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Sustentabilidade

Soluções para o solo ganham protagonismo e ajudam produtores a enfrentar os desafios da safrinha – MAIS SOJA

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Em um cenário agrícola cada vez mais pressionado por margens estreitas, clima instável e necessidade de eficiência produtiva, o manejo do solo deixou de ser um tema de base para ocupar posição estratégica no planejamento das lavouras. Especialmente em culturas como milho, feijão e algodão, e em períodos mais sensíveis como a safrinha, investir na construção e na regeneração do solo tem sido decisivo para ampliar a resiliência produtiva e reduzir riscos ao longo do ciclo.

Os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados no 4º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, ajudam a contextualizar esse desafio. Apesar do crescimento de 0,3% na produção brasileira de grãos, estimada em 353,1 milhões de toneladas, e da ampliação de 2,6% da área cultivada, a produtividade segue limitada por eventos climáticos extremos e restrições físicas dos solos. O milho, fortemente dependente da segunda safra, deve registrar queda de 1,5% na produção total e de 5,3% na produtividade média, reflexo de veranicos, ondas de calor e irregularidade das chuvas, segundo a Conab.

É justamente nesse contexto que soluções voltadas ao solo ganham relevância. Mais do que substituir práticas convencionais, essas tecnologias atuam de forma complementar, promovendo equilíbrio físico, químico e biológico do ambiente produtivo e fortalecendo a capacidade das lavouras de atravessar períodos de estresse, uma demanda crescente tanto em sistemas de grãos quanto em culturas de ciclo mais longo, como o algodão.

Um exemplo prático vem de uma lavoura de feijão destinada à produção de sementes, conduzida em área que utilizou o Microgeo®, tecnologia da Allterra voltada à recomposição e ativação do microbioma do solo a partir de microrganismos. A solução estimula a biodiversidade microbiana e favorece processos naturais, como a ciclagem de nutrientes e a bioestruturação do solo, criando condições mais equilibradas para o desenvolvimento das plantas. O manejo do solo refletiu um campo mais uniforme e estável ao longo do ciclo, com um padrão muito bom de desenvolvimento, com plantas mais equilibradas e uniformes.

O resultado reforça o papel do manejo do solo na promoção da estabilidade produtiva, um fator crítico para culturas sensíveis e com múltiplas janelas de plantio ao longo do ano, como o feijão, e também para sistemas que exigem maior sustentação estrutural e nutricional do solo, como o algodão.

Outro ponto-chave para a resiliência das lavouras está no manejo nutricional aliado à construção do perfil de solo. O cálcio, muitas vezes associado apenas à correção pontual, vem sendo reposicionado como nutriente estratégico para a manutenção e o fortalecimento do solo, especialmente em condições de estresse hídrico e térmico, comuns na safrinha. Produtos à base de cálcio, como o Calsite/Isofertil, da Allterra, têm sido utilizados com foco na melhoria do solo ao longo das safras e no fortalecimento fisiológico das plantas.

Além de contribuir para a estruturação do solo, o cálcio desenvolvido com tecnologia exclusiva, favorece o desenvolvimento radicular em profundidade, melhora a eficiência no aproveitamento de outros nutrientes e contribui para a estabilidade das lavouras em períodos de adversidade climática. Na prática, áreas que passaram por manejo consistente de solo ao longo dos anos demonstraram maior tolerância à falta de chuvas e ao calor intenso.

Em lavouras de milho safrinha, plantadas em 2026, essa diferença pode representar ganhos entre 10 e 20 sacas por hectare em comparação a áreas sem histórico de construção de perfil de solo, impacto direto na rentabilidade do produtor. O principal valor desse tipo de estratégia está na previsibilidade. Não se trata apenas de buscar maiores produtividades, mas de reduzir perdas e aumentar a segurança do sistema.

No feijão, cuja produção total estimada para 2025/26 é de cerca de 3 milhões de toneladas — ligeiramente abaixo da safra anterior —, a atenção ao manejo do solo na segunda e terceira safras será determinante. Já no milho, cultura central para o abastecimento interno e para a produção de etanol, e no algodão, que exige estabilidade física e biológica do solo ao longo de todo o ciclo, a capacidade de enfrentar estresses climáticos pode definir o equilíbrio entre lucro e prejuízo.

Ao integrar soluções para o solo, nutrição equilibrada e planejamento de longo prazo, o produtor amplia sua capacidade de resposta às adversidades do clima e do mercado. Em um agro cada vez mais técnico e desafiador, essas estratégias deixam de ser coadjuvantes e passam a ocupar papel central na construção de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e preparados para o futuro.

