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Balança comercial tem superávit de US$ 6,405 bilhões em março

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Foto: Pixabay

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

As estimativas do mercado para esta leitura variavam de US$ 5,9 bilhões a US$ 8,5 bilhões. Em março, as exportações registraram alta de 10% na comparação com o mesmo mês de 2025, com crescimento de 1,1% em Agropecuária, que somou US$ 8,256 bilhões; avanço de 36,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,359 bilhões; e, por fim, crescimento de 5,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,822 bilhões.

As importações subiram 20,1% em março ante igual mês de 2025, com queda de 10,2% em Agropecuária, que somou US$ 517 milhões; alta de 24,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,171 bilhão; e expansão de 20,8% em Indústria de Transformação, que totalizou US$ 23,347 bilhões.

Acumulado no ano

De acordo com a Secex, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 14,175 bilhões no ano até março. O valor no primeiro trimestre foi alcançado com exportações de US$ 82,338 bilhões e importações de US$ 68,163 bilhões e é 47,6% maior do que no mesmo período de 2025.

No acumulado de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações registraram alta de 7,1%, com crescimento de 2,4% em Agropecuária, que somou US$ 17,205 bilhões; alta de 22,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 20,816 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 43,864 bilhões.

As importações subiram 1,3% de janeiro a março de 2026 ante o mesmo período de 2025, com queda de 19,9% em Agropecuária, que somou US$ 1,379 bilhão; queda de 7,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,772 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 63,540 bilhões.

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Azeitech começa nesta semana com entrada gratuita e programação técnica

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Foto: Erasmo Pereira / Epamig

Nesta sexta-feira (10), o município de Maria da Fé, em Minas Gerais, irá sediar a 6ª edição do Azeitech, realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

O evento gratuito acontece no Campo Experimental da instituição e reúne o 21º Dia de Campo de Olivicultura e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura em sua programação.

As atividades serão voltadas à difusão de conhecimento e inovação na olivicultura. O Dia de Campo inclui palestras sobre temas como manejo de doenças, cultivo das oliveiras, boas práticas e processos de elaboração do azeite. Já na Mostra Tecnológica, empresas do setor apresentam insumos, maquinários e produtos.

Painel técnico

O painel técnico, que também compõe a programação, na parte da tarde do evento, terá como tema “Cenários e Inovações na Olivicultura”. 

Como parte da apresentação do panorama do setor, o diretor de Pesquisa e Inovação da Epamig, Trazilbo de Paula, conduzirá um momento dedicado à apresentação do “Diagnóstico das Cadeias Agropecuárias de Minas Gerais: desafios produtivos, estruturais e tecnológicos”, coordenado pela Epamig e recentemente publicado com o apoio da Fapemig.

“Será um espaço para apresentarmos os resultados do levantamento dos problemas técnicos identificados nas principais cadeias agropecuárias de Minas Gerais. A proposta é trazer um recorte voltado à olivicultura, que se destacou como uma cultura emergente no estado, com potencial de expansão não apenas no Sul de Minas, mas também em outras regiões com condições favoráveis”, destaca Trazilbo de Paula.

De acordo com o diretor, o debate contará com a participação de importantes atores da cadeia, como representantes da Câmara Técnica Setorial de Olivicultura e de associações de produtores, abordando temas relacionados à produção, agregação de valor, aproveitamento de resíduos e rastreabilidade de azeites.

Informações e inscrições

Mais informações sobre a programação da 6ª edição do Azeitech podem ser acessadas nos canais oficiais da Epamig, bem como no site oficial do Azeitech. A participação é gratuita por meio de inscrições no dia e local do evento.

As empresas interessadas em expor seus produtos e serviços na 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura podem entrar em contato com os organizadores do evento por meio do e-mail cemf.evento@epamig.br

Serviços

Data: sexta-feira (10)

Horário: das 7h30 às 17h00

Local: Campo Experimental de Maria da Fé – Av Washington Viglioni s/n°, Vargedo, Maria da Fé (MG), CEP 37517-000

Mais informações: (35) 3662-1227 | cemf.evento@epamig.br

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Apesar de rotas fechadas, setor de frango redireciona cargas e mantém abastecimento

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Foto: Paola Cuenca/Canal Rural

O fechamento de rotas estratégicas no Oriente Médio, em meio à guerra na região, obrigou o setor brasileiro de proteína animal a redesenhar sua logística para manter o abastecimento, especialmente em relação à carne de frango.

