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15 de outubro de 2026

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Números disparam e soja ganha força com revisões para cima do USDA e Conab

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Foto: Abiove

Apesar dos problemas de excesso de chuvas no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e da preocupação com a falta de precipitações no Sul e na Argentina, a semana foi marcada por revisões positivas nas estimativas para a safra sul-americana de soja.

O relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção da safra brasileira 2025/26 para 180 milhões de toneladas, acima das 178 milhões indicadas no mês anterior. O mercado trabalhava com expectativa de 179,2 milhões. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 171,5 milhões de toneladas.

Argentina

No caso da Argentina, a produção 2025/26 foi mantida em 48,5 milhões de toneladas, contrariando parte do mercado que esperava um corte de 400 mil toneladas. Para 2024/25, o número permaneceu em 51,11 milhões.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a safra 202526 está estimada em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com a produtividade de 53 bushels por acre. O USDA repetiu as projeções anteriores tanto para a produção quanto para esmagamento (2,570 bilhões de bushels) e exportações (1,575 bilhão)

Projetados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), os estoques finais norte-americanos estão levemente acima da expectativa média do mercado. No cenário global, o USDA elevou a estimativa da safra mundial 2025/26 para 428,18 milhões de toneladas, ante 425,68 milhões em janeiro. Para 2024/25, a previsão é de 427,15 milhões.

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Os estoques finais globais em 2025/26 foram estimados em 125,51 milhões de toneladas, praticamente em linha com o que o mercado projetava. Já para 2024/25, o volume está calculado em 123,6 milhões. As importações da China foram mantidas em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e 108 milhões para 2024/25.

Conab também revisa soja para cima

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também elevou sua projeção. A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá atingir 177,985 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% sobre as 171,48 milhões colhidas na temporada anterior.

No levantamento anterior, a estimativa estava em 176,124 milhões de toneladas.

A área plantada está projetada em 48,43 milhões de hectares, avanço de 2,3% frente aos 47,35 milhões do ciclo passado. A produtividade média é estimada em 3.675 quilos por hectare, acima dos 3.622 quilos por hectare registrados em 2024/25.

Argentina também melhora projeção de soja

A Bolsa de Cereais de Rosário elevou sua estimativa para a safra argentina 2025/26 para 48 milhões de toneladas, um milhão acima da previsão anterior. A revisão reflete condições favoráveis no oeste e no norte do país. Segundo a entidade, as chuvas previstas para os próximos 10 a 15 dias serão decisivas, já que as lavouras atravessam estágio crítico de desenvolvimento.

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Mesmo com desafios climáticos pontuais, os novos números indicam um cenário de oferta robusta na América do Sul, com impacto direto nas expectativas do mercado internacional de soja.

Os dados são da Safras & Mercado.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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