Connect with us
5 de julho de 2026

Business

Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG

Published

on


A Embrapa Agroenergia informou nesta terça-feira (20) que teve aprovadas as duas propostas submetidas à Chamada 06/2025 – Universal: Prioridades das Unidades Descentralizadas, no âmbito do Sistema Embrapa de Gestão (SEG). Os projetos têm execução prevista para 36 meses, com início estimado em junho de 2026. As iniciativas abordam o desenvolvimento de bioinsumos e um processo de despolpa enzimática voltado à cadeia da macaúba.

O primeiro projeto aprovado é o “Bioinsumos a partir de lignina Kraft e minerais para fertilidade, proteção e sustentabilidade do solo (LIGNONEMAINPUTS)”, coordenado pelo pesquisador Clenilson Martins Rodrigues. A proposta usa lignina Kraft, coproduto da indústria de celulose e papel, associada a rochas regionais e biomassas vegetais para desenvolver insumos voltados à fertilidade e proteção do solo.

Segundo a Embrapa Agroenergia, a pesquisa busca responder à dependência brasileira de fertilizantes importados e a desafios agronômicos como baixa disponibilidade de nutrientes em solos tropicais, perdas por deriva de pós minerais e ocorrência de fitonematoides. O projeto prevê uso de mineração de dados, aprendizagem de máquina e modelagem estatística para otimizar formulações. A empresa não informou valores de investimento nesta etapa.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

A segunda proposta aprovada é coordenada por Dasciana de Sousa Rodrigues e Rossano Gambetta e trata do “Desenvolvimento de processo de despolpa enzimática para extração de óleo de polpa do fruto de macaúba e obtenção de caroços aptos à germinação”. O estudo mira um gargalo da cadeia: a taxa de germinação natural da macaúba, hoje em 7%, conforme a unidade.

De acordo com a pesquisadora Dasciana, a rota enzimática em baixa temperatura e baixa agitação busca preservar a viabilidade do embrião, diferentemente da despolpa mecânica. A proposta combina dois objetivos: ampliar a extração de óleo para biocombustíveis e aumentar a oferta de mudas viáveis. Para o setor, isso pode contribuir para estruturar a cadeia da macaúba no Cerrado com base tecnológica e menor perda no material propagativo.

Os dois projetos ainda dependem da execução prevista a partir de junho de 2026 para validação técnica e econômica em escala. Pelas informações divulgadas pela Embrapa Agroenergia, as pesquisas se concentram em reduzir gargalos de insumos e de produção de mudas, com potencial aplicação em agricultura, bioenergia e agroindústria, embora detalhes operacionais e orçamentários não tenham sido informados.

Fonte: embrapa.br

O post Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Mercado do boi gordo recua em junho com ajuste da demanda e menor ritmo dos frigoríficos

Published

on


Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo encerrou junho em forte movimento de correção, com queda nas cotações da arroba em praticamente todas as principais regiões produtoras do Brasil. Segundo a Safras & Mercado, o cenário foi influenciado pelo ajuste da indústria frigorífica diante da redução temporária das compras chinesas, principal destino da carne bovina brasileira.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos reduziram a capacidade de abate e passaram a anunciar férias coletivas em diversas unidades para adequar a produção ao menor ritmo das exportações previsto para o terceiro trimestre.

O primeiro semestre também foi marcado por intensa volatilidade no mercado do boi gordo. As constantes mudanças relacionadas à salvaguarda chinesa provocaram oscilações nos preços, levando as indústrias a reagirem rapidamente às informações do mercado. Diante desse cenário, a recomendação é que os pecuaristas utilizem ferramentas de proteção de preços para reduzir riscos.

Entre as praças pecuárias, São Paulo registrou arroba a R$ 335, queda de 5,63% em relação ao fim de maio. Em Goiânia (GO), o preço recuou para R$ 320 (-3,03%). Em Uberaba (MG), a arroba caiu para R$ 315 (-3,08%). Já em Dourados (MS), a retração foi de 8,57%, com a arroba cotada a R$ 320. Em Cuiabá (MT), o preço caiu 7,04%, para R$ 330, enquanto em Vilhena (RO) a arroba encerrou o mês em R$ 320, baixa de 4,48%.

Atacado

Segundo Iglesias, o mercado atacadista também registrou queda nas cotações ao longo de junho, mesmo durante o período da Copa do Mundo, quando tradicionalmente há expectativa de maior consumo. O desempenho foi limitado pela menor competitividade da carne bovina frente às proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango, que seguiu mais atrativa ao consumidor.

No fechamento do mês, o quarto dianteiro foi negociado a R$ 21,00 por quilo, recuo de 2,33% em relação aos R$ 21,50 registrados no fim de maio. Já os cortes do traseiro bovino encerraram junho cotados a R$ 25,50 por quilo, queda de 5,56% frente aos R$ 27,00 praticados no mês anterior.

