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10 de junho de 2026

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Queda nos preços de soja é registrada na maior parte do Brasil, com exceção de uma região; saiba as cotações

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O mercado brasileiro de soja registrou uma sessão de pouca movimentação nesta quarta-feira (20), marcada por comercialização lenta e baixa participação dos agentes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a queda dos contratos futuros em Chicago e a desvalorização do dólar pressionou os preços no mercado físico nacional.

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Os prêmios chegaram a apresentar alguma melhora ao longo do dia, mas não conseguiram compensar as perdas observadas nos demais indicadores que formam os preços da soja. Com isso, o mercado permaneceu sem grande interesse comprador e sem volumes expressivos de negócios reportados.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): baixa de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): recuou de R$ 114,00 para R$ 113,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): recuou em R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado segue assimilando os impactos do acordo anunciado entre Estados Unidos e China para compras de produtos agrícolas norte-americanos, mas investidores aproveitaram para realizar lucros após as recentes valorizações.

Outro fator que pressionou as cotações foi a forte queda do petróleo no mercado internacional, refletindo expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para uma solução envolvendo os conflitos no Oriente Médio.

Além disso, as condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem contribuindo para o avanço acelerado do plantio da safra norte-americana, aumentando as expectativas de uma produção cheia no país.

A China também ampliou as compras de soja dos Estados Unidos em abril. Segundo dados da Administração Geral da Alfândega chinesa, o país importou 3,33 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana no mês, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

Já as importações de soja brasileira pela China totalizaram 4,75 milhões de toneladas em abril, alta de 3,3% na comparação anual. No acumulado de 2026, o volume adquirido do Brasil chega a 12,7 milhões de toneladas, avanço de 39,6% frente ao mesmo período de 2025.

Contratos futuros de soja

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja para julho fecharam com baixa de 10,25 centavos de dólar, ou 0,84%, cotados a US$ 11,99 1/4 por bushel. O vencimento de agosto encerrou a US$ 11,98 3/4 por bushel, com perda de 0,90%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 1,70, fechando a US$ 330,60 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 1,02%, encerrando a 74,67 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,76%, cotado a R$ 5,0027 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9992 e a máxima de R$ 5,0572.

Com informações da Safras & Mercado.

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Golpista que fingia ter câncer para pedir dinheiro é preso em Cuiabá

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Suspeito usava histórias de doenças graves e relacionamentos amorosos para enganar vítimas, segundo a Polícia Civil.

Um homem suspeito de enganar pessoas com histórias falsas de doenças graves, internações familiares e dificuldades financeiras foi preso em flagrante pela Polícia Civil em Cuiabá. A ação ocorreu nesta segunda-feira (8) e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes.

De acordo com a investigação, o suspeito se aproximava das vítimas principalmente por meio das redes sociais, criava vínculos afetivos e, depois de ganhar confiança, começava a pedir ajuda financeira. Em um dos casos, ele teria afirmado estar com câncer em estágio avançado e dito que a própria filha estava internada para tratar uma doença grave.

A estratégia, segundo a polícia, era usar relatos emocionais para sensibilizar familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, que acabavam realizando transferências bancárias para ajudá-lo.

As investigações começaram após o registro de duas ocorrências semelhantes na capital mato-grossense. Em um dos relatos, a vítima afirmou que foi convencida a abrir várias contas bancárias — inclusive empresariais — que passaram a ser controladas pelo investigado. Os valores recebidos eram transferidos rapidamente para terceiros, e parte do dinheiro teria sido usada em plataformas de apostas online.

Ainda conforme os policiais, o suspeito também alegava estar sendo ameaçado por cobradores de dívidas, o que levou uma das vítimas a fazer uma transferência emergencial acreditando que ele corria risco.

Durante a abordagem, os investigadores afirmam que o homem admitiu comprar e vender contas bancárias. A Polícia Civil apura agora se esse esquema era utilizado para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com os golpes.

As apurações apontam ainda que o investigado já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Bahia e Espírito Santo, sempre utilizando narrativas ligadas a doenças graves, campanhas de arrecadação e pedidos de ajuda financeira.

O suspeito foi autuado por estelionato. Segundo a delegada Eliane Moraes, responsável pela Delegacia de Estelionato de Cuiabá, a prisão pode levar ao surgimento de novas vítimas.

A investigação continua para identificar a dimensão do esquema e o total de pessoas afetadas.

