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29 de julho de 2026

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MT alia produção recorde e tecnologia para fortalecer economia e sustentabilidade

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Maior produtor brasileiro de grãos, Mato Grosso deve encerrar a safra 2025/2026 com cerca de 109,1 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 30,8% de toda a produção nacional, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A soja permanece como principal cultura agrícola do Estado. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção foi estimada em 51,56 milhões de toneladas, resultado atribuído à combinação de uma área cultivada de 13,01 milhões de hectares e produtividade média de 66,03 sacas por hectare, a maior já registrada pelo instituto.

Os números refletem um processo de modernização baseado na agricultura de precisão, monitoramento por satélite, mecanização, melhoramento genético e gestão técnica das lavouras. O objetivo é elevar a produtividade por hectare e otimizar o uso de insumos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência dos sistemas de produção.

Após a colheita, a produção movimenta uma extensa cadeia logística. Armazéns, silos, transportadoras e rodovias operam para garantir o abastecimento da indústria, do mercado interno e das exportações.

Transporte de etanol em MT: o agronegócio voltado à sustentabilidade movimenta inúmeras cadeias, gerando. empregos, renda e desenvolvimento (Fotos: Edson Rodrigues)

Esse fluxo sustenta atividades econômicas em dezenas de municípios, gerando demanda por transporte, manutenção de equipamentos, combustíveis, armazenagem e serviços especializados.

Segundo a Embrapa, Mato Grosso também lidera a produção nacional de soja, com 51,62 milhões de toneladas e produtividade próxima de 3.969 kg por hectare, consolidando o Estado como uma das principais regiões agrícolas do mundo.

Nesse cenário, a sustentabilidade no agronegócio está diretamente relacionada à capacidade de produzir mais com maior eficiência técnica, enquanto a renda gerada no campo impulsiona investimentos, empregos e atividades econômicas nos centros urbanos, reforçando a integração entre produção agrícola, infraestrutura e desenvolvimento regional.

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Agro Mato Grosso

Pré-projeto de túnel com mais de 500 metros no Portão do Inferno é aprovado em MT

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) aprovou o anteprojeto para a construção de um túnel com 513 metros de extensão, na região do Portão do Inferno, na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

O anteprojeto é um documento que define a solução de engenharia considerada mais adequada para o trecho e serve de base para as próximas etapas da obra. A proposta foi escolhida por uma comissão técnica após análise das alternativas apresentadas.

Desde março de 2024, a estrada que liga as duas cidades têm sido parcialmente interditada para remoção de pedaços de rochas que se soltaram do morro, segundo a Sinfra.

Segundo o governo do estado, a obra deve solucionar de forma definitiva os deslizamentos de terra que provocam interdições frequentes na rodovia.

A empresa responsável pela elaboração do anteprojeto não será, necessariamente, a mesma que executará a obra. Após a definição da solução técnica, o estado deverá lançar uma nova licitação para contratar a empresa responsável pela construção do túnel.

Antes disso, porém, o projeto precisa obter licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Até então, o estado tem autorização apenas para obras de duplicação da rodovia, o que não inclui a construção de um túnel. Nos últimos meses, foram apresentados oito pedidos ao Ibama, com propostas diferentes para o trecho, mas nenhum recebeu aval devido à complexidade da intervenção.

Com a aprovação do anteprojeto, um novo pedido de licenciamento foi protocolado e está em análise pelo órgão ambiental.

Enquanto aguarda a decisão do Ibama, o governo prepara o relançamento da licitação para contratar a empresa que executará a obra. A primeira concorrência, baseada em um projeto diferente, terminou sem empresas interessadas.

A previsão é de que o novo edital seja publicado nas próximas semanas, mas o governo ainda não informou uma data.

A obra

 

Obras de retaludamento na região do Portão do Inferno — Foto: Sinfra-MT

Obras de retaludamento na região do Portão do Inferno — Foto: Sinfra-MT

A passagem subterrânea passou a ser a alternativa adotada pelo governo após quase dois anos de instabilidade na região, marcada pelo risco constante de queda de blocos rochosos sobre a pista.

Em junho de 2025, o projeto inicial teve que ser revisado. O retaludamento, que consistiria na escavação e retirada de cerca de 180 mil metros cúbicos de material rochoso, gerou preocupação entre pesquisadores e entidades ambientais, que alertaram para impactos ecológicos e incertezas sobre a segurança da obra.

Na época, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que estudos geológicos emergenciais realizados durante o início da intervenção identificaram inconsistências que colocavam em dúvida a viabilidade do corte dos paredões, especialmente devido ao uso de maquinário pesado.

Segundo Mendes, as sondagens iniciais não foram suficientes para mapear todas as características geológicas da área.

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Hospital Central atinge 100% de capacidade e consolida cirurgias robóticas inéditas pelo SUS

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Unidade administrada pelo Albert Einstein ativou todos os 287 leitos e 12 especialidades cirúrgicas de alta complexidade em Cuiabá

Seis meses após iniciar os atendimentos, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso alcançou sua capacidade plena de operação, com os 287 leitos em funcionamento e todas as 12 especialidades cirúrgicas previstas já disponíveis aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade consolidou-se como uma das principais referências estaduais em atendimento de alta complexidade.

Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o hospital do Governo do Estado começou a atender no dia 19 de janeiro. Desde então, os serviços foram implantados de forma gradual, seguindo um planejamento estruturado.

