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17 de setembro de 2026

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Primeira beatificação de MT reúne milhares de fiéis e autoridades em Jauru

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Padre Nazareno Lanciotti, assassinado em 2001, foi oficialmente reconhecido pelo Vaticano como mártir da fé em cerimônia sob forte calor no oeste do estado

Lágrimas, orações, cânticos e manifestações de fé marcaram a manhã histórica de sábado (13.6), em Jauru, na cerimônia que oficializou a beatificação do padre Nazareno Lanciotti. Sob o sol forte do oeste mato-grossense, milhares de fiéis permaneceram por horas acompanhando a celebração de beatificação do missionário italiano, assassinado em 2001, reconhecido agora pela Igreja Católica como mártir da fé. Nem o calor intenso diminuiu a emoção de quem aguardava há mais de duas décadas por esse momento.

A celebração reuniu mais de 80 caravanas de diversas regiões de Mato Grosso e de outros Estados, além de autoridades civis e religiosas. Estiveram presentes o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado, parlamentares e representantes da Igreja Católica de várias partes do Brasil. O momento mais aguardado ocorreu quando o cardeal Dom João Braz de Aviz, enviado do Vaticano para representar o Papa Leão XIV, leu a carta apostólica que oficializou a beatificação.

“Concedemos que o venerável servo de Deus, Nazareno Lanciotti, mártir, missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano, seja doravante chamado Beato”, declarou o cardeal diante da multidão.

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Mais do que um marco religioso, a cerimônia abriu uma nova perspectiva para Jauru. Com a beatificação, a cidade passa a integrar o mapa dos destinos de peregrinação católica e pode se consolidar como um importante polo de turismo religioso em Mato Grosso.

A expectativa da Igreja é que o fluxo de visitantes aumente nos próximos anos. Hoje, Jauru já recebe peregrinos atraídos pela história do padre Nazareno, pelo Movimento Sacerdotal Mariano e pelos locais ligados à sua trajetória. Com o reconhecimento oficial da Igreja, esse movimento tende a se intensificar.

Para o padre Diogo Monteiro, da Arquidiocese de Cuiabá, a beatificação coloca definitivamente o município no cenário nacional do turismo religioso.

“Jauru já era um lugar de peregrinação. Todos os anos, os fiéis vinham por causa da história do padre Nazareno e da espiritualidade mariana. Agora, com a beatificação e com as relíquias do beato preservadas aqui, a tendência é que esse movimento cresça ainda mais”, afirmou.

Segundo ele, muitas pessoas que chegaram para a cerimônia nunca haviam visitado a cidade. “A beatificação colocou Jauru e também Mato Grosso no cenário do turismo religioso. Muita gente está conhecendo a cidade pela primeira vez e descobrindo toda a história construída aqui”, disse.

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Os locais ligados ao beato já formam uma espécie de roteiro de fé para os visitantes. Entre eles estão a Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, onde está a urna com os restos mortais do beato; o Memorial Beato Nazareno Lanciotti; o Santuário Imaculado Coração de Maria; o Hospital Nossa Senhora do Pilar; o Lar dos Velhinhos Imaculado Coração de Maria; além da Sala do Martírio, do bosque e de outros espaços que preservam sua memória.

A transformação de Jauru em destino de peregrinação encontra respaldo na própria história do sacerdote italiano que chegou à região na década de 1970. Durante quase três décadas, padre Nazareno permaneceu na mesma paróquia, dedicando-se não apenas à evangelização, mas também à criação de obras sociais, projetos educacionais e ações voltadas ao atendimento dos mais vulneráveis.

O cardeal Dom João Braz de Aviz destacou que a relevância do reconhecimento vai além do aspecto religioso.

“Se a gente olha Jauru quando ele chegou e o que é hoje, pode notar não apenas o crescimento da Igreja, mas também o crescimento humano e social proporcionado por ele. Basta ver as obras sociais que ficaram”, afirmou.

O legado permanece vivo na memória dos moradores que conviveram com o sacerdote. Um deles é Adilson Barbosa dos Santos, conhecido como Pio, que foi coroinha do padre Nazareno e hoje atua como ministro da Igreja Católica.

