Featured
Fim da poeira: Prefeitura entrega asfalto e drenagem após 40 anos de espera no Jardim Presidente II

Obra de R$ 4,2 milhões beneficiou cerca de 5 mil moradores com pavimentação de 10 ruas, garantindo mobilidade e acessibilidade na região
Após quase quatro décadas convivendo com a poeira na seca e a lama no inverno, os moradores do Jardim Presidente II, no Grande Coxipó, já vivenciam uma nova realidade. A Prefeitura de Cuiabá concluiu a pavimentação de dez ruas do bairro, entregando mais de dois quilômetros de vias totalmente asfaltadas, com sistema moderno de drenagem e acessibilidade garantida para cerca de 5 mil pessoas.
Executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, o projeto recebeu investimento de R$ 4.261.880,99, com recursos do programa Finisa e contrapartida do município. A ordem de serviço foi emitida em 2025, e a estimativa inicial era beneficiar diretamente cerca de 4 mil moradores, além de melhorar as condições de circulação na região.
O engenheiro fiscal responsável, Admilson Assunção, lembrou que, durante a execução, o planejamento foi ampliado para alcançar trechos que inicialmente não estavam incluídos. Entre as vias acrescentadas estão as ruas Ceará, Piauí, Esperança e a Rua 24, localizada na divisa entre o Jardim Presidente II e o Residencial Coxipó. “Com a inclusão, o serviço chegou a áreas que ainda concentravam problemas de poeira, lama e dificuldades de acesso”, disse.
Conforme o fiscal, além da aplicação do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), a obra contemplou terraplenagem, reforço do subleito em pontos onde o solo apresentava excesso de umidade, implantação de base e sub-base, meio-fio, sarjetas e drenagem. “O sistema inclui bocas de lobo para captar a água conduzida pelas sarjetas e drenos subsuperficiais profundos, utilizados principalmente nos locais onde o lençol freático está mais próximo da superfície. A estrutura impede que a umidade comprometa a base e reduza a durabilidade do pavimento”, explicou.
As mudanças já são percebidas na rotina da comunidade. A vendedora Eliane dos Santos Nascimento lembra que os buracos e a lama causavam prejuízos a motoristas, motociclistas e pedestres. “Melhorou muito para toda a população. Agora não temos mais aquela dificuldade para sair de casa em dias de chuva, nem tanta poeira, o que também ajuda na saúde”, relatou. Para Sônia Maria Pierini Duarte, o novo pavimento passou a permitir passeios diários com dona Noêmia, que utiliza cadeira de rodas. “Esperávamos há muito tempo pelo direito de ir e vir com melhor acesso e mais tranquilidade”, afirmou.
Morador há mais de 40 anos e um dos fundadores do bairro, José Padilha da Silva também destaca o fim da poeira e a satisfação de poder sair à porta de casa em melhores condições. O presidente da comunidade, Rogério Santos, estima que a obra beneficie entre 4 mil e 5 mil pessoas, considerando moradores de bairros vizinhos que circulam pela região. “A maioria dos moradores é formada por idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Com as ruas esburacadas e a lama, muitos tinham dificuldade até para ir ao supermercado ou à igreja. O asfalto garante essa acessibilidade.”
A conclusão da pavimentação também trouxe novas demandas relacionadas à segurança viária. Morador da região há 37 anos, o pastor e professor Samuel Javorski de Oliveira defende a implantação de redutores de velocidade, principalmente nas proximidades da escola e da igreja, diante do aumento da velocidade dos veículos. Ele também sugere ampliar a arborização do bairro. Os pedidos deverão ser avaliados pelos setores responsáveis, com base em critérios técnicos.
O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, ressaltou que o trabalho no Jardim Presidente II faz parte de um conjunto de intervenções em andamento no Grande Coxipó. “Finalizamos agora o Jardim Presidente, enquanto a pavimentação do Itapajé e as etapas dois e três do Residencial Coxipó continuam sendo executadas. Existe um esforço da Prefeitura para avançar com a infraestrutura nesta região”, afirmou. Segundo ele, a implantação da drenagem antes da pavimentação é indispensável para proteger a estrutura e evitar a deterioração precoce do asfalto.
Mesmo diante das limitações orçamentárias enfrentadas pelo município, a Prefeitura mantém a elaboração de projetos e a busca de convênios para ampliar os investimentos. Conforme Edson Brasil, Cuiabá ainda possui aproximadamente 400 quilômetros de vias urbanas sem pavimentação. “Temos muito trabalho pela frente. Estamos buscando recursos, elaborando projetos e atuando também de forma preventiva nos pontos mais vulneráveis”, concluiu.
