, reduzindo o risco associado ao frio no curto prazo.

Enquanto a chuva começa a devolver umidade a áreas importantes do Centro Oeste e abre espaço para o avanço da safra de verão, a distribuição irregular das precipitações e o calor mantêm Mato Grosso sob observação. No Sul, o excesso de água combinado às baixas temperaturas exige maior atenção dos produtores de trigo.

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