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4 de novembro de 2026

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Mais de 40% dos animais resgatados por maus-tratos já estão aptos para adoção em Cuiabá

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Cães e gatos recuperados pela Secretaria de Bem-Estar Animal aguardam novas famílias; adoção responsável ajuda a ampliar a capacidade de resgate no município

 

Mais de 40 cães atualmente acolhidos pelo canil da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal (BEA) de Cuiabá já estão prontos para ganhar um novo lar. Dos mais de 100 cães e gatos resgatados após denúncias de maus-tratos, entre 40% e 45% concluíram os tratamentos veterinários, foram castrados, estão saudáveis e aptos para adoção.

 

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Segundo a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Theresa Ens, o processo de recuperação dos animais começa logo após o resgate. Eles são encaminhados para clínicas veterinárias parceiras, onde passam por exames e recebem os tratamentos necessários. Somente após a alta médica são transferidos para o canil da secretaria, já com histórico clínico e prontuário completos.

 

“O canil funciona como uma ponte entre a recuperação e a reintegração desses animais a uma nova família”, explicou a gestora.

 

Processo busca compatibilidade entre animal e adotante

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Os interessados em adotar podem procurar a secretaria presencialmente ou iniciar o processo pelo canal da Central de Atendimentos, via WhatsApp. Após acessar a opção destinada à adoção, o cidadão preenche um formulário de entrevista social. A equipe apresenta fotos e vídeos dos animais disponíveis e busca identificar a compatibilidade entre o perfil do adotante e o do animal.

 

A orientação é que, após essa etapa inicial, o interessado visite o canil para conhecer os animais pessoalmente.

 

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“Muitas vezes é o próprio animal que escolhe a pessoa, e não o contrário. É importante ir de coração aberto”, afirmou Morgana. A secretária também defendeu a necessidade de romper preconceitos relacionados aos canis, destacando que muitos dos animais acolhidos são saudáveis e aguardam apenas uma oportunidade de recomeço.

 

Histórias de adoção mostram impacto das ações

 

A secretaria acumula diversos casos de adoções realizadas diretamente na sede, em feiras organizadas pelo município e por meio de campanhas de divulgação. Entre as histórias registradas estão famílias que decidiram adotar após a perda de um animal de estimação, pessoas que buscavam ampliar a família com um novo companheiro e até adoções motivadas pela convivência com outros pets da casa.

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Durante uma das feiras de adoção promovidas pelo município, a moradora Camila Andrea de Morais Ferreira adotou um filhote após atender ao pedido do filho por um cachorro.

 

“A expectativa é dar muito amor e carinho para ele. Meu filho queria um cachorrinho há bastante tempo”, relatou.

 

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Na mesma ação, Elenil Lima Silva Rocha levou para casa a filhote Luna.

 

“A gente já queria adotar há algum tempo. Estamos muito felizes e vamos dar todo o carinho até ela se adaptar”, afirmou.

 

Também em uma feira de adoção, a moradora Sonia Leite de Lima buscou um novo gatinho após a perda recente de sua companheira felina.

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“Decidimos vir à feira porque acreditamos que a chegada de um novo gatinho vai trazer novamente alegria para nossa casa”, contou.

 

Já o coordenador de Tecnologia da Informação, Marcelo Gramari, destacou o aspecto social da iniciativa.

 

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“Ao adotar, acolhemos um ser que precisa de cuidado e damos a ele a chance de fazer parte da família”, disse.

 

Além de cães e gatos, o trabalho da secretaria também alcança animais de grande porte. Alguns equinos resgatados e recuperados foram encaminhados para um centro hípico, onde atualmente auxiliam em atividades de equoterapia voltadas a crianças e adultos.

 

Adoção ajuda a ampliar capacidade de resgate

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Morgana ressalta que a adoção responsável beneficia não apenas o animal acolhido, mas também outros que ainda precisam de atendimento.

 

“Quando uma pessoa adota, ela salva duas vidas: a do animal que está saindo do canil e a daquele que poderá ocupar a vaga para receber ajuda”, afirmou.

 

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A secretária alerta que a adoção deve ser uma decisão consciente e planejada. Segundo ela, é importante que as famílias compreendam que os animais exigem cuidados permanentes e não devem ser devolvidos após um curto período de convivência.

 

Denúncias e participação da população são fundamentais

 

A Secretaria de Bem-Estar Animal esclarece que não realiza o recolhimento de animais apenas por estarem em situação de abandono nas ruas. A atuação do órgão está voltada principalmente para casos de maus-tratos e para o recolhimento de cavalos e bois soltos em vias públicas que ofereçam risco à população.

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As denúncias devem ser feitas por meio da Ouvidoria Municipal, preferencialmente acompanhadas de fotos ou vídeos que permitam a fiscalização e o eventual resgate do animal.

