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24 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Bilhete de R$ 29 milhões: o que acontece quando uma aposta é impressa com defeito

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A disputa judicial por um bilhete premiado da Mega-Senaavaliado em R$ 29 milhões, busca esclarecer quem tem direito à aposta, que saiu com defeito na impressão em uma casa lotérica de Sinop (MT). O caso também envolve uma investigação sobre a retirada do bilhete do estabelecimento e levanta questionamentos sobre as regras aplicadas quando uma aposta é emitida com falha. O prêmio permanece bloqueado desde 2023, aguardando a conclusão do processo.

prêmio de R$ 116.232.513,11 foi sorteado em agosto de 2023. A investigação começou depois que a funcionária da lotérica pediu demissão afirmando que ela e o marido eram ganhadores da aposta. Segundo a defesa, como o bilhete tinha valor de R$ 6 e não poderia ser cancelado, o prejuízo seria descontado do salário dela. O casal é investigado por suspeita de furto do bilhete e nega a acusação.

Já o proprietário da lotérica sustentou que o bilhete, por ter sido impresso com defeito, não foi entregue à cliente e permaneceu no local, passando a integrar o patrimônio da empresa. Ao analisar o caso em uma decisão sobre o conflito de competência, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Ribeiro Dantas afirmou que o custo do bilhete não estornado antes do sorteio foi suportado pelos sócios da lotérica, o que teria convertido o título em propriedade do estabelecimento.

A audiência de instrução e julgamento está marcada para fevereiro de 2027. A Caixa Econômica Federal informou que não comenta processos em andamento.

O que dizem as regras da Caixa

Embora a disputa sobre a posse do bilhete ainda dependa de decisão da Justiça, a Cartilha de Boas Práticas da Caixa Econômica Federal estabelece como as lotéricas devem agir quando uma aposta é impressa com defeito.

O documento não traz nenhuma informação de que os funcionários devam pagar pelo bilhete e que as apostas sejam ‘compradas’ por eles. O documento orienta que, quando houver falha na impressão, o atendente deve informar o cliente sobre o problema, que geralmente ocorre devido a um volante amassado ou com defeito na leitura, e solicitar o preenchimento de um novo volante.

A cartilha ainda orienta que, quando for necessário cancelar uma aposta, o atendente deve entrar em contato com a Central de Atendimento para obter autorização. No entanto, nem todas as apostas podem ser canceladas.

“O estorno de aposta simples e de Bolão somente pode ser realizado para bilhete de valor superior a R$ 10,00, no mesmo dia e no mesmo TFL em que a aposta foi registrada, até uma hora antes dos sorteios. Apenas a última aposta realizada no TFL pode ser reimpressa”, diz trecho da cartilha.

O Terminal Financeiro Lotérico (TFL) é o equipamento utilizado nas lotéricas para registrar as apostas. Além disso, a cartilha reforça que o bilhete impresso é o único comprovante válido para o recebimento de prêmios. Por isso, orienta que o atendente evite preencher o volante para o cliente e peça que ele confira as informações logo após a impressão.

“O atendente deve evitar preencher o volante para o cliente e sempre orientá-lo a conferir o bilhete impresso pelo terminal, pois o referido bilhete é o único comprovante válido para o recebimento do prêmio a que o cliente fizer jus“, afirma o documento.

O Promotor de Justiça Victor Hugo Caetano de Freitas explicou que o processo em andamento investiga o suposto furto do bilhete premiado em Sinop, e não quem seria o dono do prêmio milionário. Sobre os valores de bilhetes com defeito supostamente pagos por funcionários, o promotor afirma que, segundo a investigação, quem deveria arcar pelo valor seria a lotérica.

“Ela alega que fez o jogo e o pagamento do bilhete e isso não foi feito. O prejuízo dos bilhetes rasurados fica para a lotérica. As versões que foram passadas pra gente é que este valor não era dividido entre os funcionários. A normativa da caixa é que bilhetes abaixo de R$ 10 são pagos pelo lotérico, então fica entendido que os pagamentos são feitos pela lotérica e não pelos funcionários”, afirmou o promotor.

O advogado do proprietário da lotérica, Amélio Lenke, também argumenta que as normas operacionais vedam o reaproveitamento ou a apropriação de qualquer bilhete que apresente vício de impressão, independentemente do valor da aposta.

As regras em Sinop, segundo ex-funcionários

 

Suposto furto de bilhete da Mega-Sena ocorreu em Sinop (MT) — Foto: Arte g1

Ex-funcionários da lotérica onde ocorreu o caso do bilhete da Mega-Sena de R$ 29 milhões, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, afirmam que era comum que operadores ficassem com apostas que apresentavam falhas na impressão, desde que pagassem o valor correspondente no fechamento do caixa. Ele afirmou que alguns desses bilhetes foram premiados e que não havia restrição da empresa para que os funcionários recebessem os valores.

