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Várzea Grande pode se tornar cidade modelo em políticas públicas para a causa animal

Cidade vem estruturando políticas públicas para acolher e diminuir a população de cães e gatos de ruas
Pela primeira vez, a Prefeitura de Várzea Grande começa a estruturar políticas públicas voltadas à causa animal. A iniciativa ganha força durante o mês da campanha Abril Laranja, voltada à conscientização e combate aos maus-tratos.
Como parte desse processo, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, e a secretária adjunta, Cíntia Serrano, visitaram esta semana o Centro Integrado de Bem-Estar Animal (CIBEAR), em Rondonópolis, referência na área.
O espaço é vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária do município e conta com estrutura completa para atendimento, acolhimento e tratamento de animais.
Segundo Ricardo Amorim, a visita teve como objetivo conhecer de perto o funcionamento do centro e trazer ideias para implantação em Várzea Grande. “Queremos também ter uma estrutura como a deles, com sede administrativa, abrigo para animais, canil e parte cirúrgica. Vimos uma área de mais de 3 mil metros quadrados, com mais de 360 animais resgatados, além de serviços como castra móvel e atendimento clínico para animais de pessoas de baixa renda”, destacou.
O secretário também ressaltou a qualidade do atendimento no local. “Os animais são muito bem cuidados, tudo é muito limpo e organizado. Pegamos ideias muito boas e vamos aplicar no nosso município”, afirmou.
O CIBEAR conta atualmente com uma equipe de 14 médicos veterinários e oferece atendimento amplo, desde resgate até tratamento e castração.
Para o superintendente da unidade, o médico veterinário Thiago Meirelles, a troca de experiências entre os municípios é essencial para o avanço da causa animal. “A causa animal tem ganhado cada vez mais visibilidade. É importante mostrar à sociedade que essa área precisa de estrutura e investimento, não só pelo bem-estar dos animais, mas também pela saúde pública, na prevenção de zoonoses”, pontuou.
Thiago também destacou a importância da cooperação entre cidades. “Esperamos que Várzea Grande também avance nessa estruturação. Essa troca de experiências fortalece o trabalho e faz com que a causa animal chegue a quem mais precisa”, completou.
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Polícia Civil prende suspeito e recupera caminhão roubado em Rondonópolis

Investigação localizou o veículo em imóvel onde também foram encontrados jammers, placas e partes de outros veículos roubados e parcialmente desmontados
A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu em flagrante, na tarde desta terça-feira (15.9), um homem de 33 anos, suspeito de envolvimento em um roubo de caminhão ocorrido durante a madrugada nas proximidades de Ouro Branco do Sul, distrito de Rondonópolis.
A ocorrência chegou ao conhecimento da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis após o registro de um roubo praticado por quatro suspeitos, que, com arma de fogo, abordaram um caminhoneiro de 49 anos e subtraíram o cavalo mecânico Volvo/FH 540 6x4T.
Segundo relato do caminhoneiro, ele foi obrigado a desengatar o reboque do veículo e, posteriormente, colocado em outro automóvel pelos criminosos. Ele foi levado para uma região de mata e permaneceu sob vigilância por aproximadamente quatro horas.
Durante o período, os suspeitos questionaram a vítima sobre a existência de um rastreador no caminhão. Na sequência, o caminhoneiro teve as mãos e os pés amarrados e foi abandonado em uma plantação.
Diante das informações, os policiais civis realizaram diligências e pesquisas nos sistemas de monitoramento, constatando que o caminhão havia retornado para Rondonópolis. Com apoio da empresa proprietária, a equipe obteve o último sinal do rastreador, indicando a região do bairro Jardim Rui Barbosa.
Com base nas informações, a equipe foi ao endereço indicado e localizou, no interior do imóvel, um cavalo mecânico com as mesmas características do veículo roubado. A identificação da empresa confirmou tratar-se do caminhão subtraído.
No interior do imóvel, os investigadores localizaram um homem de 33 anos e dois equipamentos conhecidos como jammers, utilizados para bloquear sinais de rastreamento. Um dos aparelhos estava instalado no interior do cavalo mecânico e outro estava na lateral do veículo, conectado a uma bateria.
Além do caminhão recuperado, a equipe encontrou no imóvel placas de identificação e partes de outros veículos, alguns deles já parcialmente desmontados. Durante a checagem de um dos chassis, os policiais constataram que a identificação correspondia a um veículo Hyundai HB20S, roubado anteriormente em Rondonópolis, cuja vítima é um homem de 43 anos.
Diante dos indícios de que o imóvel estava sendo utilizado para ocultação e desmonte de veículos roubados, a equipe acionou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou os procedimentos periciais no local.
O suspeito foi conduzido à sede da Derf de Rondonópolis, juntamente com os materiais e veículos localizados, e apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis, ficando à disposição da Justiça.
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Em que os nossos jovens estão pensando?

