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2 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Com exportações recordes e preços domésticos em alta, mercado de algodão tem maio movimentado – MAIS SOJA

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Em maio, enquanto os negócios domésticos de algodão em pluma foram pontuais, as exportações continuaram em ritmo acelerado e foram as maiores da história para o mês, além de já terem superado o registrado em toda a safra passada – mesmo faltando dois meses para o fim da temporada. Ainda assim, a comercialização no mercado interno permaneceu mais vantajosa em termos de preços.

Os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 291,17 mil toneladas em maio, segundo dados da Secex. Embora o volume tenha ficado 21,4% abaixo do registrado em abril/26, superou em 51,5% o verificado em todo o mês de maio/25, configurando-se como o maior volume da história para este mês.

Na parcial da safra 2025/26 (de agosto/25 até maio/26), os embarques ficaram por volta das 3 milhões de toneladas, volume 6% superior ao total exportado em toda a safra passada (entre agosto/24 e julho/25), quando o Brasil enviou 2,84 milhões de toneladas ao mercado externo. Considerando-se os últimos 12 meses, o acumulado de vendas internacionais somou 3,26 milhões de toneladas, um novo recorde.

Quanto aos preços, a média das exportações foi de US$ 0,7004/lp em maio/26, alta de 2% frente à de abril/26, mas ficou 4,1% inferior à registrada em maio/25. Em moeda nacional, a média equivale a R$ 3,4919/lp, 17,3% abaixo do praticado no mercado spot interno, de R$ 4,2217/lp. Trata-se da maior diferença negativa desde setembro de 2022, quando as exportações ficaram 21% abaixo da cotação doméstica.

MERCADO INTERNO – Mesmo com oscilações ao longo do mês, a cotação do algodão em pluma subiu em maio pelo quarto mês consecutivo. A postura firme dos vendedores que ainda detêm lotes remanescentes da safra 2024/25, especialmente de qualidade superior, manteve os preços em alta no mês. Ao mesmo tempo, a cautela de compradores limita a liquidez do mercado, resultando em negociações pontuais e na disputa entre agentes quanto aos preços Produtores seguem atentos ao desenvolvimento da próxima temporada e continuam cumprindo os contratos a termo.

Dessa forma, boa parte dos cotonicultores permanece capitalizada, o que contribui para o baixo interesse em novas negociações e para a sustentação das ofertas de venda. Além disso, o bom ritmo das exportações ajuda a escoar o excedente disponível Do lado comprador, indústrias seguem cautelosas e adquirem a fibra de forma pontual, especialmente devido às dificuldades em repassar os maiores custos da pluma aos produtos manufaturados. Algumas empresas relatam que a matéria-prima já estocada e contratada é suficiente para atender à demanda atual, diante do desempenho ainda limitado das vendas. Há também relatos de redução da produção e de substituição parcial da pluma por outros insumos, inclusive fios. Nesse contexto, comerciantes buscam viabilizar negócios “casados”.

O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma (pagamento em oito dias) avançou 3,31% entre 30 de abril e 29 de maio, encerrando o período a R$ 4,2793/lp, o maior valor nominal desde 16 de junho de 2025, quando atingiu R$ 4,3643/lp

A cotação interna ficou, em média, 5,4% acima da paridade de exportação em maio, o que marca o quinto mês consecutivo de vantagem para o mercado doméstico. A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 4,2217/lp em maio/26, avanço de 5,6% frente a abril.

Na comparação com maio do ano anterior, contudo, houve queda real de 5,49%, considerando-se os valores deflacionados pelo IGP-DI de abril/26. Em dólar, a média do Indicador foi de US$ 0,8444/lp em maio, 3,7% acima do primeiro vencimento negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures), de US$ 0,8146/lp, mas ainda 8,4% abaixo da média de US$ 0,9215/lp do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente. Vale ressaltar que as médias da cotação interna e do Índice Cotlook Aalcançaram os níveis nominais mais elevados desde março de 2024, enquanto a média do primeiro vencimento em Nova York foi a mais alta desde abril daquele mesmo ano.

