Sustentabilidade
Algodão/MT: Produção de algodão em Mato Grosso atinge 3 milhões de toneladas na safra 24/25 – MAIS SOJA

Em abr/26 o Imea consolidou a produção de pluma da safra 24/25 em MT, a partir do fechamento do rendimento. Assim, o indicador ficou em 40,98%, 0,28 p.p. acima do registrado na safra 23/24. O resultado está ligado às condições climáticas favoráveis observadas no ciclo, que permitiram o bom desempenho das lavouras e o recorde produtivo registrado.
Diante disso, a produção de pluma foi consolidada em 3,00 mi t, redução de 0,54% em relação à estimativa, e incremento de 15,11% em comparação com o ciclo 23/24. Já para a safra 25/26, a metodologia utiliza as médias históricas de rendimento, que foi ajustada para 41,05%, redução de 0,15 p.p. em relação ao relatório passado. Sendo assim, com a projeção de área mantida em 1,42 milhão de hectares, e a produtividade em 290,88 @/ha, a projeção de produção de pluma ficou em 2,55 mi t, retração de 0,35% no comparativo com a estimativa passada.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: o preço pluma Cepea teve elevação de 5,24% no comparativo semanal, sendo cotado a ¢ R$ 392,74/lp, sustentado pelos vendedores atentos à valorização internacional.
- AVANÇO: o preço do caroço disponível aumentou 1,29% em relação à semana passada, sendo cotado a R$ 877,53/t, com as negociações sendo marcadas por inércia.
- DESVALORIZAÇÃO: o preço do poliéster apresentou queda de 0,07% frente à semana passada, sendo cotado a ¢ US$ 44,37/lp.
USDA aponta aumento da área de cultivo de algodão para a safra 26/27 nos Estados Unidos.
De acordo com o relatório, a área foi estimada em 3,90 mi de ha, alta de 4,00% em relação à 25/26. Em comparação com o ano anterior, a área deverá aumentar ou se manter em onze dos dezessete principais estados produtores. A principal variação ocorre no Texas, maior produtor do país, com a área estimada em 2,23 mi de ha, ante 2,15 mi na safra passada. Apesar da sinalização de aumento, o ponto de atenção fica para a área que de fato será colhida, uma vez que, na safra passada, foram colhidos 3,16 mi de ha frente aos 3,76 mi semeados, resultando no abandono de 15,96% no ciclo.
Esse cenário reforça a atenção quanto às condições climáticas e ao desenvolvimento da semeadura e da safra ao longo dos próximos meses. Por fim, a partir de segunda-feira (06/04), o USDA divulgará o acompanhamento semanal das atividades a campo e das condições das lavouras no país, o que pode trazer novas dinâmicas ao mercado do algodão.
Fonte: Imea
Autor:IMEA
Site: IMEA
Sustentabilidade
Produtor segue retraído e trava negócios da soja na semana; veja como ficaram as cotações hoje

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixa movimentação e poucos negócios, refletindo principalmente a queda do dólar e a perda de referência nos portos. Mesmo com alta na Bolsa de Chicago, o mercado interno não sustentou o movimento de valorização.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o câmbio foi o principal fator de pressão sobre os preços. “Apesar da CBOT ter subido, os preços caíram cerca de R$ 1 no porto por conta do dólar”, afirma. No físico, o produtor seguiu retraído, aguardando melhores níveis de negociação, o que manteve a comercialização fraca ao longo da semana.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 123,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
- Cascavel (PR): desceu de R$ 119,00 para R$ 118,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00 por saca
- Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 129,00 por saca
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT), elevando os ganhos acumulados na semana. Um movimento de compras técnicas e o comportamento dos investidores procurando posicionar suas carteiras frente ao final de semana garantiram a sustentação dos contratos.
Antes das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio, os participantes preferiram a cautela e evitar correr riscos. O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) seguiu no radar, mas foi considerado neutro.O destaque do dia fica por conta da forte alta do farelo. "O movimento tem origem predominantemente técnica e não reflete uma mudança nos fundamentos do mercado", alerta o analista de Safras & Mercado, Gabriel Viana. "O principal driver da alta é o desmonte de posições especulativas que vinham apostando simultaneamente na valorização do óleo de soja e na queda do farelo o chamado spread long oil/short meal", completou.Segundo Viana, com o óleo recuando nesta sessão, operadores passaram a reverter essas posições, gerando pressão compradora artificial sobre o farelo independentemente de qualquer alteração nos fundamentos de oferta e demanda do derivado."Os fundamentos de médio prazo seguem apontando para um cenário mais pressionado para o farelo, com a expectativa de aumento do esmagamento nos Estados Unidos em decorrência dos novos mandatos de biodiesel, maior oferta sul-americana com o avanço da safra argentina e prêmios de exportação no Brasil ainda descolados da realidade de oferta crescente", conclui o analista.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,90%, a US$ 11,75 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com elevação de 10,25 centavos de dólar ou 0,86%.Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 14,60 ou 4,59% a US$ 332,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,10 centavos de dólar, com perda de 0,60 centavo ou 0,88%.Câmbio
O dólar encerrou o dia em queda de 1,03%, reforçando a pressão sobre os preços internos da soja e limitando a competitividade das exportações brasileiras.
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Sustentabilidade
Recomendações de manejo do potássio em ambientes agrícolas – MAIS SOJA