Segundo Clarice Simon, ex-funcionária acusada de furtar o bilhete premiado, os funcionários eram orientados a pagar pelas apostas com defeito ou pelos bolões que sobravam. Ela afirmou que nunca recebeu treinamento da Caixa para cancelar ou estornar esses bilhetes e que o chefe dela dizia que, caso não arcassem com os valores, o prejuízo era descontado diretamente do salário.

“Teve mês em que eu paguei R$ 150. Eram jogos com defeito ou bolões que sobravam e eu não conseguia vender”, afirmou Clarice.

Segundo outros ex-funcionários, um bilhete pode ser considerado defeituoso quando apresenta falhas na impressão que impedem a conferência da aposta. Entre os problemas mais comuns estão código de barras ilegível ou incompletonúmero de série rasurado ou incompleto e falhas na impressão dos números escolhidos pelo apostador.

A imprensa, um ex-funcionário afirmou que, ao longo do período em que trabalhou na lotérica, recebeu pequenos prêmios de bilhetes que ficaram sob sua responsabilidade, como R$ 2 e R$ 10. Ele também relatou o caso de uma colega que teria supostamente recebido um prêmio da Mega da Virada após pagar por um bilhete impresso com defeito.

“Eu lembro que uma colega ficou com um jogo da Mega da Virada que saiu rasurado. Quando foi feita a conferência, ela tinha acertado a quadra e recebeu cerca de R$ 400. O prêmio ficou com ela normalmente”, afirmou.

Segundo os relatos, o procedimento a ser seguido ao identificar uma aposta com defeito era:

  • O operador identifica que o bilhete foi impresso com defeito;
  • Os números do cliente são passados novamente na máquina para emitir uma nova aposta;
  • A nova via sai com os mesmos números escolhidos pelo apostador, mas com um número de série diferente, já que cada impressão gera um registro único;
  • O cliente recebe o novo bilhete, considerado válido para a aposta;
  • O primeiro bilhete, considerado defeituoso, é separado e guardado pelo operador;
  • Se a aposta for de baixo valor, o operador normalmente não solicita o cancelamento à Caixa Econômica Federal, porque, segundo ex-funcionários, o procedimento é demorado e inviável durante o atendimento;
  • Se a aposta for de valor mais alto (segundo eles, geralmente acima de R$ 70), o operador entra em contato com a Caixa para pedir o cancelamento do bilhete defeituoso;
  • Durante o fechamento do caixa, todos os bilhetes com erro são separados para conferência;
  • O operador soma o valor das apostas defeituosas e faz a reposição do dinheiro para evitar diferença no caixa;
  • Segundo os ex-funcionários, após o pagamento pelo funcionário, o bilhete deixa de representar prejuízo para a lotérica, já que o valor da aposta foi ressarcido pelo operador.
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Agro Mato Grosso

VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

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Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).

Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.

“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.

Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.

Rei do Rio

Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.

O dourado é valorizado na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura, e se alimenta principalmente de outros peixes. Pode ultrapassar 1 metro de comprimento e pesar até 25kg. A espécie é bastante valorizada na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura.

Lei do Transporte Zero

Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.

  • Cachara
  • Caparari
  • Dourado
  • Jaú
  • Matrinchã
  • Pintado/Surubin
  • Piraíba
  • Piraputanga
  • Pirara
  • Pirarucu
  • Trairão
  • Tucunaré

 

🎣 Quem pode pescar?

  • Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
  • Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

VIDEO:

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Dra. Mara fortalece ações de cidadania e leva serviços gratuitos na área de saúde na Capital I MT

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Caminhares da Fecomércio: Cuidando da saúde e o bem estar social da família.

A população da Região Oeste de Cuiabá terá, a partir do dia 22, acesso a uma importante ação da Fecomércio, no Centro de Eventos do Pantanal, com serviços gratuitos nas áreas de saúde, visão, beleza e atendimento voltado às mulheres.

A iniciativa chega à região por meio da articulação da vereadora Dra. Mara, que tem buscado parcerias e alternativas para aproximar serviços essenciais das comunidades e ampliar o acesso da população.

Para Dra. Mara, cuidar das pessoas também significa facilitar o acesso à saúde, à prevenção, à autoestima e à cidadania.

É trabalho que se transforma em benefício para a população: com diálogo, articulação e compromisso, Dra. Mara segue levando oportunidades para quem mais precisa.

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Agro Mato Grosso

Safra recorde de soja em MT pode encher 1 milhão de caminhões e formar fila que daria 7 voltas no Brasil

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