Sustentabilidade
Mesmo após período intenso de chuvas, Goiás deve se beneficiar com a exportação de soja nos próximos dias – MAIS SOJA

Na safra 2025/26, o estado de Goiás deverá alcançar a 2ª maior colheita de grãos da história, segundo o 5º Boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Após o recorde registrado no ciclo 2024/25, o desempenho atual mantém Goiás entre os principais produtores do país, com participação relevante nas cadeias de soja, milho, girassol e sorgo.
O Estado teve um superávit superior a US$ 8 bilhões na balança comercial em 2025, resultado do forte desempenho das exportações e da competitividade do setor produtivo, especialmente do agronegócio.
A programação de navios nos portos brasileiros indica exportações de 16,1 milhões de toneladas de soja neste mês de março, apontou na última quarta-feira (04), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
“Apesar do início de ano complicado, marcado por muita chuva, houve um atraso de ciclo natural da colheita no estado, mas quando a gente observa, os próximos meses, sobretudo este mês de março, a gente vê um aumento muito forte nos portos brasileiros, inclusive se comparado ao mesmo período do ano passado”, explica Israel Santos, gerente comercial da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO), eleita a melhor empresa do agronegócio no Brasil pelo prêmio Valor 1000 em 2025.
Ainda conforme a Cooperativa, o prejuízo do ciclo natural dos grãos podem influenciar nas exportações devido ao excesso de umidade.
Os acordos comerciais entre os Estados Unidos e a China, acabam gerando efeitos diretos no agronegócio no estado de Goiás, ampliando as margens e fortalecendo o posicionamento do estado no comércio internacional.
“Nós temos uma viagem muito longa de navio e nem sempre a soja vai direto para o esmagamento, ela passa por um período de armazenagem, porém a gente enxerga que temos um deslocamento de ofertas e demanda”. Ou seja, o mercado internacional fica aberto para o Brasil que irá exportar para outros países, além da China.
Empresas e produtores que investem em tradings devem se proteger com contratos bem estruturados
De janeiro a dezembro de 2025, as exportações goianas totalizaram US$ 13,4 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões. Apenas no mês de dezembro, o saldo comercial foi de US$ 613 milhões, resultado de exportações de US$ 999 milhões e importações de US$ 386 milhões, conforme dados oficiais da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).
Para o ano de 2026, Goiás projeta manter seu protagonismo na exportação de soja, consolidando-se como um dos principais estados produtores do Brasil. As estimativas indicam um cenário de alta produção e forte ritmo de exportação, com o estado buscando bater novos recordes, sustentado por um aumento na área plantada.
É importante entender que contratos bem estruturados reduzem riscos, evitam prejuízos e oferecem para produtores rurais e empresas a segurança necessária para concentrar seus esforços na produção e comercialização.
De acordo com a advogada especialista em Direito no Agronegócio, Dra. Lívia Quixabeira, esses investidores precisam ter consciência que a segurança da operação está no contrato.
“Elas já experimentam riscos que são inevitáveis, como por exemplo os efeitos climáticos que a lavoura está sujeita, mas existem riscos que são evitáveis, e um contrato bem estruturado é onde vai ser definido quem assume os riscos de transporte, como será feita a análise da qualidade dos grãos, qual lei vai ser aplicada em caso de problema, onde possíveis conflitos serão resolvidos e quem vai julgar”, completa a especialista.
Rio Verde liderou as exportações do Estado na última Safra
Em Goiás, o complexo soja foi o principal item da pauta exportadora em 2025, respondendo por 46,55% do total exportado. No ranking dos municípios exportadores em dezembro, Rio Verde liderou, com 25,40% das exportações estaduais, seguido por Jataí (8,42%), Mozarlândia (5,08%), Palmeiras de Goiás (4,64%) e Alto Horizonte (3,76%), destacando o papel do interior do estado no comércio exterior.
Para manter um cenário sem conflito nas exportações, o agronegócio precisa entender todos os riscos dessas operações.
“Isso exige uma organização societária muito bem elaborada, contratos muito bem elaborados e seguir critérios objetivos de qualidade e de garantias sólidas de pagamento, inclusive eleger a Câmara de Comércio Internacional, caso aconteça eventual conflito, além disso é indispensável a gestão de risco cambial e um rigor documental gerado com muita atenção e muito critério”. finaliza a advogada.
Sobre a especialista
A doutora Lívia Quixabeira, é advogada, especialista em Direito do Agronegócio, atua na área há 20 anos, e está disponível para comentar os impactos desse cenário para exportadores e produtores rurais, bem como as perspectivas para o comércio exterior em 2026. Entrevistas podem ser agendadas previamente pela assessoria.
