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4 de novembro de 2026

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Vereador de cidade de MT está foragido por violência doméstica

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Uma decisão recente da Justiça colocou o vereador Laércio Noberto Júnior (PL), o “Júnior Chaveiro”, na condição de foragido em Barra do Bugres. Alvo de investigação por violência doméstica, ele teve a prisão autorizada após uma reavaliação do caso — mas não foi encontrado pela polícia.

A mudança no rumo do processo veio depois que o Ministério Público insistiu na medida. Em um primeiro momento, durante o plantão, o pedido de prisão preventiva havia sido recusado. Com nova análise, o juiz responsável acabou autorizando a ordem.

Antes disso, o parlamentar chegou a comparecer à delegacia na quinta-feira (23), quando prestou esclarecimentos e informou onde poderia ser localizado. Já nesta sexta (24), com o mandado em mãos, os policiais foram até o endereço, mas ele não estava mais no local.

A investigação começou após o relato de uma agressão ocorrida no último sábado (18). A vítima afirmou ter sido atacada com uma chave de roda ao sair de um evento. Ela apresentava ferimentos pelo corpo, principalmente no pescoço e nas pernas, e pediu medidas protetivas.

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Com a decisão judicial em vigor, equipes policiais seguem em busca do vereador. O inquérito corre sob sigilo.

A situação também teve desdobramentos na esfera política. Ele foi retirado da presidência da Câmara e afastado do mandato por 90 dias, após votação entre os colegas. No partido, o PL abriu procedimento disciplinar que pode resultar na expulsão.

Figura conhecida na política local, Júnior Chaveiro já ocupou o cargo de vice-prefeito e está no atual mandato de vereador desde 2020. A defesa havia indicado que ele voltaria a se apresentar, o que ainda não ocorreu.

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Senadores de MT divergem sobre redução da maior idade penal na PEC da Segurança Pública

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Jayme Campos (União Brasil) e Carlos Fávaro (PSD) votaram na proposta vencedora para que a alteração seja votada em separado

O senador Wellington Fagundes (PL) foi o único membro da bancada de Mato Grosso a votar pela permanência da redução da maior idade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada nessa terça-feira (3) no Senado. 

A emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) previa a redução da maior idade penal de 18 para 16 anos, de maneira geral, e para 14 anos para os casos de crimes hediondos, como tráfico de droga, participação em organização criminosa e terrorismo, por exemplo. 

A proposta que venceu foi a de que o assunto seja tratado em projetos separados. A votação ficou a apertada com 38 senadores apoiadores de que a emenda fosse retirada da PEC da Segurança Pública, e 36 para que ela permanecesse. 

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Os outros dois senadores de Mato Grosso – Jayme Campos (Uniao Brasil) e Carlos Fávaro (PSD) – votaram para que a emenda fosse retirada. Agora, os senadores deverão decidir quando o assunto será pautado novamente no Congresso. 

A PEC da Segurança Pública foi aprovada por unanimidade em dois turnos na sessão parlamentar de ontem. A PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos a chefes de facções e milícias e cria novo pacto federativo entre União, Estados e municípios para o enfrentamento ao crime.

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Mato Grosso supera R$ 50 bilhões em arrecadação de impostos e antecipa marca em dez dias

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Mato Grosso já ultrapassou R$ 50 bilhões em arrecadação de tributos municipais, estaduais e federais em 2026. A marca foi atingida nesta terça-feira (3), dez dias antes da data em que o mesmo patamar foi alcançado no ano passado, quando o estado chegou a esse volume em 13 de novembro.

Os números são exibidos pelo Impostômetro, painel instalado em frente à sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), que acompanha a evolução dos tributos recolhidos nas três esferas de governo.

O resultado atual corresponde a 85,9% de toda a arrecadação registrada ao longo de 2025, quando Mato Grosso recolheu R$ 58,2 bilhões em impostos.

Na avaliação da Fecomércio-MT, o crescimento demonstra a dimensão da atividade econômica estadual e o volume de recursos gerados pelos diferentes setores produtivos.

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Entidade cobra retorno dos tributos à sociedade

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, o avanço da arrecadação precisa ser acompanhado de melhorias na qualidade dos serviços públicos e na infraestrutura.

“Mato Grosso demonstra sua força econômica, e o avanço da arrecadação acompanha essa dinâmica. No entanto, é importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores”, afirmou.

Entre os principais tributos que compõem a arrecadação estão o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias, no âmbito federal; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na esfera estadual; e o Imposto sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), recolhidos pelos municípios.

