Sustentabilidade
Tripes: Clima seco favorece o desenvolvimento da praga e aumenta a necessidade de manejo – MAIS SOJA

Sob condições de baixa disponibilidade hídrica, um grupo de pragas em específico tem seu desenvolvimento favorecido na cultura da soja. Trata-se dos tripes, cujas principais espécies de expressão econômica são o Frankliniella occidentalis, a Frankliniella schultzei e a Caliothrips sp.
Embora não apresentem um potencial destrutivo grande comparativamente a pragas primárias como percevejos e lagartas, dependendo das condições ambientais e densidade populacional da praga, os danos ocasionados pelos tripes podem chegar a 25%, resultando em perdas de produtividade de até 10 sc ha-1 (Zanattan; Nunes; Madaloz, 2023).
O clima seco, característico do estresse hídrico, beneficia o desenvolvimento dos tripes, permitindo o aumento rápido das populações da praga. Nessas condições, ocorre o desenvolvimento dos tripes em estado de pseudo-pupa no solo. Após o inseto completar esta fase, surgem os insetos adultos, que rapidamente se dispersam por toda a lavoura (Pozebon, 2021).
Dependendo da espécie, cada fêmea pode colocar até 75 ovos, o que contribui significativamente para o aumento exponencial da praga sob condições ambientais adequadas (Sosa-Gómez et al., 2023). A praga também pode surgir em condições de baixas temperaturas, associadas à estiagem.
Quando controlar?
A ocorrência de chuvas reduz significativamente as populações de tripes por ação mecânica (lavagem das folhas e afogamento dos indivíduos) e por garantir umidade favorável à atividade de microrganismos que causam doenças e matam os tripes. No entanto, em condições em que o controle químico se faz necessário, recomenda-se que as pulverizações sejam realizadas quando atingidos os níveis de aproximadamente 20 tripes por folíolo.
Inseticidas com ação translaminar tendem a apresentar um maior controle dos tripes, sobretudo, a eficácia dos inseticidas pode variar de acordo com a espécie e distribuição geográfica da praga. Analisando a variação geográfica e suscetibilidade de espécies de tripes a diferentes inseticidas Warpechowski et al. (2023) observaram que, no geral, as populações de F. schultzei e C. phaseoli apresentam menor variação de suscetibilidade a espinetoram, metomil, espinetoram + metoxifenozida e profenofos + cipermetrina.
Essa baixa variação de suscetibilidade de espécies de tripes a esses inseticidas permite um maior espectro de controle da praga, especialmente em casos em que há dificuldade em identificar a espécie de tripes.
Figura 1. Mortalidade conjunta de populações de F. schultzei e C. phaseoli expostas ao campo concentração de campo de inseticidas de modo de ação único (A) e expostas ao campo concentração de campo de misturas de inseticidas pré-formuladas (B).

Adaptado: Warpechowski et al. (2023)
Veja mais: Estresse hídrico na fase vegetativa compromete a produtividade da soja?
Referências:
POZEBON, H. O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE TRIPES EM SOJA: Mais Soja, 2022. Disponível em: < https://maissoja.com.br/o-que-voce-precisa-saber-sobre-tripes-em-soja/#:~:text=Os%20tripes%20s%C3%A3o%20insetos%20raspadores,phaseoli%20(tripes%2Dcarij%C3%B3). >, acesso em: 26/01/2026.
SOSÁ-GOMEZ, D. R. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE INSETOS E OUTROS INVERTEBRADOS DA CULTURA DA SOJA. Embrapa, Documentos, n. 269, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1152855 >, acesso em: 26/01/2026.
WARPECHOWSKI, L. F. et al. WHY DOES IDENTIFICATION MATTER? THRIPS SPECIES (Thysanoptera: Thripidae) FOUND IN SOYBEAN IN SOUTHERN BRAZIL SHOW HIGH LEVELS OF GEOGRAPHICAL AND INTERSPECIFIC VARIATION IN SUSCEPTIBILITY TO INSECTICIDES. UFSM, Dissertação de Mestrado, 2023. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/handle/1/31045 >, acesso em: 26/01/2026.
ZANATTA, F.; NUNES, M.; MADALOZ, J. OCORRENCIA DE TRIPES NAS CULTURAS DE SOJA E MILHO. PIONNER AGRONOMIA, CROP FOCUS, 2023. Disponível em: < https://www.pioneer.com/content/dam/dpagco/pioneer/la/br/pt/files/Crop_focus_ocorrncia_de_tripes_em_soja_e_milho.pdf >, acesso em: 26/01/2026.