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Visivelmente emocionado ao lembrar do antigo pároco, ele recordou a convivência iniciada ainda na infância.

“Tudo o que existe aqui na igreja, o asilo, tantas obras, têm a marca dele. Ele doou a vida por essa cidade. Eu fui coroinha do padre Nazareno e depois recebi dele o convite para ser ministro. Foi um sonho realizado.”

Para Pio, a beatificação representa também uma oportunidade de desenvolvimento para Jauru.

“Eu acredito que a cidade deu um grande passo. O padre Nazareno fez muito por nós e creio que Jauru vai crescer ainda mais com esse reconhecimento.”

Entre os milhares de fiéis presentes estava a controladora interna Bárbara Nathalia Nogueira Garnica Rocha, que visitou Jauru pela primeira vez especialmente para acompanhar a cerimônia.

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“A figura do padre Nazareno nos mostra que a devoção mariana nos leva a amar ainda mais Jesus Cristo. Estar aqui hoje é muito significativo. É um evento grandioso, o primeiro desse tipo em Mato Grosso, acontecendo praticamente no quintal de casa”.

Embora a beatificação represente a conclusão de uma etapa importante, para a Igreja ela também pode ser o início de um novo caminho. O próximo passo possível é a canonização, que transformaria o beato em santo.

Rumo à santificação

Amigo da família Lanciotti e autor de um livro sobre sua trajetória, o italiano Ivaldo Riva acompanha o processo há anos e acredita que a devoção popular ao beato será fundamental para essa nova fase.

Ele próprio atribui ao padre Nazareno uma experiência que considera milagrosa. Após sofrer uma hemorragia cerebral e passar por uma cirurgia complexa em 2017, disse ter recorrido à intercessão do sacerdote.

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“A emoção de todo esse processo está ligada a essa experiência que vivi. Sempre acreditei na santidade do padre Nazareno”, contou.

Segundo ele, a beatificação foi construída não apenas por documentos e investigações, mas também pela fé das pessoas que mantiveram viva a memória do sacerdote durante mais de duas décadas.

“Uma coisa que sempre me impressionou foi perceber que já existia um culto popular. As pessoas vinham rezar, visitar o túmulo, manter viva a lembrança dele. Isso foi muito importante para a beatificação.”

Agora, a expectativa é que a devoção cresça ainda mais. Se um milagre for oficialmente reconhecido pelo Vaticano por intercessão do beato Nazareno Lanciotti, o missionário que dedicou a vida a Jauru poderá dar o próximo passo rumo aos altares da Igreja Católica, transformando a cidade que escolheu para viver e morrer em um dos mais importantes centros de peregrinação religiosa do Centro-Oeste brasileiro.

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

Sorriso cai para 3º no ranking nacional de produção agrícola após criação de Boa Esperança

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Sorriso perdeu o topo do ranking dos maiores produtores agrícolas do país. A cidade foi desbancada por Sapezal, também mato-grossense, e São Desidério, na Bahia. A explicação passa por uma mudança no mapa do estado de Mato Grosso, com a criação de Boa Esperança do Norte em áreas que pertenciam a Sorriso. Com isso, Sorriso teve diminuição de área plantada em 9,3%, o que impactou as lavouras de soja, algodão e feijão.

A constatação faz parte da Produção Agrícola Municipal, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta também que o valor da produção agrícola de 2025 foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

Em 2024, Sorriso tinha ostentado a liderança do ranking de valor de produção, com R$ 7,2 bilhões, imediatamente à frente de São Desidério (R$ 6,6 bilhões) e Sapezal (R$ 5,9 bilhões). No ano seguinte, a produção agrícola de Sorriso cresceu para R$ 8,16 bilhões, mas ficou atrás de Sapezal (R$ 8,59 bilhões) e São Desidério (R$ 8,22 bilhões).

O valor da produção combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda. Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O IBGE explica que, por um lado, o novo campeão, Sapezal, viu o valor da produção agrícola crescer 46,6%, empurrado por seu principal produto agrícola, o algodão herbáceo. São Desidério presenciou o valor da produção crescer 23,7%.