O post Mercado do boi gordo recua em junho com ajuste da demanda e menor ritmo dos frigoríficos apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo

Published

on


Foto: Embrapa

Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e instituições parceiras mostra que o manejo de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Publicada na revista científica Frontiers in Bee Science, a pesquisa destaca o potencial da polinização manejada como estratégia para aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da cafeicultura.

O trabalho avaliou o efeito da polinização suplementar realizada por Scaptotrigona depilis, conhecida como abelha mandaguari. O aumento de até 67% na produção de frutos em ramos localizados próximos às colônias reforça a eficiência da mandaguari como polinizadora do café, inclusive em cultivares autocompatíveis, isto é, variedades capazes de se autopolinizar.

Para medir esse efeito, os pesquisadores instalaram colônias em fazendas convencionais, na densidade aproximada de dez colônias por hectare, antes do início da florada. A produção foi comparada entre ramos próximos às colônias e ramos mais distantes, o que permitiu associar o ganho de rendimento à atividade das abelhas.

Saúde das colônias

Além do efeito sobre a produtividade, os pesquisadores investigaram se o uso de inseticidas neonicotinoides poderia afetar a saúde das colônias. O foco foi o tiametoxam, utilizado em safras anteriores em áreas convencionais. Durante o acompanhamento, os pesquisadores monitoraram indicadores como produção de cria, mortalidade de crias e atividade de coleta de alimentos e materiais usados na construção das estruturas internas de seus ninhos.

As avaliações ocorreram em diferentes momentos: uma semana antes da florada; uma semana logo depois da florada; e cerca de 45, 75 e 105 dias após retirada do talhão de café.

A equipe também mediu resíduos do inseticida e de seu metabólito, a clotianidina, em materiais coletados em campo, como folhas de café, néctar e pólen. A detecção confirmou que o uso de neonicotinoides deixou resíduos nos recursos florais acessíveis aos polinizadores.

Apesar disso, não foram observados impactos estatisticamente significativos sobre os parâmetros avaliados nas colônias. Indicadores como produção e mortalidade de crias não apresentaram diferenças relevantes entre colônias instaladas em áreas convencionais e aquelas mantidas em propriedades orgânicas após o período de exposição.

A atividade de coleta mostrou variações iniciais entre os sistemas, mas essas diferenças diminuíram ao longo do monitoramento.

produção de café
Foto: Embrapa

Polinização e manejo fitossanitário

Os autores destacam duas implicações centrais para a cafeicultura. A primeira é que abelhas sem ferrão podem atuar como polinizadoras eficazes do café arábica, com potencial para elevar a produtividade mesmo em cultivares autocompatíveis, variedades capazes de se fecundar pelo próprio pólen, sem depender obrigatoriamente de outra cultivar compatível.

A segunda é que, nas condições avaliadas, o uso de defensivos dentro das recomendações técnicas não gerou danos mensuráveis às colônias, indicando que é possível conciliar a proteção das lavouras com a preservação dos polinizadores.

Conforme a primeira autora do estudo, a bióloga Jenifer Ramos, que atuou como bolsista de estímulo à inovação na Embrapa Meio Ambiente, os resultados reforçam a importância de integrar biodiversidade e produção agrícola.

“O estudo demonstra que o uso de abelhas nativas manejadas pode gerar ganhos expressivos de produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação dos polinizadores e para o fortalecimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis. Trata-se de uma solução baseada na natureza com grande potencial de aplicação na cafeicultura brasileira”, afirma.

O post Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

Published

on


Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível por trás do maior torneio do planeta

Antes de a bola rolar e o árbitro apitar o início da partida, o agronegócio já garantiu sua escalação como titular na Copa do Mundo. Frequentemente associado apenas às grandes exportações de commodities, o setor opera de forma estratégica e silenciosa no esporte.

Essa presença começa no elemento mais sagrado do espetáculo: o gramado dos estádios. A entrega de tapetes verdes impecáveis e resistentes exige biotecnologia e manejo avançado de solo, frutos diretos da pesquisa científica agrícola.

Fora das quatro linhas, a cadeia do agro dita o ritmo das arquibancadas, fornecendo toda a estrutura de alimentação do evento. O setor entrega desde os ingredientes para os lanches rápidos consumidos pelo público até a matéria-prima essencial da cerveja que acompanha a comemoração da torcida.

Da infraestrutura ao consumo, fica claro que o futebol e a força do campo jogam no mesmo time. Essa conexão surpreendente foi tema de um vídeo publicado pelo Canal Rural no Instagram, que detalha como a produção rural viabiliza a experiência de atletas e torcedores.

Confira:

A Copa do Mundo de 2026 teve início em 11 de junho, nos Estados Unidos. O país é um dos antitriões desta edição junto de México e Canadá. A final ocorre em 19 de julho, no estádio de Nova Jersey/Nova York.

O post Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo apareceu primeiro em Canal Rural.



Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT