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29 de julho de 2026

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Convenção do União Progressista deve definir rumo de alianças em MT

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A convenção da federação União Progressista, marcada para esta quinta-feira (30), em Mato Grosso, deve destravar as articulações de alianças de outros partidos. Pelo menos três grandes siglas — MDB, Republicanos e Podemos — aguardam a decisão do grupo para definir seus próprios rumos.

Nesta terça-feira (29), o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), confirmou que o partido tende a deixar a definição de alianças para o último dia do prazo das convenções, em 5 de agosto, diante das diversas possibilidades em discussão.

Max Russi e a deputada estadual Janaína Riva (MDB) têm um acordo de apoio mútuo para a candidatura dela ao Senado. No entanto, esse cenário pode mudar caso a parlamentar decida disputar outro cargo.

“O Podemos tem compromisso com a Janaína de apoio para disputa ao Senado. Não há nenhuma extensão para o cargo de vice. Teremos que conversar sobre isso se ela mudar”, afirmou.

Janaína e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) estão em conversas para tentar construir uma chapa única. Nesse cenário, a deputada poderia permanecer na disputa ao Senado ou assumir a vaga de vice na chapa de Pivetta. O governador aguarda a definição da federação União Progressista para reduzir as possibilidades em negociação.

Por enquanto, a convenção do União Progressista deve discutir o apoio da federação ao senador Jayme Campos (União Brasil) ou ao governador Otaviano Pivetta. No entanto, outras alternativas poderão surgir ao longo da reunião.

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Caso Zampieri: segundo dia de julgamento começa nesta quarta em Cuiabá

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O Tribunal do Júri que julga os três acusados de participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri entra no segundo dia nesta quarta-feira (29), no Fórum de Cuiabá. A sessão será retomada às 9h e, após desistências de algumas oitivas pelas partes, a expectativa é de que apenas mais uma testemunha seja ouvida antes das próximas fases do julgamento.

No primeiro dia, prestaram depoimento seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal envolvidos na investigação. Os réus são o coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador do crime, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar a contratação do executor, e Antônio Gomes da Silva, denunciado como autor dos disparos.

Durante o júri, o delegado Nilson André Farias de Oliveira afirmou que a investigação concluiu que uma disputa judicial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões foi a principal motivação para o homicídio. Segundo ele, a polícia identificou indícios do planejamento do crime e reuniu provas extraídas do celular de um dos acusados.

Roberto Zampieri foi morto a tiros em 5 de dezembro de 2023, em frente ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A investigação sobre o conteúdo do celular da vítima também deu origem a apurações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais.

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Agro Mato Grosso

BASF amplia resultado agrícola no segundo trimestre

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Agricultural Solutions eleva EBITDA e avança rumo à abertura de capital prevista para 2027

A divisão Agricultural Solutions da BASF registrou vendas de 2,210 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, avanço de 0,6% sobre igual período de 2025. O EBITDA antes de itens especiais alcançou 448 milhões de euros, alta de 7,5%. O fluxo de caixa do segmento somou 881 milhões de euros, crescimento de 8,5%. Os números mostram recuperação da rentabilidade no trimestre, apesar dos efeitos cambiais e da redução de preços observados no acumulado do ano.

No primeiro semestre, a área agrícola faturou 5,315 bilhões de euros. O valor ficou 1,6% abaixo dos 5,401 bilhões de euros registrados um ano antes. O EBITDA antes de itens especiais atingiu 1,550 bilhão de euros, recuo de 4,4%. A margem correspondente chegou a 29%, ante 30% no primeiro semestre de 2025.

Aumento de volumes

O desempenho comercial recebeu apoio do aumento de volumes em todas as regiões. A BASF destacou avanços em fungicidas, herbicidas e tratamento de sementes. O volume total cresceu 3,2% no semestre. Os preços recuaram 1,3%. As variações cambiais reduziram as vendas em 3,6%. Os efeitos de portfólio acrescentaram 0,1%.

Os herbicidas responderam por 32% das vendas da divisão no período. Os fungicidas representaram 30%. Sementes e características genéticas (traits) concentraram 23%. Inseticidas participaram com 10%. O tratamento de sementes respondeu pelos 5% restantes.

A próxima etapa estratégica para o segmento agrícola envolve alcançar condições para uma oferta pública inicial de ações até meados de 2027. Segundo a administração, o processo segue dentro do cronograma previsto.

