Sustentabilidade
Soja: line-up prevê embarques de 16,656 mi de toneladas pelo Brasil em abril

O line-up, que indica a programação de embarques nos portos brasileiros, apontou exportações de 15,860 milhões de toneladas de soja em grão em março, reforçando o ritmo aquecido dos envios no período.
Para abril, a projeção é ainda mais elevada: 16,656 milhões de toneladas, conforme levantamento da Safras & Mercado. O volume representa um avanço expressivo em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações somaram 13,476 milhões de toneladas.
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Já para maio de 2026, a previsão é de embarques mais modestos, estimados em 1,407 milhão de toneladas.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, a programação aponta para embarques de 45,243 milhões de toneladas de soja. Como base de comparação, dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, entre janeiro e março de 2025, foram exportadas 22,155 milhões de toneladas.
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Sustentabilidade
Número de nódulos afeta a produtividade da soja? – MAIS SOJA

A fixação biológica de nitrogênio, popularmente conhecida como FBN apresenta um papel reconhecido na nutrição da soja. A simbiose entre plantas e bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero Bradyrhizobium é capaz de fornecer todo o nitrogênio necessário para boas produtividades de soja.
Entretanto, a capacidade dessa simbiose em suprir nitrogênio à planta depende tanto da eficiência dos nódulos quanto da quantidade de nódulos efetivamente ativos da FBN. Considerando que a nodulação está diretamente relacionada ao fornecimento de nitrogênio, pode-se afirmar que nódulos mais eficientes e em maior número contribuem para elevar a disponibilidade desse nutriente na planta, resultando em maior atividade fotossintética, maior acúmulo de biomassa e, consequentemente, incremento no rendimento de grãos.
Conforme observado por Brandelero; Peixoto; Ralisch (2009), ainda que possa variar em função das condições edafoclimáticas e cultivares de soja, estima-se que mais de 40% do rendimento de grão se correlacionaram com os componentes da nodulação das cultivares de soja, podendo a nodulação afetar a produtividade final da cultura.
Nesse contexto, a presença de um número adequado de nódulos sadios e eficientes é determinante para a obtenção de altas produtividades na soja. De acordo com recomendações de manejo da cultura, para que a FBN supra de forma efetiva a demanda de nitrogênio, são necessários aproximadamente 15 a 30 nódulos por planta, ou entre 100 e 200 mg de massa seca de nódulos, no período de florescimento (Hungria; Campo; Mendes, 2001).
Corroborando a influência do número de nódulos na produtividade da soja, Fipke (2015) observou uma relação positiva do número de nódulos da FBN com a produtividade da soja, indicando que, para as condições do presente estudo, cada nódulo (planta-1 ha-1) é foi responsável pelo incremento de 14,37 kg de grãos ha-1.
Figura 1. Distribuição e equação linear relacionando a produtividade de grãos com o número de nódulos.
Embora essa relação possa variar em função da cultivar, do ambiente e das condições climáticas, é evidente que a nodulação da soja está associada à produtividade da cultura. No entanto, ainda são necessários estudos mais aprofundados para compreender a magnitude e a dinâmica dessa relação, especialmente no que se refere ao número ideal de nódulos capazes de sustentar altos níveis produtivos. Esse conhecimento é fundamental para o estabelecimento de faixas ótimas de nodulação, considerando o potencial e as exigências das cultivares modernas.
Confira o estudo completo desenvolvido por Fipke (2015) clicando aqui!
Veja mais: Quando avaliar a nodulação da soja?

Referências:
BRANDELERO, E. M.; PEIXOTO, C. P.; RALISCH, R. NODULAÇÃO DE CULTURAS DE SOJA E SEUS EFEITOS NO RENDIMENTO DE GRÃOS. Semina: Ciências Agrária, 2009. Disponível em: < https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/semagrarias/article/view/3559/2873 >, acesso em: 08/04/2026.
FIPKE, G. M. CO-INOCULAÇÃO E PRÉ-INOCULAÇÃO DE SEMENTES DE SOJA. Universidade Federal de Santa Maria, Dissertação de Mestrado, 2015. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/5150/FIPKE%2C%20GLAUBER%20MONCON.pdf?sequence=1 >, acesso em: 08/04/2026.
HUNGRIA, M.; CAMPO, R. J.; MENDES, I. C. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DO NITROGÊNIO NA CULTURA DA SOJA. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 35; Embrapa Cerrados, Circular Técnica, n. 13, 2001. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CNPSO/18515/1/circTec35.pdf >, acesso em: 08/04/2026.

Sustentabilidade
Caruru-roxo se espalha nas lavouras e eleva os desafios no manejo da soja

