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“Alívio importante na carga tributária”, diz setor frigorífico após decisão do Estado sobre Fethab

A decisão do Governo de Mato Grosso de manter o congelamento dos valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o fim deste ano e não renovar o Fethab 2 a partir de 2027 foi reconhecida pelo Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
A medida, anunciada nesta sexta-feira (10) pelo governador Otaviano Pivetta, atende a uma demanda do setor produtivo e reduz a pressão sobre os custos de produção.
Em nota, o sindicato afirmou que a decisão “representa um alívio importante na carga tributária em um momento de pressão sobre os custos de produção”.
A entidade também destacou a atuação de instituições que contribuíram para o debate, como a Famato, o IMEA e o Fórum Agro MT.
Segundo o Sindifrigo-MT, “a decisão equilibra o atendimento às demandas do setor produtivo com a responsabilidade fiscal e a continuidade dos investimentos em infraestrutura no Estado”.
NOTA
O Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT) manifesta reconhecimento à decisão do Governo do Estado de não reeditar o Fethab 2 para 2027 e manter o congelamento dos valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até o fim deste ano.
A medida, anunciada pelo governador Otaviano Pivetta durante seminário com representantes do setor produtivo, atende a uma demanda histórica dos produtores rurais e representa um alívio importante na carga tributária em um momento de pressão sobre os custos de produção.
O Sindifrigo-MT destaca o papel fundamental das entidades que conduziram esse processo de forma técnica e articulada, em especial a Famato, sob a liderança do presidente Vilmondes Tomain, o IMEA, referência nacional em inteligência de dados do agro, e o Fórum Agro MT, que atuaram de forma integrada na construção desse resultado.
A decisão demonstra sensibilidade às demandas do setor produtivo, ao mesmo tempo em que preserva a responsabilidade fiscal e garante a continuidade dos investimentos em infraestrutura no Estado.
O Sindifrigo-MT parabeniza, de forma especial, o produtor rural mato-grossense, que sustenta a economia estadual e segue como pilar do desenvolvimento. A não reedição do Fethab 2 simboliza a força da mobilização do agro e o reconhecimento da importância estratégica do setor para Mato Grosso.
Paulo Bellincanta
Presidente do Sindifrigo-MT
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USDA traz novos números da soja brasileira; saiba o que mudou e o que mantém o mercado travado

O mercado brasileiro de soja encerrou mais uma semana de pouca movimentação, refletindo um cenário de preços pressionados e negócios travados. A combinação de oscilações na Bolsa de Chicago, influenciadas por fatores externos como o conflito no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo, com a queda do dólar no Brasil, reduziu o apetite tanto de produtores quanto de compradores.
USDA
O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe um panorama de relativa estabilidade para a safra norte-americana 2025/26. A produção foi mantida em 4,262 bilhões de bushels (116 milhões de toneladas), com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo os números de março e indicando ausência de novos fatores altistas relevantes.
Os estoques finais dos Estados Unidos também vieram praticamente em linha com as expectativas do mercado, estimados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas). Apesar de levemente acima do esperado, o número não trouxe impacto significativo nas cotações.
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No quadro de oferta e demanda, o USDA elevou o esmagamento para 2,610 bilhões de bushels, enquanto reduziu as exportações para 1,540 bilhão, sinalizando ajustes pontuais, mas sem alterar de forma expressiva o balanço global.
Em nível mundial, a safra de soja 2025/26 foi projetada em 427,41 milhões de toneladas, com leve aumento frente ao relatório anterior. Já os estoques finais globais foram reduzidos para 124,79 milhões de toneladas, ficando abaixo das expectativas do mercado, um dos poucos pontos com viés mais positivo.
Brasil
Para a América do Sul, o USDA manteve a projeção da safra brasileira em 180 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto elevou a estimativa da safra 2024/25 para 172,5 milhões. A produção da Argentina permaneceu estável, reforçando a percepção de ampla oferta global.
A demanda chinesa, principal motor do mercado, também não trouxe novidades, com importações mantidas em 112 milhões de toneladas para 2025/26, indicando um cenário de estabilidade no consumo.
No Brasil, o ritmo de comercialização da safra 2025/26 avançou para 48,1% da produção estimada, segundo a Safras & Mercado. Apesar da evolução frente ao mês anterior, o índice segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também da média histórica, reforçando a cautela dos produtores diante dos preços.
A comercialização antecipada também mostra avanço tímido, atingindo 3,9% da safra projetada, ainda distante da média de cinco anos, o que evidencia a postura defensiva do produtor em um ambiente de margens pressionadas e incertezas externas.
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Preço da cesta básica se mantém estável em Cuiabá na segunda semana de abril

