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28 de julho de 2026

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Mauro diz que não interferirá em negociação entre Pivetta e Janaína Riva

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Ex-governador afirmou que Pivetta deve ouvir conselheiros ao redor para decidir se unirá ou não projetos de candidatura com MDB

O presidente do União Brasil em Mato Grosso, ex-governador Mauro Mendes, disse que não irá interferir na negociação de aliança entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a deputada estadual Janaína Riva (MDB). 

Ele disse que deu sua opinião a Pivetta sobre eventual aliança com Janaína, de quem já foi aliado, e Pivetta ouvirá outras pessoas ao redor dele para decidir se é viável ou não um acordo. 

“Isso não está na minha alçada. Eu dei minha opinião a Pivetta e ele vai ouvir outras pessoas, conselheiros, que estão ao seu redor – é isso que uma pessoa sábia faz – para decidir [se aliar ou não a Janaína”], afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (28). 

A aliança entre Janaina Riva, presidente do MDB em Mato Grosso, e o governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição, vem sendo especulada há meses. O assunto voltou a ser conversa com a restrição do PL (Partido Liberal) à aliança com o MDB. 

Janaína Riva, duas vezes a candidata à Assembleia Legislativa mais votada, pode ter que reavaliar seu projeto de concorrer ao Senado e entrar na chapa de Otaviano Pivetta como candidata a vice.

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Sine-MT abre a semana com mais de 2,2 mil vagas de emprego; veja as cidades

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Oportunidades abrangem todos os níveis de escolaridade na capital e no interior. Há também 50 vagas exclusivas para PCD em Cuiabá e Várzea Grande

O Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT) disponibiliza 2.259 vagas de trabalho nesta semana em Mato Grosso. As oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação, com vagas para laboratorista industrial, auxiliar de expedição, farmacêutico, auxiliar administrativo e coordenador de contabilidade.

Em Cuiabá e Várzea Grande estão sendo ofertadas 181 vagas para o público em geral. Dentre elas, destacam-se 22 vagas para auxiliar de estoque, 20 vagas para auxiliar de logística, 10 vagas para promotor de vendas, sete vagas para operador de caixa, seis vagas para atendente de lanchonete, seis vagas para estoquista, cinco vagas para mecânico de manutenção de máquina industrial, cinco vagas para auxiliar de expedição, cinco vagas para carpinteiro, quatro vagas para vendedor interno, três vagas para ajudante de carga e descarga de mercadoria, três vagas para técnico de edificações, três vagas para técnico de telecomunicações (telefonia) e duas vagas para laboratorista industrial.

Também há outras oportunidades, como: duas vagas para técnico de zootecnia, duas vagas para coveiro, duas vagas para ajudante de serralheiro, duas vagas para auxiliar se serviços de alimentação, uma vaga para técnico agropecuário, uma vaga para vendor pracista, uma vaga para farmacêutico, uma vaga para soldador, uma vaga para auxiliar administrativo e uma vaga para mecânico de empilhadeira.

Para pessoas com deficiência (PCD), os municípios de Cuiabá e Várzea Grande concentram 50 vagas, dentre elas: oito vagas para auxiliar de linha de produção, sete vagas para promotor de vendas, quatro vagas para auxiliar de limpeza, quatro vagas para frentista, três vagas para ajudante de carga e descarga de mercadoria, três vagas para empacotador a mão, três vagas para auxiliar de expedição, duas vagas para operador de caixa, uma vaga para auxiliar administrativo, uma vaga para lubrificador de automóveis, uma vaga para almoxarife e uma vaga para oficial de manutenção.

Em Cáceres são 216 oportunidades na semana, sendo 20 vagas para trabalhador agropecuário em geral, 10 vagas para vendedor de serviços, 19 vagas para eletricista de instalações, 12 vagas para operdor de produção (química, petroquímica e afins), 12 vagas para auxiliar de armazenamento, 10 vagas para operador de pá-carregadeira e tratores, oito vags para auxiliar de linha de produção, oito vagas para oficial de serviços gerais na manutenção de edificações, seis vagas para soldador, quatro vagas para operador de empilhadeira, três vagas para repositor de mercadorias, três vagas para empregador doméstico (faxineiro), duas vagas para mecânico de motocilcetas, duas vagas para office-boy, uma vaga para social media, uma vaga para atendente de padaria, uma vaga para atendente de telemarketing e uma vaga para coordenador de contabilidade.

