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Três são presos após fiscalização encontrar “gato” em mercado e residência de VG

Equipes constataram que a casa vizinha também se beneficiava da ligação clandestina.
A Polícia Civil, em conjunto com a Energisa e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23.9), a Operação Rede Segura, para apurar denúncias de irregularidades envolvendo o consumo de energia elétrica em Várzea Grande.
Um dos locais fiscalizados pelas equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande e das duas outras instituições foi um supermercado no bairro Costa Verde.
No local foi constatada a existência de uma instalação clandestina na rede elétrica, popularmente conhecida como “gato”, que consiste em um fio ligado diretamente à rede de alta-tensão, sem passar pelo medidor de energia.
Durante a ação, um funcionário do mercado tentou atrapalhar a fiscalização realizando o corte da derivação clandestina com um alicate, provocando um curto-circuito no local.
Segundo o delegado Ruy Guilherme Peral, titular da Delegacia de Estelionato de Várzea Grande, o supermercado gerou prejuízo de mais de R$ 103 mil com o furto de energia elétrica.
As equipes identificaram ainda que a residência vizinha ao mercado, pertencente a uma mulher de 32 anos, também se beneficiava da instalação clandestina e do furto de energia elétrica.
Diante do encontrado, a equipe da Energisa lavrou os termos de ocorrência e inspeção (TOI) e o proprietário do mercado, de 41 anos, o funcionário que realizou o corte da fiação no momento da ação nesta quarta-feira, de 41 anos, e a dona da casa vizinha, de 32 anos, foram presos em flagrante. Eles foram encaminhados para a delegacia e estão à disposição da Justiça.
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Wilson Santos leva campanha de reeleição para diferentes regiões de MT

Deputado estadual pelo PSD percorre dezenas de municípios apresentando projetos e prestando contas de investimentos milionários na Baixada Cuiabana e no Pantanal
O deputado estadual e candidato à reeleição Wilson Santos (PSD) tem ampliado a presença da campanha nos municípios de Mato Grosso, com uma agenda marcada por reuniões com lideranças, encontros com moradores e ações de corpo a corpo. Nas últimas semanas, ele marcou presença em cidades como Cuiabá, Santo Antônio de Leverger, Dom Aquino, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Sapezal, Rondonópolis, Cáceres, Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Várzea Grande e Tangará da Serra, entre outras.
A movimentação pelo interior ocorre em paralelo à apresentação das principais pautas do parlamentar que pretende levar para um novo mandato na Assembleia Legislativa, entre elas: políticas habitacionais, defesa dos servidores públicos, inclusão social, preservação do Rio Cuiabá e do Pantanal, fortalecimento da pesca artesanal profissional, incentivo ao esporte e à cultura, industrialização de Mato Grosso e a chegada da ferrovia à Baixada Cuiabana.
Em Santo Antônio de Leverger, uma das regiões onde mantém presença política há décadas, Wilson Santos tem como principal referência a articulação para a pavimentação de 57 quilômetros das rodovias MT-361 e MT-468, beneficiando 17 comunidades rurais. A obra recebeu investimento de R$ 93,1 milhões do Governo de Mato Grosso e foi entregue em 2025. Ele também destinou recursos para saúde, cultura, esporte e lazer no município.
A atuação em Chapada dos Guimarães também reúne obras e demandas históricas. Atualmente, o deputado destaca a aprovação do projeto para pavimentação e implantação de drenagem em um trecho de aproximadamente 2,2 quilômetros da Estrada Vale da Bênção, com investimento estimado em R$ 5,5 milhões. Ele também já destinou emenda de R$ 150 mil para a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Coxipozinho, no Vale da Bênção.
Em Poconé, a atuação recente está ligada ao abastecimento de água. Wilson Santos destinou R$ 500 mil em emenda parlamentar para a perfuração de quatro poços artesianos, com estruturas previstas para os bairros São Judas, Aeroporto, São Benedito e Cruz Preta. A medida busca ampliar a segurança hídrica do município durante o período de estiagem.
Mais do que cumprir uma agenda eleitoral, as visitas aos municípios também permitem ao parlamentar reencontrar lideranças e comunidades que acompanharam ações desenvolvidas ao longo de sua trajetória pública. A estratégia de percorrer diferentes regiões do Estado também aproxima a campanha das demandas locais e reforça a defesa de pautas que ultrapassam os limites de um único município – a exemplo de investimentos em saneamento básico e loteamentos populares, políticas públicas para o público neurodivergente, defesa dos direitos dos pescadores, valorização dos servidores públicos, entre outros.
Com a campanha de reeleição em andamento, Wilson Santos busca apresentar aos eleitores um mandato associado à presença nos municípios, à articulação de investimentos e à defesa de projetos considerados estratégicos para Mato Grosso. O percurso pelo interior vai continuar nas próximas semanas, reunindo encontros políticos, reuniões comunitárias e atividades de contato direto com a população.