MERCADO INTERNACIONAL – A paridade de exportação (FAS), calculada pelo Cepea, recuou 2,17% entre 30 de abril e 29 de maio, para R$ 3,7724/lp (US$ 0,7476/lp) no porto de Santos (SP) e R$ 3,7830/lp (US$ 0,7497/lp) em Paranaguá (PR). A pressão veio da queda de 3,85% no Índice Cotlook A, que fechou em US$ 0,8610/lp em 29 de maio. No mesmo período, o dólar se valorizou 1,8% frente ao Real, a R$ 5,046.

Na Bolsa de Nova York, após as expressivas altas observadas nos meses anteriores, os primeiros contratos futuros voltaram a recuar em maio. Entre 30 de abril e 29 de maio, o contrato Julho/26 caiu 7,36%; o Outubro/26, 6,13%; o Dezembro/26, 8,86%; e o Março/27, 3,55%.

OFERTA E DEMANDA MUNDIAIS – As primeiras estimativas divulgadas pelo USDA em 12 de maio apontam que a produção mundial de algodão na safra 2026/27 pode alcançar 25,266 milhões de toneladas, queda de 5,4% frente à temporada 2025/26, refletindo a retração produtiva dos principais países exportadores, com exceção da Índia, que pode registrar leve avanço de 0,8%. Para o Brasil, a projeção é de 3,81 milhões de toneladas, volume 10,3% inferior ao da safra anterior, mas ainda assim o segundo maior da série histórica do Departamento.

O consumo mundial foi estimado em 26,495 milhões de toneladas, aumento de 1,3% em relação à temporada anterior. O volume supera a oferta global em 4,86% na safra 2026/27 e é o maior em seis anos. A China permanece como a principal consumidora mundial, com demanda prevista em 8,93 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% frente à temporada 2025/26.

Segundo o USDA, as transações globais são estimadas em 9,5 milhões de toneladas na safra 202627, com recuos de 0,9% nas importações e de 1% nas exportações. Assim, o Brasil deve permanecer na liderança global das exportações, com embarques previstos em 3,27 milhões de toneladas, um novo recorde e alta de 2% em relação à safra anterior. O País pode responder por 35% das exportações mundiais, enquanto os Estados Unidos devem representar 28%. Os embarques norte-americanos podem crescer 2,5%, atingindo 2,678 milhões de toneladas.

Os estoques mundiais são estimados em 15,642 milhões de toneladas na temporada 2026/27, retração de 7% em relação à safra anterior. O estoque brasileiro deve alcançar 927 mil toneladas, queda de 17,4% em relação à temporada 2025/26, ocupando a terceira posição no ranking mundial. Nos Estados Unidos, os estoques podem recuar 11,4%, para 849 mil toneladas. Quanto aos preços, o USDA estima que o valor médio pago ao produtor norte-americano em 2026/27 seja de US$ 0,73/lp, avanço de 15,9% sobre o da safra anterior.

CAROÇO DE ALGODÃO – O ritmo de comercialização do saldo remanescente de caroço de algodão continuou enfraquecido em maio/26, embora os preços tenham permanecido firmes. Compradores estiveram cautelosos nas aquisições, especialmente diante do desempenho das vendas de torta e farelo de algodão, produtos que competem com outras alternativas disponíveis no mercado. Nesse cenário, agentes priorizaram a compra de insumos mais competitivos, especialmente o farelo de soja, favorecido pelo período de safra.

Para a temporada 2025/26, as negociações também permaneceram lentas. A expectativa de boa oferta e a disparidade entre os valores praticados por compradores e vendedores têm desestimulado a realização de contratos a termo. Segundo a Conab, a produção de caroço de algodão pode alcançar 5,637 milhões de toneladas em 2025/26, volume 2,6% inferior ao recorde observado na safra 2024/25.

No mercado spot, dados do Cepea mostram que a média do caroço em Campo Novo do Parecis (MT) foi de R$ 903,35/t em maio/26, alta de 6,8% frente a abril, mas queda de 48,2% em relação a maio/25. Em Lucas do Rio Verde (MT), a média atingiu R$ 887,56/t, avanço de 3,8% no mês, mas retração de 48,7% no comparativo anual. Em Primavera do Leste (MT), o valor médio foi de R$ 991,37/t, com alta mensal de 2,2%, mas recuo anual de 43,4%. Em São Paulo (SP), a média foi de R$ 1.423,97/t, recuos de 2,4% frente a abril e de 27,2% em relação a maio do ano passado. Já em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.085,94/t, com quedas de 10,8% no mês e de 47,2% na comparação anual.

