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Colheita de arroz no Rio Grande do Sul atinge 70% da área cultivada, aponta Emater

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Foto: Freepik

A cultura do arroz no Rio Grande do Sul entra na fase final do ciclo, com cerca de 70% da área cultivada já colhida, de acordo com o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (9). As operações foram intensificadas nas últimas semanas, impulsionadas por condições climáticas favoráveis, que alternaram períodos de tempo firme com chuvas leves.

Segundo a Emater, “de modo geral, as produtividades confirmam o bom desempenho e refletem as condições favoráveis ao longo do ciclo”, resultado da adequada disponibilidade de radiação solar e do manejo hídrico eficiente. No entanto, ainda são observadas heterogeneidades relacionadas à logística de recebimento e à qualidade final do produto, especialmente quanto à presença de impurezas e ao rendimento industrial.

As lavouras que ainda permanecem estão em maturação, com pequena parcela em enchimento de grãos, indicando que a colheita deve se estender até o final de abril. A área cultivada chega a 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), e a produtividade projetada pela Emater-RS é de 8.744 kg por hectare.

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Safra da noz-pecã deve se recuperar após dois ciclos consecutivos de quebra

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Foto: Public Domain Pictures

A safra brasileira de noz-pecã em 2026 deve se aproximar de 8 mil toneladas, acima das projeções iniciais, favorecida pela regularidade climática e pela evolução no manejo dos pomares, conforme estivativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

O resultado ocorre após dois ciclos afetados por adversidades que comprometeram a produção. De acordo com o presidente da entidade, Claiton Wallauer, a tendência de crescimento já era percebida desde o período de floração entre outubro e novembro.

“O clima ajudou, deu chuvas regulares dentro do período, e há uma possibilidade de nós termos uma safra que pode passar das 7 mil toneladas, quase chegando a 8 mil toneladas”, projeta.

Segundo ele, além do volume, a qualidade da produção também se destaca neste ano. “E está se mostrando também a qualidade das frutas muito boas, isso tem sido relatado pelos produtores”, aponta.

Desafios do setor

O presidente do IBPecan considera que o principal desafio do setor é o aumento da produtividade, com foco em manejo e tecnologia. “O que se destaca muito, agora, na linha do manejo, é começarmos a aumentar as produções para chegarmos mais próximos das duas toneladas por hectare, saltando da média de uma tonelada por hectare”, pontua.

O dirigente aponta que esse avanço depende da adoção de técnicas de manejo e do uso de novos cultivares, com apoio de instituições de pesquisa e assistência técnica.

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Com guerra no Oriente Médio, preços dos fertilizantes chegam a crescer até 39%

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A escalada das tensões no Oriente Médio tem impactado o mercado de fertilizantes e os custos do agronegócio brasileiro e movimentos do setor pode agravar a situação. Segundo Maisa Romanelo, engenheira agrônoma e especialista em fertilizantes da Safras & Mercado, a paralisação de unidades da Mosaic no Brasil em Minas Gerais, que produziam cerca de 1 milhão de toneladas de fosfato, reforça a vulnerabilidade do país, altamente dependente de importações.

“Essa é uma notícia negativa para o setor, pois evidencia gargalos na produção interna e aumenta a dependência do mercado externo em um momento de preços elevados”, afirma.

A alta dos fertilizantes já é significativa desde o início do conflito. De acordo com Romanelo, a ureia subiu cerca de 39%, passando de US$ 550 para US$ 765 por tonelada no porto.
Outros produtos também registraram valorização:

  • Sulfato de amônio: alta de 27%
  • Nitrato: alta de 10%

Os níveis atuais de preços se aproximam dos registrados em 2022, durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apesar do cenário de pressão, a especialista avalia que o risco de falta de fertilizantes no Brasil é baixo no curto prazo.

Segundo ela, o país ainda consegue importar de diferentes origens. No entanto, o principal impacto será no custo pago pelo produtor.