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Aos 40 anos, a mulher não está envelhecendo. Está se transformando

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Existe um momento na vida da mulher em que o espelho começa a refletir mais do que a aparência. Ele passa a revelar histórias, escolhas, conquistas, cicatrizes e também algumas perguntas que talvez nunca tenham sido feitas antes.

Para muitas mulheres, esse momento chega por volta dos 40 anos.

É uma fase cercada de mudanças silenciosas. Algumas acontecem no corpo. Outras, na mente. Muitas, no coração. E embora a sociedade ainda tente associar essa etapa ao envelhecimento, a verdade é que ela representa algo muito mais profundo: uma transformação.

No consultório, vejo mulheres que construíram carreiras, criaram filhos, sustentaram famílias, enfrentaram desafios e aprenderam a cuidar de todos ao seu redor. Mas que, em algum momento, percebem que deixaram de olhar para si mesmas.

É justamente nessa década que muitas começam a notar alterações no sono, na disposição, no metabolismo, na pele, na libido e até na forma como lidam com as próprias emoções. Algumas sentem uma irritabilidade que não existia antes. Outras relatam cansaço persistente, dificuldade para perder peso ou uma sensação de não reconhecer mais o próprio corpo.

Essas mudanças não são fruto da imaginação. Elas têm explicações biológicas importantes. A partir dos 40 anos, a produção hormonal feminina inicia um processo gradual de transição que pode durar vários anos até a menopausa. O organismo começa a enviar sinais de que uma nova fase está chegando.

O problema é que muitas mulheres foram ensinadas a suportar esses sintomas em silêncio. Como se sentir desconforto fosse uma obrigação natural da idade. Como se perder qualidade de vida fosse inevitável.

Não é.

Hoje a medicina oferece recursos que permitem compreender essas transformações de forma muito mais individualizada. Cada mulher vive essa fase de maneira única. Algumas apresentam sintomas intensos. Outras passam por mudanças mais discretas. Não existe uma regra universal, e é justamente por isso que o acompanhamento médico faz tanta diferença.

Mas existe algo que considero ainda mais importante do que os hormônios, os exames ou os tratamentos.

A forma como a mulher escolhe enxergar esse período da vida.

Aos 40 anos, muitas descobrem uma liberdade que não possuíam aos 20. Já não precisam provar tantas coisas. Aprendem a estabelecer limites. Passam a compreender melhor seus desejos, suas prioridades e aquilo que realmente faz sentido.

É uma fase em que a maturidade encontra a vitalidade. Em que a experiência se soma à autoconfiança. Em que muitas mulheres finalmente se autorizam a ocupar o centro da própria vida.

Por isso, quando uma paciente me pergunta se é normal mudar aos 40, minha resposta é sempre a mesma.

Sim, é normal.

O que não deveria ser normal é atravessar essas mudanças sem informação, sem acolhimento e sem cuidado.

A mulher de 40 anos não está perdendo juventude. Está ganhando consciência. Está descobrindo novas versões de si mesma. Está entendendo que beleza não é ausência de idade, mas presença de saúde, energia, autoestima e propósito.

E talvez essa seja a transformação mais bonita de todas.

Bruna Ghetti é ginecologista, especialista em mulheres 40+.

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Carreta invade a contramão e mata motorista na BR-163 I Mato Grosso

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Segundo motorista da carreta, colisão ocorreu após uma frenagem brusca para impedir outro acidente

O motorista Wilson Honório dos Reis, de 59 anos, morreu após a picape que dirigia ser atingida de frente por um caminhão na noite desta segunda-feira (8), na BR-163, em Sinop (a 478 quilômetros de Cuiabá).

De acordo com o boletim de ocorrência, Wilson conduzia uma Fiat Strada quando foi atingido por um caminhão-trator que seguia no sentido Sinop-Itaúba.

Em depoimento aos policiais, o motorista do caminhão, de 54 anos, relatou que seguia pela rodovia quando, ao subir um viaduto, se deparou com outro caminhão seguindo à sua frente em baixa velocidade e sem sinalização luminosa adequada.

Para evitar uma colisão traseira, ele afirmou que realizou uma frenagem brusca. Durante a manobra perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu de frente contra a Fiat Strada conduzida por Wilson.

Com a força do impacto, o motorista da picape sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.

O condutor do caminhão realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de bebida alcoólica.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

 

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

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