O potássio (K) é um dos macronutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento das plantas, estando intimamente relacionado ao rendimento das culturas produtoras de grãos. Nesse contexto, a adubação potássica é uma prática frequente e necessária em ambientes agrícolas para suprir o requerimento das culturas e expectativas de produtividade em lavouras comerciais.
Entretanto, embora a importância da adubação potássica seja reconhecida, não há um consenso frente as recomendações de manejo para essa prática, sendo possível observar divergências entre recomendações para uma mesma cultura, uma vez que elas se baseiam em sistemas regionais. Recentemente, um estudo desenvolvido por Frosi e colaboradores (2026) comparou as recomendações de potássio para soja, milho e trigo, utilizadas no Brasil e Paraguai, destacando suas semelhanças e diferenças. De acordo com Frosi et al. (2026), onze sistemas de recomendação de fertilizantes potássicos foram analisados, incluindo 10 brasileiros e um paraguaio.
Figura 1. Mapa do Brasil e do Paraguai ilustrando o alcance dos sistemas de recomendação de potássio analisados por Frosi e colaboradores (2026).
Os resultados observados por Frosi et al. (2026) evidenciam uma alta inconsistência entre os sistemas, mesmo quando aplicados a condições semelhantes de solo e produtividade. Uma das principais discrepância encontradas foi a ampla variação no nível crítico de potássio no solo, que oscilou entre 30 e 135 mg dm⁻³, representando uma diferença de até 3,5 vezes entre os sistemas avaliados.
Além disso, as doses recomendadas de K₂O variaram drasticamente para um mesmo nível de produtividade esperado. Para a soja (3 Mg ha⁻¹), as recomendações variaram de 58 a 375 kg ha⁻¹, enquanto para o milho (10 Mg ha⁻¹) variaram de 97 a 375 kg ha⁻¹, e para o trigo (4 Mg ha⁻¹), de 62 a 330 kg ha⁻¹ (Frosi et al., 2026).
Outro ponto crítico observado foi a discrepância nos teores de K no solo considerados suficientes para dispensar adubação. Em alguns sistemas, a ausência de recomendação ocorre com valores próximos de 50 mg dm⁻³, enquanto outros ainda indicam aplicação mesmo com níveis superiores a 500 mg dm⁻³, evidenciando diferenças que podem ultrapassar 900% entre abordagens. Frosi et al. (2026) atribuem a essas discrepâncias, principalmente as diferenças metodológicas como uso ou não da capacidade de troca de cátions (CTC) na interpretação; as diferentes filosofias de recomendação (suficiência vs. construção e manutenção) e as variações nos métodos de extração e calibração dos nutrientes.

Segundo Frosi et al. (2026), os sistemas de recomendação de fertilizantes potássicos no Brasil apresentam níveis críticos semelhantes, com média de 77 mg dm⁻³ e variação entre 50 e 90 mg dm⁻³, refletindo a similaridade na dinâmica do potássio nos solos e a consistência na resposta das culturas. Entretanto, quando a recomendação considera a CTC (pH 7,0), observa-se relação positiva entre CTC e nível crítico: solos com CTC baixa tendem a apresentar níveis críticos menores, enquanto solos com CTC elevada exigem níveis mais altos. De acordo com os autores, diferenças entre sistemas, mesmo em condições semelhantes, estão associadas principalmente à metodologia adotada (profundidade de amostragem, critério de rendimento relativo e modelo estatístico), podendo mais de 50% da variação ser explicada por esses fatores.
Figura 2. Nível crítico de potássio (K) em cada sistema de recomendação (definido como o limite superior da classe de disponibilidade média) (A) e as classes de disponibilidade de K e a amplitude de cada classe entre os sistemas de recomendação (B).

Nesse contexto, entende-se que cada sistema apresenta uma curva distinta de recomendação, mesmo para o mesmo teor de K no solo, destacando uma ausência de convergência entre os sistemas de recomendação. Como consequência, a falta de padronização dificulta a adoção das recomendações pelos produtores, reduz a confiabilidade dos sistemas e pode levar tanto à subadubação quanto ao uso excessivo de fertilizantes. Assim, a padronização metodológica é essencial para reduzir variações e permitir o estabelecimento de valores médios mais consistentes.
Confira o estudo completo desenvolvido por Frosi e colaboradores (2026) clicando aqui!
Referências:
FROSI, G. COMPARISON OF POTASSIUM FERTILIZER RECOMMENDATIONS FOR GRAIN CROPS IN BRAZIL AND PARAGUAY. Soil Science Society of America Journal, 2026. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/saj2.70227 >, acesso em: 10/04/2026.

Sustentabilidade
Zona de Convergência Intertropical traz chuvas acima de 100 mm e espalha instabilidade; saiba onde e quando

A previsão do tempo indica aumento das chuvas nos próximos dias, com destaque para a região Centro-Norte do Brasil, além do Nordeste e do norte dos estados nordestinos. O cenário é provocado pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que intensifica a formação de áreas de instabilidade nessas regiões.
Segundo a meteorologia, estados como Amazonas, Pará e Maranhão devem registrar acumulados que podem ultrapassar 100 mm entre os dias 11 e 15 de abril, com volume expressivo de chuva nas lavouras de soja.
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Já no Rio Grande do Sul, em municípios de forte produção agrícola como São Borja, a previsão indica chuvas nos próximos cinco dias, com volumes acima de dois dígitos, mantendo uma distribuição mais regular das precipitações até a metade da próxima semana.
16 a 20 de abril
Quando a previsão avança para o período de 16 a 20 de abril, a chuva se concentra e se intensifica novamente no Centro-Norte do país, especialmente no Pará, onde há áreas com potencial de acumulados acima de 200 mm.
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