Featured
Pivetta projeta fim da novela do BRT ainda esse ano

O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que pretende resolver nos próximos meses o impasse envolvendo o BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Em tom de irritação, ele disse que vai “solucionar definitivamente” o problema, que se arrasta desde a época da Copa de 2014.
Durante entrevista na sexta-feira (17), Pivetta criticou a herança deixada por gestões anteriores e classificou a situação como um problema antigo e complexo. Segundo ele, o Estado não pode mais cometer erros na condução da mobilidade urbana da região metropolitana.
O governador também comentou a discussão sobre o modelo de transporte e a matriz energética. Apesar da pressão por um sistema elétrico, ele demonstrou cautela, citando custos elevados, dependência de fornecedores e riscos contratuais.
Pivetta afirmou que a decisão será técnica e garantiu que a solução sairá ainda durante o período em que está à frente do governo. Ele reforçou que a meta é encerrar de vez um impasse que já dura mais de uma década.
Featured
Morador de Cuiabá ganha R$ 50 mil após pedir nota fiscal de estacionamento de R$ 16

Sorteio distribuiu R$ 130 mil entre 44 participantes; prêmio principal saiu para consumidor do bairro Coophema
_R$ 130 MIL EM PRÊMIOS_
*Nota Cuiabana: morador do Coophema ganha R$ 50 mil após pedir nota de estacionamento de R$ 16*
Uma nota fiscal de R$ 16, emitida por um serviço de estacionamento, foi a sorteada para o maior prêmio do sexto sorteio de 2026 da Nota Cuiabana Premiada. O documento garantiu R$ 50 mil a um morador do bairro Coophema. O sorteio foi realizado nesta quarta-feira (16), em Cuiabá.
O resultado reforça a proposta do programa de estimular os consumidores a pedirem a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) com CPF. Cada documento emitido dentro das regras da campanha gera automaticamente cupons eletrônicos que podem concorrer aos sorteios.
Além do prêmio principal, o sorteio contemplou outros 43 participantes. A segunda maior premiação, de R$ 25 mil, ficou com uma moradora do Residencial Park Diplomata Consil. O terceiro prêmio, de R$ 10 mil, foi destinado a uma moradora do Morada do Ouro II, enquanto um morador da região Centro-Norte recebeu R$ 5 mil.
Outros 40 participantes foram contemplados com R$ 1 mil cada, totalizando R$ 130 mil distribuídos nesta edição. Para participar, o contribuinte deve estar cadastrado no programa e solicitar a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) com CPF ao contratar serviços em Cuiabá.
A campanha integra o calendário oficial de sorteios da Prefeitura de Cuiabá para 2026, estabelecido pela Secretaria Municipal de Economia. A programação prevê nove sorteios ao longo do ano, com uma edição especial em dezembro.
O secretário adjunto de Receita, Thiago Semensato, destaca que o procedimento é simples e começa no momento em que o consumidor solicita a nota fiscal ao contratar um serviço.
“Sempre que você tomar serviços, peça a nota fiscal. Neste mês, tivemos um contribuinte que ganhou R$ 50 mil por ter pedido nota fiscal em um estacionamento. Por isso, incentivo o contribuinte cuiabano a solicitar a nota fiscal sempre que utilizar um serviço”, disse.
A realização periódica dos sorteios dá continuidade ao cronograma da Nota Cuiabana Premiada e amplia a participação dos consumidores na emissão de documentos fiscais.
Featured
Polícia Civil prende suspeito e recupera caminhão roubado em Rondonópolis

Investigação localizou o veículo em imóvel onde também foram encontrados jammers, placas e partes de outros veículos roubados e parcialmente desmontados
A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu em flagrante, na tarde desta terça-feira (15.9), um homem de 33 anos, suspeito de envolvimento em um roubo de caminhão ocorrido durante a madrugada nas proximidades de Ouro Branco do Sul, distrito de Rondonópolis.
A ocorrência chegou ao conhecimento da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis após o registro de um roubo praticado por quatro suspeitos, que, com arma de fogo, abordaram um caminhoneiro de 49 anos e subtraíram o cavalo mecânico Volvo/FH 540 6x4T.
Segundo relato do caminhoneiro, ele foi obrigado a desengatar o reboque do veículo e, posteriormente, colocado em outro automóvel pelos criminosos. Ele foi levado para uma região de mata e permaneceu sob vigilância por aproximadamente quatro horas.
Durante o período, os suspeitos questionaram a vítima sobre a existência de um rastreador no caminhão. Na sequência, o caminhoneiro teve as mãos e os pés amarrados e foi abandonado em uma plantação.
Diante das informações, os policiais civis realizaram diligências e pesquisas nos sistemas de monitoramento, constatando que o caminhão havia retornado para Rondonópolis. Com apoio da empresa proprietária, a equipe obteve o último sinal do rastreador, indicando a região do bairro Jardim Rui Barbosa.
Com base nas informações, a equipe foi ao endereço indicado e localizou, no interior do imóvel, um cavalo mecânico com as mesmas características do veículo roubado. A identificação da empresa confirmou tratar-se do caminhão subtraído.
No interior do imóvel, os investigadores localizaram um homem de 33 anos e dois equipamentos conhecidos como jammers, utilizados para bloquear sinais de rastreamento. Um dos aparelhos estava instalado no interior do cavalo mecânico e outro estava na lateral do veículo, conectado a uma bateria.
Além do caminhão recuperado, a equipe encontrou no imóvel placas de identificação e partes de outros veículos, alguns deles já parcialmente desmontados. Durante a checagem de um dos chassis, os policiais constataram que a identificação correspondia a um veículo Hyundai HB20S, roubado anteriormente em Rondonópolis, cuja vítima é um homem de 43 anos.
Diante dos indícios de que o imóvel estava sendo utilizado para ocultação e desmonte de veículos roubados, a equipe acionou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou os procedimentos periciais no local.
O suspeito foi conduzido à sede da Derf de Rondonópolis, juntamente com os materiais e veículos localizados, e apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis, ficando à disposição da Justiça.
Featured
Em que os nossos jovens estão pensando?