Sobre a Allterra

A Allterra caminha para se tornar a maior plataforma de Agricultura Regenerativa da América Latina. A empresa integra ciência, biotecnologia e impacto ambiental positivo para desenvolver soluções que tornam o solo mais eficiente, saudável e produtivo. Com presença nacional e um portfólio que inclui marcas consolidadas como a Microgeo, com 25 anos de atuação, e a TMF Fertilizantes, com 18 anos de experiência, a Allterra alia tradição e inovação para apoiar a transição do agronegócio rumo a práticas regenerativas.

Suas soluções contribuem diretamente para o aumento da biodiversidade do solo, construção do perfil de solo, incremento da matéria orgânica e melhoria dos aspectos nutricionais e sanitários do ambiente produtivo. Atuando lado a lado com agricultores, distribuidores e especialistas técnicos, a Allterra oferece ferramentas que promovem ganhos sustentáveis em produtividade, sempre com foco no uso eficiente do solo e no equilíbrio dos ecossistemas agrícolas. A Allterra faz parte de empresas do portfólio dos fundos geridos pelo Pátria.

Fonte: Assessoria de imprensa Allterra



 

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Sustentabilidade

Aprosoja MT alerta FPA para restrição indevida do CMN ao Crédito Rural – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) um ofício acompanhado de Nota Técnica alertando para os riscos jurídicos, institucionais e econômicos decorrentes da utilização automática de dados do PRODES/INPE como critério impeditivo para concessão de crédito rural.

O documento, encaminhado ao presidente da FPA, Pedro Lupion, demonstra que recente alteração promovida no Manual de Crédito Rural, especialmente após a Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional, introduz uma lógica que extrapola os limites legais e compromete a segurança jurídica no campo, com impacto estimado sobre mais de 18 milhões de hectares, sem observar garantias constitucionais dos produtores rurais.

A entidade destaca que o PRODES é uma ferramenta de monitoramento ambiental, com reconhecida relevância técnica, mas que não possui natureza sancionatória, tampouco estrutura de processo administrativo que garanta contraditório, ampla defesa e instâncias recursais. Ainda assim, seus dados passam a ser utilizados como gatilho automático para restrição de crédito, o que, na prática, equivale à aplicação de sanção sem o devido processo legal.

Outro ponto crítico apontado pela Aprosoja MT é a forma como a norma trata o desmatamento identificado. Ao não restringir os efeitos à área específica onde eventualmente houve o dano, a regra permite a desclassificação de toda a operação de crédito rural, gerando impactos financeiros severos ao produtor, como perda de subvenções, aumento abrupto de juros e vencimento antecipado de contratos.

“Estamos diante de uma inversão perigosa. Um instrumento técnico, que foi criado para leitura macroterritorial, passa a produzir efeitos diretos sobre a vida do produtor, sem qualquer garantia de defesa. Isso não é política ambiental, isso é insegurança jurídica travestida de regulação”, disse vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier.

Além disso, a Aprosoja MT sustenta que a medida representa extrapolação do poder regulamentar do Conselho Monetário Nacional, ao interferir diretamente na política agrícola brasileira, tema que, por determinação constitucional, deve ser construído com participação efetiva do setor produtivo.

“A política agrícola não pode ser redesenhada por resolução. O crédito rural é instrumento constitucional de produção de alimentos e desenvolvimento regional. Qualquer alteração estrutural nesse sistema exige debate institucional sério, dentro dos fóruns corretos”, reforça o diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol.

Diante desse cenário, a entidade solicitou atuação firme da FPA junto ao CMN e para que a frente avalie medidas legislativas cabíveis para corrigir as distorções identificadas.

A Aprosoja MT também informou que mantém um canal de suporte técnico especializado para assessorar os produtores rurais que eventualmente enfrentem restrições indevidas ao crédito em razão de apontamentos do PRODES.

“Proteger o meio ambiente é um dever de todos, mas de forma ecologicamente equilibrada, como determina a Constituição. Isso não autoriza que garantias constitucionais dos produtores sejam ignoradas por viés ideológico ou por expedientes infralegais que, na prática, buscam reduzir a demanda por crédito para mascarar o cenário fiscal caótico que o país enfrenta”, finaliza Luiz Pedro Bier.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Saiba como ficaram os preços da soja às vésperas do feriado

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Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com ritmo moderado de negócios, poucas ofertas e cotações mistas ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve momentos de maior atratividade, impulsionados pela volatilidade, mas sem volumes relevantes negociados.

De acordo com ele, os prêmios de exportação seguem mais favoráveis para embarques a partir de maio, enquanto abril ainda apresenta baixa liquidez nos portos. Nesse cenário, negociações com prazos de pagamento mais longos têm oferecido melhores condições, enquanto a indústria atua de forma mais cautelosa, já relativamente abastecida.