Fonte: Assessoria
Sustentabilidade
El Niño pode prejudicar plantio da soja 2026/27, alerta meteorologista

A confirmação do retorno do fenômeno El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) acendeu um alerta para produtores rurais de todo o Brasil. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o evento tem 63% de chance de atingir forte intensidade nos próximos meses e pode provocar impactos significativos sobre a safra 2026/27, especialmente na produção de soja.
De acordo com o especialista, o fenômeno já está estabelecido no Oceano Pacífico e deve persistir até o próximo verão, influenciando tanto os cultivos de inverno quanto o próximo ciclo agrícola.
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“O fenômeno vai pegar todo o ciclo dos cultivos de inverno e também a safra 2026/27, principalmente da soja”, afirmou Müller.
A preocupação aumentou porque a probabilidade de o evento atingir intensidade muito forte saltou de 37% para 63% em apenas um mês. Caso esse cenário se confirme, o meteorologista afirma que o fenômeno poderá figurar entre os mais intensos já registrados desde o início das medições, em 1890.
Sul deve ter excesso de chuva
Os primeiros impactos já devem ser sentidos durante o inverno. A tendência é de aumento das chuvas na Região Sul, cenário que preocupa produtores que ainda precisam concluir a colheita de culturas de segunda safra.
“O produtor do Sul precisa ficar atento porque a chuva já começa a ganhar ritmo durante o inverno e pode prejudicar principalmente os trabalhos de colheita”, destacou.
O Paraná aparece como uma das áreas mais vulneráveis. Segundo Müller, o solo já apresenta elevados níveis de umidade e os acumulados previstos para as próximas semanas podem ultrapassar 200 milímetros em algumas regiões.
“Em uma semana, esse acumulado pode passar de 150 milímetros e chegar a 200 milímetros, prejudicando a colheita do milho segunda safra e também do feijão”, alertou.
Plantio da soja exige cautela
Se por um lado o Sul deve enfrentar excesso de chuva, parte do Centro-Oeste e do Sudeste pode conviver com atraso no retorno das precipitações durante a primavera.
Segundo o meteorologista, produtores que planejam iniciar a semeadura da safra de soja 2026/27 precisam acompanhar de perto a evolução do clima.
“A tendência é de atraso das chuvas e também de ondas de calor intensas, muito parecido com o que ocorreu em 2023. O produtor precisa ter cautela ao iniciar a semeadura”, afirmou.
A expectativa é que as chuvas ganhem força no Centro-Oeste e no Sudeste apenas entre o final de outubro e o início de novembro.
Calor, seca e impactos na logística
Além das mudanças no regime de chuvas, o El Niño também deve provocar temperaturas acima da média em grande parte da América do Sul.
Arthur Müller destaca que o fenômeno favorece a ocorrência de ondas de calor durante o inverno e a primavera, aumentando o risco de incêndios em diversas regiões do país.
No Norte e no Nordeste, o cenário é oposto ao observado no Sul. A previsão é de redução das chuvas e agravamento da estiagem ao longo do segundo semestre.
“O fenômeno deve diminuir as chuvas no Norte e no Nordeste, agravando o período seco e reduzindo os níveis dos rios da Amazônia”, explicou.
A situação preocupa especialmente os setores de logística e exportação. Com rios mais baixos, o transporte de cargas pelo chamado Arco Norte pode enfrentar dificuldades semelhantes às registradas durante a forte seca amazônica de 2023.
Frio e geadas no curto prazo
Enquanto os efeitos do El Niño se desenham para os próximos meses, o curto prazo segue marcado pela atuação de sistemas frontais sobre o Centro-Sul do país.
Nos próximos dias, a chuva continua intensa entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Na sequência, uma massa de ar frio avança pela Região Sul, aumentando o risco de geadas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina entre segunda (15) e terça-feira (16).
As temperaturas mínimas podem ficar abaixo dos 5°C em algumas áreas, mas o frio não deve avançar com a mesma intensidade para o Sudeste e o Centro-Oeste.
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Sustentabilidade
USDA e Conab confirmam supersafra de soja; oferta recorde pode limitar reação dos preços? Saiba o que esperar do mercado

Os números divulgados nesta semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam um cenário de crescimento da oferta global de soja. As novas estimativas apontam para safras robustas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, ampliando a disponibilidade da oleaginosa e pressionando os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago. Com isso, as cotações se aproximaram de US$ 11 por bushel, menores níveis observados em cerca de quatro meses.
No Brasil, a combinação entre Chicago em queda e produtores retraídos reduziu o ritmo dos negócios. Mesmo com o dólar apresentando momentos de maior firmeza ao longo da semana, o movimento não foi suficiente para compensar a pressão exercida pelas cotações internacionais.