A aquisição da AgBiTech também produziu efeito positivo no portfólio. A BASF concluiu a operação em março de 2026. A empresa adquirida atua com soluções biológicas para controle de insetos. O impacto sobre as vendas consolidadas permaneceu pequeno no período.

Grupo BASF

No grupo BASF, as vendas do segundo trimestre somaram 17,206 bilhões de euros, aumento de 16,4%. O EBITDA antes de itens especiais cresceu 53,6% e alcançou 2,449 bilhões de euros. A margem passou de 10,8% para 14,2%. O resultado recebeu suporte de preços maiores, crescimento dos volumes e redução dos custos fixos desembolsáveis.

O grupo elevou a projeção de EBITDA antes de itens especiais para 2026. A nova faixa varia entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros. A estimativa anterior apontava intervalo entre 6,2 bilhões e 7 bilhões de euros. A previsão de fluxo de caixa livre permaneceu entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros.

A BASF atribuiu a revisão ao desempenho acima do esperado no primeiro semestre. A empresa também manteve uma diferença de 800 milhões de euros entre os limites da projeção. A decisão considera as incertezas geopolíticas mencionadas pela administração durante a apresentação dos resultados.

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Agro Mato Grosso

Colheita de algodão atinge 13,1% em MT, mas Imea aponta atraso

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colheita do algodão da safra 2025/2026 em Mato Grosso alcançou 13,11% da área cultivada nesta última semana de julho. Apesar do avanço diário nas lavouras do estado, o ritmo atual encontra-se abaixo da média dos últimos cinco anos, período em que o índice costumava registrar 20,97% para o mesmo intervalo. Os dados consolidados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal.

De acordo com o levantamento do Imea, o atraso observado na colheita é reflexo direto das chuvas atípicas registradas em diversas regiões mato-grossenses durante meados de junho, fator que obrigou os produtores a postergar a entrada das colheitadeiras nas plantações. Contudo, em comparativo com a safra passada — quando o índice de colheita estava em 9,75% —, o cenário atual apresenta um ganho de 3,36 pontos percentuais (p.p.), ficando atrás apenas da média histórica em 7,86 p.p.

A analista de algodão do Imea, Cíntia Teixeira, destaca que a expectativa para o setor é de forte aceleração nas próximas semanas. “Apesar do atraso inicial provocado pelas precipitações de junho, o ritmo deve se intensificar no próximo período, especialmente porque a segunda safra representa mais de 85% da área cultivada no estado”, pontua.

Entre os polos produtivos mato-grossenses, o Nordeste lidera o avanço da colheita com 46,80% da área já colhida, seguido de perto pelo Sudeste do estado, que atingiu 22,12%.

Comportamento de preços: pluma e caroço de algodão

O avanço gradual da oferta no mercado interno começou a pressionar as cotações em Mato Grosso. Na última semana, o indicador de preços da pluma calculado pelo Imea fechou cotado em R$ 126,80 por arroba, registrando um recuo de 0,28% em relação ao período anterior.

Esse movimento de baixa no mercado estadual caminhou na contramão da Bolsa de Nova York (ICE Futures), onde os contratos futuros registraram valorização impulsionados por incertezas climáticas em torno da safra norte-americana e por novas tensões geopolíticas no Oriente Médio e na região do Mar Negro.

Outro destaque do boletim foi a retração de 3,16% no preço do caroço de algodão disponível, negociado a uma média de R$ 856,47 por tonelada. A desvalorização decorre diretamente do aumento do volume ofertado com a intensificação do beneficiamento da safra nas indústrias.

Panorama da comercialização e revisão de produtividade

No que tange aos negócios antecipados, o boletim do Imea aponta que a comercialização da pluma referente à safra 2026/2027 atingiu 29,35% da produção estimada em julho. Já o ciclo atual (2025/2026) acumula 73,01% da produção comercializada.

Paralelamente, o instituto procedeu a uma revisão para cima nos índices de produtividade da safra 2025/2026, projetando um rendimento médio de 310,67 arrobas por hectare. Com isso, a expectativa de produção total de caroço de algodão no estado ganha fôlego, consolidando o peso estratégico de Mato Grosso no cenário nacional e internacional do agronegócio.

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