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3 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Inoculação do milho com Bacillus aryabhattai contribui para mitigar os efeitos do déficit hídrico na cultura – MAIS SOJA

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A adoção de bioinsumos visando mitigar os efeitos do déficit hídrico e aumentar a resiliência das culturas agrícolas a condições de estresse tem se intensificado em áreas comerciais, especialmente em regiões onde a distribuição das chuvas ao longo da safra apresenta elevada variabilidade e, frequentemente, não atende plenamente à demanda hídrica das culturas para a expressão de elevados potenciais produtivos.

Entre os microrganismos que vêm ganhando destaque para o manejo do déficit hídrico em culturas agrícolas está o Bacillus aryabhattai. Esse microrganismo tem sido alvo de diversas pesquisas científicas devido ao seu potencial em promover maior tolerância das plantas ao estresse hídrico, atuando por meio de diferentes mecanismos fisiológicos e bioquímicos que favorecem o desenvolvimento e a manutenção da produtividade mesmo sob condições limitantes de água.

Considerando que o milho é uma das culturas agrícolas mais sensíveis ao déficit hídrico, estudos têm avaliado a eficácia da inoculação com diferentes cepas de Bacillus aryabhattai como estratégia para reduzir os impactos do estresse hídrico. Avaliando os efeitos da inoculação do milho com Bacillus aryabhattai sobre recuperação do estresse e produtividade da cultura, Barbosa (2026) observou que a cepa CMAA 1363 de Bacillus aryabhattai pode mitigar os efeitos do déficit hídrico durante o período vegetativo do milho, fato demonstrado pelo aumento do teor relativo de água (TRA), e atividade da catalase (CAT) e da ascorbato peroxidase (APX), redução do extravasamento de eletrólitos (EE) e do teor de prolina, e proteção do aparato fotossintético, incluindo a preservação das moléculas de clorofila e melhorias no complexo de evolução de oxigênio (OEC), centros de reação do PSII (RC/ABS e RC/CS) e índices de performance (PIabs e PIcs) (Barbosa et al., 2026).

Figura 1. Teor relativo de água (TRA) (A), extravasamento de eletrólitos (EE) (B), Índice Falker de clorofila a (C) e índice Falker de clorofila b (D) em plantas de milho durante a fase vegetativa sob dois regimes hídricos: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05)
Fonte: Barbosa (2026)

A melhoria desses atributos aumenta a resiliência das plantas a condições de estresse hídrico, bem como contribui para a manutenção do potencial produtivo da cultura, sob condições hídricas limitadas, refletindo inclusive no aumento de produtividade em comparação a plantas submetidas as mesmas condições de déficit hídrico sem o uso do Bacillus aryabhattai. Barbosa (2026) destaca que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai melhorou significativamente vários componentes de produção em condições hídricas ideais e em deficiência hídrica.

Os resultados obtidos pelo autor demonstram que as plantas de milho inoculadas com Bacillus aryabhattai em condições hídricas ideais apresentaram ganho de produtividade de 16,19% em comparação com as plantas não inoculadas cultivadas na mesma condição hídrica. Já em condições de estresse por deficiência hídrica, a inoculação resultou em um aumento de 26,89% na produtividade em comparação com plantas não inoculadas sob a mesma condição hídrica (Barbosa, 2026). Vale destacar que os tratamentos de estresse por deficiência hídrica no estudo conduzido por Barbosa (2026) foram impostos a partir do estádio V4 e mantidos até o final da fase vegetativa do milho (VT), totalizando 25 dias de estresse.

Figura 2. Produtividade de grãos de plantas de milho submetidas a dois regimes hídricos durante a fase vegetativa: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05).
Fonte: Barbosa (2026)

Com base nos aspectos observados, pode-se dizer que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai é uma estratégia promissora para mitigar os efeitos do estresse hídrico e elevar a tolerância das plantas ao déficit hídrico, contribuindo inclusive para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Contudo, estudos mais aprofundados ainda necessitam ser realizados para estabelecer recomendações técnicas consistentes para a adoção de Bacillus aryabhattai como ferramenta integrante do manejo do milho.

Confira o estudo completo desenvolvido por Barbora (2026) clicando aqui!



Referências:

BARBOSA, J. P. F. USO DE Bacillus aryabhattai NA CULTURA DO MILHO: TOLERÂNCIA À SECA, ASPECTOS FISIOLÓGICOS E PRODUTIVIDADE. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Sergipe, 2026. Disponível em: < https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/24742/2/JOAO_PEDRO_FERREIRA_BARBOSA.pdf >, acesso em: 19/06/2026.

 

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Sustentabilidade

Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.

Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

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A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.

A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.

Matopiba

Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sumitomo Chemical apresenta tecnologias para o manejo de plantas daninhas em diferentes sistemas de produção – MAIS SOJA

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A Sumitomo Chemical marca participação no 34o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD) com as suas principais soluções de proteção de lavouras e pastagens. Maior encontro do setor no país, o evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A companhia apresentará seu portfólio focado no manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas para o agro.

Entre os principais destaques do evento está o Rapidicil®, nova geração de herbicida da Sumitomo Chemical para agricultores que buscam controle rápido, seguro e flexível de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, e que confere maior velocidade de dessecação do mercado. Pertencente ao grupo dos inibidores da enzima PPO (Protoporfirinogênio Oxidase), o novo herbicida é voltado para as culturas de soja, milho e algodão, posicionando-se como uma ferramenta estratégica contra espécies de difícil controle. O produto, em fase de registro, não está disponível para comercialização.

A empresa, que é patrocinadora Diamante do evento, também leva ao congresso o ZethaMaxx® Evo, herbicida pré-emergente que combina três mecanismos de ação distintos para ampliar a eficiência do manejo, garantindo mais flexibilidade, controle residual prolongado e facilidade operacional ao produtor. No segmento de pastagens, o destaque será Tempest® E, que chega com um posicionamento ainda mais completo: além da eficiência em plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle, passa a contemplar também os segmentos de fácil e médio controle, contribuindo para pastagens mais produtivas e maior rentabilidade na pecuária.

De acordo com Luciano Teixeira, gerente de Herbicidas da Sumitomo Chemical, o CBCPD é um ambiente fundamental para a inovação no campo. “O congresso é uma plataforma essencial para trocarmos conhecimentos e apresentarmos tecnologias que combinam inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no manejo de plantas daninhas”, destaca. “A Sumitomo Chemical está à disposição do produtor para proteger o potencial produtivo das áreas e auxiliar no aumento da rentabilidade no campo”.

Além do estande, alguns trabalhos foram selecionados para apresentação oral pela comissão do congresso e a Sumitomo Chemical preparou um ambiente exclusivo para a disseminação de conhecimento técnico. Nos dias 4 e 5 de agosto, das 15h às 17h, uma sala será dedicada para receber pesquisadores e profissionais do setor para a apresentação de trabalhos científicos e resultados de pesquisas de campo conduzidas pela companhia.

Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro

Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Em 2025, a companhia completou 50 anos de história no Brasil como precursora e referência em produtos para aumentar a produtividade e controlar doenças e pragas da agropecuária nacional.

A Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade.

Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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