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17 de julho de 2026

Sustentabilidade

Cepea: Produtividade necessária para cobrir custos do arroz supera média colhida no RS – MAIS SOJA

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O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul permaneceu marcado pela baixa liquidez em junho, com os preços registrando apenas pequenas oscilações. O Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) oscilou dentro de uma faixa estreita, entre R$ 58,98/sc e R$ 60,23/sc de 50 kg. O comportamento refletiu o equilíbrio entre a oferta restrita de matéria-prima e a demanda ainda cautelosa por parte das indústrias.

Ao longo do mês, muitos orizicultores permaneceram afastados das negociações, considerando os preços ofertados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade. Além da rentabilidade comprometida, a redução das despesas imediatas com as lavouras, típica do período de menor intensidade das atividades no campo, diminuiu a necessidade de capitalização, permitindo que parte dos produtores retivesse estoques na expectativa de preços mais elevados.

Assim, a maior parte dos negócios envolveu apenas volumes pontuais, normalmente motivados por necessidades específicas de caixa. Pelo lado da demanda, as beneficiadoras seguiram enfrentando dificuldades para repassar reajustes ao mercado atacadista e varejista, limitando a disposição de pagamento pela matéria-prima durante boa parte do mês. Ainda assim, o fortalecimento gradual da demanda internacional passou a exercer maior influência sobre o mercado doméstico.

O avanço das exportações, aliado à maior competitividade do arroz brasileiro no exterior, elevou o interesse por lotes destinados ao mercado externo e levou algumas indústrias a aumentarem suas ofertas para recompor estoques e competir pelo arroz em casca. Mesmo assim, os reajustes permaneceram insuficientes para estimular uma comercialização mais intensa, uma vez que os produtores continuaram avaliando os preços como incompatíveis com a atual estrutura de custos da atividade.

Em junho, os preços permaneceram insuficientes para recompor a rentabilidade da cultura. Segundo estimativas da equipe de custos agrícolas do Cepea, considerando a compra de todos os insumos e a venda do cereal em maio de 2026, produtores de Uruguaiana (RS) necessitariam colher aproximadamente 291 sacas por hectare para cobrir os custos totais de produção, enquanto, em Camaquã (RS), seriam necessárias cerca de 260 sacas por hectare. Esses volumes permanecem significativamente superiores às produtividades médias consideradas nos cálculos, de 182,11 sc/ha e 175,20 sc/ha, respectivamente. Esse cenário reforça a preocupação com o elevado endividamento do setor e ajuda a explicar a resistência de muitos produtores em ampliar a oferta.

A média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 59,49/sc de 50 kg em junho, baixa de 2,51% frente à de maio. Entretanto, no acumulado de junho (de 29 de maio a 30 de junho), houve alta de 1,28%. Considerando-se as médias das microrregiões que compõem o Indicador, foram registradas baixas de 1,72% na Fronteira Oeste e de 1,77% na Planície Costeira Interna, com respectivas médias de R$ 60,26/sc e R$ 60,95/sc de 50 kg. Na Zona Sul, na Campanha e na Depressão Central, as reduções foram de 2,09%, 2,85% e 5,83% respectivamente, a R$ 61,17/sc, R$ 58,28/sc e R$ 55,23. A média na Planície Costeira Externa fechou a R$ 59,41 em junho.

Em relação aos demais rendimentos acompanhados pelo Cepea, a média de preços do produto com 59% a 62% de grãos inteiros caiu 1,96% entre maio e junho, a R$ 59,91/sc de 50 kg. Para os grãos com 63% a 65% de inteiros, a baixa foi de 2%, a R$ 60,78/sc. Quanto ao produto de 50% a 57% de grãos inteiros, a redução foi de 3,25% no mesmo comparativo, a R$ 57,15/sc.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Prêmios firmes e dólar em alta sustentam preços da soja no mercado brasileiro

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Foto: Pixabay/Divulgação

O mercado brasileiro de soja registrou cotações firmes nesta quinta-feira (16). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a valorização do dólar compensou a queda dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios de exportação permaneceram fortalecidos, sustentando os preços no mercado interno.

De acordo com o analista, o volume de negócios seguiu limitado, já que os produtores continuam retendo a soja à espera de preços mais atrativos. “Poucas ofertas foram registradas na sessão, com o produtor segurando a soja à espera de preços ainda melhores”, afirma.

Silveira destaca ainda que diversas praças brasileiras seguem negociando acima da paridade de exportação. “Mesmo assim, o vendedor segue sem ímpeto para negociar”, observa.

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Preços de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Paranaguá (PR): recuou de R$ 143,00 para R$ 142,50
  • Rio Grande (RS): cotações seguiram em R$ 142,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros.

A pressão veio da queda do petróleo, da valorização do dólar frente às principais moedas e da redução das preocupações com o clima nos Estados Unidos. Os boletins meteorológicos mais recentes indicam perda de intensidade do calor no cinturão produtor norte-americano, reduzindo os riscos para o potencial produtivo da safra, que segue apresentando bom desenvolvimento.