Sustentabilidade
Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.
Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.
Matopiba
Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sumitomo Chemical apresenta tecnologias para o manejo de plantas daninhas em diferentes sistemas de produção – MAIS SOJA

A Sumitomo Chemical marca participação no 34o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD) com as suas principais soluções de proteção de lavouras e pastagens. Maior encontro do setor no país, o evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A companhia apresentará seu portfólio focado no manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas para o agro.
Entre os principais destaques do evento está o Rapidicil®, nova geração de herbicida da Sumitomo Chemical para agricultores que buscam controle rápido, seguro e flexível de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, e que confere maior velocidade de dessecação do mercado. Pertencente ao grupo dos inibidores da enzima PPO (Protoporfirinogênio Oxidase), o novo herbicida é voltado para as culturas de soja, milho e algodão, posicionando-se como uma ferramenta estratégica contra espécies de difícil controle. O produto, em fase de registro, não está disponível para comercialização.
A empresa, que é patrocinadora Diamante do evento, também leva ao congresso o ZethaMaxx® Evo, herbicida pré-emergente que combina três mecanismos de ação distintos para ampliar a eficiência do manejo, garantindo mais flexibilidade, controle residual prolongado e facilidade operacional ao produtor. No segmento de pastagens, o destaque será Tempest® E, que chega com um posicionamento ainda mais completo: além da eficiência em plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle, passa a contemplar também os segmentos de fácil e médio controle, contribuindo para pastagens mais produtivas e maior rentabilidade na pecuária.
De acordo com Luciano Teixeira, gerente de Herbicidas da Sumitomo Chemical, o CBCPD é um ambiente fundamental para a inovação no campo. “O congresso é uma plataforma essencial para trocarmos conhecimentos e apresentarmos tecnologias que combinam inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no manejo de plantas daninhas”, destaca. “A Sumitomo Chemical está à disposição do produtor para proteger o potencial produtivo das áreas e auxiliar no aumento da rentabilidade no campo”.
Além do estande, alguns trabalhos foram selecionados para apresentação oral pela comissão do congresso e a Sumitomo Chemical preparou um ambiente exclusivo para a disseminação de conhecimento técnico. Nos dias 4 e 5 de agosto, das 15h às 17h, uma sala será dedicada para receber pesquisadores e profissionais do setor para a apresentação de trabalhos científicos e resultados de pesquisas de campo conduzidas pela companhia.
Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro
Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Em 2025, a companhia completou 50 anos de história no Brasil como precursora e referência em produtos para aumentar a produtividade e controlar doenças e pragas da agropecuária nacional.
A Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade.
Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.
Fonte: Assessoria de imprensa
Business19 horas agoColheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso
Sustentabilidade21 horas agoMercado brasileiro de soja deve manter lentidão no início da semana – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso20 horas agoColheita do milho entra na reta final e já alcança 96,8% da área em MT
Agro Mato Grosso20 horas agoSyngenta promove profissionais à gerência de marketing
Sustentabilidade20 horas agoMILHO/CEPEA: Indicador fica estável no fim de julho, mas sobe 3% no mês – MAIS SOJA
Business22 horas agoMilho avança quase 3% em julho, apesar de mercado travado no fim do mês
Sustentabilidade20 horas agoRecuperação judicial não é a doença, mas a defesa do produtor
Business21 horas agoMato Grosso inaugura o primeiro centro de treinamento em segurança do trabalho da América Latina
















