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Dívidas no campo disparam e acelera projeto de renegociação no Congresso Nacional

A renegociação das dívidas do produtor rural avançou na agenda do Congresso Nacional. A medida surge em resposta ao aumento da inadimplência no campo, que atingiu 7,4% em fevereiro — o maior nível já registrado.
A proposta vem sendo articulada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e por entidades do setor, como a Aprosoja Brasil, com o objetivo de viabilizar a repactuação de passivos e garantir condições financeiras para a próxima safra.
Pressão política para acelerar votação
Nos últimos dias, lideranças do agro intensificaram as articulações em Brasília. Uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou a prioridade do tema na pauta legislativa.
Segundo o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, houve avanço no convencimento de parlamentares sobre a gravidade do endividamento rural.
De acordo com ele, o projeto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em 2025 e aguardava andamento no Senado. Agora, há sinalizações positivas para acelerar a tramitação.
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Renan Calheiros, indicou que deve dar seguimento à proposta. Além disso, a senadora Tereza Cristina também acompanha as discussões e reconhece a urgência do tema.
Prazo apertado preocupa setor
A expectativa das entidades é de que o projeto seja aprovado ainda em abril no Senado e retorne à Câmara para conclusão. O objetivo é finalizar todo o processo antes de junho.
O prazo é considerado crítico. Isso porque, sem uma solução até o meio do ano, produtores podem enfrentar dificuldades para acessar crédito e financiar a próxima safra.
Segundo Fabrício Rosa, o cenário atual combina margens apertadas e incertezas no mercado internacional, o que agrava a situação financeira no campo.
Proposta pode incluir novos modelos de renegociação
Além da renegociação tradicional de dívidas, o texto em discussão pode trazer mecanismos mais amplos de reestruturação financeira.
Entre as alternativas avaliadas está a securitização de dívidas em modelo privado, diferente das soluções convencionais já adotadas no passado.
A ideia é criar instrumentos que permitam reorganizar os passivos de forma mais eficiente, reduzindo o risco de inadimplência e garantindo a continuidade da produção.
Próximos passos no Congresso
As entidades do agro devem acompanhar de perto a tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos. O foco é contribuir com dados técnicos e análises que sustentem a necessidade da medida.
A expectativa do setor é que o texto final reflita a realidade dos produtores e ofereça alternativas viáveis para superar o endividamento.
Enquanto isso, o tema segue como uma das principais prioridades da agenda econômica do agronegócio no Congresso.
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Business
Setor de biodefensivos avança no Brasil e faturamento pode chegar a R$ 7,8 bilhões em 2026

O setor de biodefensivos tem avançado no Brasil como alternativa aos insumos químicos e pode atingir faturamento de R$ 7,8 bilhões em 2026, acima dos R$ 6,3 bilhões registrados no ano anterior.
As projeções foram apresentadas pelo engenheiro-agrônomo da Cogny, Ivan Zorzzi, durante a Tecnoshow Comigo 2026, em Rio Verde (GO). Segundo ele, a tendência é de crescimento contínuo nos próximos anos.
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De acordo com estimativas da IHS Markit, o faturamento do setor pode alcançar R$ 16,8 bilhões até 2030.
Durante a feira, a Cogny, ecossistema de insumos biológicos que reúne as empresas Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss e Biojet, apresentou tecnologias desenvolvidas em parceria com a Embrapa. As soluções incluem controle de fungos de solo, proteção contra estresse hídrico e aumento da eficiência nutricional das plantas.
A empresa destacou que o uso de biodefensivos no manejo agrícola tende a ganhar ainda mais espaço no país. Segundo Zorzzi, na safra 2025/26, a cada R$ 100 investidos no campo, cerca de R$ 10 foram destinados aos biológicos. A expectativa é de que essa participação chegue a R$ 40 a cada R$ 100 investidos até a safra 2033/34.
Entre as tecnologias apresentadas estão o Eficaz Control, voltado ao controle de fungos de solo com potencial de substituir aplicações químicas; o Hydratus, que atua na proteção das plantas contra o estresse hídrico; e soluções para solubilização de fósforo, que aumentam a eficiência nutricional das culturas.
Para o vice-presidente comercial e de marketing (CCO) da Cogny, Jair A. Swarowsky, o avanço dessas soluções está ligado à integração entre pesquisa e produção. Segundo ele, a combinação entre ciência e escala industrial permite transformar conhecimento em ferramentas aplicáveis no campo.
A expansão dos biodefensivos acompanha uma tendência do setor agropecuário de aumentar a produtividade com maior eficiência e menor impacto ambiental, sem necessidade de ampliar a área cultivada.
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Agro Mato Grosso
Safra de soja em MT supera desafios climáticos e chega a 51,56 milhões t

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas. A nova projeção, apresentada em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (06/04), também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
Agro Mato Grosso
Mato Grosso bate record empregos em fevereiro I agro.mt

O mercado de trabalho em Mato Grosso registrou saldo positivo em fevereiro de 2026, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Ao todo, foram criadas 4.749 vagas formais no período, com destaque para o setor de serviços, responsável pela geração de 3.023 postos.
O desempenho positivo foi parcialmente compensado pelo resultado da agropecuária, que apresentou saldo negativo de 1.351 vagas. Segundo a análise, o recuo está ligado a fatores sazonais, especialmente ao encerramento da colheita da soja, quando ocorre o desligamento de trabalhadores temporários contratados no início do ciclo produtivo.
O cenário reflete a dinâmica típica do agronegócio, em que períodos de forte contratação são seguidos por ajustes no quadro de funcionários conforme o avanço das etapas da produção no campo.
No cenário internacional, os dados também indicam mudanças no ritmo do mercado de trabalho. Nos Estados Unidos, a Pesquisa de Vagas de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra (JOLTS), divulgada pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, apontou queda no número de vagas abertas em fevereiro de 2026, totalizando 6,9 milhões.
O resultado reflete a redução nas contratações, que atingiram o menor nível desde abril de 2020. Com as demissões mantendo-se estáveis, o dado sinaliza uma desaceleração gradual do mercado de trabalho norte-americano.
Esse movimento reforça as expectativas de possíveis cortes de juros nos Estados Unidos, uma vez que a perda de fôlego no emprego tende a influenciar decisões de política monetária.
O contraste entre os dois cenários evidencia, de um lado, a força do setor de serviços no Brasil, especialmente em regiões como Mato Grosso, e, de outro, sinais de ajuste na economia norte-americana, com impacto potencial sobre os mercados globais.
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