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USDA
O USDA manteve sua projeção para a safra norte-americana de 2026/27 em 120,7 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais seguem estimados em 8,44 milhões de toneladas. Em âmbito global, a produção mundial foi projetada em 441,34 milhões de toneladas, confirmando um cenário de ampla disponibilidade da commodity.
Para o Brasil, o órgão norte-americano manteve a previsão de uma safra de 180 milhões de toneladas em 2025/26 e indicou um potencial de 186 milhões de toneladas para 2026/27. Já a Argentina teve sua estimativa elevada para 50 milhões de toneladas.
Conab
A Conab também revisou para cima a produção brasileira. Segundo a estatal, a safra de soja deverá alcançar 180,25 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 5,1% em relação ao ciclo anterior. O volume recorde deverá permitir exportações de 116,1 milhões de toneladas e um processamento doméstico de 61,58 milhões de toneladas.
O que esperar?
Diante desse cenário, a principal dúvida do mercado passa a ser o comportamento da demanda global, especialmente da China, principal compradora da soja brasileira. Enquanto a oferta segue crescendo, investidores e produtores acompanham se o consumo será capaz de absorver volumes cada vez maiores sem provocar novas quedas nos preços.
Com estoques elevados e projeções recordes de produção, o mercado da soja entra no segundo semestre sob pressão. A tendência é que os preços continuem sensíveis a qualquer mudança no clima, na demanda chinesa e no ritmo das exportações mundiais.
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Sustentabilidade
Produtor reduz o ritmo nas negociações com a soja nesta sexta-feira; confira como ficaram os preços pelo Brasil

O mercado brasileiro de soja encerrou esta sexta-feira (12) com pouca movimentação e queda nas cotações nas principais praças do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a desvalorização do dólar e uma Bolsa de Chicago sem força suficiente para sustentar os preços pressionou os negócios ao longo do dia.
Embora os prêmios de exportação tenham apresentado valorização e permaneçam firmes para os embarques do segundo semestre, o movimento não foi suficiente para compensar os demais fatores que influenciam a formação dos preços da oleaginosa.
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De acordo com Silveira, o produtor permaneceu afastado das negociações, elevando o spread entre compradores e vendedores. A semana foi marcada por poucos negócios no mercado físico, refletindo uma postura mais cautelosa dos agentes diante do cenário atual.
O analista destaca que o ritmo de comercialização da safra avançou significativamente nas últimas semanas. Com isso, muitos produtores passaram a preservar os volumes ainda disponíveis e começam a direcionar a atenção para as fixações da safra 2026/27, avaliando principalmente os custos de produção.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 125,50 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,50 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): recuou de R$ 121,00 para R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): passou de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 114,00 para R$ 113,00
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 132,50 para R$ 131,50
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 132,50 para R$ 132,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa, ampliando as perdas acumuladas durante a semana. O movimento de cobertura de posições vendidas perdeu força no final da sessão, devolvendo espaço aos fundamentos baixistas.
O clima favorável para o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre as cotações. Além disso, a forte queda do petróleo no mercado internacional e a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã reduziram o suporte ao complexo soja.
A ampla oferta global da commodity também segue limitando qualquer tentativa de recuperação mais consistente dos preços.
Números do USDA
O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações para o mercado. A safra norte-americana de soja em 2026/27 foi mantida em 120,7 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre.
Os estoques finais dos Estados Unidos foram projetados em 8,44 milhões de toneladas, praticamente em linha com as expectativas do mercado.
No cenário global, o USDA estimou a produção mundial de soja em 441,34 milhões de toneladas para a temporada 2026/27. Os estoques globais ficaram em 124,88 milhões de toneladas, levemente abaixo das projeções dos analistas.
Para o Brasil, o órgão manteve a estimativa da safra 2025/26 em 180 milhões de toneladas e projetou uma produção ainda maior, de 186 milhões de toneladas, para 2026/27. Já a Argentina teve sua estimativa elevada para 50 milhões de toneladas na safra atual.
Contratos futuros de soja
O contrato julho da soja fechou cotado a US$ 11,13½ por bushel, com queda de 0,13%. O vencimento agosto encerrou a US$ 11,18¾ por bushel, recuando 0,15%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja julho caiu para US$ 301,30 por tonelada. O óleo de soja julho fechou em 74,28 centavos de dólar por libra-peso, com leve retração.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,80%, cotado a R$ 5,0585 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0550 e R$ 5,1155, contribuindo para a pressão sobre os preços da soja no mercado brasileiro.
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