De acordo com o IBGE, Boa Esperança do Norte tem uma população estimada em 5,9 mil pessoas. Já Sorriso: 124,7 mil. A cidade de Boa Esperança do Norte foi criada por lei estadual em 2000. No entanto, precisou esperar mais de 20 anos para realmente existir. No mesmo ano da lei, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso apontou a criação como institucional. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, em outubro de 2023, autorizou a criação do município. A instalação oficial aconteceu em 1º de janeiro do ano passado.

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Principal estado em valor da produção agrícola (R$ 165,6 bilhões), Mato Grosso abriga cinco dos dez municípios brasileiros com maior valor de produção.

Confira as dez cidades com maior valor da produção agrícola e o principal produto de cada:

Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões – algodão
São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões – soja
Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões – soja
Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões – soja
Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões – soja
Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões – soja
Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões – soja
Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões – soja
Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões – soja
Jataí (GO): R$ 4,84 bilhões – soja

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT revela safra marcada por contrastes nos EUA

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Em dez dias, comitiva percorreu 13 estados, registrou perdas severas nas Dakotas e encontrou lavouras de alto potencial no leste do Cinturão do Milho

A quinta temporada do América Clima e Mercado, expedição da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) pelas lavouras dos Estados Unidos, chegou ao fim em Ohio. Em cerca de dez dias, o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, o produtor Lino Costa, do núcleo de Canarana, e o delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet, cruzaram 13 estados. O retrato da safra de 2026 é de forte variabilidade, com as maiores perdas nas Dakotas e no norte de Minnesota e as lavouras de melhor padrão em Wisconsin, Illinois, Indiana e Ohio.

A viagem começou no Texas, onde havia poucas lavouras no trajeto até Dallas e parte do milho já estava colhida. Em Oklahoma, a comitiva encontrou soja semeada após o trigo, cultura plantada em outubro, que passa o inverno dormente sob a neve e retoma o desenvolvimento na primavera.

No Kansas, praticamente todas as lavouras nesse sistema foram consideradas perdidas. No sul do estado, o produtor Jason Boyd relatou que 2025 e 2026 foram dois anos ruins e que a expectativa é colher cerca de 25 bushels por acre, abaixo do padrão histórico da propriedade. No Missouri, o cenário mudou, com milho e soja de excelente padrão.

No sudoeste de Iowa, o milho também estava em boas condições, apesar de alguma perda de potencial. Nebraska surpreendeu. O contraste entre áreas irrigadas e de sequeiro, muito marcado em 2023, diminuiu, e a comitiva encontrou espigas grandes e bem granadas. Ainda assim, a maioria dos produtores de sequeiro falou em perdas de 10% a 15% na soja e no milho.

Dakotas concentram as maiores perdas
A partir de Dakota do Sul, o potencial produtivo caiu. No sul e no centro do estado, a comitiva encontrou lavouras relativamente fracas, e os produtores estimaram perdas de 5% a 10%.

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Dakota do Norte foi o estado que mais preocupou. Em 2025, foi o 9º maior produtor de soja e o 8º de milho dos Estados Unidos. Logo na entrada, perto de Forman, a comitiva acompanhou a primeira colheita de soja da viagem, na Arlen Hanson Farm. Segundo o produtor Brandt, a lavoura produziu 45 bushels por acre (50,4 sacas por hectare) no ano passado e deve render 35 bushels por acre (39,2 sc/ha) agora, uma redução de cerca de 22%.

Pelo estado, o grupo encontrou soja de porte reduzido, falhas no enchimento do terço superior, grãos pequenos e vagens mal preenchidas. No milho, havia sinais de maturação forçada. “Alguns produtores falaram em perdas acima de 10%, chegando a 50%, e no norte do estado a quebra da soja pode chegar a 30%.

A passagem pelo estado terminou na região de Breckenridge, na divisa com Minnesota, com o acompanhamento do brasileiro Paulo Zorzanello. Na propriedade visitada, a última chuva significativa havia caído em 4 de julho. A soja, que historicamente produz perto de 50 sc/ha no local, tem expectativa de apenas 22 a 28 sc/ha. No milho, que chega a cerca de 200 sc/ha em anos favoráveis, a estimativa caiu para 126 a 146 sc/ha.