Já no município de Primavera do Leste, estão disponíveis 177 vagas, como: 30 vagas para trabalhador da avicultura de postura, 16 vagas para auxiliar de operação, 10 vagas para vendedor porta a porta, 10 vagas para vigilante patrimonial, nove vagas para auxiliar de linha de produção, cinco vagas para motorista de caminhão, quatro vagas para auxiliar administrativo, quatro vagas para auxiliar de armazenamento, quatro vagas para condutor de ambulânica, três vagas par operador de máquinas de mineração, três vagas para frentista, duas vagas para auxiliar de manutenção e recarga de extintor de incêndio,duas vagas para técnico de enfermagem do trabalho, uma vaga para técnico de segurança do trabalho, uma vaga para recepcionista atendente, uma vaga para instalador fotovoltaico, uma vaga para técnico em óptica e optometria e uma vaga para classificador de grãos.

Outro município em destaque é Alta Floresta, com 114 oportunidades disponíveis, entre elas: 100 vagas para servente de limpeza, quatro vagas para operador de processo de produção, três vagas para camareira de hotel, três vagas para operador de tráfego, duas vagas para atendente de pedágio, uma vaga para auxiliar de cozinha e uma vaga para forneiro (pizzaria).

A lista completa e detalhada das vagas ofertadas pela Rede Sine pode ser acessada diariamente pelo Portal Emprega Brasil. As oportunidades são atualizadas de forma contínua, com novos cadastros realizados ao longo do dia.

Atendimento

Além da intermediação de mão de obra, o Sine-MT realiza a habilitação do seguro-desemprego e oferece orientação sobre o uso da Carteira de Trabalho Digital. Os interessados devem comparecer às unidades portando documentos pessoais e verificar a disponibilidade das vagas, que são ofertadas diariamente.

Na região metropolitana, o atendimento nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga, do CPA I e do Pedra 90 ocorrem das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Já o Sine instalado no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping funciona das 10h às 17h30.
As oportunidades disponíveis nos municípios de Mato Grosso podem ser consultadas no documento em anexo e, na plataforma Empregos MT, empregosmt.mt.gov.br, onde os candidatos podem acessar vagas compatíveis com seus perfis, acompanhar em tempo real o andamento das candidaturas e receber notificações sobre cada etapa dos processos seletivos. Já os empregadores contam com um sistema capaz de indicar profissionais alinhados às vagas cadastradas, inclusive candidatos que ainda não se inscreveram nas oportunidades disponíveis.

PAINEL DE VAGAS 27.07.26 Todas as Unidades SINE MT

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT celebra o protagonismo do produtor no desenvolvimento, social do Brasil

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A data reforça a importância do agro no campo para a produção de alimentos, geração de empregos e fortalecimento da economia brasileira

Neste 28 de julho, quando são celebrados o Dia do Produtor Rural e o Dia Nacional do Agricultor, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) destaca a relevância dos homens e mulheres do campo para o desenvolvimento do país. Eles são responsáveis por exercer papel estratégico na segurança alimentar, na geração de empregos, na movimentação da economia e no fortalecimento das comunidades onde estão inseridos.

Em Mato Grosso, estado líder nacional na produção de soja, milho e outras commodities agrícolas, o trabalho do produtor rural impulsiona o crescimento econômico, promove inovação tecnológica e contribui para consolidar o Brasil como uma das principais potências agropecuárias do mundo.

Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Lauri Pedro Jantsch, a data representa um momento de reconhecimento à dedicação de milhares de produtores que, diariamente, enfrentam desafios para garantir alimentos de qualidade à população e manter a competitividade do setor.

“Hoje, o produtor precisa ter muita resiliência e estar preparado para se adaptar a cada momento e a cada dificuldade. A cada ano surgem novos desafios, por isso é fundamental estar sempre se atualizando e buscando informações sobre mercado, clima e tudo o que envolve a atividade. Cada safra traz uma realidade diferente, e o produtor precisa estar preparado para enfrentar esses novos desafios”, destacou.

Lauri destaca ainda que o produtor rural moderno alia tecnologia, sustentabilidade e gestão para produzir cada vez mais em áreas já consolidadas, demonstrando que desenvolvimento econômico e preservação ambiental caminham lado a lado no campo.