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“Obrigado por tudo, amigão”: tratador tatua homenagem ao elefante Sandro

Sérgio Domingues mostrou o trabalho feito por Clayton Correa após a mudança do animal para Mato Grosso.
A mudança do elefante Sandro para Chapada dos Guimarães ganhou uma lembrança permanente em Sorocaba, cidade onde ele viveu por mais de quatro décadas. Sérgio Domingues, seu último tratador no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, mostrou nas redes sociais uma tatuagem feita por Clayton Correa em homenagem ao animal.
Na publicação, Sérgio escolheu falar de amizade. Descreveu o vínculo como uma relação de confiança, lealdade e afeto e encerrou a mensagem com um agradecimento: “Obrigado por tudo, amigão!”. Ao marcar o tatuador, acrescentou: “Agora sim eternizado!”.
Sandro chegou ao Santuário de Elefantes do Brasil, em Chapada dos Guimarães, na sexta-feira (18), depois de percorrer cerca de 1,6 mil quilômetros desde Sorocaba. No novo espaço, estão também as elefantas Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina.
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Facção criminosa usava distribuição de cestas básicas para lavar dezenas de milhões em MT

Polícia Civil cumpre mandados em quatro cidades e bloqueia bens. Investigação aponta que empresa de fachada movimentou R$ 13 milhões em Várzea Grande
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23.9), a Operação Janus para cumprir ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por usar cestas básicas para lavagem de dinheiro obtido com ações criminosas.
Na operação, são cumpridas 14 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis e imóveis relacionados aos fatos apurados. Os suspeitos são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, além de Goiânia, capital de Goiás. Os trabalhos contam com o apoio de equipes da Delegacia Regional de Rondonópolis, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Polícia Civil de Goiás.
Núcleo criminoso
Iniciada a partir da análise de materiais apreendidos em ações anteriores da GCCO/Draco, a investigação permitiu identificar a atuação de integrantes de uma facção criminosa, inclusive pessoas que, mesmo custodiadas, participavam da articulação de atividades ilícitas.
A investigação identificou que empresas formalmente constituídas para o comércio de alimentos e cestas básicas eram utilizadas pelo núcleo do grupo criminoso como instrumento para movimentar e dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio das ações criminosas.
Durante a apuração dos fatos, foi possível identificar a movimentação de recursos e o papel desempenhado por diferentes integrantes do grupo.
Dinâmica de assistencialismo
Segundo as investigações, o núcleo criminoso utilizava a distribuição de cestas básicas como uma forma de assistencialismo voltada a integrantes e simpatizantes do grupo criminoso.
Os elementos apurados apontam que os recursos utilizados na aquisição dos alimentos seriam provenientes, direta ou indiretamente, de atividades criminosas, especialmente tráfico de drogas e golpes virtuais. Posteriormente, os valores eram inseridos em operações comerciais simuladas, com o objetivo de ocultar ou dissimular sua origem.
Alguns integrantes eram responsáveis pela obtenção e movimentação dos recursos, enquanto outros atuavam na aquisição dos produtos e na logística de distribuição das cestas básicas.
Um dos investigados era apontado como responsável pela logística de distribuição das cestas básicas e pela tentativa de fortalecimento territorial do grupo criminoso por meio do assistencialismo.
Lavagem de dinheiro
A apuração também identificou empresas utilizadas para dar suporte à distribuição dos alimentos. Uma delas, sediada em Várzea Grande, movimentou R$ 13,2 milhões em quatro anos, segundo os elementos analisados no processo, apesar de não apresentar estrutura física compatível com a atividade empresarial declarada.
A investigação patrimonial identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos investigados. Entre os casos analisados, há registro de movimentações superiores a R$ 36 milhões em contas de uma das investigadas e de mais de R$ 4,7 milhões em contas de outro alvo.
Descapitalização financeira
A operação tem como objetivo avançar na identificação e constrição do patrimônio relacionado ao grupo criminoso, interrompendo o fluxo financeiro utilizado para manter as atividades ilícitas e o chamado assistencialismo da facção criminosa.
Entre as ordens judiciais determinadas estão o sequestro de um veículo e de um imóvel localizado em Goiânia (GO), medidas voltadas à preservação de patrimônio que, segundo os elementos apresentados na investigação, pode estar relacionado ao produto ou proveito das atividades criminosas.
As investigações continuam com o objetivo de reunir os elementos necessários à conclusão do inquérito policial e à responsabilização dos envolvidos.
Nome da operação
O nome Janus faz referência ao deus romano Jano, tradicionalmente representado com duas faces.
A denominação remete à dupla finalidade identificada na atuação do núcleo investigado: de um lado, a aparência de assistencialismo proporcionada pela distribuição de cestas básicas; de outro, a utilização dessa estrutura para movimentar recursos de origem ilícita e tentar fortalecer o grupo criminoso e ampliar sua influência territorial.
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