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No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram variações pontuais entre as praças, refletindo a dinâmica regional de oferta e demanda.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 130,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em dia de muita volatilidade, os participantes optaram por posicionar suas carteiras tendo em vista o final de semana prolongado.
A tensão no Oriente Médio seguiu no radar. Após o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, ter dito que vai continuar atacando o Irã, o clima de aversão ao risco voltou ao mercado financeiro internacional. Se, por um lado, o petróleo disparou, em contrapartida o dólar subiu, tirando competitividade dos produtos de exportação dos Estados Unidos. Na semana, a posição maio teve alta de 0,37%.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com
início em 1º de setembro, ficaram em 353.300 toneladas na semana encerrada em 26 de março. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 700 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,00 centavos de dólar, ou 0,42%, a US$ 11,63 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,80 por bushel, com retração de 4,50 centavos de dólar ou 0,37%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 3,00 ou 0,94% a US$ 315,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 68,94 centavos de dólar, com ganho de 1,83 centavo ou 2,72%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,1584 para venda e a R$ 5,1564 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1398 e a máxima de R$ 5,1943. Na semana, a moeda recuou 1,52%.

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Sustentabilidade

Aplicação de bioestimulantes nas fases R1 e R5 ajuda sojicultor a vencer Desafio do CESB – MAIS SOJA

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O início do florescimento (R1) e o enchimento dos grãos (R5) são períodos cruciais para a consolidação das estruturas reprodutivas e para a redistribuição de nutrientes, contribuindo para o desenvolvimento da soja e para a produtividade final da lavoura.

Ciente desta importância, o sojicultor Paulo Storti optou por utilizar na Fazenda Santana, de Itapeva (SP), bioestimulantes nessas fases, o que resultou em maior retenção de vagens e peso de grãos, contribuindo para a conquista do primeiro lugar na categoria sequeiro do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 24/25, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).

“Aprendemos que o tempo de resposta é crucial. Quem antecipa decisões ganha produtividade. Vamos manter essa estratégia e melhorar ainda mais a integração do manejo biológico e químico”, analisa Storti, que obteve uma produtividade de 126,71 sc/ha.

De acordo com Storti, o Desafio CESB é um termômetro técnico para o sistema produtivo. “Ele nos tira da zona de conforto e exige um nível de excelência em cada detalhe. Durante o ciclo, tivemos momentos de preocupação com o clima, mas mantivemos o foco com base nos dados e no planejamento técnico bem feito. Cada decisão foi tomada com respaldo em monitoramento e histórico da área”.

“Se eu pudesse dar um único conselho para quem deseja participar do Desafio CESB, eu diria: conheça profundamente a sua área. Faça o básico com excelência, incluindo análise de solo, perfil, estande, manejo integrado, e não esqueça de monitorar o tempo todo, ajustando as rotas com dados reais. Detalhe é o que separa o bom do excelente”, acrescenta.

Principais Desafios 

Paulo Storti avalia que um dos principais desafios da safra 24/25 foi em relação variabilidade climática, especialmente no período de florescimento e enchimento de grãos.

“Tivemos veranico no início da formação de vagens e chuvas excessivas na maturação. Para superar isso, apostamos em cultivares com bom teto produtivo e estabilidade, fizemos o escalonamento do plantio dentro da janela ideal e utilizamos tecnologias de monitoramento em tempo real para antecipar manejos e proteger o potencial produtivo”, lembra.

Outro fator que Storti priorizou na lavoura foi o controle de pragas e doenças. O sojicultor focou principalmente no combate à ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom, por serem recorrentes na região.

“Atuamos com fungicidas protetores desde o V4-V5 e intensificamos o manejo com alternância de mecanismos de ação. Para pragas, adotamos controle antecipado com aplicações programadas e monitoramento semanal. A adoção de produtos com efeito fisiológico e residual ajudou a manter o estande e o enchimento de grãos”, detalha.

Longevidade do sistema produtivo

Na Fazenda Santana, Storti praticou a rotação de culturas, plantio direto, uso racional de insumos com base em análise de necessidade, aplicação localizada e uso crescente de biodefensivos.

“Essas iniciativas contribuíram para a redução de custo, aumento de eficiência dos produtos e promoção de um equilíbrio biológico. A sustentabilidade está diretamente ligada à longevidade do sistema produtivo”.

Outro ponto, associado a esse contexto, é a utilização da correta informação. O sojicultor avalia que os produtores precisam ampliar o uso de dados na tomada de decisão técnica.

“Muitas ações são executadas por costume, não por evidência. É essencial investir em capacitação das equipes, planejamento estratégico e conhecer profundamente cada talhão da fazenda. O potencial está lá, mas só quem domina o sistema consegue extrair o máximo dele”, finaliza Storti.

O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.

Fonte: Assessoria de imprensa CESB



 

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