Featured
Com teatro de fantoches, Guarda Municipal conscientiza mais de 8 mil crianças em Várzea Grande

Projeto “Arte de Proteger” já passou por 66 escolas abordando temas sensíveis que vão desde o combate ao bullying até a prevenção à violência doméstica
O projeto “Arte de Proteger”, desenvolvido pela Guarda Municipal de Várzea Grande, já conscientizou mais de 8 mil crianças no município. A iniciativa já passou por 66 escolas e ações e utiliza atividades educativas e lúdicas, incluindo teatro de fantoches, para levar informação e conscientização à comunidade escolar.
Por meio das ações, a Guarda Municipal aborda temas como preservação ambiental, condutas no trânsito e prevenção à dengue, além de conscientizar sobre a Lei Maria da Penha, o enfrentamento à violência doméstica, a prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, a erradicação do trabalho infantil, o combate ao preconceito e ao bullying e a promoção da Cultura de Paz.
Além das escolas, o projeto participa de eventos comunitários, instituições sociais, órgãos públicos e ações interinstitucionais, fortalecendo a integração entre a Guarda Municipal, a Secretaria Municipal de Educação, a Assistência Social, instituições religiosas, o Corpo de Bombeiros Militar e demais integrantes da Rede de Proteção.
Segundo a coordenadora do projeto, inspetora GM Inês Guimarães, as atividades são adaptadas às diferentes faixas etárias e buscam estimular valores como respeito, empatia, responsabilidade, solidariedade e participação cidadã. A proposta também cria espaços de diálogo para que crianças e adolescentes possam conhecer seus direitos e deveres e identificar situações de violência ou vulnerabilidade.
A subcomandante da Guarda Municipal, Sirlei Piasecki, destaca o papel ativo da escola como espaço seguro de acolhimento, proteção e formação cidadã.
“As crianças absorvem as lições lúdicas e reproduzem o aprendizado em casa com seus familiares. Isso expande a cultura de paz para além dos muros da escola”, pontua.
Para Inês Guimarães, o projeto amplia a presença da Guarda Municipal no ambiente escolar e reforça o papel preventivo e educativo da instituição.
“O projeto amplia a presença da Guarda Municipal no ambiente escolar e reforça o papel da instituição não apenas na segurança, mas também na prevenção e na construção de uma cultura de paz em Várzea Grande. A atuação preventiva também busca fortalecer a relação entre os agentes da Guarda Municipal e a comunidade escolar, levando informação e orientação para dentro das unidades de ensino”, afirma.
A guarda municipal Silvana Raze, que também integra o projeto, destaca que a iniciativa contribui para aproximar a Guarda Municipal da comunidade escolar e ampliar o alcance das informações compartilhadas durante as atividades.
“Elas, com certeza, levam essas informações aos pais. Então, essa ação não fica somente aqui, inclui toda a sociedade”, disse.
A diretora da EMEB Jaime Veríssimo de Campos Júnior – “Jaiminho”, Marina Bernardo, parabenizou a Guarda Municipal pela iniciativa e destacou a importância da integração entre a instituição e a comunidade escolar.
“Isso é integração social. Essa ação, além de educar, também faz com que as crianças comecem a confiar mais ainda em uma autoridade, como a Guarda Municipal”, disse.
Agro Mato Grosso
MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional
Agro Mato Grosso
Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga
A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.
Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.
O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.
Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.
Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).
Featured23 horas agoMais de 625 mil candidatos fazem Prova Nacional Docente neste domingo
Featured21 horas agoPresídios de Mato Grosso terão bloqueadores de celular, anuncia Pivetta
Featured20 horas agoMaurício Coelho quer revisão de incentivos e gestão por metas para governar MT
Featured19 horas agoFeira de adoção encontra novos lares para oito animais em Cuiabá
Featured20 horas agoGisela leva articulação de Pivetta ao Nortão e reúne lideranças em Colíder e Nova Canaã
Featured3 horas agoEstado e Prefeitura projetam nova Orla do Porto com praia fluvial e espaços de lazer
Sustentabilidade3 horas agoMILHO/CEPEA: Cotações recuam em SP, mas sobem em outras regiões – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso3 horas agoBatida entre duas carretas deixa um morto e destrói veículos na Serra da Petrovina, em MT

