 

Além da adoção, a secretaria incentiva outras formas de participação da comunidade, como o lar temporário para animais em tratamento e o apadrinhamento de animais idosos ou com deficiência, que costumam encontrar mais dificuldade para serem adotados.

 

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Para Morgana, a proteção animal depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade.

 

“O bem-estar animal não se faz sozinho. A secretaria é apenas uma engrenagem. Precisamos da participação da população para construir uma rede de proteção eficiente e garantir novas oportunidades para os animais que precisam de ajuda”, concluiu.

 

Com Assessoria

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Mato Grosso supera R$ 50 bilhões em arrecadação de impostos e antecipa marca em dez dias

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Mato Grosso já ultrapassou R$ 50 bilhões em arrecadação de tributos municipais, estaduais e federais em 2026. A marca foi atingida nesta terça-feira (3), dez dias antes da data em que o mesmo patamar foi alcançado no ano passado, quando o estado chegou a esse volume em 13 de novembro.

Os números são exibidos pelo Impostômetro, painel instalado em frente à sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), que acompanha a evolução dos tributos recolhidos nas três esferas de governo.

O resultado atual corresponde a 85,9% de toda a arrecadação registrada ao longo de 2025, quando Mato Grosso recolheu R$ 58,2 bilhões em impostos.

Na avaliação da Fecomércio-MT, o crescimento demonstra a dimensão da atividade econômica estadual e o volume de recursos gerados pelos diferentes setores produtivos.

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Entidade cobra retorno dos tributos à sociedade

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, o avanço da arrecadação precisa ser acompanhado de melhorias na qualidade dos serviços públicos e na infraestrutura.

“Mato Grosso demonstra sua força econômica, e o avanço da arrecadação acompanha essa dinâmica. No entanto, é importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores”, afirmou.

Entre os principais tributos que compõem a arrecadação estão o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias, no âmbito federal; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na esfera estadual; e o Imposto sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), recolhidos pelos municípios.

Cuiabá concentra maior arrecadação municipal

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O levantamento também apresenta os valores registrados nos dez municípios mais populosos de Mato Grosso. Cuiabá aparece na primeira posição, com R$ 1,38 bilhão arrecadado, seguida por Rondonópolis, com R$ 280 milhões, e Sinop, com R$ 209 milhões.

Várzea Grande contabiliza R$ 148 milhões, enquanto Sorriso registra R$ 114 milhões e Lucas do Rio Verde, R$ 111 milhões.

Confira os valores informados pela Fecomércio-MT:

MunicípioArrecadação
CuiabáR$ 1,38 bilhão
RondonópolisR$ 280 milhões
SinopR$ 209 milhões
Várzea GrandeR$ 148 milhões
SorrisoR$ 114 milhões
Lucas do Rio VerdeR$ 111 milhões
Primavera do LesteR$ 80 milhões
Tangará da SerraR$ 79 milhões
CáceresR$ 61 milhões
Barra do GarçasR$ 30 milhões

 

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Governo Federal lança painel com projeções climáticas para 5,5 mil municípios brasileiros

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Ferramenta integrada ao AdaptaBrasil projeta cenários de temperatura e chuva com aquecimento de até 4°C

O governo federal e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram nessa terça-feira (3) um painel que permite explorar como as mudanças climáticas podem alterar a temperatura e o regime de chuva no Brasil e na América Latina nas próximas décadas.

A ferramenta integra o AdaptaBrasil, plataforma que reúne indicadores de risco climático para os 5.570 municípios brasileiros, considerando fatores como ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade. Essas informações ajudam a identificar áreas mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas e a orientar decisões sobre medidas de adaptação. Com o novo painel, a plataforma passa a oferecer também mapas com projeções de mudanças na temperatura e na precipitação sob diferentes níveis de aquecimento global.

Durante o lançamento, o secretário de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, disse que o governo federal tem trabalhado para tornar a adaptação à mudança do clima uma agenda prioritária, estratégica e transversal.

“Esse processo de atualizar o Plano Clima e de fazer um plano de adaptação muito mais robusto e transversal, por meio de 16 planos setoriais e temáticos, foi um esforço para traduzir e dar concretude a essa agenda tão fundamental para o desenvolvimento do país”.

Melo explicou que a medida envolve a forma como enfrentamos nossas vulnerabilidades socioeconômicas, que são históricas, mas foram agravadas nesse contexto em que a mudança do clima se materializa, se faz presente e desafia as várias agendas e políticas de desenvolvimento setoriais.”

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O coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas da Cruz, destacou que o governo federal está disponibilizando, por meio do AdaptaBrasil, informações relevantes no contexto da adaptação.

