Sustentabilidade
Enxofre e gesso agrícola no trigo – MAIS SOJA

Uma nutrição adequada é essencial para a obtenção de altas produtividades. Embora em muitas situações o Enxofre (S) não seja foco do manejo nutricional do trigo, esse macronutriente exerce um importante papel no metabolismo vegetal, e sua deficiente pode limitar a produtividade da cultura.
Estima-se que em média, sejam necessários cerca de 3,5 Kg de S por tonelada de grãos de trigo produzidos (tabela 1). Nesse contexto, a deficiência de S pode limitar a produtividade do trigo, mesmo os demais nutrientes estando disponíveis em grandes concentrações no solo.
Tabela 1. Valores de extração e exportação de nutrientes pela cultura do trigo, obtidos por diferentes autores.
Visando corrigir os teores de Enxofre no solo, uma das principais e mais econômicas formas para isso é a adubação com gesso agrícola. O gesso (CaSO4 .2H2O) é fonte de enxofre e cálcio para as plantas. Na forma comercial, contém 13% de S e 16% de Ca. No entanto, visando realizar uma adubação adequada com gesso, a fim de corrigir os teores de S no solo, alguns cuidados necessitam ser adotados.
Primeiramente, deve-se realizar a análise da fertilidade do solo. No caso de comprovação de deficiência de Enxofre por meio de análise do solo (< 5 mg S/dm3), indica-se a aplicação de cerca de 20 kg/ha a 30 kg/ha de S. Solos arenosos e com baixo nível de matéria orgânica apresentam maior probabilidade de ocorrência de deficiência de Enxofre (Almeida, 2024).

Vale destacar que estudos científicos corroboram a baixa influência da gessagem sobre o aumento da produtividade do trigo. Não há relação linear positiva comprovada entre as doses de gesso e o rendimento da cultura, evidenciando que o incremento das aplicações não resulta, necessariamente, em maiores produtividades, especialmente em solos sem limitações químicas (Rampim et al., 2011; Schimidt Filho et al, 2016; Fogaça et al., 2019; Bartzen et al., 2020).
No entanto, a deficiência de Enxofre pode limitar substancialmente a produtividade do trigo, e o gesso agrícola é o principal insumo utilizado para elevar os teores de Enxofre no solo. Vales destacar que além do gesso agrícola, o superfosfato simples apresenta 8% de S e pode ser utilizado como fonte do nutriente.
Referências:
ALMEIDA, J. L. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRAS 2024 & 2025. Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, 2024. Disponível em: < https://static.conferenceplay.com.br/conteudo/arquivo/infotecnitrigotriticalesafras20242025livrodigitalfinal-1721832775.pdf >, acesso em: 12/05/2026.
BARTZEN, B. T. et al. RESPOSTA DO TRIGO E SOJA APÓS A APLICAÇÃO DE DOSES DE GESSO AGRÍCOLA. Acta Iguazu, 2020. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/24834/16462 >, acesso em: 12/05/2026.
FOGAÇA, S. Z. et al. CULTIVO DE TRIGO SUBMETIDO À DOSES DE GESSO EM LATOSSOLO VERMELHO DISTRÓFICO TÍPICO. Vi Reunião Paranaense de Ciência do Solo-RPCS, 2019. Disponível em: < https://www.rpcs2019.com.br/trabalhos_aprovados/arquivos/04212019_100457_5cbc71bd6c13e.pdf >, acesso em: 12/05/2026.
NUTRIÇÃO DE SAFRAS. TABELA DE EXTRAÇÃO E EXPORTAÇÃO DOS NUTRIENTES NA CULTURA DO TRIGO. Nutrição de Safras, 2019. Disponível em: < https://nutricaodesafras.com.br/tabela-de-extracao-e-exportacao-dos-nutrientes-na-cultura-do-trigo >, acesso em: 12/05/2026.
RAMPIM, L. ATRIBUTOS QUÍMICOS DE SOLO E RESPOSTA DO TRIGO E DA SOJA AO GESSO EM SISTEMA SEMEADURA DIRETA. R. Bras. Ci. Solo, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbcs/a/99mzVzxQLFDLd5cMGC9V5Mb/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 12/05/2026.
SCHIMIDT FILHO, E. et al. INFLUÊNCIA DE DIFERENTES DOSES DE GESSO AGRÍCOLA SOBRE A PRODUTIVIDADE DA CULTURA DO TRIGO (Triticum sativum L.). Revista da Universidade Vale do Rio Verde, 2016. Disponível em: < https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/UVRV-2_39761b31458321e43a55f113e179a7f5 >, acesso em: 12/05/2026.