Há uma pergunta que Mato Grosso precisa fazer com mais frequência — não apenas nas escolas, universidades ou durante as campanhas eleitorais: em que os nossos jovens estão pensando? Não apenas em que profissão desejam seguir ou quanto pretendem ganhar, mas que vida desejam construir, que cidade imaginam para si e, sobretudo, se pretendem construir esse futuro aqui.
Mato Grosso vive uma circunstância aparentemente confortável. O Estado apresentou, em 2024, a menor taxa anual de desocupação do país, de 2,6%, e a maior taxa de ocupação entre as pessoas de 14 anos ou mais, de 68,4%. No primeiro semestre de 2025, foram criados mais de 32 mil empregos formais, muitos ocupados por jovens.
Mas emprego não é sinônimo de futuro. Pesquisa do British Council, realizada em 2025 com 3.248 jovens brasileiros de 16 a 35 anos, mostra que 70% sonham com o empreendedorismo. Entre os principais problemas no trabalho aparecem salários abaixo das expectativas, apontados por 66%, e jornadas longas, mencionadas por 56%. Entre as prioridades para o poder público estão mais oportunidades de emprego e estágio e uma educação mais prática, voltada ao trabalho.
O dado sugere algo importante: o jovem não está necessariamente recusando o trabalho; está procurando autonomia, sentido e possibilidade de construir uma vida própria. Mato Grosso precisa prestar atenção nisso.
Temos uma economia que oferece oportunidades, mas precisamos perguntar se nossas cidades oferecem condições para que essas oportunidades se transformem em projetos de vida.
Um jovem pode encontrar emprego em Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Sorriso ou Lucas do Rio Verde e, ainda assim, partir porque não encontra universidade, cultura, esporte, lazer, segurança, transporte ou perspectivas profissionais compatíveis com suas ambições.
É nesse ponto que a discussão sobre juventude passa a ser também uma discussão sobre cidade. Cuiabá precisa compreender que disputar talentos será uma das grandes questões das próximas décadas.
Não basta formar bons profissionais se eles precisarem deixar a cidade para encontrar ambientes mais favoráveis. Uma capital que pretende ser centro de serviços, tecnologia, saúde, educação e negócios precisa também ser uma cidade na qual o jovem queira viver.
O empreendedorismo revela outra mudança. Segundo o Sebrae Mato Grosso, 32% dos empreendedores do Estado têm entre 18 e 34 anos — mais de 160 mil pessoas. É uma juventude que não deseja apenas procurar uma vaga; parte dela quer criar o próprio trabalho, a própria empresa e a própria fonte de renda.
Isso deveria mudar nossa maneira de pensar políticas públicas. Precisamos aproximar escola, universidade, formação profissional, empresas e empreendedorismo. E precisamos reconhecer o jovem não como alguém que simplesmente deve ser conduzido, mas como alguém capaz de produzir, empreender, criar e participar das decisões sobre o lugar onde vive.
A educação continua sendo decisiva. O Ideb de Mato Grosso avançou no ensino fundamental em 2025, mas permaneceu estável no ensino médio, com índice 4,4. É justamente nessa passagem para a vida adulta que precisamos preparar melhor nossos jovens para trabalhar, empreender e fazer escolhas conscientes.
Há também uma dimensão cívica. Em 2026, o TRE-MT estimou que cerca de 157 mil mato-grossenses entre 15 e 17 anos não estavam inscritos na Justiça Eleitoral. Apenas aproximadamente 59 mil tinham título eleitoral. O dado não permite saber o que esses jovens pensam politicamente, mas mostra o tamanho do espaço existente para aproximá-los da vida pública.
Talvez devêssemos parar de perguntar por que os jovens não se interessam pela política e começar a perguntar o que estamos oferecendo a eles para que a política lhes pareça importante.
A mesma pergunta vale para a cidade. Se queremos que um jovem se interesse por Cuiabá, precisamos construir uma Cuiabá pela qual valha a pena se interessar. Se queremos que permaneça em Mato Grosso, precisamos oferecer não apenas trabalho, mas possibilidades.
Mato Grosso passou décadas construindo sua força econômica. O próximo passo talvez seja menos visível, mas não menos decisivo: construir um ambiente em que as pessoas que nasceram aqui — e aquelas que escolheram vir para cá — desejem permanecer e realizar seus projetos.
Porque a maior riqueza de um Estado não está apenas naquilo que ele produz, mas na capacidade de formar pessoas capazes de produzir o futuro.
Antes de perguntar quanto Mato Grosso produzirá daqui a vinte anos, talvez devêssemos fazer uma pergunta mais simples: quando chegarmos lá, os nossos jovens ainda desejarão estar aqui?
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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.
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Chegou a hora! Começa a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

Chegou o grande dia! É hoje a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. Acompanhe ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).
Ao longo da programação, confira os debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.
Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional tem um significado especial neste ano. O evento também dá início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.
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