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Fertilizantes organominerais ganham espaço no mercado

O mercado de fertilizantes especiais segue em expansão no Brasil, impulsionado pela busca por maior eficiência na adubação e melhores resultados econômicos no campo. Cooperativas e empresas do setor apostam em novas tecnologias que complementam, e não substituem, os fertilizantes tradicionais, integrando soluções ao manejo nutricional das culturas.
Segundo a Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), o segmento cresceu cerca de 19% em 2024. Mesmo sem o fechamento oficial dos números de 2025, a expectativa é de continuidade da expansão em 2026.
Em Santa Catarina, cooperativas já incorporam essas tecnologias ao portfólio, acompanhando as mudanças no perfil da agricultura brasileira, que demanda maior produtividade com sustentabilidade.
Tecnologia para aumentar eficiência e rentabilidade
O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de fertilizantes, e o avanço da agricultura exige investimentos constantes. No caso dos fertilizantes especiais, o foco está na alta eficiência e no retorno econômico ao produtor.
A proposta é integrar novas formulações ao manejo convencional, aumentando o aproveitamento dos nutrientes, reduzindo perdas no solo e elevando a produtividade — fator considerado essencial para garantir renda no campo.
Representantes do setor destacam que o investimento não está necessariamente no aumento de custos, mas na adoção de tecnologias que tragam benefícios concretos ao produtor, aliando produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.
Organominerais e agricultura regenerativa
Entre os produtos que ganham espaço estão os fertilizantes organominerais, que combinam componentes químicos e orgânicos. A tecnologia também dialoga com práticas de agricultura regenerativa, ao buscar melhoria da qualidade do solo e redução do uso excessivo de insumos químicos.
No caso dos organominerais, resíduos industriais, como derivados do couro, passam por processos como a hidrólise, que quebra proteínas e gera aminoácidos e nitrogênio orgânico. Esses compostos são incorporados à formulação do adubo mineral, ampliando seus benefícios agronômicos.
As formulações atendem diversas culturas, como milho, soja, arroz, trigo, hortaliças e frutas, tanto em grandes propriedades quanto na agricultura de menor escala.
Liberação gradual e menor impacto ambiental
Estudos acadêmicos indicam que a integração entre componentes orgânicos e minerais melhora a dinâmica do solo e a eficiência da adubação. Uma das principais vantagens apontadas é a liberação mais lenta dos nutrientes, o que reduz perdas por lixiviação e volatilização.
Com a disponibilização gradual dos nutrientes ao longo do ciclo das culturas, os fertilizantes especiais contribuem para melhorar a qualidade do solo, reduzir desperdícios e diminuir riscos de contaminação ambiental.
O avanço do segmento reflete uma transformação no manejo nutricional das lavouras brasileiras: mais tecnologia, maior eficiência e foco crescente em sustentabilidade sem abrir mão da produtividade.
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Agro Mato Grosso
Exportação de carne bovina em MT registra maior volume da história em 1 mês

Estado embarcou 83 mil toneladas e faturou mais de US$ 356 milhões no primeiro mês de 2026. O resultado representa aumento de 53,18% em comparação com janeiro do ano passado.
Mato Grosso bateu recorde ao registrar o maior volume da história para o mês de janeiro nas exportações de carne bovina, com 83,06 mil toneladas embarcadas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta segunda-feira (16).
O volume foi calculado em Tonelada Equivalente Carcaça (TEC), que padroniza o peso da carne bovina e permite comparar produtos com diferentes níveis de processamento, como cortes com osso, desossados e industrializados, em uma única medida.
O resultado representa um aumento de 53,18% em comparação com janeiro do ano passado. A receita também cresceu e chegou a US$ 356,45 milhões, alta de 68,02% no mesmo período. O avanço foi impulsionado tanto pelo aumento no volume exportado quanto pela valorização do preço médio da carne, que subiu 9,69% e atingiu US$ 4.291,52 por tonelada em equivalente carcaça.
A China foi o principal destino da carne bovina produzida no estado e respondeu por 57,5% das exportações em janeiro. O volume enviado ao país asiático aumentou 89,2% em relação ao mesmo mês de 2025, indicando forte demanda no mercado internacional.
O diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, afirmou que o resultado reflete ganhos de produtividade, qualidade e competitividade da pecuária estadual, além de reforçar a posição de Mato Grosso entre os principais fornecedores globais da proteína.
O desempenho mantém a tendência de crescimento observada em 2025, quando o estado exportou 978,4 mil toneladas de carne bovina ao longo do ano, o maior volume da série histórica. A produção chegou a mais de 90 países e gerou receita superior a US$ 4 bilhões, consolidando Mato Grosso como o maior exportador de carne bovina do país.
🚛Alta nas exportações
Há um mês, as exportações da carne mato-grossense aumentaram 43,12% apesar do tarifaço do presidente americano Donald Trump, de 50% que durou cerca de 99 dias, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O resultado representa a soma das vendas ao exterior de carne bovina, suína e de aves entre janeiro e novembro de 2025.
O bom desempenho de Mato Grosso na exportação de carne ocorreu especialmente pela estratégia de redirecionar os embarques e ampliar as vendas para mercados asiáticos, o que ajudou a passar praticamente à margem do impacto do tarifaço de Trump.
Somente naquele período, as exportações totais de carnes saltaram de aproximadamente US$ 2,7 bilhões, em 2024, para cerca de US$ 3,85 bilhões, em 2025, no acumulado de janeiro a novembro, conforme dados da Sedec.
Antes disso, em novembro, a exportação de carne bovina de Mato Grosso bateu recorde ao superar as 112 mil toneladas, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Segundo a Sedec, o valor das vendas ao exterior da carne bovina passou de US$ 2,45 bilhões para US$ 3,62 bilhões no período, e pela carne suína, que avançou de US$ 59,97 milhões para US$ 68,55 milhões.
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Semeadura do algodão entra na reta final em MT; milho chega na metade