Aspectos técnicos e comerciais relacionados à dificuldade de manejo do caruru-roxo (Amaranthus hybridus) na cultura da soja estarão no centro das discussões de um painel sobre plantas daninhas de difícil controle, no dia 13 de abril, das 10h30 às 12h, durante a Expo Londrina, em Londrina (PR). O encontro será realizado no auditório do Pavilhão SmartAgro, com participação de especialistas e representantes das cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.
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O debate será conduzido pelo pesquisador Rafael Romero Mendes, que deve contextualizar o avanço da planta daninha nas últimas safras. Segundo ele, há cerca de quatro ciclos produtivos a infestação cresceu de forma significativa no Rio Grande do Sul e, mais recentemente, passou a preocupar também produtores de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Apesar da existência de diferentes espécies de caruru, as principais apresentam comportamento semelhante, marcado por crescimento rápido e agressivo, produção de sementes pequenas, alta capacidade de dispersão e elevado potencial de germinação, fatores que dificultam o controle nas lavouras.
O aumento das áreas infestadas está associado, principalmente, à resistência a herbicidas e à disseminação das sementes via maquinário agrícola. Nesse contexto, práticas preventivas ganham relevância, como a limpeza dos equipamentos e a manutenção de palhada no solo, que ajuda a reduzir a germinação das plantas daninhas.
Como alternativa, também é indicado o uso de cultivares com novas biotecnologias. Já no manejo químico, há opções de herbicidas para aplicação em pré-emergência, que atuam impedindo a germinação das invasoras logo após o plantio. A recomendação, no entanto, depende da presença da planta na área ou em regiões vizinhas. Em casos de resistência ao glifosato, o uso de pré-emergentes se torna indispensável.
O uso desses herbicidas, que tem crescido nas últimas safras, exige cuidados específicos. Isso porque cada produto apresenta comportamento distinto conforme o tipo de solo, as condições climáticas e a cultivar de soja utilizada. Um dos principais pontos de atenção é o risco de fitotoxicidade, que pode causar danos à própria cultura, como injúrias, emergência irregular e falhas no estande.
Além dos desafios no campo, o caruru também tem gerado impactos comerciais. Cargas de soja brasileira já foram rejeitadas por compradores internacionais, como a China, devido à presença de sementes da planta daninha. Mesmo dentro de níveis considerados aceitáveis, algumas remessas foram recusadas, evidenciando o rigor dos importadores.
Esse cenário reforça a importância de um manejo eficiente ao longo de todo o ciclo da cultura. Segundo especialistas, não há soluções isoladas: o controle precisa ser contínuo e bem executado desde o início, evitando que plantas invasoras completem seu ciclo e produzam sementes capazes de contaminar novas áreas e comprometer a qualidade da produção.
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Sustentabilidade
Embrapa promove debate sobre dificuldades técnicas e comerciais no manejo de plantas daninhas na soja – MAIS SOJA

Aspectos técnicos e comerciais relacionados à dificuldade de manejo da planta daninha caruru-roxo (Amaranthus hybridus) na cultura da soja irão permear o painel sobre Plantas daninhas de difícil controle – desafios no manejo, no dia 13 de abril, das 10h30 às 12h, no auditório do Pavilhão SmartAgro, da Expo Londrina, realizada em Londrina (PR). Promovido pela Embrapa Soja, com a participação de representantes das cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada, o painel pretende debater os principais problemas enfrentados pelos produtores, na safra passada, no que diz respeito ao manejo de plantas daninhas na cultura.
Desafios no manejo – O pesquisador da Embrapa Soja Rafael Romero Mendes irá conduzir o debate contextualizando a temática. Segundo ele, há cerca de quatro safras a infestação de caruru aumentou significativamente no Rio Grande do Sul, porém, na safra passada, a dificuldade de manejar a planta daninha deixou em alerta também produtores de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Há algumas espécies de caruru, no entanto, as principais apresentam características de agressividade semelhantes entre elas. De forma geral, o caruru costuma ter crescimento rápido e agressivo, tem sementes pequenas, facilidade de dispersão e alta capacidade de germinação.
De acordo com Mendes, o aumento de áreas infestadas vem ocorrendo pela resistência da planta daninha a alguns herbicidas e, principalmente, pela disseminação das sementes via maquinário. “Por isso, indicamos como manejo preventivo, por exemplo, limpar o maquinário que é uma ação simples e que pode reduzir a disseminação de sementes. Outra medida válida é manter o solo sempre com palhada para reduzir a germinação do caruru”, indica Mendes.
Para o pesquisador, também é alternativa de manejo o uso de cultivares com as novas biotecnologias. E, quando se trata de uso de químicos, segundo ele, existem opções de herbicidas para serem usados em pré-emergência da soja para impedir a germinação das plantas daninhas. “A indicação de uso vai depender se a própria área ou áreas vizinhas apresentarem as plantas de caruru. Em caso de resistência a glifosato, o uso de pré-emergentes é indispensável”, explica.
Uso de pré-emergentes – O aumento no uso de herbicidas pré-emergentes no controle de plantas daninhas, como o caruru (Amaranthus hybridus), tem ocorrido nas últimas safras, mas a prática exige cuidados específicos e pode trazer riscos à cultura da soja, se não for bem manejada. Mendes diz que os pré-emergentes são recomendados por sua eficiência em impedir a germinação de plantas daninhas logo após o plantio. No entanto, cada produto possui especificidades, além de apresentar efeitos distintos, conforme o tipo de solo, as condições climáticas e a cultivar de soja utilizada. “Um dos principais pontos de atenção é o risco de fitotoxicidade — ou seja, danos que o herbicida pode causar à própria cultura”, alerta. “Embora os herbicidas sejam desenvolvidos para não afetar a soja, resíduos do produto no solo podem provocar sintomas como injúrias nas plantas, emergência irregular e falhas no estande”, avalia.
Impurezas nos lotes de soja – Além dos desafios agronômicos, outro tema que ganha destaque são os casos de cargas de soja brasileira rejeitadas por compradores internacionais, como a China, devido à presença de sementes de plantas daninhas, incluindo o caruru. “Mesmo dentro de níveis considerados aceitáveis, algumas cargas foram recusadas, evidenciando o rigor comercial e o poder de decisão dos importadores”, diz Mendes.
Esse cenário reacendeu o debate sobre a importância do manejo eficiente de plantas daninhas ao longo de todo o ciclo da cultura. “Não há soluções isoladas, mas o controle deve ser bem executado desde o início, evitando que plantas invasoras completem seu ciclo e produzam sementes que possam contaminar a colheita”, orienta.
Fonte: Embrapa
Autor:Lebna Landgraf (MTb 2903/PR) Embrapa Soja
Site: Embrapa
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