“Alcançar a operação plena do Hospital Central representa a concretização de um compromisso do Governo de Mato Grosso com a saúde pública. Hoje, a população conta com uma estrutura moderna, equipada com tecnologia de ponta e preparada para oferecer atendimento de alta complexidade pelo SUS, ampliando o acesso a procedimentos especializados e reduzindo a necessidade de encaminhamento de pacientes para outros estados”, avalia o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

A implantação começou pelos atendimentos ambulatoriais e de medicina diagnóstica. Em fevereiro, a unidade já realizava procedimentos cirúrgicos, incluindo a primeira cirurgia robótica feita pelo SUS em Mato Grosso. Desde então, foram realizadas 36 cirurgias com suporte robótico nas áreas de urologia, ginecologia e pediatria.

“O desafio foi colocar em funcionamento, em poucos meses, uma das maiores estruturas hospitalares públicas de Mato Grosso, com serviços altamente especializados e tecnologia de ponta. A experiência de 25 anos do Einstein na gestão de unidades do SUS foi fundamental para conduzir esse processo com segurança, qualidade e foco no paciente. Hoje, entregamos à população mato-grossense um hospital preparado para atender casos de alta complexidade em diversas especialidades”, afirma Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central.

Outro marco foi a realização da primeira cirurgia robótica pediátrica da rede pública no Estado, ampliando o acesso da população a procedimentos altamente especializados, antes disponíveis em poucos centros do país.

“Além de incorporarmos a cirurgia robótica à rotina assistencial, realizamos procedimentos inéditos para a saúde pública mato-grossense. Isso demonstra a capacidade do Hospital Central de oferecer tratamentos de alta complexidade com tecnologia avançada e equipes especializadas”, destaca Bokor.

Os 287 leitos da unidade estão distribuídos entre 191 de enfermaria e 96 destinados aos cuidados intensivos. Desse total, 60 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), divididos entre 30 adultos e 30 pediátricos. Os outros 36 leitos são de Unidade de Cuidado Intermediário (UCI), sendo 18 adultos e 18 pediátricos. As enfermarias contam com 140 leitos adultos e 51 pediátricos.

O centro cirúrgico possui dez salas, incluindo uma dedicada à cirurgia robótica e outra destinada à hemodinâmica, especializada em procedimentos minimamente invasivos. A unidade dispõe ainda de uma segunda sala de hemodinâmica integrada ao setor de medicina diagnóstica.

Com a ativação de todas as especialidades previstas, o Hospital Central passa a oferecer atendimento em cirurgia pediátrica, urologia, ortopedia, cirurgia geral, aparelho digestivo, ginecologia, cirurgia vascular, cardiovascular, torácica, mastologia, cirurgia oncológica e neurocirurgia.

O setor de medicina diagnóstica do Hospital Central conta com equipamentos de ressonância magnética, tomografia, raio-X, endoscopia, broncoscopia e ultrassonografia. Os exames laboratoriais são realizados na unidade desde o início da operação e, até o final de agosto, o hospital também passará a oferecer mamografias.

Neste mês, entrou em funcionamento a linha de cuidado dedicada ao acidente vascular cerebral (AVC), responsável pelo atendimento de urgência e realização de procedimentos especializados. Em agosto, o hospital iniciará também a linha de neurotrauma, ampliando ainda mais sua capacidade de atendimento a casos complexos.

Devido ao perfil assistencial da unidade, o Hospital Central atende exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

*Sobre o Einstein*

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.  Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

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Governo e Prefeitura fecham acordo para asfaltar ruas “esquecidas” do Jardim Mossoró e Canaã

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Após vistoria, Estado garantiu ampliação de projeto milionário. Vias que sofrem com histórico de alagamentos e esgoto finalmente serão pavimentadas

Na ocasião, as autoridades acompanharam o andamento dos serviços executados pelo Governo do Estado nas avenidas A e B e nas ruas F1, H, I, J, K, L e M. O investimento é superior a R$ 4 milhões, com recursos da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

“O governador confirmou a ampliação do projeto para atender os trechos que ficaram de fora, o que representa um avanço para a comunidade e atende a uma necessidade da região. Parte dos projetos de engenharia e do processo de licenciamento foi elaborada pela Prefeitura de Cuiabá, mas algumas ruas ficaram pendentes. Já nos comprometemos a fazer o projeto das vias restantes e entregá lo ainda nesta semana para que o Governo do Estado faça um termo aditivo ou uma nova licitação, garantindo que todas as ruas do Jardim Mossoró sejam contempladas. Foi um compromisso firmado pelo governador com os moradores”, destacou o secretário Reginaldo.

Além da ampliação da pavimentação no Jardim Mossoró, o governador também assumiu o compromisso de asfaltar a principal via de acesso ao Jardim Canaã do Coxipó, na divisa com o bairro. A rua enfrenta problemas históricos de esgoto e alagamentos, e a intervenção deve proporcionar mais segurança, mobilidade e qualidade de vida aos moradores.

Também há expectativa de que outros bairros da região sejam contemplados. A pedido do governador, será organizada uma reunião com os respectivos presidentes de bairro para mapear as localidades que ainda não possuem pavimentação.

Segundo Reginaldo, o objetivo é elaborar um planejamento conjunto que contemple os bairros do entorno do Parque Cuiabá, ampliando os investimentos em infraestrutura e garantindo mais desenvolvimento para toda a região.

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