A semeadura do algodão em Mato Grosso entrou na reta final. Os cotonicultores já levaram as sementes para 98,03% da área projetada, um avanço semanal de 8,12 pontos percentuais. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), progresso significativo também foi registrado no milho de 17,77 pontos percentuais, o que proporcionou um alcance de 46,07% da área cultivada.
No algodão, os trabalhos estão 2,35 pontos percentuais à frente dos 95,68% observados no ciclo 2024/25 e da média das últimas cinco safras de 91,15%.
Entre as regiões, a médio-norte deve encerrar os trabalhos nesta semana de Carnaval, uma vez que por lá 99,01% das áreas já estão com as sementes. Também há probabilidade de haver desligamento das máquinas no oeste (98,62%), centro-sul (98,45%) e noroeste (98,02%) do estado.
Já nas regiões nordeste e sudeste, onde 97,55% e 95,95% das áreas já estão cultivadas, os trabalhos podem avançar mais uma semana à depender do clima.
Milho atrasado ante a média
De acordo com o Imea, a semeadura do milho em Mato Grosso está 1,12 ponto percentual à frente dos 44,95% no ciclo passado, mesmo com o excesso de chuvas observados nos últimos dias, que tem atrapalhado a colheita da soja. Contudo, ao se observar a média das últimas cinco safras a atual está atrasada. A média histórica é de 52,95%.
O médio-norte do estado lidera com 62,24% das áreas destinadas ao cereal cultivadas, seguido do oeste com 54,17% e do noroeste com 50,35%. Já o norte do estado semeou até o último dia 13 de fevereiro 46,54% da sua área e o centro-sul 37,14%.
O nordeste do estado plantou 31,18% e o sudeste, região mais atrasada, apenas 22,47%.
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Colheita da soja alcança 51% sob desafios causados pelas chuvas

A colheita da soja em Mato Grosso avançou e alcançou 51,01% na última sexta-feira (13). Apesar do progresso semanal de 11,40 pontos percentuais, os produtores registram dificuldades em entrar com as máquinas diante do excesso de chuvas nas últimas semanas.
De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), nos últimos quinze dias, os acumulados de chuva variaram entre 90 mm e 150 mm em diversas regiões produtoras. Além de impactar diretamente a operação no campo, o excesso de umidade pode comprometer a qualidade da produção.
Apesar dos problemas climáticos, ao se analisar os trabalhos na temporada 2024/25, o ciclo atual está 0,94 pontos percentuais à frente. A média dos últimos cinco anos para o período observado é de 42,92%, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Entre as regiões, do médio-norte e do oeste lideram com 72,40% e 70,24% de suas respectivas áreas colhidas. Em contrapartida, nordeste e sudeste com as regiões mais atrasadas com 29,53% e 27,94% da soja colhida, respectivamente.
Atrasos nos contratos e plantio do milho
O presidente da Aprosoja-MT Lucas Costa Beber, lembra que o cultivo da oleaginosa ocorreu em um período mais alongado, em decorrência do clima, “o que deve resultar em uma colheita mais tardia em algumas regiões, impactando também a janela ideal para o milho segunda safra”.
Outro ponto destacado pela entidade é quanto ao cumprimento de contratos previamente firmados pelos produtores. O diretor administrativo da Associação, Diego Bertuol, frisa que os atrasos observados no plantio e agora na colheita comprometem o fluxo de caixa no início da safra.
“Com o atraso na entrega da produção, muitos produtores enfrentam maior dificuldade para honrar compromissos e organizar o financeiro da safra, o que gera um impacto direto na sustentabilidade econômica das propriedades”, ressalta Bertuol.
Ainda conforme a Aprosoja-MT, outro ponto de atenção é quanto às áreas de ciclo mais tardio com a pressão de pragas e doenças, como percevejo, mosca-branca e ferrugem asiática, que podem comprometer a produtividade final.
A semeadura do milho alcançou na última semana 46,07% da área prevista para a safra 2025/26. A expectativa, ressalta a Associação, é de que haja uma desaceleração nas próximas semanas, “acompanhando o possível atraso da colheita da soja em algumas regiões”.
As projeções indicam um acumulado de chuva “entre 65 mm e 95 mm para parte do estado na próxima semana, o que pode limitar temporariamente o avanço das máquinas”.
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