Em Dakota do Norte, a percepção de campo é mais negativa que a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), principalmente na soja. O órgão estima para o estado 38,1 sc/ha, praticamente estável em relação às 38,7 sc/ha de 2025.

Minnesota melhora rumo ao sul

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No norte de Minnesota, na região próxima a Fargo, os relatos de perdas se pareciam com os de Dakota do Norte. Descendo pelo estado, o cenário mudou. Perto de Montevideo, a comitiva encontrou milho uniforme e sadio e uma soja de excelente desenvolvimento vegetativo e boa carga de vagens, mas com muita fumagina. Em Worthington, já perto da divisa com Iowa, o produtor Kevin relatou pouca chuva durante o enchimento de grãos e espera colher pelo menos 10% menos milho que no ano passado.

Iowa mostra realidades opostas em poucos quilômetros

Em Iowa, maior produtor de milho e segundo maior de soja dos Estados Unidos em 2025, a comitiva encontrou o retrato mais claro da variabilidade da safra. O novo trecho começou pelo oeste, no Vale do Missouri, região de Sioux City. Ali, uma lavoura de milho foi estimada abaixo de 120 sc/ha, com rachaduras no solo e espigas com a chamada “chupeta”, quando o enchimento não chega até a ponta. A apenas 10 quilômetros, outra lavoura tinha potencial acima de 200 sc/ha, mas mostrava o mesmo sinal de estresse hídrico. Um produtor da região espera colher cerca de 15% menos milho.

A caminho do centro do estado, o cenário melhorou. Em Carroll, uma lavoura de soja pronta para colher, com a colheita já iniciada em parte da área, tinha potencial acima de 70 sc/ha, podendo se aproximar de 80 sc/ha. Na região de Beaver e Boone, um produtor falou em áreas de milho com potencial próximo de 250 bushels por acre, cerca de 262 sc/ha, resultado de boas chuvas e manejo eficiente, inclusive com fungicidas. Mesmo nas lavouras de milho com espigas grandes, a “chupeta” voltou a aparecer. O USDA projeta para Iowa 229,1 sc/ha de milho e 71,7 sc/ha de soja. Na avaliação da comitiva, mesmo as boas lavouras do estado não tinham o tamanho de espiga nem a uniformidade de 2025.

Leste do Meio-Oeste reúne as melhores lavouras

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Wisconsin foi a grande surpresa. Perto de Barneveld, a oeste de Madison, o milho foi estimado em cerca de 230 sc/ha e a soja em cerca de 65 sc/ha, com bom enchimento de vagens e grãos pesados. Lucas Costa Beber, que esteve no estado em 2024 e encontrou alta pressão de mosca-branca, destacou que o problema não apareceu nesta temporada e que o manejo de plantas daninhas e de doenças está em bom nível. Illinois, maior produtor de soja e segundo maior de milho do país em 2025, apresentou um dos padrões mais homogêneos da viagem. Ainda assim, dentro dos talhões a realidade era mais complexa. No norte, as lavouras pareciam ter menos desenvolvimento vegetativo.

No centro, soja e milho eram muito bons, mas uma cooperativa da região estimou perdas de 5% a 10%. Em Rockford e Washburn, sojas de alto potencial visual apresentaram vagens com falhas no enchimento, e na segunda também havia ataque de lagartas e doenças fúngicas.

Em Alvin, no leste do estado, perto de Danville, a propriedade de Charlie Rademaker recebeu cerca de 457 milímetros de chuva em um mês, com alagamentos e perda de áreas, e depois enfrentou falta de água no enchimento. O produtor estima que a produtividade da soja caia de 81,8 sc/ha para cerca de 65 sc/ha, e a do milho, de 256 a 262 sc/ha para cerca de 199 sc/ha. O USDA projeta para Illinois 74,0 sc/ha de soja e 218,6 sc/ha de milho.

Em Indiana, perto de Kokomo, a comitiva acompanhou a colheita de soja na propriedade de Stan Downing. Segundo o produtor, a média ficou próxima de 80 bushels por acre, cerca de 89,7 sc/ha, acima da projeção do USDA para o estado, de 70,6 sc/ha. A lavoura era uniforme e não apresentava o nível de vagens falhadas visto em outras regiões.