“Ao longo da minha trajetória, as mudanças que mais impactaram a forma de produzir estão relacionadas, principalmente, à tecnologia embarcada no maquinário. Hoje, temos máquinas cada vez mais autônomas e eficientes. Isso proporciona um ganho operacional muito grande, facilita o trabalho e contribui diretamente para a rentabilidade do produtor. Outra mudança muito importante foi o desenvolvimento de novas biotecnologias aplicadas às sementes, que permitem alcançar uma produtividade muito maior na mesma área, favorecendo diretamente o produtor rural. Também temos observado um avanço significativo no uso de produtos biológicos, que estão cada vez mais eficientes, aliados ao monitoramento e ao controle de pragas. Então, hoje, essas são algumas das principais mudanças e tecnologias que vêm contribuindo para o desenvolvimento e o fortalecimento do setor”, exemplificou o vice-presidente Leste da Aprosoja Mato Grosso.

O produtor rural do núcleo de Sinop, Evandro Pellenz, vivencia diariamente a rotina de ser produtor rural em Mato Grosso e ressalta que a profissão exige dedicação, resiliência e capacidade de enfrentar desafios que vão desde questões climáticas até gargalos logísticos e oscilações do mercado.

“Ser produtor rural em Mato Grosso, hoje, é ser um verdadeiro guerreiro. Enfrentamos inúmeros desafios diariamente, principalmente relacionados à logística. Hoje, muita coisa evoluiu e parece estar bem estruturada, mas quem viveu o passado sabe o quanto sofremos para produzir e escoar a safra. Por isso, posso dizer que o produtor mato-grossense é, acima de tudo, um guerreiro”, ressaltou Evandro.

Na avaliação do produtor, embora a agricultura brasileira tenha avançado significativamente nas últimas décadas, ainda há obstáculos importantes que impactam o setor, bem como maior reconhecimento da sociedade ao trabalho desenvolvido pelos produtores.

“Acredito que o que mais precisa ser reconhecido e valorizado pela sociedade é o papel do produtor rural na produção de alimentos. Muitas vezes, ainda existe uma visão equivocada de que o produtor apenas degrada o meio ambiente, quando, na realidade, fazemos justamente o contrário. Produzimos alimentos com responsabilidade e preservamos uma parte significativa das nossas propriedades, como determina a legislação. Em Mato Grosso, especialmente nas áreas do bioma Amazônico, essa preservação é ainda mais evidente. Esse compromisso com a produção e com o meio ambiente precisa ser mais conhecido e valorizado pela sociedade”, avaliou Evandro.

Neste Dia do Produtor Rural e Dia Nacional do Agricultor, a Aprosoja MT reforça seu reconhecimento aos produtores que, com trabalho, inovação e compromisso, contribuem diariamente para o desenvolvimento de Mato Grosso e do Brasil.

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Agro Mato Grosso

Legado que atravessa gerações: a história da família Giacomolli no campo

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Entre desafios, trabalho e paixão pela agricultura, pais, filhos e netos mantêm viva uma história construída há mais de cinco décadas em Mato Grosso

Toda propriedade rural guarda uma história. Algumas começam com um pedaço de terra, outras com uma oportunidade. A história da família Giacomolli começou com uma decisão que exigiu a coragem de deixar o Sul do país para recomeçar a vida em uma região onde quase tudo ainda estava por ser construído.

Mais de 50 anos depois, essa escolha continua produzindo frutos. O que antes era apenas o sonho de uma família transformou-se em um legado que hoje une três gerações em torno da paixão por produzir alimentos e dar continuidade a uma história construída com trabalho, resiliência e amor pelo campo.

Foi em 1972 que o pai de Valmor Giacomolli decidiu investir em terras no então norte de Mato Grosso. Na época, a região ainda dava os primeiros passos no desenvolvimento agrícola e oferecia poucas das facilidades encontradas atualmente.   Valmor acompanhou de perto esse processo. Ainda jovem, veio para o estado junto com a mudança da família e participou dos primeiros trabalhos na propriedade. Alguns anos depois, retornou ao Sul para se casar, mas não demorou a voltar definitivamente para Mato Grosso, onde decidiu construir sua própria trajetória.

“Meu pai veio para cá em 1972 e eu acompanhei toda essa mudança. Comecei a trabalhar nas terras com eles e, depois que casei, em 1977, voltei de vez. Nesse período consegui comprar minha própria área e começamos nossa caminhada. Não foi fácil, foi um grande sacrifício, mas valeu a pena.”