Há uma pergunta que Mato Grosso precisa fazer com mais frequência — não apenas nas escolas, universidades ou durante as campanhas eleitorais: em que os nossos jovens estão pensando? Não apenas em que profissão desejam seguir ou quanto pretendem ganhar, mas que vida desejam construir, que cidade imaginam para si e, sobretudo, se pretendem construir esse futuro aqui.
Mato Grosso vive uma circunstância aparentemente confortável. O Estado apresentou, em 2024, a menor taxa anual de desocupação do país, de 2,6%, e a maior taxa de ocupação entre as pessoas de 14 anos ou mais, de 68,4%. No primeiro semestre de 2025, foram criados mais de 32 mil empregos formais, muitos ocupados por jovens.
Mas emprego não é sinônimo de futuro. Pesquisa do British Council, realizada em 2025 com 3.248 jovens brasileiros de 16 a 35 anos, mostra que 70% sonham com o empreendedorismo. Entre os principais problemas no trabalho aparecem salários abaixo das expectativas, apontados por 66%, e jornadas longas, mencionadas por 56%. Entre as prioridades para o poder público estão mais oportunidades de emprego e estágio e uma educação mais prática, voltada ao trabalho.
O dado sugere algo importante: o jovem não está necessariamente recusando o trabalho; está procurando autonomia, sentido e possibilidade de construir uma vida própria. Mato Grosso precisa prestar atenção nisso.
Temos uma economia que oferece oportunidades, mas precisamos perguntar se nossas cidades oferecem condições para que essas oportunidades se transformem em projetos de vida.
Um jovem pode encontrar emprego em Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Sorriso ou Lucas do Rio Verde e, ainda assim, partir porque não encontra universidade, cultura, esporte, lazer, segurança, transporte ou perspectivas profissionais compatíveis com suas ambições.
É nesse ponto que a discussão sobre juventude passa a ser também uma discussão sobre cidade. Cuiabá precisa compreender que disputar talentos será uma das grandes questões das próximas décadas.
Não basta formar bons profissionais se eles precisarem deixar a cidade para encontrar ambientes mais favoráveis. Uma capital que pretende ser centro de serviços, tecnologia, saúde, educação e negócios precisa também ser uma cidade na qual o jovem queira viver.
O empreendedorismo revela outra mudança. Segundo o Sebrae Mato Grosso, 32% dos empreendedores do Estado têm entre 18 e 34 anos — mais de 160 mil pessoas. É uma juventude que não deseja apenas procurar uma vaga; parte dela quer criar o próprio trabalho, a própria empresa e a própria fonte de renda.
Isso deveria mudar nossa maneira de pensar políticas públicas. Precisamos aproximar escola, universidade, formação profissional, empresas e empreendedorismo. E precisamos reconhecer o jovem não como alguém que simplesmente deve ser conduzido, mas como alguém capaz de produzir, empreender, criar e participar das decisões sobre o lugar onde vive.
A educação continua sendo decisiva. O Ideb de Mato Grosso avançou no ensino fundamental em 2025, mas permaneceu estável no ensino médio, com índice 4,4. É justamente nessa passagem para a vida adulta que precisamos preparar melhor nossos jovens para trabalhar, empreender e fazer escolhas conscientes.
Há também uma dimensão cívica. Em 2026, o TRE-MT estimou que cerca de 157 mil mato-grossenses entre 15 e 17 anos não estavam inscritos na Justiça Eleitoral. Apenas aproximadamente 59 mil tinham título eleitoral. O dado não permite saber o que esses jovens pensam politicamente, mas mostra o tamanho do espaço existente para aproximá-los da vida pública.
Talvez devêssemos parar de perguntar por que os jovens não se interessam pela política e começar a perguntar o que estamos oferecendo a eles para que a política lhes pareça importante.
A mesma pergunta vale para a cidade. Se queremos que um jovem se interesse por Cuiabá, precisamos construir uma Cuiabá pela qual valha a pena se interessar. Se queremos que permaneça em Mato Grosso, precisamos oferecer não apenas trabalho, mas possibilidades.
Mato Grosso passou décadas construindo sua força econômica. O próximo passo talvez seja menos visível, mas não menos decisivo: construir um ambiente em que as pessoas que nasceram aqui — e aquelas que escolheram vir para cá — desejem permanecer e realizar seus projetos.
Porque a maior riqueza de um Estado não está apenas naquilo que ele produz, mas na capacidade de formar pessoas capazes de produzir o futuro.
Antes de perguntar quanto Mato Grosso produzirá daqui a vinte anos, talvez devêssemos fazer uma pergunta mais simples: quando chegarmos lá, os nossos jovens ainda desejarão estar aqui?
_____________________
*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.
Agro Mato Grosso15 horas agoCaminhoneiro é preso com documento falso para carregar soja em MT
Agro Mato Grosso15 horas agoServidor Público de 21 anos morre após acidente entre carro e carreta na BR-163 em MT
Sustentabilidade23 horas agoProdução de soja e milho muda perfil da mão de obra no campo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoA importância do trigo tropical e os desafios do manejo da brusone – MAIS SOJA
Sustentabilidade21 horas agoDepois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso23 horas agoSemente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja
Business23 horas agoSoja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura
Sustentabilidade19 horas agoEfeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

