O Boletim Semanal da Cesta Básica apontou estabilidade no preço do mantimento em Cuiabá nesta segunda semana de abril. O levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) registrou uma variação de apenas 0,04%. Com isso, o custo médio da cesta está em R$ 826,90.
Em relação ao mesmo período de 2025, a variação da cesta básica segue negativa, com o valor atual 1,24% menor, frente aos R$ 837,26 registrados à época.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a manutenção no preço da cesta em Cuiabá, ressaltando que é possível observar variações mais expressivas em produtos específicos.
“A continuidade da estabilidade no custo médio da cesta básica indica um cenário de acomodação dos preços no início de abril. Já o comportamento dos preços segue heterogêneo, com altas pontuais em itens específicos sendo compensadas por quedas ou constância na maioria dos produtos”, disse.
Dentre os principais produtos com maiores variações de preço, o tomate apresenta redução de 1,79% na variação semanal, chegando a R$ 8,89/kg. Conforme análise do IPF-MT, a variação registrada pode estar associada à mudança de safra, com algumas lavouras em início do ciclo produtivo, aumentando a oferta e contribuindo para a redução dos preços.
Já a batata registra aumento de 1,60%, atingindo média de R$ 4,65/kg. Para o instituto, o avanço da última semana pode estar associado à demanda sazonal da Semana Santa. Além disso, a baixa qualidade observada no mercado, somada à alta demanda pelo produto, contribuiu para esse aumento momentâneo de preços.
O leite também apresentou variação positiva de 1,58%, alcançando preço médio de R$ 6,56 por litro. A alta dos custos operacionais, somada ao baixo índice de captação de leite e ao aumento nos custos de alimentação animal, pode ter contribuído para a elevação registrada.
Apesar do aumento pontual em itens relevantes da cesta, Wenceslau Júnior ressaltou que “o patamar atual segue inferior ao registrado no ano passado, favorecendo a avaliação de médio prazo da inflação dos alimentos em Cuiabá”.
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Produção da pecuária de Mato Grosso deve movimentar R$ 42,1 bilhões este ano

A produção pecuária de Mato Grosso deve movimentar R$ 42,1 bilhões em 2026, crescimento de 6,8% em relação a 2025, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com o avanço, a atividade tende a ampliar sua participação dentro do agronegócio estadual e responder por cerca de 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP).
No total, o VBP da agropecuária de Mato Grosso está projetado em R$ 208,3 bilhões neste ano, com a pecuária ganhando relevância em um cenário de menor desempenho da agricultura.
Parte desse movimento já é observada no campo. No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou o abate de 1,8 milhão de cabeças de bovinos, o maior volume já contabilizado para o período, com alta de 6,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
O resultado reforça a capacidade produtiva de Mato Grosso e consolida o estado como um dos principais polos da pecuária brasileira, com produção voltada tanto ao abastecimento interno quanto ao mercado internacional.
“A pecuária mostra sua força ao crescer mesmo em um cenário de retração econômica. Isso acontece porque o setor está mais eficiente, mais tecnificado e conectado às demandas do mercado, seja ele interno ou externo”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
O desempenho positivo da atividade é sustentado, principalmente, pela valorização da arroba do boi gordo e pela demanda firme por animais terminados, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.
Ao mesmo tempo, o setor já apresenta sinais de mudança no ciclo produtivo. A retenção de fêmeas no campo, estratégia adotada pelos produtores, indica uma possível redução gradual da oferta de animais ao longo do ano, o que tende a dar sustentação aos preços.
“A retenção de fêmeas e a valorização da arroba indicam um ambiente favorável para os próximos meses. O produtor que estiver alinhado com eficiência e qualidade tende a aproveitar melhor esse momento de mercado”, destaca o diretor de Projetos do Imac.
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