Fonte: Cepea


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Sustentabilidade

Preços da soja sobem aqui e em Chicago e comercialização melhora em julho – MAIS SOJA

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Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês. Em Cascavel (PR), o preço saltou de R$ 124,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) a cotação avançou de R$ 115,00 para R$ 127,00. No Porto de Paranaguá, a saca aumentou de R$ 135,00 para R$ 145,00.

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.

Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima. Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.

Plantio

A intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.

Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada. “Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica.

Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo. “Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, ressalta Silveira.

Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma. Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.

Assim Safras & Mercado projeta um avanço de aproximadamente 1,2% na área plantada, impulsionado principalmente pelos estados do Centro-Oeste, devendo chegar a 49,107 milhões de hectares. A região Sudeste também deve registrar expansão de área, contribuindo para uma expectativa de produção de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2025/26.

A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, equivalente a 61,43 sacas por hectare, praticamente estável em relação à safra anterior, que registrou 3.692 quilos por hectare, ou 61,54 sacas por hectare.

Estados Unidos

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 85,4 milhões de acres, conforme o relatório de área plantada Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 5% acima do total cultivado no ano passado, de 81,215 milhões de acres.

O número ficou dentro da expectativa do mercado, que era de 85,4 milhões de acres. O número veio acima da área indicada no relatório de intenção de plantio, divulgado em março, que era de 84,7 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterada em 23 dos 29 estados produtores.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Agência Safras

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Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

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As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.

Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.

O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.

Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.

E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.

Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.

Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.

Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.

Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

 

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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Ceema: compradores estão priorizando o consumo dos estoques de milho ao invés de realizarem novas compras – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após atingir a US$ 4,64/bushel no final da semana anterior, fechou a quinta-feira (30) em US$ 4,45.

Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de milho pioraram um pouco, sendo que no dia 26/07 haviam 12% das mesmas em situação entre ruim a muito ruim. Outras 25% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas. E no Brasil, os preços permanecem firmes, porém, sem grandes modificações. A média gaúcha fechou a semana em R$ 58,94/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco no balcão.

Dito isso, a colheita do cereal no Mato Grosso, safra 2025/26, atingiu a 91% no dia 24/07. A média é de 92,7% para esta data (cf. Imea). Já no Centro-Sul brasileiro a colheita da sarinha atingia a 60% no dia 23/07 (cf. AgRural), enquanto a colheita da safrinha em todo o Brasil atingia 58,3% da área também até o dia 24/07. Os estados mais adiantados com a colheita eram Tocantins (93%), Maranhão (90%), Mato Grosso (87,9%), Piauí (72%), Goiás (35%), Minas Gerais (27%), Paraná (29%), Mato Grosso do Sul (20%) e São Paulo (10%) (cf. Conab).

De forma geral, os compradores estão priorizando o consumo dos estoques ao invés de realizarem novas compras, pois acreditam que os preços possam voltar a recuar assim que a colheita da safrinha se aproximar do final já que os produtores têm limitações de estocagem e necessidade de caixa (cf. Cepea). De fato, a expectativa era de que o aumento da oferta já tivesse provocado uma queda nos preços do milho, mas por enquanto isso ainda não ocorreu.

Por outro lado, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 18 dias úteis de julho, atingiram a 1,35 milhão de toneladas, com recuo de 29,2% abaixo da média diária de todo o mês de julho do ano passado.

E são as exportações que assumem, agora, um papel importante para a definição dos preços. No momento sabe que havia demanda externa para embarcar um pouco mais de 3 milhões de toneladas, porém, não havia esse milho colhido. Espera-se que em agosto essas vendas se realizem. Aliás, agosto já inicia com cerca de 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. E já há indicativos de que as exportações começam a disputar milho com o mercado interno brasileiro. Vale destacar que a Espanha surge, neste ano, como um grande comprador do milho nacional. Além disso, no mercado interno a demanda das usinas de etanol tende a fazer a diferença.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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