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Mercado segue lento; exportações recuam – MAIS SOJA

A baixa liquidez persiste no mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul. Apesar do ligeiro aumento da oferta, impulsionado tanto pela necessidade de capitalização de parte dos produtores quanto pelo avanço da colheita da safra 2025/26, a comercialização continua limitada.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a forte retração das exportações brasileiras em abril e a demanda enfraquecida pelo arroz beneficiado no mercado interno mantiveram o ambiente pressionado ao longo da cadeia. Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de arroz totalizaram 78,79 mil toneladas em abril, o menor volume desde fevereiro de 2025.
O resultado representa uma queda de 67,27% frente a março e uma retração de 6,04% em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, no acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o volume exportado já supera o total embarcado em todo o primeiro semestre de 2024 e de 2025. Em 12 meses, as exportações somam 1,98 milhão de toneladas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Em ritmo acelerado, embarques se aproximam de recorde – MAIS SOJA

Mesmo restando praticamente três meses para o encerramento do período de exportação de pluma colhida em 2025, o ritmo acelerado dos embarques brasileiros de algodão segue sustentando o mercado doméstico e aproxima o País de um novo recorde histórico de escoamento externo.
Ao mesmo tempo, segundo o Cepea, os preços internos continuam avançando, impulsionados pela postura firme de vendedores, pelas valorizações externas e pela oferta limitada típica do período de entressafra. Em abril, o Brasil exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao de março/26 e expressivos 54,9% acima do registrado em abril/25, conforme dados da Secex.
Trata-se do maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, de 452,5 mil toneladas, observado em dezembro/25. De acordo com pesquisadores do Cepea, o desempenho segue forte neste início de maio. Quanto ao mercado interno, os preços da pluma continuam em alta.
Segundo o Centro de Pesquisas, vendedores seguem firmes nos valores pedidos, sustentados tanto pelas recentes altas externas – especialmente da referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures – quanto pela baixa disponibilidade de lotes no mercado spot.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Colheita da soja é concluída e milho mantém boas condições no campo

A colheita da soja foi concluída em Mato Grosso do Sul , enquanto o milho segunda safra segue com lavouras majoritariamente em boas condições de desenvolvimento no Estado. As informações são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc.
Os dados levatados pela equipe da Aprosoja/MS apontam que a soja alcançou área cultivada de 4,794 milhões de hectares. Após a amostragem de produtividade em 19,5% da área, a estimativa estadual foi revisada para 61,73 sacas por hectare, com produção projetada em 17,759 milhões de toneladas, aumento de 26,3% em relação à safra anterior.
Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, a safra apresentou comportamento distinto entre as regiões produtoras ao longo do ciclo. “Tivemos um cenário bastante positivo no início da safra, mas os veranicos registrados entre janeiro e fevereiro afetaram principalmente a região sul do Estado. Ainda assim, áreas do norte e nordeste conseguiram sustentar produtividades elevadas e contribuíram para o resultado estadual”, afirma.
Mais de 640 mil hectares foram impactados por estiagens superiores a 20 dias em determinadas localidades. Entre os municípios mais afetados estão Dourados, Maracaju, Ponta Porã e Amambai. Apesar das perdas pontuais, municípios do norte e nordeste lideram o ranking estadual de produtividade média. Alcinópolis registrou 85,06 sacas por hectare, seguido por Costa Rica, com 78,73 sacas, e Chapadão do Sul, com 76,75 sacas por hectare.
“O levantamento ainda está em fase de consolidação, porque depende da conclusão do estudo de Uso e Ocupação do Solo e das validações finais das amostras de produtividade”, explica Flavio.
A colheita da soja iniciou com atraso de duas semanas em relação ao ciclo 2024/2025. As operações se estenderam por 16 semanas, sendo concluídas em 08 de maio. “A colheita foi concluída em Mato Grosso do Sul após um ciclo marcado por atraso no início das operações, estiagem no sul do Estado e recuperação da produtividade em regiões do norte e nordeste.”
Milho
Ainda de acordo com dados do Projeto SIGA-MS, o milho segunda safra apresenta cenário considerado favorável na maior parte do Estado. O plantio já foi concluído em Mato Grosso do Sul.
A estimativa indica área cultivada de 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.
As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste e oeste, onde entre 82,9% e 92,1% das áreas são classificadas como boas. Já nas regiões centro e sul-fronteira, os índices variam entre 57,9% e 62,3%.
Segundo Flavio, o comportamento climático nas próximas semanas será determinante para consolidar o potencial produtivo da segunda safra. “O milho ainda atravessa fases importantes de desenvolvimento e segue dependente das condições climáticas. Existe atenção principalmente para riscos de estiagem e ocorrência de geadas em algumas regiões produtoras”, destaca.
No mercado, a saca da soja é cotada em média a R$ 109,17 em Mato Grosso do Sul, enquanto o milho registra média de R$ 50,13 por saca.
A previsão meteorológica indica o avanço de uma frente fria oceânica sobre o Estado, favorecendo aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente nas regiões centro-sul, sul, sudoeste, oeste e norte.
Mais informações sobre o cenário das lavouras, clima e mercado de grãos estão disponíveis aqui.
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