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Comentarista diz que governo Lula empurra taxas extras da China “para baixo do tapete”

Caio Coppolla diz que atitude do governo federal sobre embargados tarifários tem sido contraditória nos últimos meses
O comentarista político Caio Coppalla diz que o governo de Lula tem camuflado as taxas extras cobradas pela China. Por outro lado, tem efeito alarde com o tarifaço dos Estados Unidos.
Segundo ele, nos últimos meses a China começou a cobrar a mais para entrada de produtos brasileiros em seu território. Inclusive, uma revisão dos preços ocorrera logo após uma negociação entre Brasil e os EUA.
“A cobrança dos Estados, na prática, aumenta a tarifa entre 10% e 14%, a variação depende do produto e da região [de origem no Brasil dos produtos]. Mas a China tem cobrado mais de 50% a mais. Em uma habilidade de narrativa, o governo joga a China para debaixo do tapete e usa os Estados Unidos para criticar”, disse.
Caio Coppolla participou nesta quarta-feira (29) do Fórum LIDE Mato Grosso, em Cuiabá, que reuniu políticos e empreendedores.
O comentarista afirmou que os embargos tarifários estão sendo tratados pelo governo brasileira sem que todas as informações cheguem ao público. Ele sugeriu que pode haver alguma retaliação chinesa.
“Quando o governo brasileiro negociou o fim do embargo sobre a carne [em 2025], logo que a cobrança extra foi suspensa, a China taxou mais ainda o Brasil. Ou seja, aconteceu alguma coisa lá que não agradou a Pequim e nós não sabemos o que foi”, disse.
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Ficou sem internet após corte de fios em Cuiabá? Procon orienta a exigir desconto na fatura

‘Operação Telefone sem Fio’ limpa postes da capital, mas operadoras continuam obrigadas a garantir o serviço ou compensar clientes
O Procon Municipal de Cuiabá orienta os consumidores que tiverem os serviços de internet ou telefonia interrompidos durante a Operação Telefone sem Fio a buscarem seus direitos. A ação, que promove a retirada de cabos irregulares, clandestinos e em desuso dos postes da capital, é realizada de forma integrada pela Prefeitura de Cuiabá e pela Energisa Mato Grosso, mas não retira das empresas prestadoras de serviços a responsabilidade por eventuais prejuízos causados aos consumidores.
De acordo com a gestora do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges, a interrupção dos serviços configura falha na prestação, ainda que ocorra durante uma operação de interesse público. “O consumidor tem direito ao restabelecimento do serviço com a maior rapidez possível e sem qualquer cobrança adicional. A empresa também deve informar a previsão de normalização”, explica.
Segundo Mariana, o Código de Defesa do Consumidor garante ao usuário o direito à prestação contínua e de qualidade dos serviços, além de informações claras sobre o problema. Caso haja interrupção, o consumidor também pode solicitar desconto proporcional na fatura pelo período em que ficou sem atendimento e, se houver prejuízos comprovados, requerer o devido ressarcimento.
“A realização de uma operação de interesse público não transfere ao consumidor o risco da atividade. Cabe às empresas prevenir interrupções, manter sua infraestrutura regularizada e restabelecer o serviço rapidamente, especialmente porque as operadoras foram previamente comunicadas sobre a realização da operação”, ressalta.
Como agir em caso de interrupção
A orientação do Procon é que, ao perceber a interrupção do serviço, o consumidor entre imediatamente em contato com a operadora de telefonia ou com o provedor de internet para solicitar o reparo e exigir o número do protocolo de atendimento. Também é importante anotar a data e o horário em que o serviço foi interrompido e quando foi restabelecido.
Caso o problema persista ou não seja solucionado de forma adequada, o consumidor deve procurar o Procon levando documento oficial com foto e CPF, comprovante de endereço, contrato ou fatura do serviço, protocolos de atendimento e, quando houver, comprovantes de despesas ou prejuízos decorrentes da interrupção, como a contratação emergencial de internet ou a compra de pacote de dados.
Empresas podem ser responsabilizadas
Mariana Almeida Borges destaca que as empresas de telecomunicações são responsáveis pela instalação, organização e manutenção de seus próprios cabos e não podem repassar aos consumidores os prejuízos causados por falhas em sua infraestrutura.
“O Procon registra a reclamação, notifica a empresa para que restabeleça o serviço, conceda o desconto referente ao período de indisponibilidade e avalie os prejuízos comprovados apresentados pelo consumidor. Se o problema não for resolvido, o órgão poderá aplicar as sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, inclusive multa”, afirma.
Procure o Procon
A principal orientação do órgão é que o consumidor não espere vários dias para buscar uma solução e jamais tente manipular cabos ou equipamentos instalados nos postes. “Assim que perceber a interrupção, o consumidor deve comunicar a operadora, solicitar o protocolo, registrar a duração do problema e, caso o serviço não seja restabelecido rapidamente, procurar o Procon para garantir seus direitos”, reforça a gestora.
O Procon Municipal acompanha as ações da Operação Telefone sem Fio e disponibiliza atendimento pelo WhatsApp (65) 3324-9680 ou presencialmente na Rua Joaquim Murtinho, nº 554, Centro Sul, em Cuiabá.
Operação Telefone sem Fio
A Operação Telefone sem Fio é responsável pela retirada de cabos irregulares, clandestinos e em desuso instalados nos postes da rede pública da capital. A ação é realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Segurança Pública Municipal, Procon Municipal e Energisa Mato Grosso, com o objetivo de organizar a infraestrutura urbana, ampliar a segurança da população e reduzir a poluição visual.
Agro Mato Grosso
Vídeo: trabalhador é atropelado por trator em MT

Trabalhador sofreu uma fratura na costela direita e diversos ferimentos pelo corpo.
Um trabalhador de 20 anos ficou ferido após ser atropelado por um trator enquanto trabalhava na Rua Lajes, em Primavera do Leste, a 253 km de Cuiabá, nessa terça-feira (28). Câmeras de segurança registraram o momento do acidente. Nas imagens, o trator passa por cima do jovem.
Em seguida, o motorista dá marcha à ré e volta a passar sobre uma das pernas da vítima. Ao perceber o que havia acontecido, ele desce do veículo e vai até o trabalhador para prestar ajuda (vídeo abaixo).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o trabalhador sofreu uma fratura na costela direita e diversos ferimentos pelo corpo.
Após receber atendimento pré-hospitalar, a vítima foi encaminhada a uma unidade de saúde para dar continuidade ao tratamento médico.
Os militares informaram ainda que não há atualização sobre o atual estado de saúde do trabalhador.
VIDEO:
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Agro Mato Grosso
Preços dos fretes agrícolas encerram junho em alta

Movimentação da safra, custos operacionais e desempenho das exportações influenciaram as tarifas, avalia Conab
Os preços dos fretes no mês de junho apresentaram crescimento percentual em relação ao mesmo período de 2025, nas principais rotas monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No comparativo mensal, alguns destinos registraram declínio em relação ao mês de maio, como a maioria das rotas avaliadas no estado de Mato Grosso, maior produtor de grãos nacional. Os dados estão disponíveis na última edição do Boletim Logístico, divulgado pela Conab nesta terça-feira (28/7).
Além dos custos operacionais e logísticos, o quantitativo da safra de grãos 2025/26 contribuiu para o aquecimento das rotas de escoamento da produção no período recente. No acumulado até junho de 2026, as exportações brasileiras de soja em grãos atingiram 69,5 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de cerca de 7,12% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os envios de milho ao exterior também registraram variação positiva no mesmo período, alcançando 7,9 milhões de toneladas, cerca de 22,13% acima dos valores totalizados em junho de 2025.
Das rotas monitoradas pela Companhia em Mato Grosso, 72% demonstraram recuo nas cotações mensais, que oscilaram entre queda de 8% e aumento de mesmo valor. Apesar da movimentação da segunda safra de milho, o volume de embarques é menor do que o esperado para o período. O crescimento da demanda interna do cereal, os preços pagos ao produtor e os trajetos rodoviários mais curtos compõem a conjuntura observada. Em Mato Grosso do Sul, os fretes mantiveram-se estáveis, com incremento nos valores praticados em metade dos trechos avaliados. Os preços permaneceram sustentados pelos custos operacionais de transporte e pelo fluxo contínuo de cargas agrícolas.
Ainda na região Centro-Oeste, a movimentação dos fretes foi de recuo na maior parte das rotas pesquisadas em Goiás, especialmente nas praças originadas em Cristalina e Bom Jesus de Goiás. Já no Distrito Federal, todas as rotas apresentaram retração, com valores mínimos até 4% inferiores ao mês de maio. A manutenção dos preços do diesel, embora elevados em relação ao mesmo período do ano anterior, e a descontinuidade do escoamento das safras de soja e milho explicam o quadro.
Na Bahia, o levantamento também verificou queda ou estabilidade em todas as rotas. Nos transportes originados em Luís Eduardo Magalhães, importante produtor de grãos no oeste do estado, os fretes chegaram a ficar até 7% mais baratos. A redução da demanda em relação à temporada de pico de escoamento de grãos em abril, associada ao aumento da oferta de transportadores e, consequentemente, da concorrência, favoreceu o comportamento das tarifas. Já no Maranhão, o movimento foi de ascensão em algumas regiões, com destaque para Balsas e Tasso Fragoso, resultado do aumento da demanda após finalização da colheita da soja. No vizinho Piauí, as variações positivas nos fretes também foram predominantes, em consequência dos envios de soja ao exterior e do incremento no preço local dos combustíveis.
Nas praças paulistas, a maioria dos valores manteve-se estável ou com pequena variação positiva. Apesar do atraso nas operações de colheita em algumas localidades, a procura para escoamento da produção agrícola cresceu. Em Minas Gerais, a pesquisa apontou preços declinantes e praticamente constantes. Nas rotas paranaenses, por sua vez, o início da colheita do milho segunda safra elevou a demanda por transporte nas principais regiões produtoras do estado, com custos operacionais influenciados pelo preço do combustível.
Exportações
Os embarques de milho pelo Arco Norte chegaram a 35,4% no acumulado do primeiro semestre de 2026. Para a soja, os portos desse centro de distribuição foram responsáveis pelo envio de 39,1% da produção ao exterior no mesmo período. Na sequência, os portos de Santos/SP e de Paranaguá/PR foram os principais terminais logísticos de escoamento dos dois grãos.
Adubos e fertilizantes
As importações de fertilizantes acumuladas até junho atingiram 18,31 milhões de toneladas. O valor é cerca de 5,7% inferior ao verificado no mesmo período de 2025.
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