“O problema não é a disponibilidade imediata, mas o preço e o risco de concentração de demanda no segundo semestre, o que pode gerar gargalos logísticos”, explica.

A postergação das compras por parte dos produtores pode intensificar esse cenário, elevando ainda mais os preços e dificultando a entrega no momento do plantio.

Margens apertadas no campo

Com a alta dos fertilizantes e os atuais preços da soja e do milho, a relação de troca se deteriorou. Segundo Romanelo, os indicadores já estão nos piores níveis dos últimos anos.

A situação varia conforme o perfil do produtor, mas a tendência é de margens mais apertadas e maior necessidade de planejamento.

“Qualquer variável pode ter impacto decisivo na formação de custos e na rentabilidade. Isso exige decisões mais estratégicas”, afirma.

Estratégia de compra exige cautela

Diante da volatilidade, a recomendação é evitar decisões concentradas. Para o cloreto de potássio, que não sofre impacto direto do conflito, a orientação é antecipar compras, já que os preços seguem em alta gradual.

Já para fosfatados e nitrogenados, o cenário é mais incerto. A especialista recomenda compras parceladas e atenção às oportunidades de mercado.

“Não é o momento de concentrar todas as compras. O ideal é diversificar estratégias e acompanhar fatores como dólar, logística e evolução do conflito”, destaca.

Mesmo em caso de alívio geopolítico, a expectativa é de que os preços não recuem rapidamente. A normalização depende da retomada das exportações no Oriente Médio e da regularização das rotas logísticas.

Com isso, o cenário para a safra 2026/27 segue marcado por custos elevados, maior exposição ao mercado externo e necessidade de gestão mais rigorosa por parte dos produtores.

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Setor de biodefensivos avança no Brasil e faturamento pode chegar a R$ 7,8 bilhões em 2026

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Foto: Ministério da Agricultura

O setor de biodefensivos tem avançado no Brasil como alternativa aos insumos químicos e pode atingir faturamento de R$ 7,8 bilhões em 2026, acima dos R$ 6,3 bilhões registrados no ano anterior.

As projeções foram apresentadas pelo engenheiro-agrônomo da Cogny, Ivan Zorzzi, durante a Tecnoshow Comigo 2026, em Rio Verde (GO). Segundo ele, a tendência é de crescimento contínuo nos próximos anos.

De acordo com estimativas da IHS Markit, o faturamento do setor pode alcançar R$ 16,8 bilhões até 2030.

Durante a feira, a Cogny, ecossistema de insumos biológicos que reúne as empresas Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss e Biojet, apresentou tecnologias desenvolvidas em parceria com a Embrapa. As soluções incluem controle de fungos de solo, proteção contra estresse hídrico e aumento da eficiência nutricional das plantas.

A empresa destacou que o uso de biodefensivos no manejo agrícola tende a ganhar ainda mais espaço no país. Segundo Zorzzi, na safra 2025/26, a cada R$ 100 investidos no campo, cerca de R$ 10 foram destinados aos biológicos. A expectativa é de que essa participação chegue a R$ 40 a cada R$ 100 investidos até a safra 2033/34.

Entre as tecnologias apresentadas estão o Eficaz Control, voltado ao controle de fungos de solo com potencial de substituir aplicações químicas; o Hydratus, que atua na proteção das plantas contra o estresse hídrico; e soluções para solubilização de fósforo, que aumentam a eficiência nutricional das culturas.

Para o vice-presidente comercial e de marketing (CCO) da Cogny, Jair A. Swarowsky, o avanço dessas soluções está ligado à integração entre pesquisa e produção. Segundo ele, a combinação entre ciência e escala industrial permite transformar conhecimento em ferramentas aplicáveis no campo.

A expansão dos biodefensivos acompanha uma tendência do setor agropecuário de aumentar a produtividade com maior eficiência e menor impacto ambiental, sem necessidade de ampliar a área cultivada.

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