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A democracia perde quando mulheres desistem

Quando se fala em participação feminina na política, quase sempre a discussão começa pelos números: quantas mulheres foram eleitas, quantas chegaram às câmaras, às prefeituras, às assembleias e ao Congresso.
Os números importam, mas mostram só o resultado final de um problema que começa muito antes da urna.
A política perde mulheres quando uma liderança preparada pensa em disputar e desiste. Perde quando uma professora, uma médica, uma empresária, uma produtora rural, uma servidora pública, uma advogada ou uma líder comunitária olha para esse ambiente e entende que talvez não valha a pena expor a família, enfrentar ataques, ser julgada pela aparência, pela vida pessoal ou por cobranças que os homens raramente enfrentam.
A pergunta que precisamos fazer é outra: o que ainda afasta tantas mulheres da política antes mesmo de elas começarem?
Não falta capacidade. Não falta coragem. Não falta preparo. Falta apoio real, estrutura, espaço dentro dos partidos, respeito no debate público e condições para que essas mulheres disputem de verdade.
Tenho trabalhado para mudar essa realidade dentro e fora do Parlamento. À frente do MDB de Mato Grosso, tenho defendido que a participação feminina não pode ser tratada como obrigação de nominata ou discurso de ocasião. Precisa ser compromisso partidário, com incentivo, acolhimento, formação, valorização e espaço real para mulheres que já lideram em seus municípios, mas que muitas vezes ainda não se sentem chamadas para entrar na vida pública.
O MDB tem buscado fortalecer esse caminho, estimulando novas candidaturas femininas, ouvindo lideranças do interior, abrindo espaço para mulheres competitivas e mostrando que partido forte é aquele que prepara, respeita e dá protagonismo às mulheres.
Mulher na política não quer favor. Quer oportunidade justa. Quer ser avaliada pelo trabalho, pelas ideias, pela entrega e pela capacidade de representar a população.
Quando uma mulher desiste, quem perde é a sociedade. Perde o município que poderia ter uma vereadora atuante. Perde o Estado que poderia ter mais mulheres ajudando a construir políticas públicas. Perde a democracia, porque nenhuma democracia é completa quando metade da população ainda enfrenta tantas barreiras para participar das decisões.
Meninas precisam crescer vendo mulheres em posições de liderança como algo natural. Precisam olhar para uma Câmara Municipal, uma Assembleia Legislativa, uma prefeitura, o Senado ou qualquer outro espaço de poder e entender que aquele lugar também pode ser delas.
A política precisa parar de perder mulheres antes da disputa começar. Precisa abrir portas, proteger trajetórias e respeitar quem tem coragem de participar da vida pública.
Democracia forte também se mede pela capacidade de fazer mais mulheres acreditarem que podem entrar, permanecer e transformar a vida das pessoas.
Janaina Riva é bacharel em Direito, deputada estadual mais votada de Mato Grosso, presidente do MDB-MT e pré-candidata a senadora.
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TSE altera local de votação de mais de 4,3 mil seções no 2º turno; veja como consultar

Mudanças ocorreram por obras, acessibilidade ou danos causados por chuvas; eleitor deve conferir o endereço atualizado pelo celular ou internet
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alterou o local de votação de 4.352 seções eleitorais neste 2º turno. Isso corresponde a apenas 0,87% das seções do país. 
Mesmo assim, o TSE alerta os eleitores para que confiram com antecedência se a sua seção está entre as que mudaram de endereço.
A consulta pode ser feita no aplicativo e-título ou no portal do TSE, no menu “autoatendimento eleitoral”.
De acordo com o TSE, as mudanças ocorreram por motivos práticos, como reforma de última hora em locais de votação e melhoria de acessibilidade em algumas seções. Houve também casos em que o local de votação sofreu danos por causa das fortes chuvas e ventos.
A maior parte das alterações de endereço de seções foram nos estados de São Paulo (982 seções), Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312).
Primeiro turno
Segundo dados do TSE, no 1º turno das eleições, 1.904 urnas foram substituídas, o que corresponde a 0,35% das urna. Em nenhum local foi necessário fazer votação manual.
O 2º turno das eleições ocorre no próximo dia 25 de 8h às 17h.
Desta vez os eleitores votam apenas para presidente da República. No Distrito Federal e a mais cinco estados também terão disputa para governador: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: ariranhas ‘expulsam’ onça-pintada durante encontro em rio no Pantanal de MT