Ohio encerra o percurso

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No trajeto até Ohio, as lavouras de soja e milho estavam mais atrasadas, sem novas áreas em colheita. Em Marysville, uma soja que impressionava da rodovia mostrou outra realidade por dentro, com perda de vagens no baixeiro, desfolha, mofo-branco e cancro da haste. O potencial foi estimado em cerca de 65 sc/ha.

O fechamento foi perto de Columbus, com o acompanhamento de Eduardo Scabeni, brasileiro que trabalha em uma fazenda de cerca de 10,5 mil acres a 30 quilômetros da cidade. Diferentemente da maior parte dos estados, as perdas na região vieram do excesso de água, e não da falta. Entre o fim de abril e o início de maio, temperaturas negativas surpreenderam os produtores, situação muito rara na região. Depois, o excesso de chuva matou o milho nos pontos de acúmulo de água. Ainda assim, a comitiva encontrou ali um milho com potencial acima de 250 bushels por acre (261,5 sc/ha), bem acima da média projetada pelo USDA para Ohio, de 202,9 sc/ha.

Segundo Eduardo Scabeni, investir em manejo de fungicida ainda não é prática comum entre os produtores da região.

Controle de doenças aparece como ponto fraco

No balanço geral, as lavouras de Illinois, Ohio, Indiana e parte de Minnesota estavam mais atrasadas que as dos demais estados, e a colheita do milho começava em Illinois. Ao longo do percurso, a comitiva observou que nem toda perda de potencial vem do clima. Em muitas áreas, o manejo menos rigoroso de doenças foliares também reduz a produtividade, e esse controle nem sempre segue o padrão de eficiência buscado pelo produtor brasileiro.

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“Visualmente, as lavouras do Meio-Oeste americano estão boas, mas ainda precisamos ver se os grãos vão pesar. O relatório oficial mostra a média, e o nosso objetivo foi justamente entender o que existe por trás dela. Entramos nas lavouras, conversamos com quem produz e confrontamos as projeções com o que encontramos no campo, para levar ao produtor brasileiro uma leitura real da safra americana”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

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Forças de segurança criam protocolo de ação rápida contra agressores que violarem tornozeleira

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Gabinete da Mulher e órgãos de Justiça preparam força-tarefa em MT para definir cerco imediato a suspeitos e evitar novos casos de feminicídio

O Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher reuniu, nesta quarta-feira (16.9), representantes do sistema de Justiça e das forças de segurança para aprimorar o atendimento em casos envolvendo agressores monitorados por tornozeleira eletrônica.

Participaram da reunião a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário representantes do Gabinete da Mulher, Poder Judiciário, Ministério Público, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Polícia Civil e Polícia Militar.

A reunião buscou estabelecer um protocolo de atuação de como cada instituição deverá agir quando o monitorado retirar ou danificar o equipamento, entrar em uma área proibida, aproximar-se da vítima ou descumprir uma determinação judicial. O fluxo também deverá contemplar situações nas quais a mulher se sinta ameaçada ou identifique algum risco.

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O protocolo indicará quem receberá o alerta, qual equipe deverá ser acionada e quais providências serão adotadas. Também definirá onde a vítima poderá buscar ajuda, quais informações deverão constar na decisão judicial e como os dados serão compartilhados entre os profissionais responsáveis pelo acompanhamento do caso.

Para a secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, a definição de um fluxo integrado permitirá que os órgãos atuem com mais rapidez diante de situações de risco.

“Estamos unindo esforços para aperfeiçoar os fluxos de atendimento e fortalecer a atuação das instituições. Esse trabalho amplia a capacidade de resposta da rede e reforça a proteção das mulheres em situação de violência”, afirmou.

Como próximo passo, o Gabinete criará um grupo de trabalho na Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (RedeVim), formado por representantes das instituições envolvidas.

Após a elaboração do protocolo, policiais, delegados, operadores do sistema de monitoramento e profissionais dos demais órgãos participarão de uma capacitação conjunta. A medida busca reduzir o tempo de resposta e evitar que uma situação de risco avance para uma agressão ou um possível feminicídio.

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Agro MT