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30 de julho de 2026

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Déficit de armazenagem pressiona sojicultor e amplia perdas após a colheita

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O avanço da produção de soja no Brasil continua esbarrando em um velho problema: a falta de armazenagem. Mesmo com sucessivos recordes de safra, a infraestrutura não acompanhou o crescimento da produção, aumentando os custos para o produtor e reduzindo sua margem de lucro.

Segundo dados da Datagro, a produção nacional de grãos cresceu, em média, 6,5% ao ano na última década, enquanto a capacidade estática de armazenagem avançou apenas 4% ao ano. O resultado é um déficit superior a 130 milhões de toneladas, que obriga muitos produtores a venderem ou escoarem a produção logo após a colheita.

Para o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, o armazenamento é estratégico, principalmente nas regiões produtoras do Centro-Oeste.

“O armazenamento é fundamental, em especial para nós que estamos no Centro-Oeste, distante dos portos e em regiões de fronteira. Ele dá segurança à atividade e permite ao agricultor escolher o melhor momento para comercializar sua safra e aproveitar melhores oportunidades de mercado”, comenta Rosa.

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Apesar da redução da taxa de juros para 9,5% no Plano Safra 2026/27 para construção e ampliação de armazéns, especialistas avaliam que o acesso ao crédito ainda é um dos principais entraves para novos investimentos.

O analista de mercado Carlos Cogo afirma que a falta de capacidade de armazenagem já provocou perdas expressivas ao setor. “Os produtores rurais perderam cerca de R$ 9 bilhões nos últimos quatro anos por não terem onde armazenar os grãos. Esse valor seria suficiente para construir aproximadamente 100 milhões de toneladas de nova capacidade estática, praticamente eliminando o déficit estrutural de armazenagem do Brasil.”

Segundo Cogo, a deficiência na infraestrutura também encarece toda a operação logística. Sem espaço nas propriedades, milhares de produtores precisam retirar a soja ao mesmo tempo, sobrecarregando rodovias, armazéns, terminais e portos.

“A logística pós-colheita fica muito mais cara. Há uma demanda maior por caminhões e a soja muitas vezes é transportada ainda com umidade e impurezas. Nas unidades de recebimento, o excesso de volume pode comprometer o processamento, aumentando os custos de secagem e reduzindo a eficiência, o rendimento e até a qualidade do produto.”

Além dos impactos operacionais, a falta de armazenagem limita a estratégia comercial do produtor. Sem estrutura para estocar a soja, muitos agricultores acabam vendendo a produção no período de maior oferta, quando os preços costumam estar pressionados, perdendo a oportunidade de negociar em momentos mais favoráveis do mercado.

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Comerciantes registram segunda alta consecutiva no índice de confiança

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Depois de passar todo o primeiro semestre abaixo da linha de confiança, os comerciantes de Cuiabá voltaram a demonstrar maior otimismo em relação aos negócios. Em julho, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) avançou 4,9% e alcançou 105,4 pontos, consolidando a segunda alta consecutiva do indicador. Na comparação com julho de 2025, o índice somava 104,5 pontos, o que representa um avanço de 0,9%.

A pesquisa mede a percepção dos empresários da capital sobre o nível de investimento no curto e no médio prazo, o que permite antecipar o comportamento das vendas do comércio varejista. Para isso, o levantamento utiliza uma escala que varia de zero a 200 pontos, sendo que o índice de 100 pontos representa a linha divisória entre a percepção de insatisfação e de satisfação dos empresários do setor.

Na avaliação do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), com base nos dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o avanço do indicador, tanto na comparação mensal quanto na anual, demonstra que a confiança do empresariado cuiabano vem se consolidando gradualmente, mesmo diante de um cenário econômico ainda desafiador.

O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou os principais avanços apontados pelo levantamento, ressaltando o aquecimento das atividades comerciais em razão das datas comemorativas do segundo semestre.

“A melhora expressiva na percepção sobre as condições atuais das empresas demonstra que os comerciantes passaram a avaliar de forma mais positiva o desempenho dos próprios negócios, visto que as datas comemorativas do segundo semestre ajudam a alavancar o faturamento das empresas. Ainda observamos um cenário econômico nacional desfavorável, influenciado pela persistência de fatores negativos por parte do governo”, afirmou Sebastião Gonçalves.

Esse cenário pode ser observado no Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio, cuja variação positiva passou de 3,7% em junho para 10,0% em julho. Em relação às Condições Atuais da Economia Brasileira, o pessimismo continua elevado: 43,8% dos empresários consideram que as condições pioraram muito, levando o índice a 59,7 pontos, acima dos 54,7 registrados no mês anterior.