Registro feito em Porto Jofre mostra grupo de ariranhas reagindo à aproximação de uma onça-pintada; bióloga explica o comportamento de defesa da espécie.
Um grupo de ariranhas reagiu à tentativa de ataque de uma onça-pintada e fez o felino sair do rio na região de Porto Jofre, em Poconé, no Pantanal mato-grossense. O vídeo foi gravado na quarta-feira (14) pelo guia de turismo e fotógrafo de vida selvagem Mateus Rauber, durante um passeio com turistas estrangeiros (assista abaixo).
Nas imagens, a onça-pintada macho conhecido como Makala se aproxima do grupo. Segundo Rauber, o felino avistou os animais enquanto subia o rio e deu a volta para persegui-los. As ariranhas, que desciam pelo curso d’água, ainda não haviam percebido sua presença.
De acordo com o guia, as ariranhas surpreenderam a onça ao reagir coletivamente. Antes do confronto, ele já havia alertado aos turistas sobre a dificuldade que o animal poderia enfrentar.
“Ele deu a volta e foi atrás delas. Mal sabia ele que as ariranhas são conhecidas como as [outras] onças da água e ele que estava no habitat delas. Foi uma surpresa enorme ver que ele teve a coragem de seguir em frente”, contou.
🦦🐾Vida em grupo favorece espécie
A presidente do Projeto Ariranhas, a bióloga Caroline Leuchtenberger, explicou que a vida em grupo é uma estratégia de defesa das ariranhas contra predadores, incluindo a onça-pintada.
“A onça-pintada é o principal predador natural das ariranhas e pode predar inclusive indivíduos adultos. Uma das grandes vantagens das ariranhas é justamente o fato de viverem em grupo, o que permite que elas se defendam melhor”, disse.
Quando percebem a aproximação de uma onça e têm condições de reagir, as ariranhas podem se organizar para tentar afastar o predador e defender o território. No episódio registrado, a reação do grupo fez a onça Makala sair da água.
O desfecho mostra que a defesa coletiva funcionou naquela situação, embora não garanta o mesmo resultado em todos os encontros.
🦦🛡️ Proteção dos filhotes é coletiva
A cooperação entre as ariranhas vai além da defesa contra predadores. Segundo Caroline, integrantes do grupo compartilham tarefas relacionadas ao cuidado com os filhotes, como proteção e alimentação, o que favorece o desenvolvimento dos animais nos primeiros meses de vida.
“Os indivíduos se revezam em diferentes atividades, como cuidar, proteger e alimentar os filhotes. De maneira geral, grupos maiores tendem a ter mais sucesso na criação dos filhotes, justamente porque contam com mais indivíduos para compartilhar essas tarefas”, destacou.
A organização coletiva também ajuda a defender o território e a manter o acesso a recursos importantes para a sobrevivência e a reprodução da família.
🔊🚨 Vocalizações alertam sobre ameaças
Segundo Caroline, a espécie emite cerca de 15 sons distintos, que variam conforme o contexto e ajudam na comunicação entre os integrantes do grupo.
“Nesse episódio com a onça-pintada, por exemplo, elas emitiram vocalizações de alerta e alarme, que ajudaram a organizar o grupo para enfrentar aquela ameaça”, explicou.
Embora encontros entre onças-pintadas e ariranhas ocorram com certa frequência no Pantanal mato-grossense, para Caroline, esses registros de situações em que o grupo consegue afugentar o felino são raros.
No encontro registrado em Porto Jofre, os sons também contribuíram para organizar a reação coletiva do grupo diante da aproximação da onça-pintada, que deixou a água após avançar contra os animais.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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Mato Grosso é sexto Estado menos dependente de receitas da União para sobreviver

Ranking do CLP aponta que menos de um quarto receita de Mato Grosso em 2025 veio de transferências do governo federal
Mato Grosso está dentre os Estados brasileiros com menor dependência fiscal da União. Um ranking divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) o aponta em sexto lugar em autonomia fiscal.
O CLP disse que compilou dos dados com base em números do Tesouro Nacional. A independência financeira dos Estados indicaria solidez fiscal e competitividade econômica para atrair empresas.
Conforme o ranking, a receita de Mato Grosso em 2025 teve participação de 21,9% de transferência de dinheiro pelo governo federal. A dependência é semelhante à de Estados com pujança econômica, como Minas Gerais, que ficou em quinto lugar com 20,8%, e Santa Catarina, que teve 22% de sua receita vinda do governo federal em 2025 e ficou em sétimo lugar.
Rio de Janeiro e São Paulo são os Estados com as menores taxa de dependência fiscal. Rio de Janeiro lidera o ranking nacional com 10%, e São Paulo o acompanha de perto com 12,7%.
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