Business
CNA e entidades discutem desafios para a produção de arroz

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, no fim da última semana, em sua sede na capital federal, com representantes da cadeia produtiva do arroz para discutir o cenário atual da atividade e definir prioridades para o setor. O encontro abordou temas como custos de produção, preços, importação, consumo doméstico e instrumentos de política agrícola.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Participaram da reunião a coordenadora de Produção Agrícola da CNA, Ana Lenat, o assessor técnico Tiago Pereira, o presidente da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura e Pecuária, Henrique Dornelles, e representantes de entidades da orizicultura.
Henrique Dornelles relatou que o mercado do arroz enfrenta baixa remuneração ao produtor, com a saca de 50 quilos comercializada a R$ 53, valor abaixo do preço mínimo definido pela Companhia Nacional de Abastecimento, de R$ 63.
Segundo ele, os preços pagos ao produtor também estão abaixo do custo de produção, estimado em mais de R$ 90 por saca. Além disso, o produto nacional enfrenta concorrência do arroz importado no mercado interno, o que pressiona ainda mais as cotações.
Fernando Rechsteiner, diretor vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, destacou a redução da área cultivada no Estado, principal produtor do país, diante das atuais condições de mercado e produção.
Roberto Fagundes, vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, afirmou que a classificação do grão é um ponto central da cadeia produtiva. Segundo ele, o modelo atual impacta o produtor por meio de descontos e não garante que as informações sobre qualidade sejam repassadas de forma clara ao consumidor nas embalagens.
O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, informou que a Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas acompanha os temas apresentados e avaliará a inclusão das demandas como prioridades na agenda de trabalho.
Ana Lenat destacou que a entidade atuará junto ao Poder Executivo nas discussões relacionadas à qualidade do produto e à promoção do arroz brasileiro.
As entidades definiram o aprofundamento de estudos técnicos sobre custos de produção, instrumentos de política agrícola, critérios de classificação e competitividade internacional, com o objetivo de estruturar propostas voltadas ao fortalecimento da orizicultura.
O post CNA e entidades discutem desafios para a produção de arroz apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Novo ministro da Agricultura define crédito e inovação tecnológica como prioridades

André de Paula assumiu nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária. Em discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro deixou claro quais serão os principais eixos de sua gestão. Entre eles, o fortalecimento de políticas estruturantes como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Funcafé e o Seguro Rural.
“Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil”, afirmou.
Outro ponto central é a incorporação de tecnologia no campo. André de Paula destacou que inovação, automação e inteligência artificial já fazem parte da realidade do agro e devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.
“O uso estratégico da tecnologia será cada vez mais decisivo para o futuro do setor”, disse.
A defesa agropecuária também aparece como prioridade. Segundo o ministro, o sistema sanitário brasileiro continuará sendo tratado como um ativo estratégico para manter a competitividade internacional.
Embrapa e sustentabilidade entram no radar
O fortalecimento da Embrapa foi citado como peça-chave para sustentar o avanço tecnológico no campo. A proposta é ampliar a base técnica da instituição e alinhar a pesquisa às demandas do setor produtivo.
Além disso, o ministro destacou a necessidade de manter a produção com foco em qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade, reforçando a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos.
Ao encerrar o discurso, André de Paula reconheceu o trabalho do antecessor e indicou que a base construída será mantida.
“Seguiremos avançando sobre uma estrutura sólida, técnica e estratégica que projeta o Brasil para o futuro”, afirmou.
Balanço da gestão
Durante a cerimônia, Carlos Fávaro apresentou um balanço de sua gestão, com destaque para a abertura de 555 novos mercados internacionais nos últimos três anos.
O período também foi marcado pela ampliação do crédito rural, que somou R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, além de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas e à modernização do setor.
Fávaro deixou o ministério para concorrer à reeleição como senador pelo estado de Mato Grosso nas eleições de outubro.
O post Novo ministro da Agricultura define crédito e inovação tecnológica como prioridades apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Produtores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade

Com o aumento no custo dos insumos agrícolas e a forte dependência de produtos importados, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a rentabilidade no campo.
Entre as principais estratégias está a adoção da agricultura regenerativa e de modelos biossustentáveis, que prometem reduzir custos, preservar o meio ambiente e garantir produtividade.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, a família Geller aposta na diversificação de culturas e no uso de práticas sustentáveis após enfrentar queda na produtividade com o sistema convencional.
A propriedade conta com cerca de 20 estufas de cultivo protegido e produção a céu aberto, só de morango, são aproximadamente 10 mil pés em sistema semi-hidropônico. Já nas hortaliças, a produção semanal de alface e rúcula varia entre 5 mil e 8 mil pés, além de outras culturas como couve, repolho e temperos.
Há 18 anos atuando na olericultura, a família decidiu investir em um modelo baseado na agricultura biossustentável. A mudança veio da necessidade de reduzir custos e buscar alternativas menos agressivas à saúde e ao solo.
“Com uma parceria entre faculdade e empresas privadas, estamos tentando buscar algo que seja menos impactante, primeiramente, para nós mesmos, para a saúde e para o bolso”, explica o produtor rural, Lucas Miotto Gheller.
A solução que está em fase de implantação na propriedade prioriza o uso de recursos biológicos com redução de insumos químicos e foco na saúde do solo.
“Nós trabalhamos exatamente o equilíbrio, 14 nutrientes adicionados para equilibrar esse solo. E o principal ácidos úmicos e fúlvicos. Você trabalha uma fórmula de nutrientes mais complemento, o famoso enchimento, um solo extremamente duro, com baixa absorção de água, seco e muito salino”, destaca Wanderlei Enderle.
“Se colocar isso aqui na boca, você vai achar que se colocou um grão de de cloreto de sódio, de sal, mas de verdade é cloreta de potássio e algum afloramento até de fósforo, fosfatos”, completa.
Aplicação
Em outra propriedade acompanhada por pesquisadores, o uso de fertilizantes produzidos dentro da própria fazenda apresentou desempenho superior ao sistema convencional. No cultivo de milho, a média de produtividade em quatro anos chegou a 163 sacas por hectare com manejo biológico, frente a 143 sacas no modelo tradicional.
Além da redução de custos, a produção dentro da fazenda diminui a dependência de insumos externos e aumenta a eficiência econômica. Segundo especialistas, esse é um dos pilares da agricultura regenerativa, que pode ser adotada de forma total ou combinada com o uso de insumos químicos.
O post Produtores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Brasil deve importar maior volume de trigo da história na safra 26/27

A dependência do Brail pelo trigo importado deve aumentar no ciclo 2026/27. O atual cenário indica compras próximas a 8 milhões de toneladas, o maior volume da história, refletindo a redução da área plantada, margens apertadas e a limitação da produção nacional.
As projeções do setor indicam que a produção brasileira do cereal ficará próxima a 8 milhões de toneladas em 2025/26, frente a uma demanda de 14,8 milhões. Para 2026/27, a estimativa é de queda para cerca de 7,2 milhões.
O tema será destaque do Painel do Trigo Nacional, que abre o Moatrigo no dia 13 de abril, na Fiep, em Curitiba, no Paraná.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O debate contará com a participação do analista de trigo da Safras & Mercado Elcio Bento, do presidente da Abitrigo, Daniel Kümmel, do diretor de Trading e Originação da Bunge para a América do Sul, Eduardo Bulgarelli.
O evento também contará com a leitura do balanço global de trigo, que, embora aponte estoques elevados, apresenta forte concentração em poucos países exportadores. O documento mostra que, ao mesmo tempo, diversas regiões importadoras seguem deficitárias, tornando a fluidez do comércio internacional um fator-chave para a formação de preços.
Outro ponto relevante a ser considerado nas discussões é o cenário de curto prazo, marcado pela entressafra no hemisfério norte, que reduz a oferta imediata e aumenta a sensibilidade do mercado a fatores como clima, geopolítica e movimentação de fundos.Para o Brasil, essa dinâmica reforça o peso das importações, com destaque para a Argentina, principal fornecedora, embora problemas de qualidade na safra recente possam limitar seu aproveitamento e exigir maior atenção da indústria.
O painel também deve abordar a competitividade das principais origens exportadoras, como Rússia, Estados Unidos e Argentina, além de fatores que influenciam o custo da farinha no Brasil, como energia, custos de produção e desafios logísticos ao longo da cadeia.
Serviço
O que: Moatrigo
Quando: Dia 13 de abril
Onde: Centro de Eventos Fiep (Av. Com. Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba-PR)
Inscrições aqui
O post Brasil deve importar maior volume de trigo da história na safra 26/27 apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso17 horas agoProdução de etanol em MT deve ter alta de 17,8% na safra 2026/2027, diz projeção
Agro Mato Grosso19 horas agoAo menos 25 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda de MT
Featured19 horas agoStoneX faz revisão positiva da safra de soja 26/27, com ajustes em três regiões
Business19 horas agoParaguai bate safra histórica e já projeta novo recorde na soja
Sustentabilidade18 horas agoColheita da soja e plantio do milho entram na fase final em MS – MAIS SOJA
Business16 horas agoProdutores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade
Business22 horas agoPalmito na Semana Santa: demanda explode e vira item disputado no Espírito Santo
Featured17 horas agoAbril: saiba como ficaram os preços de soja no primeiro dia do mês
















