Featured
Primeiro trimestre de 2026 deve registrar forte movimentação na exportação e importação de soja

O primeiro trimestre de 2026 deve registrar uma movimentação recorde de soja em grão no Brasil, com forte avanço tanto nas exportações quanto nas importações. O cenário reflete o consumo em alta, que tem levado o país a importar volumes históricos mesmo diante de uma safra robusta.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
A safra brasileira 2025/26 é estimada em mais de 170 milhões de toneladas, um novo recorde. Ao mesmo tempo, o consumo também atinge níveis inéditos, impulsionado tanto pela demanda interna, com destaque para a indústria de esmagamento, quanto pelas exportações de grão, farelo e óleo.
Soja em grão

No recorte entre janeiro e março, o Brasil deve exportar cerca de 23 milhões de toneladas de soja com a média diária de embarques, considerando uma projeção conservadora para o fechamento de março. Já as importações devem alcançar aproximadamente 340 mil toneladas no período, um volume sem precedentes na série histórica recente.
Grande parte da soja importada pelo Brasil vem do Paraguai, que responde por mais de 90% desse fluxo. O movimento reforça o aquecimento do mercado e a necessidade de complementar a oferta diante da demanda elevada.
O avanço também é visível no comparativo mensal. Em março de 2025, o Brasil importou cerca de 18 mil toneladas de soja. Para março de 2026, a estimativa varia entre 95 mil e 100 mil toneladas. Em termos diários, o volume saltou de menos de mil toneladas para mais de 5 mil toneladas.
No acumulado de 2025, o país exportou cerca de 108 milhões de toneladas de soja e importou menos de 1 milhão de toneladas. Para 2026, a expectativa é de superar ambos os números, com exportações acima de 110 milhões de toneladas e importações ultrapassando 1 milhão de toneladas.
No cenário internacional, o mercado acompanha o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos. A tendência é de aumento da área destinada à soja, o que pode influenciar os preços e a dinâmica global da commodity.
Apesar da combinação de produção elevada e importações em alta, o principal destaque é a força da demanda. O mercado segue aquecido, sustentado tanto pelo consumo interno quanto pelas exportações, abrindo oportunidades para o Brasil, ainda que isso não signifique, necessariamente, preços mais elevados.
O post Primeiro trimestre de 2026 deve registrar forte movimentação na exportação e importação de soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured
Mais tempo para votar: Prêmio Personagem Soja Brasil vai até o dia 19 de abril!

A votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 foi estendida! Agora, você pode escolher seus favoritos até o dia 19 de abril. Acesse o link da votação e vote no seu produtor e em um pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país.
Confira os indicados desta safra:
Pesquisadores
Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.
Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.
Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.
Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.
Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.
Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.
Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.
Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.
Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
Produtores
João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.
A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.
Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.
Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.
Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.
A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.
Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.
Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.
Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.
Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.
Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.
Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!
O post Mais tempo para votar: Prêmio Personagem Soja Brasil vai até o dia 19 de abril! apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured
MT gera 4,7 mil empregos formais no mês de fevereiro de 2026; setor de serviços lidera

Mato Grosso registrou saldo positivo na geração de empregos formais em fevereiro de 2026, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta terça-feira (31). No período, 4.749 novos postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no Estado.
Foram contabilizadas 58.904 admissões e 54.155 desligamentos no total, alcançando um estoque de 999.214 empregos formais no Estado. O setor de serviços foi o principal responsável pelo desempenho positivo, com a criação de 3.023 vagas.
Na sequência, aparecem a construção civil, com saldo de 1.144 empregos, a indústria, com 991, e o comércio, que registrou 942 novas vagas. Por outro lado, a agropecuária apresentou saldo negativo no mês, com a redução de 1.351 postos de trabalho, movimento considerado esperado em função da sazonalidade característica do setor.
Entre os municípios, Cuiabá liderou a geração de empregos, com saldo de 1.648 vagas. Também se destacaram Rondonópolis (507), Sinop (481), Primavera do Leste (431) e Campo Verde (363).
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, os dados reforçam a trajetória consistente de crescimento do mercado de trabalho em Mato Grosso, evidenciando a continuidade de resultados positivos ao longo dos últimos meses.
“Os números mostram que Mato Grosso mantém um desempenho consistente na geração de empregos formais, o que demonstra a solidez da nossa economia. Essa constância é fundamental, porque indica que não se trata de um resultado pontual, mas de um processo contínuo de crescimento. Quando há regularidade nos dados, conseguimos garantir mais segurança para trabalhadores, investidores e para o planejamento de políticas públicas, criando bases mais firmes para o desenvolvimento sustentável do Estado”, afirmou.
Featured
Confiança do comerciante melhora, mas segue em zona de insegurança pelo terceiro mês

Apesar de registrar uma leve recuperação, a pesquisa que monitora o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) acumula o terceiro mês na zona de insegurança entre os comerciantes. Em março, o índice atingiu 95,9 pontos, um leve acréscimo de 0,1% em relação a fevereiro, permanecendo abaixo da linha dos 100 pontos, que marca a divisão entre otimismo e pessimismo.
Os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), analisados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), mostram ainda que o índice atual está 4,1% mais baixo do que o registrado no mesmo período do ano passado, indicando que o empresariado permanece em estado de cautela.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a melhora mensal, mas ressaltou que ela ainda é insuficiente para retornar à margem de satisfação no comparativo anual. “O índice atual reforça a persistência de um ambiente de cautela entre os empresários, ainda que existam sinais pontuais de melhora nas expectativas futuras.”
É o caso do Índice de Expectativa do Empresário e do Índice de Investimento do Empresário, que apresentaram variações positivas em março, de 1% e 0,4%, respectivamente, indicando uma sutil melhora em relação ao mês anterior.
Já em relação à expectativa dos comerciantes, a pesquisa revelou que 63,3% esperam ampliar o quadro de funcionários. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 56,2%.
Segundo análise do IPF-MT, o mês de março reflete que o comerciante se encontra levemente mais confiante em relação ao futuro, quando comparado ao mês anterior. No entanto, ainda é perceptível cautela nas decisões de curto prazo.
Isso é o que mostra o Índice de Condições Atuais do Empresário, que apresentou retração mensal de 1,5%. O destaque ficou para as Condições Atuais da Economia Brasileira, em que 78,1% dos empresários afirmaram que as condições pioraram.
Wenceslau Júnior explica que “o cenário observado indica um ambiente de transição, no qual a confiança empresarial se sustenta mais nas perspectivas futuras para o setor. A questão é que a percepção econômica – atual e futura – dos empresários segue pessimista”.
Agro Mato Grosso20 horas agoPedágio na MT-130 sobe 4,46% e novas tarifas passam a valer em abril em MT
Sustentabilidade17 horas agoMT: Algodão entra em fase crítica e bicudo preocupa produtores no Brasil – MAIS SOJA
Sustentabilidade18 horas agoMT: Colheita da soja chega a 99,7% em Mato Grosso e produção pode ser recorde – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoMT: Preço do milho sobe em Chicago com demanda por etanol e incertezas no mercado – MAIS SOJA
Featured18 horas agoApós relatório do USDA, saiba como ficaram as cotações de soja no último dia de março
Business21 horas agoA nova missão da Nobel da Agricultura: revolucionar os pastos do Brasil
Sustentabilidade16 horas agoTRIGO/CEPEA: Valores seguem em alta no BR – MAIS SOJA
Business16 horas agoGuerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil
