Apesar da avaliação negativa sobre a economia nacional, o ambiente interno das empresas apresenta percepção diferente. Entre os entrevistados, 44,8% afirmaram que as condições melhoraram ao menos um pouco, enquanto 23,3% disseram que melhoraram muito. Essa percepção positiva elevou o índice para 120,0 pontos, acima dos 112,3 registrados em junho.

No campo das expectativas, o índice também permaneceu em alta, passando de 120,5 pontos em junho para 124,1 pontos em julho, mantendo-se acima da linha de confiança. A perspectiva favorável também se refletiu na Expectativa de Contratação de Funcionários, com 57,3% dos empresários prevendo ampliar, ao menos um pouco, o quadro de colaboradores, resultando em um índice de 122,5 pontos.

Quanto ao Nível de Investimento da Empresa, o indicador avançou de 98,1 para 101,8 pontos, retornando ao nível de confiança, fato que não era observado desde novembro de 2025. Para o presidente da Federação, “o retorno do indicador de investimento para acima dos 100 pontos, após oito meses, sinaliza uma recuperação da disposição dos empresários em realizar aportes, refletindo maior confiança na atividade comercial”.

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Sistema Comércio de Mato Grosso empossa novos dirigentes da Fecomércio-MT, Sesc e Senac

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Mudanças integram estratégia de fortalecer a gestão e ampliar ações voltadas ao comércio e à população.

O presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso (Fecomércio-MT|Sesc|Senac e IPF-MT), Sebastião Gonçalves, deu posse, nesta quinta-feira (30), aos novos dirigentes que passam a integrar a estrutura das instituições no estado.

Assumiram os cargos de diretores regionais do Sesc e do Senac, Marcos José da Silva e Igor Cunha, respectivamente. Também foram empossados o superintendente da Fecomércio-MT, Ari Vasconcelos Dantas Júnior, e a diretora de Comunicação do Sistema Comércio, Luciane Mildenberger.

Durante a cerimônia, Sebastião Gonçalves destacou que a nova equipe chega para fortalecer a atuação do Sistema Comércio em Mato Grosso, com foco na integração entre as instituições, na eficiência da gestão e na ampliação das ações voltadas ao desenvolvimento do setor do comércio de bens, serviços e turismo, além do atendimento prestado pelo Sesc e Senac à população.

Os novos dirigentes passam a responder pela condução das respectivas áreas, contribuindo para o fortalecimento institucional e para a execução das estratégias do Sistema Comércio em todo o estado.

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“Não vou voltar pra cadeia”: recém-solto briga com a PM ao ser pego com drogas e é preso de novo

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Suspeito tentou descartar cocaína em carteira de cigarros, resistiu à prisão em Nova Mutum e precisou ser levado ao hospital após ser contido

Um homem que havia deixado recentemente o sistema prisional foi preso novamente na noite de quarta-feira (29), em Nova Mutum, suspeito de tráfico de drogas. Durante a abordagem da Cavalaria da Polícia Militar, ele resistiu à prisão, precisou ser contido pelos policiais e acabou encaminhado ao Hospital Regional antes de ser levado à delegacia.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe fazia patrulhamento pelo bairro Colina II quando abordou um pedestre para averiguação. Durante a conversa, o homem informou que um suspeito estaria vendendo drogas na Rua dos Coqueiros, nas proximidades do Bar do Compadre.

Os policiais intensificaram as rondas na região e localizaram um homem com as características repassadas. Ao perceber a aproximação da equipe, ele dispensou uma carteira de cigarros no chão. Dentro do objeto, os militares encontraram 17 porções de substância análoga à pasta base de cocaína, já fracionadas e prontas para a comercialização.

Na revista pessoal, os policiais também apreenderam R$ 230 em dinheiro. Conforme a PM, o suspeito afirmou ser morador de rua e revelou que havia acabado de deixar o sistema prisional, onde cumpriu pena por tráfico de drogas e roubo.

Ao receber voz de prisão, o homem reagiu e passou a resistir à ação policial, dizendo que “não iria voltar para a cadeia”. Segundo a ocorrência, foi necessário o uso progressivo da força para contê-lo e realizar o algemamento, diante da resistência e do risco de fuga.

Durante a imobilização, o suspeito sofreu um leve sangramento no nariz. Já na Delegacia de Polícia Civil, ele foi avaliado por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Regional, onde recebeu atendimento médico e foi liberado em seguida.

Além das 17 porções de pasta base de cocaína, a Polícia Militar apreendeu uma porção de maconha, um telefone celular, um cartão bancário e o dinheiro encontrado com o suspeito.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde responderá pelos crimes de tráfico de drogas e resistência.

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