“São as primeiras informações necessárias para se começar a pensar em adaptação. Não se pensa em adaptação sem, antes de mais nada, começar a vislumbrar como será o nosso futuro do ponto de vista climático”, apontou.

Indicadores

O painel reúne indicadores de temperatura e precipitação, incluindo os relacionados a eventos extremos, para quatro níveis de aquecimento global: 1,5°C, 2°C, 3°C e 4°C. Os mapas também permitem comparar as mudanças projetadas em diferentes condições de aquecimento e identificar como elas se distribuem geograficamente.

De acordo com o gerente de soluções da RNP, Christian Miziara, o painel tem a possibilidade de comparar diferentes níveis de aquecimento global. “Em uma única interface, é possível visualizar indicadores de temperatura e precipitação, considerando os cenários de aquecimento. Isso ajuda a compreender como as ameaças climáticas podem se comportar à medida que a temperatura global aumenta”, disse.

Para o pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Jean Ometto, o novo painel permite à sociedade acessar as projeções climáticas. “As projeções climáticas são um aspecto central, dentro do cálculo de risco, para que possamos planejar. Isso tudo, obviamente, embute uma incerteza, mas a ciência vai buscando justamente trazer a informação mais clara, mais robusta e mais transparente possível para que se possa trabalhar com planejamento”.

O pesquisador do INPE Gilvan Sampaio fez a apresentação do painel. Ele explicou que a plataforma está em sua primeira versão, tem navegação simples e que o instituto tem trabalhado para que seja possível baixar os dados sobre o clima por área e biomas. “Nós vamos incluir outras variáveis, como umidade relativa, vento, radiação e que são importantes também para os grupos de pesquisa, pesquisadores e para os diversos usuários, inclusive a população, para ter uma informação confiável sobre a mudança do clima”, avaliou.

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Senado aprova PEC da Segurança Pública por unanimidade e texto vai à promulgação

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Proposta cria o SUSP na Constituição, endurece penas contra facções e autoriza a criação de polícias municipais

O plenário do Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que reorganiza as forças públicas para ampliar o combate ao crime organizado no país.

O texto teve apoio unânime dos senadores votantes, com 73 votos favoráveis e nenhum contrário, em primeiro turno. No segundo turno, o placar foi de 75 votos favoráveis e nenhum contrário. Eram necessários ao menos 49 votos favoráveis para que a mudança constitucional fosse aprovada.

De autoria do Poder Executivo, a PEC da Segurança estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.

Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para a área da segurança. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu criar o Ministério da Segurança Pública após aprovação da PEC.

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O texto-base da proposta foi aprovado no início de setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e repetiu o mesmo teor do que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Com isso, o texto será promulgado pelo Congresso Nacional.

Maioridade penal

Antes da votação da PEC, os senadores discutiram a inclusão de emendas de plenário que tratavam da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, ou até mesmo para 14 anos.

O relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), não acolheu as emendas no relatório final, mas recomendou que elas constituíssem propostas autônomas que pudessem tramitar em conjunto e serem votadas posteriormente em separado. Se as emendas fossem votadas e aprovadas, o texto retornaria à Câmara. Por um placar apertado de 38 a 36, o requerimento do relator para separar as emendas em outro projeto foi aprovado.

“As matérias tratadas nas emendas são relevantes e merecem ser debatidas por essa Casa. Não se confundem, contudo, com o objetivo central da PEC 18/2025, voltado ao combate ao crime organizado e à reestruturação da governança federativa da segurança pública”, argumentou o relator.

Segundo Carvalho, há forte divergência doutrinária e política sobre a redução da maioridade penal no país.

“Parte dos juristas entende que a maioridade penal prevista no artigo 228 da Constituição Federal constitui clausula pétrea, por integrar o rol de direitos e garantias individuais e que, por isso, o limite etário da responsabilidade criminal não poderia ser alterado, nem mesmo por emenda constitucional. Outra corrente entende que o artigo 228 não se enquadra nas cláusulas pétreas e que a idade de imputabilidade penal pode ser modificada por emenda constitucional”, acrescentou.

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A emenda 84, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propunha reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

Já a emenda 87, do senador Camilo Santana (PT-CE), mantinha a regra geral de 18 anos, mas reduzindo a maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. A iniciativa não tem amplo apoio na base do governo.

A redução da maioridade penal é um tema controverso entre organizações da sociedade civil de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Outras quatro emendas, que tratavam de temas como acesso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) pelas Forças Armadas e inclusão dos agentes de trânsito no rol de órgãos de segurança pública, também foram rejeitadas pelo relator, e não chegaram a ir à votação.

O que muda

Entre outras medidas, a PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.

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A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.

“Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.

Facções e milícias

A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.

Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.

Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.

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A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para a segurança pública.

Fundos de financiamento

Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.

“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.

O texto ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.

A proposta prevê também a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.

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