Cuiabá concentra maior arrecadação municipal

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O levantamento também apresenta os valores registrados nos dez municípios mais populosos de Mato Grosso. Cuiabá aparece na primeira posição, com R$ 1,38 bilhão arrecadado, seguida por Rondonópolis, com R$ 280 milhões, e Sinop, com R$ 209 milhões.

Várzea Grande contabiliza R$ 148 milhões, enquanto Sorriso registra R$ 114 milhões e Lucas do Rio Verde, R$ 111 milhões.

Confira os valores informados pela Fecomércio-MT:

MunicípioArrecadação
CuiabáR$ 1,38 bilhão
RondonópolisR$ 280 milhões
SinopR$ 209 milhões
Várzea GrandeR$ 148 milhões
SorrisoR$ 114 milhões
Lucas do Rio VerdeR$ 111 milhões
Primavera do LesteR$ 80 milhões
Tangará da SerraR$ 79 milhões
CáceresR$ 61 milhões
Barra do GarçasR$ 30 milhões

 

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Governo Federal lança painel com projeções climáticas para 5,5 mil municípios brasileiros

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Ferramenta integrada ao AdaptaBrasil projeta cenários de temperatura e chuva com aquecimento de até 4°C

O governo federal e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram nessa terça-feira (3) um painel que permite explorar como as mudanças climáticas podem alterar a temperatura e o regime de chuva no Brasil e na América Latina nas próximas décadas.

A ferramenta integra o AdaptaBrasil, plataforma que reúne indicadores de risco climático para os 5.570 municípios brasileiros, considerando fatores como ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade. Essas informações ajudam a identificar áreas mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas e a orientar decisões sobre medidas de adaptação. Com o novo painel, a plataforma passa a oferecer também mapas com projeções de mudanças na temperatura e na precipitação sob diferentes níveis de aquecimento global.

Durante o lançamento, o secretário de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, disse que o governo federal tem trabalhado para tornar a adaptação à mudança do clima uma agenda prioritária, estratégica e transversal.

“Esse processo de atualizar o Plano Clima e de fazer um plano de adaptação muito mais robusto e transversal, por meio de 16 planos setoriais e temáticos, foi um esforço para traduzir e dar concretude a essa agenda tão fundamental para o desenvolvimento do país”.

Melo explicou que a medida envolve a forma como enfrentamos nossas vulnerabilidades socioeconômicas, que são históricas, mas foram agravadas nesse contexto em que a mudança do clima se materializa, se faz presente e desafia as várias agendas e políticas de desenvolvimento setoriais.”

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O coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas da Cruz, destacou que o governo federal está disponibilizando, por meio do AdaptaBrasil, informações relevantes no contexto da adaptação.

“São as primeiras informações necessárias para se começar a pensar em adaptação. Não se pensa em adaptação sem, antes de mais nada, começar a vislumbrar como será o nosso futuro do ponto de vista climático”, apontou.

Indicadores

O painel reúne indicadores de temperatura e precipitação, incluindo os relacionados a eventos extremos, para quatro níveis de aquecimento global: 1,5°C, 2°C, 3°C e 4°C. Os mapas também permitem comparar as mudanças projetadas em diferentes condições de aquecimento e identificar como elas se distribuem geograficamente.

De acordo com o gerente de soluções da RNP, Christian Miziara, o painel tem a possibilidade de comparar diferentes níveis de aquecimento global. “Em uma única interface, é possível visualizar indicadores de temperatura e precipitação, considerando os cenários de aquecimento. Isso ajuda a compreender como as ameaças climáticas podem se comportar à medida que a temperatura global aumenta”, disse.

Para o pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Jean Ometto, o novo painel permite à sociedade acessar as projeções climáticas. “As projeções climáticas são um aspecto central, dentro do cálculo de risco, para que possamos planejar. Isso tudo, obviamente, embute uma incerteza, mas a ciência vai buscando justamente trazer a informação mais clara, mais robusta e mais transparente possível para que se possa trabalhar com planejamento”.

O pesquisador do INPE Gilvan Sampaio fez a apresentação do painel. Ele explicou que a plataforma está em sua primeira versão, tem navegação simples e que o instituto tem trabalhado para que seja possível baixar os dados sobre o clima por área e biomas. “Nós vamos incluir outras variáveis, como umidade relativa, vento, radiação e que são importantes também para os grupos de pesquisa, pesquisadores e para os diversos usuários, inclusive a população, para ter uma informação confiável sobre a mudança do clima”, avaliou.

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