Outro fator acompanhado pelo mercado foi o relatório semanal de exportações dos Estados Unidos. As vendas líquidas de soja da safra 2025/26 somaram 188,3 mil toneladas na semana encerrada em 9 de julho, com a China liderando as compras, ao adquirir 133,9 mil toneladas. Para a temporada 2026/27, foram negociadas mais 1,769 milhão de toneladas. O resultado ficou dentro da expectativa do mercado, que projetava vendas entre 700 mil e 2 milhões de toneladas, considerando as duas safras.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato agosto da soja fechou cotado a US$ 11,95 por bushel, com queda de 7,25 centavos, ou 0,60%. O vencimento novembro encerrou a US$ 11,95 por bushel, baixa de 6,75 centavos, ou 0,56%.

Entre os subprodutos, o farelo para agosto avançou US$ 4,00, encerrando a US$ 322,90 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto caiu 0,49 centavo, fechando a 72,43 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,0993 para venda e R$ 5,0973 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0813 e a máxima de R$ 5,1133.

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Sustentabilidade

El Niño acende alerta para a cultura do arroz no Brasil – MAIS SOJA

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O fenômeno El Niño apresenta probabilidade superior a 90% de permanência até o começo de 2027, provocando fortes contrastes climáticos no Brasil, segundo monitoramento do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). De acordo com as previsões, enquanto a Região Sul enfrentará chuvas excessivas e baixa luminosidade, o Centro-Norte do país sofrerá com seca e altas temperaturas. Essas condições modificam o ambiente das lavouras, criando um cenário favorável à disseminação de pragas e doenças fúngicas que ameaçam a qualidade das safras.

A cultura do arroz pode enfrentar desafios tanto no cultivo irrigado quanto em terras altas, seja pelo solo encharcado ou pelo estresse hídrico. Outro fator de preocupação para as safras é a ocorrência da brusone, doença causada pelo fungo Pyricularia oryzae, que tem seu desenvolvimento acelerado em condições de umidade relativa acima de 89%, temperaturas entre 20°C e 30°C e longos períodos de molhamento foliar.

“A brusone é a doença mais destrutiva do arroz. Ocorre em todo o território brasileiro e pode comprometer toda a produção”, explica o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fabio Kagi.

Prevenção e controle

Capaz de se manifestar em toda a parte aérea do arroz e em qualquer estágio de desenvolvimento da planta, ela exige atenção logo aos primeiros sintomas visíveis, como pequenos pontos castanhos que evoluem para manchas arredondadas, com extremidades agudas e centro necrótico, onde o fungo se reproduz. Com o avanço do quadro, essas lesões podem se unir e comprometer extensas áreas da folhagem, prejudicando a saúde de toda a lavoura.

Para reduzir os impactos da doença, é recomendado adotar um manejo integrado. Um dos principais focos desse processo são as sementes contaminadas deixadas sobre o solo, que se tornam fontes de inóculo e podem ser disseminadas pela chuva.

“O tratamento de grãos com fungicidas sistêmicos é uma das medidas mais eficazes atualmente. A prática garante proteção na fase vegetativa contra infecções primárias, normalmente oriundas de lavouras vizinhas ou de restos culturais de safras anteriores”, destaca o profissional.

Nas panículas, a proteção preventiva contra a doença é considerada crítica, por afetar diretamente o enchimento dos grãos.  “As primeiras aplicações devem ocorrer entre emborrachamento e o início de emissão das panículas, seguindo a recomendação disposta em bula para o produto”, alerta Kagi.

Conheça essa e outras pragas, doenças e plantas daninhas no site do Sindiveg, clicando aqui.

Sobre o Sindiveg

Há mais de 80 anos, o Sindiveg – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal atua no Brasil representando o mercado de defensivos agrícolas no País, com suas 22 associadas, e dando voz legalmente à indústria de produtos de defesa vegetal em todo o território nacional. O Sindicato tem como propósito a promoção da produção agrícola de forma consciente, com o uso correto dos defensivos, bem como apoiar o setor no desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos, na promoção do uso consciente de defensivos agrícolas, sempre respeitando as leis, a sociedade e o meio ambiente. Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Em junho, Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,4 trilhão – MAIS SOJA

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O levantamento mensal do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) aponta que, em junho, o indicador foi estimado em R$ 1,4 trilhão.

Do total, R$ 893,1 bilhões correspondem ao faturamento da lavoura, segmento responsável por 64% do VBP. A pecuária representa R$ 511,1 bilhões, equivalente a 36% do valor estimado. O VBP mede o faturamento da produção agropecuária dentro dos estabelecimentos rurais.

Entre os produtos e atividades com maior participação no indicador, a soja apresenta valor estimado de R$ 335,8 bilhões. Na sequência, estão bovinos (R$ 249,5 bilhões), milho (R$ 155,3 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 108,7 bilhões) e frangos (R$ 107,3 bilhões). Em conjunto, esses itens correspondem a 68,3% do VBP nacional.

A soja representa 23,9% do valor total estimado, enquanto a bovinocultura responde por aproximadamente 17,5% do indicador.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15,2% do total. Em seguida aparecem Minas Gerais, com R$ 167,8 bilhões (12%), e São Paulo, com R$ 158,4 bilhões (11,3%).

CÁLCULO

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

Fonte: MAPA


FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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