A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, durante entrevista ao Mercado & Companhia nesta quarta-feira (8).

Segundo ele, cerca de 70 mil toneladas mensais de carne de frango que passavam pelo Estreito de Ormuz tiveram de ser redirecionadas. “A gente conseguiu colocar mais da metade disso através de alternativas”, afirmou. Os custos, contudo, tiveram que ser revistos.

Rotas alternativas e aumento de custos

Santin explicou que para contornar o bloqueio, empresas passaram a utilizar caminhos mais longos e complexos, com desembarque em países como Arábia Saudita e Omã, além de portos nos Emirados Árabes Unidos antes do estreito.

Também houve uso de rotas via Turquia, com acesso ao Iraque por transporte terrestre.

Setor de proteína animal teve que usar rotas alternativas para contornar prejuízos com o fechamento do Estreito de Ormuz

Além do transporte marítimo, a logística passou a incluir etapas adicionais por terra. Em alguns casos, a carga chega à Arábia Saudita e segue de caminhão para outros destinos da região, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

“Você descarrega em um país e depois precisa transportar por terra para outros mercados. Isso encarece muito a operação”, explicou.

O aumento dos custos é pressionado ainda pelo preço do combustível e pela chamada taxa de risco de guerra cobrada pelas companhias marítimas. “Tem o encarecimento do diesel dos navios, a taxa de guerra e toda essa logística alternativa. Foi muito custoso”, afirmou.

Apesar disso, Santin ressaltou que o foco do setor tem sido garantir o fornecimento. “O mais importante neste momento é manter o abastecimento. A população não pode enfrentar mais essa dificuldade em meio à guerra”, concluiu.

Divisão de custos e foco no abastecimento

De acordo com o presidente da ABPA, o impacto financeiro tem sido compartilhado com os importadores. Mesmo com contratos já firmados, compradores no Oriente Médio têm colaborado para absorver parte dos custos adicionais.

“O custo está sendo dividido com os importadores”, afirmou. Segundo ele, o foco neste momento não é apenas preço, mas garantir o fornecimento. “Muita gente não está olhando custo, e sim em manter o abastecimento”, completou.

Ele destacou ainda que há uma preocupação em evitar desabastecimento e pressão inflacionária sobre alimentos durante o conflito. “A gente está fazendo todos os esforços para que essas pessoas não tenham mais uma dificuldade, que é a falta de alimento”, pontuou.

Estratégia para manter o fluxo

Apesar das dificuldades, o setor conseguiu reduzir parcialmente o impacto logístico causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo Santin, a redução foi limitada graças a estratégias como redirecionamento de cargas e uso de armazenagem. “Conseguimos fazer com que a redução de fornecimento ficasse em torno de 18% a 22%”, disse.

Ele destacou ainda que empresas concorrentes passaram a atuar de forma colaborativa. “Há um processo de colaboração, com troca de informações entre as empresas para enfrentar esse período”, afirmou.

Incerteza segue no radar

Além disso, o setor trabalha com diferentes cenários diante da instabilidade no Oriente Médio. Santin afirmou que a estratégia é manter o uso das rotas alternativas e adaptar rapidamente a operação conforme a evolução da guerra.

“Vamos continuar exercendo essas possibilidades alternativas”, disse.

Segundo ele, mesmo em caso de prolongamento do conflito, o setor tem conseguido manter o fluxo de produção e exportação. “A gente consegue manter o setor girando, sem prejudicar o mercado interno”, concluiu.

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Preços baixos fazem produtores de arroz travarem negociações

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Foto: Paulo Lanzetta

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul registrou baixa movimentação nos últimos dias. Sob influência do feriado da Sexta-feira Santa e da expectativa por leilões oficiais, produtores avaliam que os preços atuais, apesar de elevados, ainda não cobrem os custos de produção.

Esse comportamento dos produtores é comum para equilibrar a receita, já que, mesmo com o avanço da colheita, a oferta do cereal tende a diminuir. Com isso, o volume de negociações recua.

De acordo com o Cepea, compradores seguem também cautelosos. As aquisições vem sendo feitas apenas conforme o necessário, na expectativa que, com o avanço na colheita e a necessidade dos produtores, as condições de compra melhorem.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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