Agro Mato Grosso
APAE de Querência recebe terceira edição da Cozinha Experimental da Aprosoja MT

A iniciativa ensina diferentes formas de utilizar a bebida de soja doada pelo projeto Agrosolidário
A bebida de soja é um alimento rico em nutrientes e pode ser utilizada em diversas preparações, doces e salgadas. Para ampliar as possibilidades de consumo do alimento distribuído pelo projeto Agrosolidário, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) criou a Cozinha Experimental, ação que ensina novas receitas às instituições beneficiadas. Nesta quarta-feira (05.08), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Querência reuniu 25 mães de alunos e colaboradoras para um momento de aprendizado.
Durante a oficina, as participantes aprenderam receitas de pão de queijo, bolo de chocolate e torta salgada preparadas com a bebida de soja. O delegado coordenador do núcleo de Querência, Anderson Frizzo, destacou que a iniciativa contribui para diversificar a alimentação e aumentar a aceitação do alimento entre as crianças.
“É de fundamental importância trazer essa ação para o município, junto com a APAE, porque conseguimos diversificar a alimentação das crianças. Com o tempo, elas podem criar uma resistência ao consumo da bebida de soja, e a Cozinha Experimental vem justamente para apresentar novas formas de utilizar esse alimento”, disse.
A coordenadora da APAE, Fátima Hermann, afirmou que a Cozinha Experimental amplia as possibilidades de utilização da bebida de soja na alimentação diária e fortalece a qualidade nutricional oferecida às famílias.
“A Cozinha Experimental apresenta receitas que mostram que a bebida de soja pode ser utilizada de diferentes formas, além do consumo tradicional. Para nós, é uma grande satisfação receber essa ação e proporcionar esse conhecimento aos nossos assistidos”, afirmou.
A nutricionista responsável pelo desenvolvimento das receitas, Jaqueline Oliveira, explicou que apresentar a bebida de soja em diferentes preparações favorece a aceitação do alimento pelas crianças. Segundo ela, as receitas são simples, podem ser reproduzidas no dia a dia das famílias e agregam valor nutricional à alimentação.
“Buscamos uma forma de diversificar o uso da bebida de soja, para que ela não seja consumida apenas como bebida, mas também incorporada a diferentes receitas. Ela é um alimento rico em proteínas, que contribui para o crescimento e o desenvolvimento saudável das crianças, além de beneficiar outros públicos, como os idosos”, destacou.
Uma das participantes da oficina, Maria Soares dos Santos, contou que mora na comunidade rural Brasil Novo, a mais de 130 quilômetros de Querência, e percorre esse trajeto todas as semanas para que o filho receba atendimento na APAE. Segundo ela, participar da Cozinha Experimental foi uma oportunidade de aprender novas receitas que poderão ser incorporadas à rotina da família.
“Foi muito bom participar da Cozinha Experimental. Meu filho tem intolerância à lactose e alergia à proteína do leite, então essas receitas com a bebida de soja vão contribuir bastante. Vou levar para casa e fazer”, contou.
Além de ensinar novas receitas, a oficina proporciona autonomia às famílias atendidas pelas instituições beneficiadas. Ao conhecer diferentes formas de preparo, pais e responsáveis conseguem incluir a bebida de soja em refeições do dia a dia, tornando a alimentação mais diversificada e adequada às necessidades nutricionais das crianças.
O Agrosolidário segue levando os benefícios da produção do campo para quem mais precisa. Por meio da solidariedade dos produtores rurais e da parceria com instituições de todo o estado, o programa fortalece a segurança alimentar, promove qualidade de vida e amplia o alcance das ações sociais em Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

Alta do petróleo, pressão sobre o etanol e dificuldades no abastecimento do diesel estão entre os fatores apontados pelo setor.
Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.
Os principais fatores apontados pelo setor são:
- Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
- Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
- Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
- Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.
O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97, etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.
Mas por que o preço aumenta nas bombas?
1. Alta do petróleo no mercado internacional
Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.
No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.
2. Etanol mais caro pressiona a gasolina
Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.
Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%
O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.
3. Diesel e dificuldades de abastecimento
O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.
🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.
4. Quem define o preço na bomba?
O preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.
O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.
5. O que diz o Sindipetróleo-MT?
Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.
A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.
Agro Mato Grosso
MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional
Agro Mato Grosso
Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga
A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.
Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.
O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.
Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.
Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).
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