Ao lado dele estava Neusa Giacomolli, que também precisou deixar para trás a vida que conhecia para enfrentar os desafios de uma região que ainda estava sendo desbravada. Ela lembra que a decisão aconteceu ainda durante o namoro e que, apesar das dificuldades, nunca houve arrependimento.

“Foi um susto. A gente estava namorando quando surgiu a oportunidade de vir para Mato Grosso. Como ele gostou da região e nós já tínhamos planos de construir uma vida juntos, resolvemos encarar. Naquela época era muita chuva, estrada de chão, muito barro. Era de assustar, mas mesmo assim nós viemos.”

As lembranças daquele período revelam uma realidade muito diferente da atual. Estradas precárias, longas distâncias, pouca infraestrutura e inúmeras incertezas faziam parte do cotidiano dos primeiros produtores que chegaram à região. Ainda assim, desistir nunca foi uma opção.

Com o passar dos anos, o trabalho realizado pela família permitiu consolidar a propriedade e construir um ambiente em que a agricultura passou a ser muito mais do que uma atividade econômica. Foi nesse ambiente que cresceu César Anderson Giacomolli. Desde a infância, acompanhar os pais na lavoura fazia parte da rotina. Enquanto outras crianças passavam o tempo brincando, ele observava cada etapa do trabalho na fazenda, curioso para entender como tudo funcionava.

“Desde que me conheço por gente estou ligado ao agronegócio. Cresci dentro da fazenda acompanhando meus pais. Sempre admirei muito o trabalho deles e tinha aquele olhar curioso de quem queria aprender. Ver uma colheita acontecendo era algo que me encantava.”

O interesse surgiu cedo. Ainda criança, César já fazia questão de participar das atividades da propriedade e, antes mesmo da adolescência, começou a assumir pequenas responsabilidades no dia a dia da fazenda.

“Com 11 ou 12 anos eu já dirigia trator e ajudava no preparo do solo. Eu acredito que ser agricultor é uma vocação, assim como qualquer outra profissão. Desde pequeno me identifiquei com isso e hoje posso dizer, com muito orgulho, que sou agricultor.”

Mais do que ensinar o trabalho na lavoura, Valmor e Neusa transmitiram ao filho uma maneira de enxergar a atividade rural. Entre os ensinamentos que ficaram marcados, César destaca um valor que considera essencial para quem vive da agricultura: a capacidade de seguir em frente, independentemente das dificuldades.

“O que mais me marcou foi a determinação dos meus pais. Quando uma safra não era boa, eles sempre diziam que a próxima seria melhor. Esse otimismo faz parte da vida do agricultor e é isso que nos mantém firmes.”

Essa visão também influencia a forma como ele enxerga a sucessão familiar. Para César, assumir responsabilidades na propriedade nunca significou ocupar o lugar dos pais, mas continuar uma história que começou muito antes da sua geração.

“Eu estou nessa função de sucessor, mas, para mim, sucessão não significa substituir ninguém. Significa dar continuidade ao que eles construíram. Hoje nós trabalhamos juntos e seguimos construindo essa história como família.”

Valmor observa com satisfação o interesse do neto pela atividade rural e vê na terceira geração a continuidade do legado iniciado ainda na década de 1970. “Eu também nasci e me criei na roça. Hoje vejo meu neto vindo para a fazenda, gostando desse ambiente e aprendendo a trabalhar com as máquinas. Isso dá muito orgulho.”

Mais do que preservar um patrimônio, a família Giacomolli acredita que o maior legado está nos valores transmitidos entre as gerações: responsabilidade, dedicação, respeito à terra e confiança no futuro.

Por isso, César faz questão de deixar uma reflexão para os jovens que também se preparam para assumir o comando das propriedades rurais. “É importante que a nossa geração trabalhe da melhor forma possível para que as próximas também tenham condições de continuar essa história. O legado que recebemos precisa ser fortalecido todos os dias para seguir adiante.”

Cinco décadas depois da mudança que levou a família ao Mato Grosso, a propriedade continua sendo palco da mesma história iniciada por Valmor e Neusa, uma história construída com coragem para recomeçar, disposição para enfrentar os desafios do campo e a certeza de que o verdadeiro legado não está apenas na terra cultivada, mas nas pessoas preparadas para continuar cuidando dela.

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